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Gatinha vítima de crueldade tem os olhos colados por abusadores de animais

Gatinha Primrose | Foto: Facebook/Reprodução
Gatinha Primrose | Foto: Facebook/Reprodução

Uma gata “tímido e amigável” teve suas pálpebras coladas e foi forçada a fazer uma cirurgia de emergência.

Claire Isaac, 26 anos, percebeu que sua gatinha, Primrose, estava se comportando de forma diferente quando ela começou a fugir sempre que Claire se aproximava.

A tutora preocupada, foi forçada a trancar a gata em casa para dar uma boa olhada em seus olhos e impedi-la de fugir.

Gatinha Primrose | Foto: Facebook/Reprodução
Gatinha Primrose | Foto: Facebook/Reprodução

Foi quando ela encontrou a garrafa de super-cola no estacionamento que levava à sua casa em Llwynhendy, Llanelli, no País de Gales, na noite de terça-feira.

Ela correu com Primrose, de quatro anos, para o veterinário, que notou que a cola havia queimado a parte superior do olho – a gatinha teve que ser depilada na região dos olhos, ter o ferimento higienizado e tomar anestesia para o profissional poder tirar a cola do olho do animal.

Claire compartilhou o ocorrido no Facebook e recebeu 760 curtidas e 300 comentários em seu post.

Gatinha Primrose | Foto: Facebook/Reprodução
Gatinha Primrose | Foto: Facebook/Reprodução

Ela escreveu: “Estou horrorizada que alguém possa fazer isso, isso realmente me fez mal. Que tipo de monstro poderia fazer isso com um gato indefeso?”

Claire admitiu que se sentiu importante e ficou chocada que alguém pudesse agir tão cruelmente com um animal.

“Se alguém a chamasse, claro que Primrose iria deixar-se ser acariciada. Ela adora escalar e pular coisas, não consigo entender como alguém poderia fazer algo assim com um animal”.

Outro pedaço de cola caiu nos olhos da gata na manhã seguinte e Primrose ficou extremamente angustiada, mas os veterinários disseram a Claire que a visão dela não sofreu danos.

Gatinha Primrose | Foto: Facebook/Reprodução
Gatinha Primrose | Foto: Facebook/Reprodução

Claire acrescentou que, enquanto isso, ela também estava com muito medo de deixar seus outros animais domésticos fora de casa.

“Eu não penso neles como animais domésticos, eles são parte da minha família e não apenas uma coisa que você possui, eu penso neles como filhos, eles significam o mundo para mim.”

A tutora escreveu no Facebook ontem: “Primrose está com um ligeiro inchaço, uma pequena queimadura acima dos olhos e muito menos pelo! Ela já está de volta ao seu antigo ‘eu’ feliz, diferente de mim, que ainda estou muito nervosa e preocupada. Não a deixarei longe dos meus olhos tão cedo”.

As pessoas ofereceram seu apoio em profusão nas mídias sociais, Helen Richards comentou: “Rezo para que o a lei do retorno faça o pior para este criminoso. Espero que este lindo bebê melhore logo”.

Becca Jane Williams disse: “Quem fez isso precisa ser torturado!”

Lauz Thorbzarella escreveu: “Pobre bichano. Espero que você esteja cheia de pelos novamente logo, desejo a esse bebê uma excelente recuperação. Não havia impressões digitais na garrafa de cola que a polícia pudesse prender?”

A polícia de Dyfed-Powys foi contatada pelo Daily Mail mas não comentou o caso.

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Islândia é considerada o país mais amigável aos veganos no mundo

Foto: Grape Vine
Foto: Grape Vine

A Islândia esta sendo considerada o país mais amigável aos veganos no mundo. O país insular nórdico ficou em primeiro lugar no ranking mundial de popularidade do veganismo no ano passado, segundo dados do Google Trends.

O site de culinária, Chef’s Pencil, explorou o “crescimento contínuo do veganismo” mundialmente no início deste ano, analisando quais os países que mais se interessavam pela vida livre de crueldade e baseada em vegetais. O levantamento reuniu dados do Google Trends e constatou que o número de pesquisas relacionadas a produtos vegans cresceu 11% em relação a 2017 e 35% em relação a 2016.

O Google analisa quantas pessoas em diferentes países estão pesquisando “veganismo”, “restaurantes veganos” e “receitas veganas”, entre outras pesquisas. Verificou-se que a Austrália foi o país mais popular para o veganismo em 2018, com o Reino Unido e a Nova Zelândia ficando em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Suécia, Canadá, Israel e os Estados Unidos também ficaram entre os dez primeiros.

No entanto, as configurações padrão do Google Trend não incluem países com populações menores. Quando o Chef’s Pencil analisou os dados de todos os países, a Islândia surgiu como o lugar mais popular do mundo para o veganismo.

Ilhas Jersey e Guernsey também apareceram no top cinco com as novas configurações.

“Um olhar mais atento à Islândia mostra que pesquisas relacionadas ao veganismo, como uppskriftir vegan (ou seja, receitas veganas), fegan vegan (ou seja, dieta vegana), ou veganistur (turismo vegano) aumentaram constantemente desde 2013 e estão atualmente em alta,” explica o site. “Os níveis de pico são geralmente no início do ano – provavelmente influenciados pelo Veganuary.”

Veganismo na Islândia

A Islândia nem sempre foi um país amigo dos veganos – o local tem uma longa história de consumo de carne. Mas, de acordo com os principais atores do movimento vegano do país, o crescente interesse do público pelo estilo de vida não pode ser negado.

Foto: Quirky Jerk
Foto: Quirky Jerk

Linnea Hellström, chefe de cozinha e proprietária de uma lanchonete vegana chamada Veganæs, tem “uma missão para veganizar a Islândia”. Hellström ajudou muitas empresas locais a criar pratos veganos e convenceu um café a remover todos os produtos de origem animal de seu cardápio. Ela lançou seu próprio negócio vegano no ano passado e está tão ocupada que o estabelecimento já exige uma expansão.

Ragnar Freyr, o criador do aplicativo Vegan Iceland, disse que “quase não há restaurante na Islândia que não ofereça uma opção vegana”.

Ele destacou que um dos grupos veganos do Facebook na Islândia possui mais de 22 mil membros – cerca de 6,5% da população do país.

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Destaques

Filhote de urso pode ser condenado a morte por ser amigável demais com humanos

Foto: Daily Mail/Reprodução
Foto: Daily Mail/Reprodução

Um filhote de urso tornou-se tão amigável com os esquiadores e snowboarders no resort Northstar, na Califórnia (EUA), que corre o risco de ser vítima de morte por indução.

O dócil e jovem urso marrom se mostra muito amigável, é brincalhão, não tem medo da presença humana e foi filmado subindo em pranchas de snowboard e cheirando jaquetas de esqui no resort.

Aaron King, frequentador do local, escreveu no Facebook há apenas dois dias: “Conheci um urso que estou ensinando a praticar snowboard”.

Mas, embora a simpatia do filhote possa parecer fofa de início, especialistas em vida selvagem dizem que se sentir confortável em torno dos humanos é tão perigoso que eles podem ter que matá-la por isso.

Ann Bryant, diretora executiva da Bear League, disse à NBC: “Este filhote se aproximou das pessoas porque ela não aprendeu nada diferente disso”.

Foto: Daily Mail/Reprodução
Foto: Daily Mail/Reprodução

Bryant disse à emissora: “Digamos que ela volte à vida selvagem e cresça e acrescente cerca de 4 a 100 quilos ao seu peso”.

“Ela é grande, forte e ainda acha que pode se aproximar das pessoas? Isso não vai ser bom e alguém vai acabar atirando nela”, disse a diretora.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia removeu o filhote de urso da estação de esqui para que ela possa ser analisada.

Após esses testes serem concluídos, eles podem decidir que o urso deve ser morto.

Bryant acredita que a mãe do filhote provavelmente morreu e isso significou que ela buscou conforto ou comida em humanos.

A destruição de habitats desses animais selvagens provocada pela ocupação humana causa situações como esta, em que um bebê sem ter pais que o orientem e protejam procura conforto na espécie mais próxima.

Foto: Daily Mail/Reprodução
Foto: Daily Mail/Reprodução

Matar o urso é desconsiderar o valor da vida, é resolver o problema de forma cruel e desumana, é se livrar de um ser indefeso que precisa apenas de orientação e conforto.

A vida em um santuário com outros de sua espécie proporcionaria ao jovem urso a possibilidade de aprender o que não conseguiu por ter sido privado de sua pelos mesmos humano que agora querem tirar sua vida por considera-lo um problema.

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Filhote de urso pode ser morto por ser amigável com esquiadores

Tornou-se viral nas redes sociais, na última semana, o vídeo de um filhote de urso, aparentemente órfão, que abordou um grupo de esquiadores em Truckee, no estado norte-americano da Califórnia. O urso foi amigável, não exibindo qualquer tendência violenta, mas esse comportamento fez com que as autoridades passassem a cogitar matá-lo, conforme notificado por uma estação de televisão local, afiliada da NBC.

Foto: Kelsey Hughes

Foi um comportamento “muito raro”, reconheceu uma responsável da Bear League, uma organização não-governamental que zela pela segurança dos ursos e de outros animais selvagens. “O filhote de urso abordou as pessoas porque tem pouco juízo, mas imagine que ele cresce e engorda 100 ou 200 quilos — é grande, forte e continua a pensar que consegue abordar as pessoas… Não vai ser bom, alguém lhe vai dar um tiro…”, comentou Ann Bryant.

Este vídeo tornou-se viral, mas poucos dias antes o mesmo urso já se tinha aproximado de um outro snowboarder, que também publicou as imagens nas redes sociais, dizendo que tinha feito “um amigo novo a quem ia ensinar” a praticar aquele esporte.

O California Department of Fish and Wildlife já levou o animal para avaliar o seu comportamento. Se o urso demonstrar sentir-se muito confortável perto de pessoas, os receios relacionados com a segurança pública podem levar a que o animal seja morto ou que, em outra alternativa, seja levado para um santuário para animais selvagens.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Uma publicação compartilhada por Brian Jordan (@brianjordan30) em

Nota da Redação: matar um animal selvagem porque ele não teme a presença humana e, por isso, aproxima-se das pessoas, não é apenas uma prática anti-ética, mas também extremamente cruel. Os animais não são objetos que podem ser descartados quando considerados inadequados. É necessário que a vida animal seja respeitada e protegida e que hipóteses como a levantada pelas autoridades norte-americanas jamais sejam sequer cogitadas. Neste caso, levar o animal para um santuário deveria ser a única possibilidade vista como possível pelos Estados Unidos.

Fonte: Observador

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Sexismo e especismo em uma Hollywood não tão amigável a mulheres

Por Samita Nandy*

Tradução de Aline Khouri / Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/ Vegan Feminist
Reprodução/ Vegan Feminist

A falta de diversidade sexual em Hollywood tem sido uma questão crítica que ganhou grande atenção entre os amantes do cinema e pesquisadores. Entretanto, como mostra uma pesquisa recente da Universidade do Sul da Califórnia, uma mudança real na indústria ainda é necessária. Em particular, a Dra. Katherine Pieper ressalta que “as vozes levantadas e os apelos à mudança são importantes, mas também as soluções práticas e estratégicas baseadas em pesquisas”.

Então, como podemos implementar soluções baseadas em pesquisas, como a que a USC propõe? O estudo mostra soluções para todas as espécies femininas?

Muitas vezes, pesquisas oferecem observações e análise crítica de estudos de caso existentes. Existem vários casos feministas para serem estudados, como o fato de Julia Roberts não usar saltos altos e Alicia Keys não utilizar maquiagem no tapete vermelho. A publicidade da mastectomia de Angelina Jolie – o fato de que os seios não são essenciais para ela ser considerada mulher – gerou pontos de vista contestados dentro do movimento feminista.

Enquanto Jennifer Aniston recebeu atenção por suas perspectivas feministas sobre os impactos das fotografias de paparazzis, Keira Knightley posou nua para protestar contra o uso do Photoshop e questionou imagens idealistas de mulheres em Hollywood. Além disso, Mindy Kaling e Priyanka Chopra usaram com sucesso canais de mídia para representar mulheres negras em Hollywood, mostrando uma resistência em um contexto mais amplo de justiça social.

Reprodução/ Vegan Feminist
Reprodução/ Vegan Feminist

O que mais os pesquisadores podem fazer, além de estudar as ações que essas atrizes já fizeram e também inspirar outras pessoas a fazer o mesmo? Bem, ser um exemplo vivo de mudanças e testemunhar a violência são essenciais para a justiça social. Mas a maioria dos fãs muitas vezes transfere essa responsabilidade para atores de Hollywood, ídolos de nossa sociedade.

Aqui, não estamos falando de filmes de sucesso em Hollywood apenas. É preciso ressaltar que Hollywood é um espaço cultural abstrato onde cineastas e estudiosos de filmes coexistem por meio de modos materiais e simbólicos de comunicação em ambientes compartilhados. Além disso, questões críticas sobre as mulheres não se limitam aos seres humanos, mas também se aplicam aos animais em nosso ambiente geral de práticas sociais.

Uma das questões que raramente é abordada é como a barbaridade na circuncisão de porcos e na trituração de pintinhos machos vivos é negligenciada enquanto a exploração de órgãos reprodutivos femininos, por exemplo, peitos de frango, leite e ovos é exaltada.

Essas práticas levam à normalização, naturalização e legitimação da exploração das partes do corpo feminino. As explorações são completamente ignoradas em representações de Hollywood de um café da manhã com “bacon e ovos” depois de uma cena de sexo fumegante, onde atrizes são muito mais expostas e consumidas do que seus colegas homens.

Agora, o relatório da USC argumenta que “as mulheres tinham mais de três vezes mais chances de serem mostradas parcialmente nuas ou com roupas reveladoras sexualmente do que os homens”. Por quê?

Em “The Sexual Politics of Meat”, a autora feminista Dr. Carol Adams aponta que o sexismo e o especismo têm as mesmas raízes da opressão patriarcal de uma sociedade baseada em classes. A menos que usemos meios verbais e não verbais para resistir à violência contra todas as mulheres, elas não estarão apenas sub-representadas, mas também animalizadas.

Não podemos lutar pela liberdade de um, enquanto oprimimos o “Outro” nos discursos do corpo feminino. As interseções no sexismo mostram que não há nenhuma causa única em Hollywood e além.

Então, como podemos trazer mudanças tão necessárias nas representações hollywoodianas de mulheres e feministas que lutam por diversas questões sociais? E podemos avançar a conversa?

Precisamos mostrar interseções – não categorizações. Esse é exatamente o problema.

Precisamos mostrar como o sexismo, o classismo, o especismo e o capacitismo entre muitas outras práticas ideológicas estão interconectados em Hollywood. Usando a abordagem interseccional, devemos ser um exemplo vivo de mudança e resistir a imagens e produtos que apoiam a exploração. Como Gandhi diz, “seja a mudança que você quer ver”.

* Samita Nandy é uma autora e crítica cultural de renome. Ela é doutora em Cultura de Celebridades do Departamento de Mídia e Informação da Universidade de Curtin, na Austrália, e é uma jornalista com credibilidade. Com prêmios e bolsas avaliados em US$ 140 mil, sua pesquisa concentra-se na fama, história do estrelato e ativismo de celebridades. Ela é diretora do Centro de Estudos de Mídia e Celebridades (CMCS) e seu trabalho tem sido amplamente publicado.

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