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Centenas de patas de urso com destino à China são descobertas em operação policial

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

Uma carga com 240 patas de urso, que supostamente estava a caminho da China. foi apreendida pelos serviços de segurança russos.

Duas patas de um tigre Amur, espécie ameaçada de extinção, e um par de presas de mamute, também extinto, foram encontradas no transporte ilegal.

Acredita-se que as partes dos animais tinham como destinado a China para serem utilizadas em medicamentos tradicionais e iguarias alimentares.

As patas descobertas na fronteira chinesa são de ursos do Himalaia – ou ursos negros, endêmicos do extremo leste da Rússia – e é provável que tenham sido obtidas por meio da morte de cerca de 60 animais.

“Dois cidadãos russos e dois estrangeiros foram detidos”, disse um comunicado da agência de segurança FSB.

Eles podem pegar até sete anos de prisão por traficar partes de tigre e de urso, além de marfim para fora da Rússia, disse o serviço de segurança.

Um total de 44 patas de urso e duas patas de Amur, ou tigre siberiano, foram apreendidas de dois “estrangeiros” no posto fronteiriço de Kraskino, que liga a China e a região de Primorsky da Rússia.

Mais tarde, 198 patas de urso e duas presas de mamute foram encontradas em uma garagem de uma casa ligada à suposta rede de contrabando.

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

Quatro sacos com partes dos corpos de animais não identificados também foram apreendidos e agora serão analisados.

Sergey Aramilev, diretor geral do Amur Tiger Center (Centro do Tigre de Amur), disse que as patas do tigre pertenciam a um animal que morreu no início deste ano.

Os tigres estão entre os grandes felinos mais ameaçados do planeta. “Isso é claramente um crime”, disse Sergey.

“Todas as circunstâncias do crime e todas os elos do círculo criminal serão estabelecidos durante a investigação”.

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

“Mais importante agora é estabelecer onde estão as partes restantes do tigre”.

Ele alertou que apenas uma “pequena parte” de uma grande operação de tráfico de partes de animais selvagens é conhecida e alcançada pelas autoridades.

Ele também elogiou o FSB pela operação bem-sucedida em desmantelar uma rota de contrabando.

Pratos feitas com patas de urso – como sopas e ensopados – podem alcançar preços de até 750 libras, conforme relatado.

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

Patas de urso e de tigre também são transformadas em remédios tradicionais para supostamente fortalecer o baço e o estômago. Podem ser usados para combater o reumatismo.

As presas de mamute também são moídas e transformadas em pó para serem usadas em medicamentos e cosméticos tradicionais.

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

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Matança de falcões-do-Amur é evitada após ações de ativistas

Por Walkyria Rocha (da Redação)

Foto: Care2
Foto: Care2

Como resultado da ação de grupos de defesa animal e da organização de três vilas indianas, nenhum falcão-do-Amur foi massacrado em seu período de migração este ano. Esta espécie é vítima de uma matança diária de 14 mil indivíduos, perpetrada pelo estado indiano de Nagaland, que é uma escala no caminho da migração das aves da Sibéria em direção à África. As informações são do Care2.

Quase 9000 ativistas assinaram a petição para salvar os falcões-do-Amur e as organizações locais os ouviram e tomaram medidas para evitar esta matança.

Segundo a matéria do Care2, “O falcão-do-Amur é um pássaro de beleza deslumbrante com uma vida fantástica: essa pequena ave de rapina faz uma das mais longas rotas de migração de todas as espécies semelhantes, perfazendo um total de 15 mil milhas por ano (o equivalente a 24.140 km). Esses falcões se diferenciam também por sobrevoarem o mar em uma enorme distância e permanecem viajando durante a noite”.

“Essa rota os leva da Sibéria ao nordeste da China, onde eles se reproduzem e continuam até a Somália, Quênia e África do Sul, onde passam o inverno. Em sua rota, esses falcões param no nordeste da Índia, local em que milhares deles são brutalmente mortos no remoto estado de Nagaland”, continua a matéria. “A Organização Para Conservação da Índia estima que todo ano, durante o auge da migração, entre 12.000 a 14.000 aves são caçadas para consumo ou para venda. Isso significa que em cada ano cerca de 120.000 a 140.000 aves são mortas em Nagaland”, alerta.

Falcão-do-Amur macho. (Foto: Reprodução/Flickr)
Falcão-do-Amur macho. (Foto: Reprodução/Flickr)

Entretanto, em Agosto deste ano, um pouco antes da temporada de caça, o grupo local de conservação “Vida Selvagem de Nagaland” e a organização “Conservação da Biodiversidade”, com o apoio de diversos outros grupos de defesa animal, lançaram um programa de conservação e patrulhamento intitulado “Amigos do Falcão-do-Amur”.

A Igreja (Nagaland é o maior estado cristão) envolveu-se também, citando o livro Levíticos da Bíblia, que proíbe o consumo de aves de rapina.

Falcão-do-Amur fêmea. (Foto: Biodiversity Explorer)
Falcão-do-Amur fêmea. (Foto: Biodiversity Explorer)

O governo e as vilas de Pangti, Ashaa e Sungro também tomaram parte. “É nosso dever proteger esses maravilhosos pássaros enquanto estão passando sobre Nagaland e tratá-los como nossos honrados e estimados convidados, como é a verdadeira tradição hospitaleira de Naga”, disse o primeiro ministro de Nagaland, Neiphiu Rio.

Rio ameaçou suspender os subsídios às vilas envolvidas na caça dos falcões e seus conselhos decidiram tornar a caça ilegal, multando qualquer caçador em Rs 5000 (cerca de 164 reais).

Além disso, de acordo com a Wildlife Trust da Índia, quando o falcão-do-Amur chegou em Nagaland em Outubro desse ano, como parte de sua rota migratória pelo nordeste do estado indiano, equipes de ex-caçadores e jovens das três vilas patrulharam as áreas de pouso dos pássaros dia e noite para mantê-los a salvo.

Extraordinariamente nem um só falcão foi morto.

Uma coisa é certa, depois de registrar a morte de 14.000 desses pássaros no último ano, durante o ano de 2013, não houve uma única morte.

“O significado ecológico desse pássaro é imenso”, desse Ramki Sreenivasan, fotógrafo da vida selvagem e co-fundador da Organização para Conservação da Índia. A organização dirige vários centros educacionais nas vilas, onde professores, párocos e idosos estão aprendendo sobre o falcão e sua incrível jornada.

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Câmeras flagram animal raríssimo na Rússia

Câmeras registraram um número recorde de leopardos de Amur no extremo leste da Rússia, o que indica que a população desse animal raríssimo pode estar aumentando, segundo a organização WWF. A subespécie é considerada criticamente ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Foram registrados 12 animais apenas neste ano na reserva Kedrovaya e no refúgio federal Leopardoviy, entre o mar do Japão e a fronteira com a China. De acordo com a WWF, normalmente são registrados entre sete e nove leopardos em um ano inteiro, por isso a surpresa de tantos espécimes flagrados pelas câmeras – inclusive com filhotes.

A subespécie já pôde ser encontrada no noroeste da China à Coreia, mas hoje habita uma pequena fração desse espaço. Somente na Rússia, 80% da população foi morta entre 1970 e 1983. Desflorestamento, incêndios florestais e perda de habitat para a agropecuária são as principais causas para o desaparecimento do leopardo de Amur.

Fonte: Terra

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Conheça mais sobre os tigres do mundo

Foto: Reuters

O tigre branco é uma variação de cor da subespécie tigre de Bengala (Panthera tigris tigris). No último dia 24, representantes dos 13 países onde o tigre ainda vive terminaram em tom de otimismo uma cúpula para salvar o animal, com diversas promessas, inclusive a de desbloquear US$ 380 milhões ao longo de cinco anos para pôr em marcha um plano de ação mundial.

Foto: AFP

Existem seis subespécies de tigre na natureza – o número já foi de nove, mas três foram extintas. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), o tigre de Amur (Panthera tigris altaica), ou siberiano, vive principalmente na Rússia e censo de 2005 indica que existiam entre 331 e 393 adultos no país.

Foto: AFP
O tigre de Sumatra (Panthera tigris sumatrae) é considerado criticamente ameaçado de extinção pela IUCN. A população é estimada entre 400 e 500 animais adultos. O desaparecimento das presas é uma das maiores ameaças à subespécie, junto à perda e fragmentação de habitat, caça para tráfico e confronto com humanos.
Foto: AFP
O tigre do sul da China (Panthera tigris ssp. Amoyensis) é considerado criticamente ameaçado de extinção pela IUCN e pode já estar extinto na natureza – desde os anos 70 não é feito um registro oficial da subespécie – e só é encontrado em zoológicos. Contudo, há relatos isolados e não confirmados de pessoas que viram esse tigre vivo. A situação é resultante da degradação e fragmentação do habitat. O país tenta reintroduzir animais de cativeiro na natureza.
Foto: AFP
O tigre da Indochina (Panthera tigris corbetti é encontrado em Mianmar, Tailândia, Laos, Vietnã e Camboja. É a subespécie menos conhecida de tigre. Toda a população, estima a IUCN, não passa de 2,5 mil animais, e a fragmentação do habitat faz com que nenhuma subpopulação tenha mais que 250 indivíduos. O número de animais tende a cair devido à perda de habitat, caça, morte de presas e conflito com humanos.
Foto: WWF/Divulgação

O tigre malaio (Panthera tigris jacksoni) foi reconhecido como nova subespécie em 2004 após análise do DNA do animal. Ele é encontrado Malásia peninsular e a população de tigres nessa região foi estimada em 2003 entre 493 e 1.480 animais adultos. A fragmentação de habitat, o desenvolvimento da agricultura e a caça para tráfico são as principais ameaças à subespécie. Além disso, sofre com o desaparecimento das presas e o conflito com humanos.

Foto: AFP
A maior parte dos tigres de Bengala (Panthera tigris ssp. tigris)fica na Índia. Neste país, a população foi estimada, em 2008, em 1.411 adultos e jovens (podendo variar entre 1.165 e 1.657). Também pode ser encontrado em Bangladesh (entre 200 e 419 indivíduos em 2004), Nepal (entre 100 e 194 em 2009) e Butão (entre 67 e 81 em 2008). Estudo de 2006 indica que o habitat do animal diminuiu em 41% de 1997 a 2006.
Foto: Divulgação
Um dos animais mais ameaçados de extinção na natureza, o tigre é a maior espécie de felinos e pode comer grandes mamíferos, como antílopes e búfalos, e, ocasionalmente, animais menores, como aves. Esse poderoso animal é conhecido por conseguir caçar outros predadores como crocodilos, ursos e leopardos. No seu habitat natural, pode comer 40 kg em uma única refeição.
A menina,Gali Avni Magen, brinca com um filhote de tigre-de-Sumatra de oito semanas em sua casa em Jerusalém. Foto: Reuters
Foto: AFP
Alemanha apresenta filhotes de tigre siberiano.
Foto: EFE
Desde julho de 2007, no Sri Lanka, recebeu três espécimes da subespécie do Safari Park de Xiangjiang, na China, em um programação internacional de “intercâmbio” para a reprodução da espécie
O filhote foi apresentado nesta terça-feira. A subespécie está ameaçada de extinção.
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Foto: AFP
O pequeno felino foi rejeitado após o nascimento e perdeu a primeira mãe adotiva em um acidente de carro.
Foto: AFP
Filhote de tigre teve duas grandes perdas em apenas cinco dias de vida.
Foto: AFP
A cadela Bessi, da raça dachshund, virou guardiã do animal no parque de Ismer, que preserva a vida selvagem.
Foto: Reuters
Filhote de tigre branco é apresentado no Jardim Secreto de Siegfried e Roy, no cassino Mirage, em Las Vegas, nos Estados Unidos.
Foto: Reuters
Dois filhotes nasceram no dia 22 de junho e foram nomeados de Majestic e Mohan. O pai e a mãe dos filhotes carregam o gene recessivo que deixa os animais brancos. Os animais fazem parte de um programa de reprodução mantido pela dupla de mágicos que dá nome ao local.
Foto: Reuters
Na Rússia, um tigre de Bengala branco ganhou nova casa. Khan foi levado de Novosibirsk para Krasnoyarsk, ambas cidades da Sibéria. O tigre nasceu em janeiro deste ano. O jovem animal é fruto de um “intercâmbio” entre um tigre francês e uma tigresa de moscou. Segundo o estabelecimento de Krasnoyarsk, ele receberá uma casa maior e com melhor aquecimento. Os animais são brancos devido a um gene recessivo. Os espécimes brancos raramente são encontrados na natureza.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) considera a subespécie ameaçada de extinção. A IUCN estima que existem cerca de 1,4 mil animais na Índia, onde está maior parte da população.
Foto: Reuters
A população selvagem de tigres de Sumatra, estima-se, está entre 400 e 600 exemplares. O filhote de tigresa foi apresentado em Frankfurt, Alemanha. A pequena pequena foi apresentada quando tinha três semanas. O filhote foi chamado de Daseep. O nascimento da tigresa surpreendeu os veterinários, já que sua mãe, Malea, era considerada infértil. Tigre de Sumatra é uma das seis subespécies de tigre existentes atualmente. A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), considera o tigre de Sumatra como uma subespécie criticamente ameaçada de extinção.
Foto: Reuters
Quatro filhotes do raro animal nasceram no dia 14 de julho no parque Serengeti Safari, em Hodenhagen, na Alemanha.
Foto: Reuters

Existem apenas 250 tigres brancos conhecidos no mundo. Onze vivem no parque. Segundo a organização WWF, o tigre branco é na verdade uma variação do tigre de bengala (Panthera tigris tigris). Um gene recessivo deixa o animal com a cor clara. De acordo com a organização, o tigre de bengala é a subespécie mais numerosa e pode ser encontrada em Bangladesh, Butão, China, Índia, Mianmar e Nepal, mas os animais brancos raramente são vistos na natureza.

Foto: EFE
Ainda de acordo com a organização, um tigre adulto pode facilmente passar de 250 kg de peso e 2,75 m de comprimento.
Foto: Reuters
As fêmeas Kamika e Kamala e o macho Khalid foram exibidos pela primeira vez no zôo de Olmen.
Um dos filhotes brancos de tigre-de-bengala é alimentado por tratador. Foto: Reuters
Foto: Reuters
Filhotes não são albinos, mas possuem uma pigmentação rara em relação aos demais da espécie. Os pequenos felinos nasceram no último dia 12 de maio na instituição. O tigre-de-bengala (Panthera tigris tigris) está entre os grandes felinos mais ameaçados de extinção.
Foto: AP
Os tigres de Amur correm risco de extinção. A subespécie é uma das mais ameaçadas de extinção – acredita-se que existam cerca de 500 indivíduos na natureza.
Foto: Getty Images
Atualmente, existem pelo menos seis subespécies de tigre. Outras três foram extintas da natureza – o tigre de Bali, o de Java e o do Cáspio.
Fonte: Terra
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Vazamento de petróleo em oleoduto russo ameaça tigres em extinção

Um vazamento de petróleo no oleoduto russo Sibéria-Pacífico está preocupando organizações ambientais pelo risco que representa para os tigres de Amur, uma espécie em vias de extinção.

Imagem de um tigre (Reprodução/DN Globo)
Existem apenas 450 destes animais na região atingida pelo derramamento (Reprodução/DN Globo)

A primeira seção do oleoduto entrou em funcionamento a 28 de dezembro, ligando Taichet, na Sibéria oriental, a Skovorodino, na região de Amur, o extremo-oriente russo. A fuga ocorreu esta semana num ponto a 30 quilômetros da cidade de Lensk, na Sibéria oriental, ocupando a mancha um “espaço de dois quilômetros de comprimento por dez metros de largura”, revelou um porta-voz da empresa dos oleodutos russos, a Transneft.

O porta-voz indicou que a causa estaria sendo investigada, não excluindo a “hipótese de erro humano”. As conclusões da investigação devem ser conhecidas dentro de um mês.

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês) divulgou um comunicado denunciando “erros” na “segurança ecológica” do projeto e pedindo o apuramento de responsabilidades.

Uma segunda seção deve estar terminada este ano, ligando Skovorodino à baía de Kozmino, onde será criado um terminal para petroleiros.

Toda esta região, genericamente conhecida como o extremo-oriente russo, é o habitat natural desta espécie de tigres. Actualmente, existem 450 destes tigres, que são o maior felino no mundo, na região e apenas mais 20 a 25 na China.

Fonte: DN Globo

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