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Cavalo tem corpo perfurado por cerca ao fugir de fogos de artifício

Harry, o cavalo ferido ao ser empalado em um pilar da cerca que limitava sua casa | Foto: Press Association
Harry, o cavalo ferido ao ser empalado em um pilar da cerca que limitava sua casa | Foto: Press Association

Um cavalo acabou empalado no poste de uma cerca após ser surpreendido por fogos de artifício e correr em desespero com o barulho, afirmou a ONG RSPCA.

O cavalo, chamado Harry, foi encontrado com ferimentos graves em Holywell, no norte do País de Gales, aparentemente enquanto tentava escapar de seu cercado quando as explosões o assustaram.

Jenny Anderton, inspetora da RSPCA, disse ao Independent: “O cavalo deve ter ficado deitado lá, preso na madeira a noite toda e demoramos cerca de 13 horas para tirá-lo, erguê-lo e levá-lo até os veterinários em uma carroça para que ele pudesse ser operado, pois suas lesões eram muito graves, causadas pela perfuração no poste da cerca”.

“É claro que não sabemos com certeza absoluta, mas parece bem provável que Harry estivesse assustado com os fogos de artifício que foram disparados próximo da região onde ele estava”.

Quatro pessoas – o tutor, um veterinário e dois funcionários da RSPCA – foram necessárias para libertar o cavalo depois que ele foi encontrado ferido no sábado (02).

O incidente vem em seguida do governo do bloco de países dizer que consideraria proibir a venda de fogos de artifício para exibições privadas, após lobby de ativistas pelos direitos animais. Centenas de milhares de pessoas assinaram uma petição online exigindo a mudança, dizendo que a pirotecnia causa efeitos adversos em animais domésticos e selvagens.

Lily Roberts, proprietária dos estábulos onde Harry estava guardado, disse que “nunca tinha visto nada parecido” com o que aconteceu com o cavalo.

Ela disse: “Ele havia esmagado a sebe (poste de madeira) e tivemos que cortá-la. Foi simplesmente horrível. Eu nunca tinha visto algo assim antes”.

A RSPCA informou que recebeu 400 ligações sobre animais afetados por fogos de artifício na Inglaterra e no País de Gales em 2018 e, desde então, lançou uma campanha, Bang Out Of Order, para pressionar a opinião pública sobre o assunto.

Entre as medidas que a campanha deseja ver implementadas estão as restrições de ruído em fogos de artifício disponíveis ao público e as que prevêem a venda limitada ao horário dos eventos comemorativos como véspera de Ano Novo, Ano Novo Chinês e Diwali.

Anderton acrescentou: “Realmente esperamos que Harry se recupere – é muito triste pensar em como ele deve ter ficado assustado e, em grande parte, angustiado enquanto estava empalado”.

“Esse incidente realmente mostra quais podem ser os efeitos dos fogos de artifício nos animais e pedimos que as pessoas tomem consciência das vidas ao seu redor (não só humanas) ao soltar fogos de artifício”.

Sensibilidade

Para os animais, cuja audição é mais apurada que a nossa, o estrondo de rojões e fogos de artifício assume proporções assustadoras. Desesperados e assustados, eles tentam fugir daquilo que imagina que os ameaça e muitas vezes se machucam nos obstáculos que encontram no caminho tamanho seu pavor, como no caso de Henry.

Outros morrem de ataque do coração, devido ao susto causado pelos estrondos durante o tempo em que eles ficam estourando. O coraçãozinho deles não suporta tamanho estresse e acaba sucumbindo à pressão da taquicardia causada pelo ritmo das batidas cardíacas.

Casos de cachorros deixados sozinhos que arranham as portas de suas casas até que suas patas sangrem não são poucos. Outros morrem ao tentar pular os portões ou sufocam até a morte ao ficarem presos entre as vigas dos portões. Gatos também morrem de ataque do coração devido ao pavor do barulho.

Onde falha a responsabilidade e o bom senso humano, é preciso que as leis ajam e regulem a exposição às situações de risco que envolvem essas vidas senscientes.

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Peixes são amarrados e mantidos em sofrimento em peixarias

Ativistas em defesa dos direitos animais estão pedindo o fim de uma prática de séculos em Taiwan – que amarra peixes vivos em forma de lua crescente nas peixarias. Os ativistas alegam que o costume é uma forma de tortura e viola os padrões de bem-estar animal.

Alguns peixes amarrados e presos em um balde
Foto: Jo-Anne McArthur

Em Taiwan, acredita-se que os peixes ficam mais frescos se amarrados em curva e borrifados com água para continuarem vivos até serem comprados – o que pode durar dez horas. Segundo Wu Hung, da Sociedade do Meio Ambiente e Animais de Taiwan, nas comunidades chinesas os peixes são considerados frescos apenas quando foram mortos recentemente.

Os peixes amarrados em curva e expostos em uma peixaria
Foto: Jo-Anne McArthur

“Esse é o motivo que leva os fornecedores a manterem os peixes vivos até o momento da venda. Mas os peixes são seres sencientes, portanto, não devem ser tratados com crueldade”, afirmou Wu Hung.

Jo-Anne McAthur, fotojornalista canadense, documentou o processo de amarrar os peixes. Os fornecedores abrem as brânquias dos animais para aumentar o fluxo de ar, então perfuram as bocas dos peixes com uma vara afiada. Um fio é passado no buraco e um nó é feito; depois, o animal é dobrado e outro nó é feito em sua cauda, para que ele não possa se mover.

São três fotos documentando o processo de durar e amarrar os peixes
Foto: Jo-Anne McArthur

A prática força os peixes a abrirem as brânquias e as bocas, aumentando a absorção de oxigênio e prolongando sua morte. Os fornecedores também borrifam água para manter as guelras e as peles úmidas, mantendo os animais vivos e em sofrimento.

“Os peixes são negligenciados quando se trata do bem-estar animal”, lamentou Krzysztof Wojtas, chefe da política de pesca do grupo pelos direitos animais Compassion in World Farming (CIWF).

Vários peixes imóveis e amarrados em u balde, ao lado de uma mancha de sangue no chão
Foto: Jo-Anne McArthur

“Todas as evidências científicas comprovam que a pesca não traz apenas dor para os animais, mas angústia também. Sabemos que eles são extremamente inteligentes, possuem comportamentos sociais complexos – alguns podem até mesmo usar ferramentas”, explicou Wojtas.

Apesar de serem sencientes, os peixes continuam sendo vítimas da pesca e, na maioria das vezes, são deixados para morrer sufocados.

Segundo Chih-Yang, professor da National Taiwan Ocean University, o conceito de bem-estar animal começou tarde na Ásia. “Precisamos de mais informação, conhecimento, tecnologia e treinamento para que o bem-estar possa ser implantado”, declarou, em entrevista ao The Guardian.


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Brincadeira que faz tutor ‘desaparecer’ causa grande angústia em animais

Uma brincadeira por meio da qual o tutor se esconde atrás de um grande pedaço de pano e, ao soltá-lo, sai do local para dar ao animal a impressão de que a pessoa desapareceu é responsável por gerar grande angústia em cães e gatos. É o que explica o especialista em comportamento canino Rafael Wineski, da Meu Cão Companheiro.

(Foto: Reprodução / YouTube)

O ato de se esconder atrás de um pano e depois “desaparecer” recebeu o nome de #WhatTheFluffChallenge. A brincadeira viralizou nas redes sociais e tem sido repetida em diversas partes do mundo. O que os tutores não sabem, entretanto, é que a atividade faz mal aos animais e pode gerar mudanças de comportamento neles.

“Um cachorro que já tenha uma pré-condição de sofrer de ansiedade por separação pode gerar uma angústia muito grande quando o humano desaparece. É o mesmo que acontece quando uma criança se perde dos pais no shopping ou no supermercado”, alerta Rafael, em entrevista à Gazeta do Povo.

Ao brincar, o tutor pode imaginar que o ato gera apenas um susto inofensivo no animal, mas não é bem assim. De acordo com Rafael, a brincadeira causa uma angústia prolongada que pode, inclusive, levar o animal a desaprender coisas que ele tenha aprendido anteriormente, como não destruir os móveis e fazer xixi no lugar certo.

A brincadeira pode fazer com que cachorros e gatos caiam no que chama Rafael de “aprendizagem de exemplo único”, que é quando o animal encontra conforto apenas na presença do tutor.

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Urso confinado em zoo
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Vídeo flagra a extrema angústia de animais aprisionados em zoo

A Justice Animal, uma organização de advogados de Ottawa que luta pela proteção de animais, divulgou um vídeo que mostra o abuso de animais no zoológico de Wendover, no Leste de Ottawa.

Urso confinado em zoo
Foto: Roger Allen

Os ativistas pedem que as pessoas escrevam para Lalonde, a primeira-ministra Kathleen Wynne e seu MPP local, exigindo que os zoos tenham o licenciamento obrigatório.

Ontario tem a reputação de ser a “capital dos zoológicos de beira de estrada do Canadá”, disse Camille Labchuk, que lidera o grupo.

“É incrivelmente perturbador, sermos a maior província com a maioria dos animais mantidos confinados, ainda termos as piores leis em todo o país”, disse Labchuk.

“Eles precisam licenciar e regular os zoos. Ontario é um constrangimento e, enquanto Ontario vira as costas para os animais, eles estão sofrendo”, acrescentou.

Um funcionário do Papanack Zoo, que desativou sua conta no Facebook, disse que o local não faria nenhuma declaração sobre a filmagem, supostamente feita por um ex-funcionário do local em 2016.

Nas cenas, os animais são vistos andando de um lado para o outro, se balançando continuamente e exibindo sinais de angústia, de acordo com a Animal Justice.

Um guaxinim e um cangambá têm a boca aberta para que seus dentes sejam vistos pela câmera. Um homem descreve como um filhote de leão foi repetidamente espancado no rosto durante sessões de treinamento e como os bebês são arrancados de suas mães.

Uma mulher descreve como um raro cervo morreu correndo até uma cerca. Os animais também são mantidos em pequenas jaulas durante o inverno, segundo o Ottawa Sun.

Lalonde emitiu uma declaração destacando o papel da Sociedade de Ontário para a Prevenção da Crueldade aos Animais (OSPCA), o que confirmou que ela está ciente das alegações e uma investigação está em andamento.

“Estou muito preocupada com os vídeos que surgiram sobre o Papanack Zoo e compreendo que a OSPCA abriu uma investigação sobre crueldade animal”, declarou

A OSPCA, que recebe US $ 5,5 milhões por ano do governo de Ontario para investigar casos de crueldade animal, mantém um “sistema de registro voluntário” para zoológicos e aquários e os inspeciona pelo menos duas vezes a cada ano, disse o escritório de Lalonde.

No entanto, uma porta-voz da OSPCA disse que o licenciamento e a regulamentação dos zoos está além de sua jurisdição.

Não se sabe quantos zoos de beira de estrada existem em Ontario, segundo Labchuk. “Não há registro ou rastreamento e, literalmente, qualquer um pode ter um zoológico na estrada ou uma coleção de vida privada no quintal deles. A província não tem como supervisionar nenhuma dessas instalações. Mesmo que eles tivessem uma forma de rastreá-las, não poderiam fazer nada sobre as condições nessas instalações, já que não há regulamentos que  autorizem que eles permitam que o governo os feche ou exija mudanças”, explicou.

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Elefantas esticam trombas em poço de concreto em zoo
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Vídeo flagra a extrema angústia de elefantas aprisionadas em poço de concreto

Um vídeo de pouco mais de um minuto mostra a realidade sombria do cativeiro de animais emocionais sociais e curiosos como elefantes em zoológicos.

Guillermina e Pocha, mãe e filha exploradas pelo Mendoza Zoological Park, na Argentina, são vistas tentando esticar as trombas o máximo que podem para sair do poço de concreto onde vivem, como se estivessem lutando desesperadamente para explorar o mundo exterior.

Elefantas esticam trombas em poço de concreto em zoo
Foto: GSE

Felizmente, as elefantas não devem ficar no zoológico por muito mais tempo.

Em 2016, o local decidiu transferir os quatro elefantes que mantêm – a família de elefantes asiáticos Pocha, Tamy e Guillermina e o elefante africano Kenia – para o primeiro santuário de elefantes da América do Sul, o Santuário de Elefantes Brasil, inaugurado em outubro do mesmo ano.

“O fato de o Mendoza Zoo ter a iniciativa de transferir todos os quatro elefantes é um ato altruísta que é inspirador e merece elogios enormes”, declarou Scott Blais, CEO do Santuário Global para Elefantes (GSE), a organização que coordenou o acordo, ao The Dodo.

Elefantes explorados em zoo argentino
Foto: GSE

“Sabemos que os elefantes são altamente complexos emocionalmente, socialmente e psicologicamente. Felizmente, o zoo percebeu o impacto negativo que o cativeiro possui sobre esses seres sencientes e fez a escolha adequada para lhes dar um futuro melhor”, acrescentou.

Elefanta estica tromba em desespero para escapar de zoo
Foto: GSE

Porém, o santuário ainda precisa arrecadar dinheiro suficiente para transportar os elefantes e a viagem pode não ocorrer rápido o suficiente.

“É difícil observar os elefantes de Mendoza, sabendo o prejuízo emocional causado diariamente”, escreveu o GSE, referindo-se ao vídeo de Guillermina e Pocha.”[Eles] passarm horas estendendo-se sobre uma parede, absorvendo qualquer cheiro que conseguem encontrar, tentando criar algum tipo de imagem do mundo fora das paredes, procurando um pedaço de algo diferente e novo. O que torna mais fácil é saber que [um ] santuário pode curar até mesmo feridas que têm décadas.Temos apenas que trazê-los até aqui”, adicionou.

 

 

 

 

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Fotos tocantes revelam angústia de animais aprisionados para entretenimento

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto; Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

A fotojornalista Jo-Anne McArthur compreende o poder de uma imagem. Por mais de uma década, ela tem lutado para aumentar a conscientização sobre a situação dos animais em cativeiro, usando sua câmera para capturar fotos poderosas que revelam o quão triste a vida desses seres vivos é.

Zoos e aquários, que são muitas vezes considerados como lugares onde os seres humanos podem aprender sobre os animais, não são locais felizes.

Nessas instalações, os animais são obrigados a suportar climas inadequados em recintos que são uma péssima substituição do que desfrutariam na natureza ou em um santuário. Muitas vezes, eles mostram sinais de uma condição mental conhecida como zoochosis.

McArthur também é autora de “We Animals”, um livro que “investiga animais no ambiente humano: se eles são usados para alimentos, moda e entretenimento ou pesquisas ou se têm sido resgatados para passar os seus anos restantes em santuários” por meio de fotografias impressionantes.

Em 2016, o livro de McArther, “Captive”, que pretende lançar luz sobre como seres humanos não conseguem ver a dor dos animais em zoológicos e aquários, foi totalmente financiado pelo Indiegogo e está programado para ser lançado no final deste ano.
Para acompanhar o lançamento, McArther divulgou o “A Year of Captivity”, um projeto de mídia social que completa “Captive”.

Esta campanha de mídia social dirigida por imagens, que pode ser encontrada no Facebook e no Instagram, visa promover o livro enquanto aumenta a sensibilidade do público em relação a animais cativos, mostrando fotos de animais em zoos e aquários em todo o mundo.

Estas são algumas das imagens notáveis que têm sido compartilhadas em plataformas sociais. Um urso pardo da Croácia pressiona-se contra as barras de uma jaula pequena, de concreto, extremamente angustiado. Muitos animais em zoológicos têm pouco ou nenhum enriquecimento. Imagine passar sua vida em um recinto minúsculo com nada para ocupar sua mente.

Foto: Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

Enquanto um leão confinado grita de frustração, um turista tira uma foto, inconsciente de como estes animais sofrem.

Foto; Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

De acordo com o “A Year of Captivity”, “este foi o quarto bebê de uma elefanta que rejeitou todos os seus filhotes”. Infelizmente, os quatro bebês elefantes faleceram como resultado da rejeição pela mãe. Mortes e doenças são muito comuns em populações de elefantes em cativeiro.

Foto: Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

Durante todos os dias de 2017, o “A Year of Captivity” irá divulgar fotos para mostrar como esses animais merecem ser livres, segundo o One Green Planet.

Por meio de suas fotos, como esta de flamingos mantidos em cativeiro justapostos contra um fundo de um ambiente exuberante, McArthur destaca o quão inconscientes somos a respeito da diferença entre o cativeiro e a vida na natureza.

Foto: Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

O primeiro passo para acabar com a cruel prática de manter os animais em cativeiro é a educação. Usando imagens poderosas, McArthur procura confrontar os seres humanos com o lado infeliz e desolador do cativeiro. Para acompanhar a campanha, siga o Facebook e Instagram.

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Gorila suporta a miséria e a angústia do cativeiro há 30 anos em zoológico

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: chomnad, Twitter
Foto: chomnad, Twitter

Um gorila fêmea de 30 anos vive em uma gaiola no sétimo andar de uma loja de departamentos no centro de Bangkok, na Tailândia. Bua Noi, que significa Little Lotus, não é o único animal lá – embora ele possa muito bem ser o mais triste.

Ela vive sozinha em seu recinto barrado do Pata Zoo, que também explora orangotangos, chimpanzés, macacos, leopardos, répteis e pássaros em gaiolas no topo do complexo comercial. Para chegar ao local, há um elevador.

Há anos, ativistas pelos direitos animais têm tentado fechar o lugar. Em 2015, houve relatos de que as autoridades finalmente reconheceram o quanto o zoológico era abominável para os animais que moravam lá. Parecia que as coisas iam finalmente mudar. Algumas reportagens até declararam que Bua Noi tinha sido “resgatada”.

Porém, como não havia nenhuma legislação oficial de bem-estar animal na Tailândia até recentemente, mudar o destino de animais como Bua Noi continua complicado. Alguns ativistas argumentam que a legislação que foi aprovada para o bem-estar animal é muito vaga para provocar mudanças significativas.

Foto: chayaninja, Twitter
Foto: chayaninja, Twitter

Mas quando as manchetes ficaram velhas e os holofotes sobre a crueldade diminuíram, nunca ficou claro se os animais foram resgatados e, se foram, onde eles estavam.

Fotos divulgadas na internet por visitantes do zoológico pareciam contar uma história diferente: que os animais permaneceram trancados no shopping.

Recentemente, há alguns meses, Bua Noi parecia estar trancada atrás das mesmas grades que a mantiveram confinada desde que ela era uma criança. Bua Noi nasceu na natureza, foi capturada e tem vivido atrás das grades desde então. Ela é exibida como um entretenimento no Pata Zoo desde 1987.

Agora uma nova petição surgiu, exigindo a libertação do gorila. Nela, há uma imagem de Bua Noi, que foi feita em novembro deste ano. “Little Lotus (Bua Noi) ainda está definitivamente lá”, disse Jodie Broad, que escreveu a última petição.

Broad é parte de um grupo de defensores de animais na Austrália que estão tentando enviar Bua Noi para um santuário. “Falaram que ela ia ser libertada porque não iam renovar a licença do zoológico, mas eles renovaram e o Pata Zoo permanece aberto”, explicou.

Foto: Vegan House Stitting, Twitter
Foto: Vegan House Stitting, Twitter

Um amigo de Broad foi ao zoológico há três semanas e tirou a foto atualizada de Bua Noi. Broad recentemente se encontrou com Sinjira Apaitan, um defensor de Bua Noi na Tailândia, que está lutando por melhores condições de vida para todos os animais no zoo.

Sinjira e Broad se reuniram com autoridades do governo em maio para melhorar as condições dos animais. Porém, nada foi resolvido, segundo Broad.

Os gorilas são animais altamente inteligentes e sociais, mas Bua Noi não tem nada para fazer em sua gaiola e nenhum companheiro para lhe fazer companhia. “Todos os animais do Pata Zoo vivem em condições terríveis “, disse Giselle Correia, blogueira e defensora dos animais ao The Dodo em 2015.

Correia acrescentou que o zoológico estava quente e as instalações eram gaiolas descobertas. “Desde as cobras até os papagaios- cinzentos atrás das grades, eles não são tratados como deveriam ser. Eles não são livres”, afirmou.

Mesmo assim, o diretor do zoológico, Kanit Sermsirimongkhon, alega que não fez nada de errado.

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Notícias

Especialistas mostram que aquários podem ser mortais para os peixes

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Flickr, KateTerHaar
Reprodução/Flickr, KateTerHaar

Para muitos de nós, faz parte da infância: um ou dois peixes dourados colocados em uma tigela após serem comprados por um capricho em uma loja de animais.

Eles são animais considerados “fáceis” de cuidar, pois se supõe que necessitam apenas de um respingo ocasional de alimentos e de um espaço pequeno: uma esfera de vidro circular muitas vezes tão pequena que não cabe em uma prateleira, diz o The Dodo.

Porém, essa linha de raciocínio está equivocada e, aos poucos, esse modo prejudicial de lidar com os peixes está mudando.

Há diversos sites que explicam que um peixe não deve viver em recipientes apertados – em 2004, uma cidade italiana proibiu definitivamente esses mini-aquários.

Como se constatou, esses recipientes podem matá-los.

Trata-se da qualidade da água, de acordo com Paul R. Bowser, Ph.D., professor emérito de medicina de animais aquáticos da Universidade de Cornell: “Reflita sobre isso. O peixe dourado está vivendo em seus próprios resíduos metabólicos”.

Isso significa que os peixes vivem ao redor das próprias fezes e eles excretam principalmente amônia, que as bactérias transformam em nitrito e, posteriormente, em nitrato.

É um processo natural, mas a mistura de amônia e nitrito pode atingir concentrações tóxicas dentro de um aquário sujo e isso pode matar os peixes.

Um peixe dourado pode viver por 10 anos ou mais, enquanto a maioria deles que fica em tigelas tem sorte de atingir até 10 meses.

Gregory A. Lewbart, um professor de medicina de animais aquáticos da Universidade Estadual da Carolina do Norte, observa que um de seus clientes – que mantém o seu peixe em uma lagoa ao ar livre de mil litros – tem animais que atingiram a adolescência e uma que acabou de falecer aos 30 anos.

“Lembre-se, os peixes devem fazer tudo dentro da água onde vivem. Comer, urinar, defecar, reproduzir, respirar. Eles não podem escapar do seu meio ambiente.”

É por isso que a filtragem é tão importante. Bowser recomenda um aquário totalmente equipado com um filtro – comumente colocado sob o cascalho ou na lateral – que evita a combinação tóxica de amônia e nitrito.

“A menos que a pessoa execute trocas muito regulares e frequentes de água, as concentrações de amônia e nitrito podem aumentar as concentrações tóxicas que matam os peixes,” explicou Bowser.

Há também a angústia e a tristeza do animal que vive em um espaço tão pequeno.

“Definitivamente, eles ficam perturbados, estressados, desconfortáveis, e sofrem”, completou.

Nota da Redação: Vale lembrar que a luta não é por aquários maiores, e sim por aquários vazios, já que nenhum peixe deve ser confinado e explorado como animal doméstico.

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Chimpanzé é atacado por crianças e se defende quebrando vidro de zoo

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/GrupoQMC
Reprodução/GrupoQMC

Um chimpanzé  angustiado quebrou quatro painéis de vidro à prova de bala que cercavam o recinto em um zoológico após um grupo de crianças atirar pedaços de pau contra ele.

O incidente ocorreu no zoológico Rockhampton, em Queensland, na Austrália, e o local reabriu o recinto na última quinta-feira (30), diz o Daily Mail.

A ocorrência provocou críticas nas mídias sociais e muitos usuários culparam os pais das crianças por não controlarem os filhos.

“A forma como as crianças agem em torno desse recinto é nojenta. Pais, não permitam isso e não digam apenas que ‘crianças são crianças”, escreveu um usuário.

Um usuário salientou que há avisos claros que pedem silêncio em torno do recinto onde ficam os animais e houve críticas sobre o confinamento de animais selvagens.

“Eles precisam libertar todos os animais. Imagine como as pessoas reagiriam se os seres humanos fossem mantidos em gaiolas durante décadas”, escreveu um usuário.

De acordo com o Kidspot, os chimpanzés foram transferidos para um antigo recinto, no qual eles ainda poderiam ser vistos pelo público após o gabinete em que ficavam ter sido danificado.

O Conselho Regional de Rockhampton diz que nenhum dos chimpanzés ficou ferido – embora os danos emocionais causados pelo confinamento e humilhação sejam imensuráveis.

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Notícias

Gato desce de cacto de 10 metros após 3 dias de angústia

Após ficar três dias no topo de um cacto de mais de 10 metros de altura, um gato aparentemente com ‘medo de altura’ foi finalmente flagrado descendo da planta espinhosa em uma área desértica de Saguaro Lake, no estado americano do Arizona.

Gato 'toma coragem' e desce do cacto após três dias no topo (Foto: Reprodução/ABC15)

A reportagem do noticiário televisivo Air15 filmou o momento enquanto sobrevoava o local com um helicóptero, o que pode ter ajudado a “criar a coragem” necessária para que o felino descesse.

Uma testemunha informou que havia visto o gato no topo do cacto pela primeira vez três dias antes.

Fote: G1

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União Europeia proíbe corte de orelha e rabo dos cães

Por Natalia Cesana (da Redação)

Foto: Reprodução/Lastampa

Nesta semana, entrou oficialmente em vigor em toda União Europeia a normativa que proíbe o corte das orelhas e rabo dos cachorros, presente na Convenção Europeia para a Proteção dos Animais Domésticos, segundo informou o jornal italiano Lastampa. A notícia chega depois de um longo e tortuoso percurso legislativo, após a confirmação da lei nacional nº 210 de novembro de 2010 que cancelava a pena a quem submete um animal ao corte ou à amputação do rabo ou das orelhas, à retirada das cordas vocais, à extração das unhas ou dos dentes ou a outras intervenções cirúrgicas destinadas a modificar o aspecto ou com motivos não terapêuticos.

A Convenção Europeia para a Proteção dos Animais Domésticos foi assinada em Estrasburgo, em 13 de novembro de 1987, e proíbe os tutores de cometer qualquer ato que possa causar dor ou angústia ao animal. Suas características principais, já aprovadas pelo parlamento, são o dever de prestar cuidados em todas as necessidades, oferecer atenção e afeto, além de proibir o abandono.

De agora em diante ninguém poderá submeter o próprio cachorro à mutilação de orelhas e rabo por questões estéticas ou para expô-los em concursos de beleza canina. As diversas associações em defesa dos animais esperavam há tempos esta confirmação e provavelmente também os “quatro patas” respirarão aliviados.

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Cão é devolvido após ser sequestrado em supermercado

Por Helena Terra  (da Redação)

Foto: Reprodução/City News

Um cachorrinho foi sequestrado do lado de fora de um supermercado em Forest Hill, em Toronto, no Canadá, recentemente, mas, para alívio de todos os envolvidos, graças à polícia local e a um vídeo de vigilância, retornou ao seu lar na no dia seguinte.

Segundo informações do jornal City News, o cão chamado de Oban sumiu após sua tutora Amber McMain tê-lo deixado acorrentado em frente ao mercado onde fazia compras. “Estou com o coração partido, não entendo porquê alguém levaria meu cachorro!” disse a tutora horas antes de seu cão ser devolvido aos seus braços.

O vídeo de vigilância da loja mostra um homem parando para acariciar o cachorro, antes de pegar o animal e levá-lo embora. A policia seguiu o suspeito pelo caminho que o vídeo mostrou ele ter seguido e após tê-lo detido, falaram com o homem.

Até o momento nenhuma acusação pesou sobre ele.

Mais um final feliz tanto para tutores quanto para os animais.

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