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Tesla instala cercas em canteiro de obras para proteger lagartos

Teslarati

A Tesla, uma empresa automotiva e de armazenamento de energia, instalou cercas de répteis na propriedade industrial de Grunheide, na Alemanha, para proteger lagartos da migração para o canteiro de obras da área Giga Berlim.

No início desta semana, a Agência Estadual do Meio Ambiente de Brandemburgo deu à Tesla a luz verde para continuar com os trabalhos de preparação no canteiro de obras de Giga Berlim, enquanto as licenças ambientais completas ainda estão pendentes. 

A construção das cercas de répteis é consistente com o plano de proteção ambiental apresentado por Tesla ao governo de Brandemburgo, grupos ambientais envolvidos e residentes locais. Durante a construção do Giga Berlin, a Tesla repovoará répteis e outros animais encontrados no local, seguindo as recomendações de especialistas do país.

Respeito ambiental

Além das cercas protetoras para afastar os répteis, a Tesla também marcou áreas claramente onde os ninhos de formigas estão localizados. As formigas de madeira também são marcadas como espécies ameaçadas. As colônias de formigas devem ser reassentadas antes de nivelar as porções específicas da propriedade Giga Berlim.

Árvores com morcegos também não foram arrancadas para permitir que os animais completassem sua hibernação no inverno. Os morcegos ameaçados de extinção na floresta de Grunheide começaram sua hibernação em fevereiro e provavelmente durarão até o final de março, quando a estação de acasalamento começar.

Em janeiro, o CEO da Tesla, Elon Musk, garantiu ao público que a Tesla será construída com a sustentabilidade e o meio ambiente em mente.


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Caçador é membro do comitê de conservação da vida selvagem

O empresário multimilionário e membro do comitê de conservação da vida selvagem, Mark Bristow foi fotografado com os corpos dos vários animais que ele matou enquanto estava numa viagem de caça na África.

mark bristow, empresário e caçador de animais, ao lado do leopardo morto por ele
Foto: Independent

O surgimento das fotografias, ocorre em meio ao crescente debate sobre o irônico apoio de grandes países à caça legalizada para pagar por programas de conservação de espécies.

A foto de Bristow com o leopardo morto, foi publicada no site da Hunters & Guides Africa, uma grande operadora turística da África do Sul. Outras fotos também o mostram posando com cadáveres de antílopes, gazelas, leões, búfalos, zebras e hipopótamos que ele matou em suas viagens.

Em 2016, a empresa de Bristow, iniciou uma parceria com o Mali Elephant Project e a doou cerca de meio milhão de dólares para o projeto de conservação de elefantes desde 2014. Várias fotografias publicadas pela Hunters & Guides mostram o Sr. Bristow posando com elefantes que ele matou a tiros. Leopardos e elefantes-africanos são listados como criticamente ameaçados ​​pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

A Randgold também dá apoio financeiro à Panthera, a sociedade global de proteção a animais como leões, tigres e leopardos, que no ano passado nomeou Bristow para seu Conselho de Preservação. Outros membros do conselho incluem a cantora Shania Twain, o ex-chefe executivo da Patagônia, Kris Tompkins, e a Kate Silverton, da BBC.

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Arara Azul
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Grupos conservacionistas lançam projetos para salvar animais em extinção

Um resumo da Upside, divulgado esta semana, analisou as diferentes maneiras de como comunidades de conservação ambiental estão resgatando espécies à beira da morte e da extinção. Um relatório da WWF  estimou que, desde 1970, a humanidade eliminou 60% das populações de animais em todo o mundo, e as regiões selvagens do mundo estão se contraindo rapidamente sob nossa influência.

Arara Azul
Foto: Pixabay

Após os dados alarmantes, conservacionistas iniciaram um trabalho notável para salvar as espécies que estão se extinguindo, embora ainda não saibamos se a humanidade é melhor em salvar ou matar espécies em extinção.

Em Barcelona, na Espanha, a repórter Emma Reverter escreveu sobre como as comunidades locais estão trabalhando juntas para salvar os cães galgos da execução após o final da temporada de caça. Atualmente, são salvos cerca de dois mil cães que antes não eram queridos e, agora passaram a ser amados, não só na Espanha, mas nos EUA e em outros países também.

Os movimentos que defendem a redução ou fim do consumo de carne, como o veganismo e o vegetarianismo, também parecem estar aumentando. Um relatório da Waitrose descobriu que um terço dos britânicos pararam ou reduziram a ingestão de carne, sendo um em cada oito vegetarianos ou veganos.

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Imagens de satélite mostram a ilha havaiana após passagem do furacão Walaka.
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Furacão Walaka afunda ilha do Havaí, onde animais em extinção se abrigam

Uma ilha havaiana praticamente desapareceu do mapa após a passagem do intenso furacão Walaka, um dos ciclones tropicais mais intensos registrados. O alagamento da ilha East Island, do Havaí, atinge espécies de animais criticamente ameaçadas como as focas-monge havaianas e tartarugas-verdes-marinhas que podem sofrer com a perda de habitat.

Imagens de satélite mostram a ilha havaiana após passagem do furacão Walaka.
Imagens de satélite mostram a East Island após passagem do furacão Walaka (Foto: U.S. Fish And Wildlife Service/Reprodução)

Ambas as espécies já haviam partido para a temporada, então o furacão não as afetou, informou o Honolulu Civil Beat . Ainda assim, a ilha era um local importante para as tartarugas marinhas se abrigarem e para as focas carregarem seus filhotes.

Mais da metade das tartarugas-verdes marinhas se abrigam em East Island, tornando-se a área com a maior densidade de tartarugas-verdes do mundo. Agora, as tartarugas terão que encontrar em outro lugar para pôr seus ovos.

Os cientistas e pesquisadores que estudavam em East Island, antes do furacão, planejavam ficar lá durante o temporal. Quando a tempestade se tornou intensa demais, eles foram evacuados e as imagens obtidas após a tempestade revelaram que a ilha havia desaparecido.

Ainda é cedo para dizer o quão severo será o impacto nos animais. As tartarugas e focas podem encontrar outras áreas próximas hospitaleiras para seus filhos, mas há um limite para sua adaptação. Os cientistas planejam continuar estudando os animais em extinção e ver como eles se saem no ano que vem.

Os cientistas sabiam que a ilha corria o risco de afundar devido às crescentes marés ocorridas por conta das mudanças climáticas, mas esperavam que durasse pelo menos mais algumas décadas.

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Governo congolês pretende exportar animais ameaçados de extinção para zoos na China

Gorilas-das-montanhas e outras espécies ameaçadas da República Democrática do Congo correm o risco de serem retiradas da natureza e exportadas para zoológicos chineses, segundo grupos conservacionistas.

Animais ameaçados de extinção no Congo correm o risco de serem retiradas da natureza e exportadas para zoológicos chineses.
A República Democrática do Congo é lar de diversas espécies que correm risco de extinção. (Foto: Michele Sibiloni/AFP)

Uma carta do ministro do Meio Ambiente do Congo para uma empresa chinesa, aparentemente referindo-se a um pedido de várias espécies raras, foi vazada e provocou indignação da ONG protetora da vida selvagem, Born Free, e de outras organizações defensoras dos direitos animais.

A correspondência, postada no Twitter por um ativista ambiental, refere-se a um pedido de uma dúzia de gorilas-da-montanha, 16 bonobos, 16 chimpanzés, oito peixes-boi africanos e 20 ocapis.

Os animais, todos pertencentes a espécies ameaçadas de extinção, foram solicitados pelo zoo de Taiyuan, na província chinesa de Shanxi no norte do país, e ao zoo Anji Zhongnan, no leste da China.

O país não possui programas de reprodução em cativeiro, portanto, entende-se que qualquer acordo exigiria que os animais fossem retirados da natureza. Estima-se que apenas 200 gorilas das montanhas ainda habitem o Congo, enquanto os bonobos são endêmicos no país, ou seja, exclusivos da área.

O presidente da Born Free, Will Travers, disse: “Estamos profundamente desanimados com essas propostas e tememos pelo bem-estar desses animais. Retirá-los da vida selvagem colocará diversas vidas em risco e, em nossa opinião especializada, os zoológicos envolvidos claramente não conseguirão atender às complexas necessidades de saúde, sociais e emocionais desses animais, caso sobrevivam à captura e ao transporte. ”

A carta, datada de 8 de junho de 2018 e assinada pelo ministro do Meio Ambiente do Congo, Amy Ambatobe Nyongolo, parece concordar com a exportação dos animais.

A correspondência é dirigida a Liu Min Heng, CEO da Corporação de Comércio Internacional Tianjing Junheng, e cita um suposto acordo entre os zoos chineses e o Instituto do Congo para a Conservação da Natureza (ICCN), órgão responsável pela proteção da fauna e flora do país.

Adams Cassinga, um jornalista investigativo que se tornou ambientalista e fundador da organização Conserv Congo, recebeu a carta de uma fonte. Ele a postou no Twitter e lançou uma petição para impedir a exportação dos animais, que até agora, foi assinada por quase 3.000 pessoas.

Cassinga disse: “Fiquei completamente chocado quando vi a carta. Todos esses animais são altamente protegidos e ameaçados. Um grande esforço de organizações locais e internacionais tem sido feito para preservá-los, e então esse cara [ Amy Ambatobe] vem do nada e decide enviar esses animais para a China sem consenso.”

“A maioria de nós aqui nunca viu esses animais raros. Eu, por exemplo, nunca vi um peixe-boi na República Democrática do Congo. Eu gostaria que os chineses estivessem envolvidos na conservação de nossa vida selvagem, mas eles estão entre aqueles que a estão destruindo. Nós não temos pandas em nossos zoológicos. Por que nossas espécies raras devem aparecer nos zoos deles?

De acordo com as fontes de Cassinga, o acordo entre o governo e a empresa chinesa estipula que qualquer descendência dos animais deve ser devolvida à natureza na RDC. Cassinga, no entanto, lançou dúvidas sobre a praticidade de tal plano.

Ele disse: “Isso é algo que é improvável devido a muitos desafios, principalmente a falta de recursos do estado congolês”.

O ICCN publicou uma declaração distanciando-se da proposta de exportar animais, instando o governo a respeitar a convenção sobre o comércio internacional de espécies da fauna e flora silvestres ameaçadas de extinção (CITES).

No entanto, o governo do Congo, desde então, emitiu uma declaração alegando que nenhum acordo foi alcançado e que a convenção ainda está sendo avaliada.

Em carta à Cites, Born Free e outros 15 grupos da sociedade civil levantaram preocupações e pediram medidas para impedir exportações potencialmente fraudulentas. As organizações afirmam que qualquer remoção de grandes primatas da natureza seria ilegal sob a lei nacional.

Travers admitiu que o investimento chinês pode ser atraente para as economias africanas em dificuldades, mas disse que isso não deve ocorrer às custas da fauna e flora exclusivas do continente.

Capturar grandes símios vivos da natureza geralmente envolve a interrupção de grupos sociais inteiros e a morte de outros membros da família, com consequências devastadoras, alertou a instituição de caridade.

“Com sua enorme capacidade de investimento, a China tem uma grande responsabilidade para garantir que suas atividades internacionais não prejudiquem a vida selvagem do mundo”, disse Travers.

Amy Ambatobe, que negou ter concordado em exportar os animais, disse que havia encaminhado o pedido aos especialistas em conservação do país. Ele disse que os animais não seriam trocados por dinheiro sob nenhuma circunstância.

A Born Free afirma que uma empresa com o mesmo nome que aparece na correspondência do ministro do Meio Ambiente estava anteriormente envolvida na exportação de oito chimpanzés vivos da Guiné para a China sete anos atrás.

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Tráfico e cativeiro: tigres são encontrados em fazenda na Tailândia

Foto: Reprodução

A descoberta recente de uma dúzia de tigres em uma propriedade no leste da Tailândia, em Khlong Kiu, serviu como um lembrete de que o cativeiro de tigres ainda é uma ameaça para os animais selvagens do Sudeste Asiático.

De acordo com o TRAFFIC – organização que monitora o tráfico de animais silvestres, as autoridades que fiscalizaram a fazendo de porcos encontraram várias espécies de animais selvagens protegidos, incluindo os tigres.

O resgate foi realizado pela Unidade Wild Hawk e pela Unidade Especial 1326 do Escritório de Proteção e Controle de Incêndio Florestal – ambas do Departamento de Parques Nacionais, Conservação de Vida Selvagem e Flora (DNP), em conjunto com o Escritório Regional de Áreas Protegidas 2, em Sri Racha.

Foto: Reprodução

Segundo informações dos agentes, dois homens que estavam no local alegaram ser os proprietários da fazenda. Na hora do flagrante eles apesentaram documentos questionáveis que não puderam ser verificados, porque foram emitidos por um departamento do governo que não está mais em operação.

A Wild Hawk Unit informou que alguns dos tigres eram filhotes, suscitando suspeitas de que a instalação havia sido usada para reprodução, e possivelmente, também para o comércio.

“É uma descoberta preocupante, mas parabenizamos a Unidade Wild Hawk e estamos felizes em ver a Tailândia entregar uma promessa anterior de identificar instalações de criação de tigres no país”, disse Kanitha Krishnasamy, Diretora Regional Interina da TRAFFIC no Sudeste Asiático.

Em 2016, as autoridades tailandesas invadiram o Templo do Tigre na província de Kanchanaburi, pois, havia uma suspeita de cativeiro e tráfico de tigres. No local foram encontrados 130 tigres vivos, mais de 40 filhotes de tigre mortos, diversas peles e 1.500 amuletos de pele de tigre.

A cruel atração turística foi posteriormente encerrada e os animais vivos resgatados.

A criação de tigres alimenta uma demanda ilícita no país, que carente de esforços nacionais e internacionais não conseguem aplicar efetivamente as leis de conservação e proteção das populações selvagens em extinção.

Tailândia, Laos e vários outros países do Sudeste Asiático há muito tempo estão sob suspeita, porque não conseguem fiscalizar e fechar instalações e propriedades que estão explorando tigres para o comércio.

Além dos tigres, os oficiais que investigaram a fazenda de porcos também encontraram outros 22 animais ameaçados pela caça e comercialização.

Esta descoberta suscita a preocupação das autoridades e dos ativistas sobre a variedade de espécies que os fazendeiros criam em cativeiro para alimentar o tráfico.

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Propagandas

Os animais precisam de ajuda

Animais estão em perigo como resultado da ação dos seres humanos, perdem suas casas devido ao desmatamento, mudanças climáticas e são exterminados por caçadores. Eles precisam de ajuda.

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Tartaruga em risco de extinção é encontrada encalhada no litoral do Ceará

Espécie está ameaçada de extinção
Tartaruga-cabeçuda é achada encalhada no litoral do Ceará (Foto: Arquivo pessoal)

A espécie é incomum no litoral cearense, de acordo com o coordenador de resgate da Aquasis Antônio Carlos Amâncio. “É provável que o animal esteja com algum problema no estômago que o esteja debilitando”.

Conhecida como tartaruga-cabeçuda, tartaruga-amarela ou tartaruga-meio-pente, este animal da espécie Caretta caretta, se diferencia das outras devido a morfologia de sua cabeça que é desproporcionalmente grande em relação ao seu comprimento total.

Sua carapaça possui cinco placas laterais, sendo que estas são justapostas, sua coloração é marrom-amarelada e seu ventre amarelo claro; sua cabeça possui dois pares de placas ou escudos pré-frontais e três pares pós-orbitais. No Brasil, a carapaça das fêmeas que são adultas tem a medida curvilínea de 102,8 cm de comprimento e seu peso pode variar de 100 a 180 kg.

De acordo com o veterinário do Projeto Cetáceos da costa Branca, Augusto Boaviagem, o ideal é que moradores da praia da Areia Branca, onde o animal foi encalhado, ajudem a manter o espécie sob cuidados até a chegada da equipe de resgate.

“É preciso manter o animal fora da água, preferencialmente com uma toalha molhada sobre o casco para evitar ressecamento. Se possível, é bom deixar a tartaruga sobre um colchão ou pano molhado, em uma local tranquilo, na sombra, até que uma equipe de resgate chegue ao local”, explica.

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Tubarão é encontrado morto em praia de Tramandaí (RS)

Animal não tinha sinais de pesca ou violência
Corpo será descartado em aterro sanitário | Foto: Divulgação Brigada Militar

De hábitos noturnos, esse tubarão vive geralmente de forma solitária, mas pode formar grupos. Pelágico, de águas rasas, principalmente em zonas de arrebentação nas praias e dentro de baías de pouca profundidade. Nos meses mais quentes, prefere águas claras e rasas com profundidade entre 2 e 25 m. No Brasil, é comum nas regiões Sudeste e Sul.

De acordo com o Comando Ambiental da Brigada Militar, o animal, da espécie Garcharias-taurus, não tinha marcas de rede, nem sinais de violência pelo corpo.

A fim de investigar a causa da morte, um biólogo do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), da UFRGS, foi ao local para examinar o animal, mas como já estava morto, não foi possível resgatá-lo para estudos na instituição.

A prefeitura de Tramandaí informou que irá recolher o corpo do animal e descartá-lo no aterro sanitário do município.

Conforme Comando Ambiental da Brigada Militar, o Tubarão Mangona é comum na costa litoral gaúcho. Ele pode atingir 3,2 metros de comprimento e 159 quilos. Ele é um dos tubarões mais pescados do país e integra a lista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de animais ameaçados de extinção.

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Destruição de habitats: 620 animais são encontrados em área urbana

Águia chilena corre risco de extinção segundo Ibama
1.277 animais foram devolvidos à natureza até agora

As margens de uma rodovia no município de Barra de São Miguel, na Paraíba, dois filhotes de águia chilena foram resgatados pelo Batalhão de Polícia Ambiental da Paraíba (BPAmb). Somente no primeiro quadrimestre deste ano, o BPAmb resgatou 620 animais silvestres e outros 1.809.

Considerada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), como um animal em extinção, a águia-serrana, também conhecida como águia-chilena, é uma ave de rapina encontrada em boa parte do Brasil. Gosta de habitar áreas montanhosas e campestres, onde é frequentemente observada planando. Generalista, caça desde aves, serpentes até pequenos roedores.

A águia mede de 62-69 cm de comprimento, envergadura de até 2 m, e peso médio de 1.600 g (macho) e 3.000 g (fêmea). O adulto possuí dorso cinza-escuro, coberteiras finamente barradas de preto. A cabeça e o pescoço de mesma coloração do dorso, partes inferiores brancas. O jovem apresenta plumagem marrom-escuro com partes inferiores mescladas de castanho, similar ao jovem de Geranoaetus albicaudatus, diferenciando-se principalmente pela silhueta.

Os dois pássaros resgatados no início deste ano são considerados raros e foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde receberão tratamento. De janeiro a abril de 2017, o local recebeu, ao todo, 1.277 animais e as aves representam o maior número. Nesse período, foram 1.112 pássaros.

Após um tratamento, os animais que entram no Cetas são preparados para serem devolvidos à natureza se estiverem em condições. A equipe de agentes do Cetas fez a liberação de cobras como jiboia, salamandra e boipeva na área próxima à Barragem de Gramame. Os animais foram resgatados em João Pessoa.

De acordo com dados do Cetas, foram devolvidos até agora: 1.112 aves, 85 répteis, 80 mamíferos, um total de 1.277 animais.

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