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Dona de clínica suspeita de congelar animais para cobrar diária é solta

Os proprietários da clínica Animed são acusados de diversos crimes, como estelionato, associação criminosa e maus-tratos a animais


A médica veterinária Franciele Fernanda Quirino Santos, sócia de uma clínica em Nova Lima (MG) suspeita de congelar animais mortos para cobrar mais diárias dos tutores, foi solta no sábado (30).

Foto: Reprodução/TV Globo

Franciele estava foragida em São Paulo, mas um habeas corpus garantiu sua liberdade, conforme explicou a titular da Delegacia Especializada em Investigação de Crime Contra à Fauna, Carolina Bechelany Batista da Silva. As informações são do G1.

Os proprietários da clínica Animed são acusados de diversos crimes, como estelionato, associação criminosa e maus-tratos a animais.

De acordo com as investigações, animais mortos eram mantidos congelados por mais de uma semana para aumentar o valor das diárias. Ao informar os tutores das mortes, os corpos eram descongelados e uma injeção era aplicada para que os animais aparentassem morte recente.

No dia em que a clínica foi alvo de uma ação policial, o marido de Franciele, Marcelo Dayrell, que também é sócio da clínica, foi preso. Na sexta-feira (29), uma liminar o colocou em liberdade. O advogado Frederico Tadeu Peixoto explicou que Dayrell vai aguardar o julgamento do mérito do habeas corpus e responder em liberdade pelos crimes.

De acordo com a defesa da veterinária, a prisão dela foi “ilegal e abusiva” porque há uma liminar que impedia que ela fosse presa.

“Sendo assim, nada justifica essa medida abusiva. As providências jurídicas estão sendo tomadas e a defesa lamenta o descumprimento de uma ordem emitida pelo Tribunal de Justiça”, disse em nota.


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Clínica congelava animais mortos para continuar cobrando por internação

A clínica também é suspeita de vender remédios proibidos, aplicar medicamentos de humanos em animais e reaproveitar próteses de animais mortos


Uma clínica veterinária em Nova Lima (MG) congelava animais mortos e não avisava sobre a morte ao tutor para continuar cobrando pela internação. O dono do estabelecimento, alvo de uma ação da Polícia Civil nesta sexta-feira (22), foi acusado de diversos crimes, como estelionato, associação criminosa e maus-tratos. Marcelo Dayrell, proprietário da Animed, foi preso.

Reprodução/Globo

Alguns animais ficaram congelados por mais de uma semana. Antes do tutor ser avisado sobre a morte, o corpo do animal era descongelado e recebia uma injeção para que ficasse com aparência de morte recente.

O local é suspeito também de vender remédios proibidos, aplicar medicamentos de humanos em animais e reaproveitar próteses de animais mortos. Há indícios ainda, segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), de coleta de sangue de animais sem autorização dos donos para venda de bolsas de sangue usadas em procedimentos de transfusão. Crimes de sonegação e lavagem de dinheiro também serão investigados.

“Nós temos testemunhas fundamentais que informam que era um procedimento comum a reutilização de próteses e parafusos que poderiam causar uma contaminação nos animais muito fácil. E a questão do congelamento, nós tivemos notícia que ele praticava esse tipo de ação, ele congelava o animal já morto para postergar a devolução do corpo e receber um maior volume de dinheiro”, disse ao G1 a delegada Carolina Bechelany.

O veterinário e dono da clínica, Marcelo Dayrell, nega os crimes. A polícia tentou ainda localizar a esposa dele, a veterinária Franciele Fernanda Quirino dos Santos, mas não conseguiu. Ela é considerada foragida. O marido afirma que ela está viajando.

A delegada Carolina Bechelany informou que a investigação teve início devido a um descarte de lixo veterinário com lixo comum, que configura crime ambiental. A partir de então, outros crimes foram descobertos. Cinco mandados de busca e apreensão foram expedidos.

Os animais que estavam na clínica no momento da operação policial devem ser retirados do local, que funciona 24 horas. Os tutores serão contatados para buscá-los.

A assessoria de imprensa da clínica informou que se pronunciará sobre o caso após análise das denúncias. “Além disso, se coloca à disposição da Justiça para esclarecimento dos fatos e afirma que irá cooperar no que for preciso com a investigação para que todos os fatos sejam esclarecidos o mais breve possível”, afirma a nota.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária explica que é permitido usar remédios humanos em animais, desde que sejam prescritos por médico veterinário, respeitando as restrições previstas em normas do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


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