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Senador vegano apresenta projeto que visa acabar com a criação de animais em escala industrial

Foto: Jose Luis Magana/AP
Foto: Jose Luis Magana/AP

Na terça última (16), o senador americano pelo estado de Nova Jersey e também candidato democrata à presidência, Cory Booker, apresentou o texto da Lei de Reforma do Sistema Agrícola (FSRA), um novo projeto de lei que visa acabar a criação de animal da agricultura industrial em larga escala.

A FSRA proíbe a abertura de novas operações concentradas de alimentação (consumo) por animais (CAFOs) em larga escala e limita o crescimento das CAFOs existentes no setor de carnes e laticínios. O projeto também visa eliminar gradualmente as maiores CAFOs – conforme definido pela Agência de Proteção Ambiental – até 2040 e responsabilizar os grandes frigoríficos pela poluição que eles causam.

Com seu projeto de lei, Booker espera proteger pequenos criadores de animais, que muitas vezes são contratualmente vinculados e explorados por grandes corporações. “As grandes fazendas industriais são prejudiciais às comunidades rurais, à saúde pública e ao meio ambiente e principalmente aos animais. Devemos começar imediatamente a transição para um sistema mais sustentável e humano”, afirmou Booker – que é vegano desde 2014.

A FSRA reservaria 100 bilhões de dólares do orçamento do país ao longo de dez anos para ajudar os ex-proprietários da CAFOs a fazerem a transição para o que o projeto descreve como “melhores formas de criação de animais”, como a criação de bois e vacas livres na pastagem, o cultivo de culturas especializadas ou a produção de commodities orgânicas”.

O ideal seria que os animais não fossem explorados por sua carne ou pelos produtos extraídos seus corpos, pois são vidas e não produtos para serem comercializados, mas rumo a uma sistema mais justo e humano de convívio com estes seres, passos como legislações que protegem os animais são ganhos rumo a um objetivo maior: a igualdade de condições e o respeito total à toda e qualquer forma de vida. As informações são do VegNews.

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Cão resgatado da guerra por fuzileiro ajuda tutor a superar o estresse pós-traumático

Craig Grossi e Fred enquanto o fuzileiro servia em uma área remota do Afeganistão | Foto: Facebook
Craig Grossi e Fred enquanto o fuzileiro servia em uma área remota do Afeganistão | Foto: Facebook

Um fuzileiro naval norte-americano que resgatou um cachorro em situação de rua que vagava em meio a bombardeios e tiroteios no Afeganistão e o levou escondido para casa, revela como no final foi o animal quem realmente salvou sua vida, ameaçada pelo estresse pós-traumático.

Craig Grossi conta que conheceu seu cão Fred em uma parte remota do país devastado pela guerra, enquanto a força Marine RECON – os soldados de elite do corpo de fuzileiros – estava sob incessantes ataques do Taliban em 2010.

Ele viu o animal “pulando pelo campo de batalha entre os tiroteios”, conforme disse à Fox News, e depois foi ver o cachorro quando os combates cessaram.

Apesar de estar desnutrido e coberto de moscas, Grossi disse à emissora que o cachorro estava abanando o rabo: “Eu pensei assim: ‘Você está brincando comigo? Oras, mas este cachorro não tem nenhum motivo para abanar o rabo’”.

Grossi disse que os primeiros momentos que passou com o cachorro lhe ensinaram a maior mensagem sobre como todos devemos seguir nossas vidas, algo que ele chama de “positividade teimosa”.

Ele deu a Fred um pouco de carne seca e a partir daquele momento o cachorro começou a segui-lo por toda parte.

“Quando nos sentimos completamente justificados para reagir negativamente, xingar, fazer algo desagradável ou apenas tocar a buzina um pouco demais, são exatamente esses os momentos que precisamos procurar lá no fundo e encontrar um motivo para ‘abanar a cauda’” – Grossi disse à Fox.

Depois de voltar do Afeganistão, Grossi voltou a estudar na Universidade de Georgetown, onde escreveu as memórias sobre seu cão | Foto: Facebook
Depois de voltar do Afeganistão, Grossi voltou a estudar na Universidade de Georgetown, onde escreveu as memórias sobre seu cão | Foto: Facebook

Contando com a ajuda de seus companheiros – e quebrando os regulamentos – Grossi levou o cão escondido para dentro do acampamento Leatherneck em uma mochila. Ele conseguiu convencer um veterinário simpático à causa e uma equipe de funcionários da DHL a enviar o cão para os EUA.

Grossi conseguiu que Fred fizesse um voo para sua casa, assim o cachorro chegou são e salvo à residência de sua família na Virgínia, Estados Unidos, quase no Dia de Ação de Graças em 2010, antes mesmo dele próprio retornar.

Quando Grossi voltou para casa ferido descreveu sentir-se “muito revoltado e bastante frustrado”, mas foi Fred quem ajudou a tirá-lo do estresse pós-traumático.

Grossi disse que depois que ele salvou Fred, quando voltou para casa nos Estados Unidos, foi a vez do cachorro salvá-lo | Foto: Facebook
Grossi disse que depois que ele salvou Fred, quando voltou para casa nos Estados Unidos, foi a vez do cachorro salvá-lo | Foto: Facebook

Ele começou a levar o cachorro com ele para todo canto e descobriu que muitas pessoas o paravam e perguntariam qual era a raça de Fred por causa de sua aparência notável e diferente.

No começo, Grossi disse que ignorou o assunto porque não queria falar sobre seu tempo no Afeganistão, mas depois se abriu e descobriu que as pessoas estavam muito interessadas nos dois.

Grossi, que agora vive em Washington DC, trabalha com organizações de veteranos de guerra e escreveu um livro de memórias, contando o que viveu e a importância do companheiro Fred em tudo isso, chamado “Craig & Fred”.

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Governador da Califórnia assina lei que proíbe a venda de peles e apresentações com animais em circos

Foto: Associated Press
Foto: Associated Press

Governador da Califórnia assina lei que proíbe a venda de peles e apresentações com animais em circos

A Califórnia será o primeiro estado americano a proibir a venda e a fabricação de novos produtos de pele de animais e o terceiro a proibir a animais em performances de circo sob um par de leis assinadas no sábado (12) pelo governador Gavin Newsom.

A lei das peles impede os residentes do estado de vender ou fabricar roupas, sapatos ou bolsas com peles a partir de 2023.

Grupos de direitos animais aplaudiram a medida como uma posição contra práticas desumanas. A proposta foi vigorosamente contestada pela indústria de peles de bilhões de dólares nos EUA, e o Conselho de Informação da Pele da América já ameaçou processar o governo.

A medida segue a assinatura da legislação de Newsom que torna a Califórnia o primeiro estado a proibir a armadilhas de peles (usadas para capturar animais que serão mortos e cujas peles serão extirpadas) e segue as proibições de vendas de peles nos estados de Los Angeles e San Francisco.

Foto: Associated Press
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“A Califórnia é líder no que diz respeito ao bem-estar animal, e hoje essa liderança inclui a proibição da venda de peles”, afirmou Newsom em comunicado. “Mas estamos fazendo mais do que isso. Estamos declarando ao mundo que belos animais selvagens, como ursos e tigres, não têm lugar em fios de trapézio ou pulando nas chamas”, disse o governador em um pronunciamento.

A proibição de peles não se aplica a produtos usados para fins religiosos ou tribais. E exclui a venda de couro, pele de cachorro e gato, couro de vaca, pele de veado, ovelha e cabra e qualquer coisa preservada por meio de taxidermia.

A medida pode representar um golpe significativo para a indústria de peles que produz produtos de animais, incluindo martas, chinchilas, coelhos e outros animais. A indústria de peles de varejo dos EUA alcançou 1,5 bilhão de dólares em vendas em 2014, esses são os dados mais recentes disponíveis no Fur Information Council.

Designers de moda como Versace, Gucci e Giorgio Armani pararam ou afirmam que planejam parar de usar peles.

Foto: Associated Press
Foto: Associated Press

Sob a lei da Califórnia, há uma multa de até 1.000 dólares estipulada por múltiplas violações.

Grupos de direitos animais disseram que os animais podem estar sujeitos a inalação de gases venenosos, eletrocussão e outras ações desumanas, tudo na intenção de obter seus pêlos.

O grupo de defesa dos direitos animais Direct Action Everywhere disse que está trabalhando com ativistas para aprovar projetos semelhantes em cidades de todo o país, incluindo Minneapolis e Portland, Oregon, e esta otimista que a lei da Califórnia incentive a ação por parte de mais países em todo o mundo.

“As pessoas comuns querem ver animais protegidos, não abusados”, disse Cassie King, organizadora do grupo de Berkeley.

Animais em circos

A Califórnia também se une a Nova Jersey e Havaí para proibir a maioria dos animais de apresentações circenses.

A lei isenta cães, gatos e cavalos domesticados e não se aplica a rodeios.

Os circos têm diminuído em popularidade há décadas. O ato mais conhecido, o Ringling Bros. e o Barnum & Bailey Circus, encerraram suas atividades em 2017 após 146 anos de apresentações.

Foto: Wire Feeds
Foto: Wire Feeds

Autoridades estaduais dizem que pelo menos dois circos que incluem animais vivos estavam programados para se apresentar na Califórnia este ano. Pelo menos 18 circos não usam animais, incluindo o Cirque du Soleil.

Inicialmente, os críticos advertiram que a proposta era muito ampla e impactaria feiras de condados, resgates de animais selvagens ou organizações de reabilitação. Em resposta, os legisladores restringiram a definição de circo para incluir “uma performance diante de uma plateia ao vivo, na qual o entretenimento que consiste em uma variedade de atos como acrobatas, aéreoistas, palhaços, malabaristas ou acrobacias é a principal atração ou principal negócio”.

A lei inclui multas de até 25 mil dólares por dia para cada violação.

O senador democrata Ben Hueso foi o autor da medida, o político ressalta que animais selvagens em circos sofrem treinamento cruel e confinamento quase constante.

A ONG PETA elogiou as duas novas leis.

“Hoje é um dia histórico para os animais na Califórnia, incluindo aqueles que foram obrigados a se apresentar em circos, ou esfolados vivos por causa de sua pele ou pelo”, disse em comunicado o vice-presidente executivo da PETA, Tracy Reiman.

Também neste sábado, Newsom assinou legislação, proposta pelo deputado democrata Todd Gloria, que visa ajudar a proteger os cavalos da morte em matadouros. A lei exige que os operadores públicos e privados dos matadouros publiquem novas sinalizações, mantenham declarações juramentadas e publiquem informações de identificação on-line a partir de 1º de janeiro.

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Grupos ambientalistas processam o governo Trump para suspender as mudanças na Lei de Proteção às Espécies Ameaçadas

Foto: Denise Cathey/AP
Foto: Denise Cathey/AP

A vida das tartarugas marinhas já não é fácil por si só. Quando bebês elas emergem sozinhas de uma concha (ovo) e rastejam através de ameaças mortais como pássaros predatórios, cães e formigas, tudo com o objetivo de alcançar o oceano, um lugar onde os peixes podem engoli-las inteiras e fragmentos de plástico descartado lentamente as sufocam até a morte.

Agora, a mudança climática – na forma de aumento do nível do mar, aumento das temperaturas e tempestades – está acrescentando mais dificuldades existenciais ainda à vida desses répteis. Nos Estados Unidos um recente enfraquecimento das proteções de espécies ameaçadas pela administração Trump representa mais um obstáculo às tartarugas marinhas e outras criaturas ameaçadas pela crise climática.

Pensando nisso uma coalizão de grupos ambientais perpetrou uma ação judicial federal para suspender a nova interpretação do governo Trump da Lei de Espécies Ameaçadas, a lei de conservação dos Estados Unidos. As mudanças, entre outras coisas, limitarão a consideração de ameaças às espécies no “futuro previsível” e dificultarão a proteção de habitats de extrema importância para a sobrevivência de espécies.

Os conservacionistas dizem que este novo regime provavelmente desconsiderará o perigo de longo prazo representado pela mudança climática para criaturas ameaçadas, como o lince do Canadá, que deve ser eliminado em grande parte até 2100, bem como o cervo-chave da Flórida, um diminutivo ameaçado de extinção. O cervo, e o lagarto mole da Flórida, um lagarto de cinco polegadas de comprimento, residem nas Florida Keys, uma área extremamente vulnerável ao aumento do nível do mar.

O movimento da administração Trump é uma abordagem “que desconsidera às mudanças climáticas”, de acordo com Noah Greenwald, diretor do departamento de espécies ameaçadas do Centro de Diversidade Biológica, um dos grupos que esta processando o governo federal.

Karimah Schoenhut, uma advogada do Sierra Club, acrescentou: “Em face da crise climática, o resultado desse abandono de responsabilidade será a extinção”.

A Lei de Espécies Ameaçadas, que se tornou lei em 1973, foi saudada por ajudar a combater a extinção de espécies, incluindo a águia careca, o jacaré americano e a baleia jubarte.

A administração Trump disse que sua nova interpretação tornará o ato mais eficiente e favorável aos negócios. “A eficácia do ato se baseia em uma implementação clara, consistente e eficiente”, disse David Bernhardt, secretário do interior.

Mas a crise climática representa uma ameaça implacável e multifacetada às espécies que os legisladores da década de 70 ainda mal conseguiam conceber. Pesquisas recentes descobriram que é improvável que muitos animais se adaptem com rapidez suficiente ao aquecimento global, mesmo espécies como aves consideradas altamente móveis e capazes de ajustar o tempo de postura.

Na Flórida, o aumento dos mares e a escalada das temperaturas ameaçam destruir alguns dos principais habitats de nidificação de tartarugas marinhas do mundo. As praias erodidas estão “lavando” os ninhos carregados de ovos, enquanto o aumento do calor está distorcendo o sexo dos filhotes, fazendo com que se formem muito mais embriões femininos que masculinos.

Justin Perrault trabalhou para conservar as tartarugas marinhas ao longo de uma extensão de nove milhas de Juno Beach, ao norte de Miami. Ele já foi capaz de dirigir um veículo ao longo da areia em frente a um trecho de paredão, mas isso agora é impossível, já que a praia foi removida.

“Certas partes da praia ficam muito estreitas com a erosão, o que parece estar piorando”, disse triste Perrault, diretor de pesquisa do Loggerhead Marinelife Center. “Estamos chegando a tempestades mais frequentes que também aniquilam ninhos. Perdemos muito quando o furacão Irma atingiu.

Juno Beach é um dos locais mais densamente usado para fazer ninho do mundo para tartarugas comuns (Caretta caretta). Existem cerca de 21 mil ninhos na praia, incluindo tartarugas marinhas, tartarugas de couro e tartarugas verdes, com os animais pondo ovos durante a primavera e o verão. A escala desse assentamento tornaria uma tarefa enorme realocar as tartarugas em outros lugares, à medida que os mares continuassem a subir ao longo da costa baixa da Flórida.

Um trio de grupos ambientais lançou recentemente um processo separado contra o governo Trump para forçá-lo a proteger o habitat das tartarugas verdes, em um esforço para evitar o pior.

Desafios legais semelhantes estão sendo travados em relação a outras espécies abandonadas para lidar sozinhas com a mudança climática, como as famosas árvores Joshua, da Califórnia, que os cientistas preveem que na maior parte desaparecerão mesmo se as emissões de aquecimento do planeta forem rapidamente cortadas. O governo federal recentemente rejeitou uma petição para proteger as árvores sob a Lei de Espécies Ameaçadas.

“Parece que essa administração está ignorando a ciência porque não acredita na mudança climática”, disse Taylor Jones, defensor das espécies ameaçadas de extinção do WildEarth Guardians, um dos grupos que estão processando o governo. “Isso é um flagrante desrespeito à crise climática.”

Mas o grande número de mudanças ambientais desencadeadas pela crise climática significa que muitas espécies ainda podem perecer, mesmo se forem protegidas pela lei. A batalha contra a administração Trump pode acabar sendo fútil.

“A mudança climática vai, basicamente, acabar com a Lei de Espécies em Perigo, já que ela não está preparada para lidar com impactos em escala global”, disse JB Ruhl, especialista em direito ambiental da Universidade de Vanderbilt. “A lei não pode impedir isso.”

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Apresentador Eddie Huang decide se tornar vegano por causa dos incêndios na Amazônia

Foto: Kevin Mazur/GETTY IMAGES
Foto: Kevin Mazur/GETTY IMAGES

A onda de incêndios que atingiram a Floresta Amazônica neste ano levaram Eddie Huang a repensar algumas escolhas em seu estilo de vida.

O chef e dono de restaurantes que vive em Nova York (EUA), anunciou nas mídias sociais que ele está se tornando vegano por razões ambientais, escrevendo que “estamos nos dando mal” devido ao consumo humano de carne bovina.

“Depois de assistir a vídeos da Amazônia em chamas esta semana, decidi que este bife que eu comi no Junior’s na semana passada será o último pedaço de carne que eu como”, escreveu ele no Instagram.

“Eu vou ser vegano porque leva 20 vezes menos terra para alimentar um vegano do que um comedor de carne e mais de 90% da terra desmatada na Floresta Amazônica desde 1970 é usada para pecuária, mas se todos nós parássemos de comer carne isso resolveria muitos problemas”.

De acordo com a agência espacial brasileira, mais de 39 mil incêndios eclodiram em toda a floresta amazônica em 2019, um aumento de 77% em relação ao ano anterior. O aumento acontece quando o líder da extrema-direita do país, Jair Bolsonaro, fez questão de reverter as proteções ambientais para a região desde que assumiu o poder em 1º de janeiro, diz o jornal Huffington Post.

Foto: Donald Traill/Invision/AP
Foto: Donald Traill/Invision/AP

Huang, que organizou um programa de culinária no Vice HBO intitulado “Huang’s World”, disse que aprecia profundamente a comida porque “é um terreno fértil para explorar a diferença”.

“Mas eu não amo o que comida na tv e mais importante: o que a comida em si, se tornou em nossa cultura: uma droga”, disse ele.

“Pare um pouco, pense sobre isso e reexamine seu relacionamento com os alimentos, porque isso tornará a Terra e nós mesmos muito doentes se continuarmos abusando dela”, disse ele.

A especialista em sustentabilidade, Sharon Palmer, corroborou os pensamentos de Huang sobre a relação entre alimentos e conservação ambiental.

Palmer disse à CNN que “pesquisas comprovam de forma consistente que reduzir drasticamente a ingestão de alimentos e principalmente comer alimentos vegetais é uma das coisas mais poderosas que você pode fazer para reduzir seu impacto no planeta ao longo de sua vida, em termos de energia necessária, terra usada, estufa emissões de gases, água utilizada e poluentes produzidos”.

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Congresso americano aprova lei que proíbe técnica “soring” para cavalos

Foto: Livenkindly
Foto: Livenkindly

O fim da técnica “soring” utilizada para estimular cavalos artificialmente em corridas, apresentações e desfiles onde são covardemente explorados, se aproxima na medida em que a Câmara dos Representantes Americana acaba de aprovar um projeto de lei que acaba com a prática cruel.

A Lei de Prevenção de Todas as Táticas de “Soring” (PAST) (H.R. 693) foi aprovada por 333 a 96 votos bipartidários, informou a ONG Humane Society (HSUS) dos Estados Unidos.

O que é “soring” de cavalos?

A cruel e desumana técnica de “soring” é usada em cavalos explorados em corridas, para “melhorar” seu desempenho, e também em cavalos que são obrigados a desfilar em exposições e eventos públicos, para que marchem de forma antinatural.

Foto: HSUS
Foto: HSUS

Esse método cria uma forma de caminhar antinatural chamada de “grande lambida”. Materiais corrosivos são aplicados nas pernas do cavalo. As pernas dos animais são então embrulhadas por dias com correntes ao redor dos membros aplicadas para criar dor quando os cavalos pisam. Isso os força a adotar a marcha usada nos desfiles.

Entre as práticas, outra particularmente cruel a “calçada de pressão”. Nessa técnica o casco do cavalo é quase todo cortado, chegando até a parte sensível (carne) do animal. O treinador pode então atolar objetos duros no casco ou forçá-lo a usar esses objetos (ferraduras de pressão), o que causa nos animais uma dor excruciante.

“Stewarding” é outra prática comum: batidas e tratamentos de choque forçam os cavalos a se levantarem (empinar) enquanto estão com dor. Os métodos também forçam os cavalos a não recuar durante a inspeção (competições).

O Congresso tomou medidas para proibir o “soring” de cavalos na década de 1970 através da aprovação da Lei de Proteção aos Cavalos. Mas o subfinanciamento e a pressão de especialistas internos dificultaram a execução. Não há orçamento suficiente para enviar inspetores a todos os shows de cavalos. Investigações secretas da HSUS mostram que a soring ainda está viva e atuante em todo o Tennessee, Kentucky e outros estados do sudeste americano.

“Como resultado, eles instituíram um sistema que permite às organizações de cavalos (HIOs) treinar e licenciar seus próprios inspetores, conhecidos como DQPs (Pessoas qualificadas designadas) para examinar cavalos em busca de sinais de soring”, escreve HSUS.

“Com a exceção de alguns que estão comprometidos em acabar com a “soring”, a maioria dos HIOs é formada por especialistas do setor que têm uma participação clara na preservação do status quo”.

O PAST Act aproximaria as brechas que permitiram que a utilização da “soring” de cavalos continuasse por mais de 50 anos. O projeto de lei que agora tramita no senado tem atualmente 41 co-patrocinadores.

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Senadores americanos propõem declaração de emergência ambiental

Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images
Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images

Um grupo de parlamentares dos EUA, incluindo o candidato presidencial democrata para as eleições de 2020, Bernie Sanders, está propondo declarar a crise climática como uma emergência oficial – um reconhecimento significativo da ameaça ambiental após considerável pressão de grupos ambientalistas.

Alexandria Ocasio-Cortez, a congressista democrata de Nova York, e Earl Blumenauer, um congressista democrata do Oregon, planejam apresentar a mesma resolução na Câmara na terça-feira, confirmaram seus gabinetes.

Um porta-voz de Sanders disse: “O presidente Trump rotineiramente declara as emergências nacionais como falsas para promover sua agenda profundamente impopular, como a venda de bombas da Arábia Saudita que o Congresso havia bloqueado.

“Sobre a ameaça existencial da mudança climática, Trump insiste em chamar isso de fraude. O senador Sanders tem orgulho de se associar com seus colegas da Câmara para desafiar esse absurdo e fazer com que o Congresso declare o que todos sabemos: estamos diante de uma emergência climática que requer uma mobilização federal maciça e imediata”.

Ativistas do clima pediram a declaração, uma vez que os dados mostram que as nações não estão fazendo o necessário para limitar o nível de aquecimento perigoso do planeta de forma significativa. A ONU alertou que o mundo está passando por um desastre climático a cada semana. Uma nova análise da empresa econômica Rhodium Group considera que os EUA podem alcançar menos da metade da porcentagem de redução da poluição que prometeu a outros países em um acordo internacional.

Dezesseis países e centenas de governos locais, incluindo a cidade de Nova York no mês passado, já declararam emergência climática, de acordo com o grupo de defesa da mobilização climática. O grupo ativista Extinction Rebellion disse que a declaração é o primeiro passo crucial para enfrentar a crise.

O gabinete de Blumenauer disse que decidiu redigir a resolução depois que Donald Trump declarou uma emergência na fronteira dos EUA com o México para que ele pudesse construir um muro entre os dois países.

No Congresso, os democratas que controlam a Câmara podem ter apoio suficiente para a resolução, mas os republicanos na maioria do Senado provavelmente não aprovarão.

A resolução diz: “O aquecimento global causado pelas atividades humanas, que aumentam as emissões de gases de efeito estufa, resultou em uma emergência climática” que “afeta severa e urgentemente o bem-estar econômico e social, a saúde e a segurança, e a segurança nacional do país”.

Em seguida, o texto da resolução diz que o Congresso “exige uma mobilização nacional, social, industrial e econômica dos recursos e do trabalho dos Estados Unidos em grande escala”

Trump e sua administração questionaram a ciência na afirmação de que os humanos estão causando a crise climática. Eles minimizaram os riscos do aumento das temperaturas e destruíram os esforços do governo para limitar a poluição causada por parques industriais, carros e outras fontes.

Apesar desse registro, Trump elogiou os EUA como líder ambiental em um discurso na segunda-feira na Casa Branca.

Mesmo que a resolução fosse aprovada e assinada pelo presidente, isso não forçaria nenhuma ação sobre a mudança climática. Mas os defensores dizem que esforços semelhantes no Canadá e no Reino Unido serviram como um ponto de alavancagem, destacando a hipocrisia entre a posição do governo de que a situação é uma emergência e decisões individuais que exacerbariam o problema.

Vários democratas que concorrem à presidência lançaram planos parciais ou completos para reduzir as emissões. Quase todos disseram que é uma questão importante. Sanders tem um histórico de priorizar a crise climática e já sugeriu opções políticas específicas, mas ainda não divulgou sua própria proposta.

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Criminalista dos EUA pesquisa tráfico de animais silvestres no Tocantins

Um pesquisador dos Estados Unidos está em Araguaína, no norte do Tocantins, estudando a forma como está sendo realizado o tráfico de animais no estado. De janeiro a agosto deste ano foram resgatados pela Policia Militar Ambiental 107 animais nesta situação. Atualmente cerca de 350 animais estão no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Araguaína (Cetas), onde passam por tratamento até que estejam aptos para voltar à natureza.

Grande volume de tráfico de aves motivou estudo do criminalista americano no Tocantins (Foto: Divulgação)

Egan Kyle Green visitou o local justamente para conferir de perto os efeitos do tráfico na vida dos animais. São animais que foram retirados da natureza por traficantes e muitas vezes chegam no local debilitados e precisam de reabilitação para ter condições de sobreviver na mata.

Green é criminalista ambiental e está realizando uma pesquisa sobre tráfico de animais silvestres em parceria com uma faculdade particular de Araguaína. Ele explicou que escolheu o Brasil para realizar a pesquisa porque existe um grande número de pássaros e um grande volume de tráfico de aves no país, realidade bem diferente da dos Estados Unidos.

Egan disse ainda que a África sempre teve um grande número de animais traficados, mas como no Brasil existe uma grande oferta de animais silvestres, o país é o novo alvo do tráfico. “Tem muitos pássaros no Brasil que não temos nos Estados Unidos. São muito bonitos e posso ver que haverá uma demanda grande para o tráfico dessa população no Brasil”, avalia.

Para o pesquisador, a educação ambiental ainda é a melhor arma para ajudar a proteger os animais. “Quando as pessoas veem um pássaro ferido, se importam. A coisa mais importante que nós podemos fazer é deixar as pessoas saberem sobre o tráfico”, defende.

Fonte: G1

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Americano é preso após ser flagrado abandonando cadela em estrada

O americano Gorge Spears, de 52 anos, foi flagrado enquanto abandonava uma cadela à beira de uma estrada na altura de Dallas (Texas, EUA), no início de agosto. O momento em que Gorge parava o carro no acostamento e colocava a cadela para fora foi registrado por câmeras de segurança.

Câmeras de segurança registraram o crime de abandono (Foto: Reprodução/Facebook)

Uma denúncia feita pela Sociedade Protetora dos Animais (SPCA) do Texas fez com que Gorge se entregasse à polícia e fosse preso. Segundo informações do O Globo, ele foi indiciado por crueldade animal.

Na delegacia, ele declarou em depoimento que a cadela, que era de sua irmã, estava sendo abandonada porque a mulher não tinha mais condições de cuidar dela. De acordo com a SPCA, Claira-Belle, como é chamada, havia sido adotada há uma semana por uma mulher identificada como Reagan.

De acordo com publicação da entidade nas redes sociais, “o crime foi gravado pelas câmaras que o gabinete de Dallas instalou na área”. A SPCA explica que “esta é a primeira vez que essas câmeras capturaram um incidente de crueldade animal que levou a uma prisão, o que marca o início de uma parceria estreita entre a SPCA do Texas e o escritório de Dallas Marshall”.

Confira o momento do abandono no vídeo:

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Americano pega 5 anos de prisão por matar cachorro na Califórnia

Efren Rodríguez Martínez, de 55 anos, pegou 5 anos de cadeia após agredir cão (Foto: Riverside County Sheriff’s Department)
Efren Rodríguez Martínez, de 55 anos, pegou 5 anos de cadeia após agredir cão (Foto: Riverside County Sheriff’s Department)

Um juiz da Califórnia condenou na quinta-feira (1) a cinco anos de prisão um homem que agrediu um cachorro, que acabou morrendo devido às lesões sofridas.

Efren Rodríguez Martínez, de 55 anos, se declarou culpado da acusação de crueldade contra um animal após agredir um cão de três anos. O cachorro chegou a sobreviver por dois dias em um centro veterinário depois do ataque.

Vizinhos de Rodríguez, que vive em Whitewater (160 km a oeste de Los Angeles), declararam às autoridades que Martínez havia batido na cabeça do cachorro, conhecido como “Rusty”, com um pau e depois lançado seu corpo por cima da cerca traseira de sua casa em direção ao deserto.

O incidente foi registrado no dia 8 de junho de 2015 e Rodríguez, que a princípio se declarou inocente, foi preso um mês depois.
A princípio foi declarado mentalmente incapaz para encarar o julgamento, mas a decisão foi revertida.

O comandante do Serviço de Proteção de Animais, Chris Mayer, comemorou a decisão e agradeceu ao procurador do distrito por ter encarado o caso “com muita seriedade”.

“Como a pena de prisão não é comum na maioria dos casos de crueldade de animais, estamos extremamente satisfeitos com o fato de o senhor (Rodríguez) Martínez ter recebido este nível de punição”, indicou.

Fonte: O Globo

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Americano dedica vida a adotar cães idosos abandonados

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Divulgação

Steve Greig sofreu muito quando seu cão morreu. Mas, em vez de se deixar abater pelo sentimento, o norte-americano decidiu melhorar a vida de outros animais. Steve decidiu ir até um abrigo de cachorros em Denver, no Colorado, para adotar um animal com menores chances de encontrar um lar.

No entanto, nada saiu como planejado: Steve adotou 10 cachorros velhinhos! Em entrevista ao site The Dodo, ele disse que acorda todos os dias às 5 horas para preparar o café da manhã de todos os animais, pois as dietas dos cachorros são diferentes. Além disso, precisa passear com todos, levá-los ao veterinário e dar atenção a cada um.

Em sua conta no Instagram, Steve compartilha com 560 mil seguidores a vida de toda a família, que inclui, além dos 10 cães, um porco, Bikini, um coelho, Stuart, dois patos, galinhas e pombos.

“Eu cresci com muitos animais. Meus pais eram amantes da natureza e quase sempre me deixavam ter qual eu quisesse, desde que cuidasse deles”, disse Steve ao The Dodo.

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Fonte: Estadão

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Soldado americano adota cachorro que conheceu em base militar no Iraque

Cão abandonado sendo carregado por militar americano (Divulgação/Arquivo Pessoal)
Cão abandonado sendo carregado por militar americano (Divulgação/Arquivo Pessoal)

“Todos os dia quando saíamos, ele estava lá. E voltava a estar lá todos os dias quando voltávamos”, disse o soldado numa entrevista. Não é de se surpreender que ele tenha ficado de coração partido quando teve que deixar o Iraque e voltar para os EUA.

Wyrsch sabia que ia ter que deixar o seu amigo de quatro patas e só de pensar nisso já o deixava preocupado, pois ele sabia o quão sensível Ollie era, e que não teria quase nenhuma hipótese de sobreviver naquele ambiente tão devastado.

Ken Wrysch e Ollie em base militar no Iraque (Divulgação/Arquivo Pessoal)
Ken Wrysch e Ollie em base militar no Iraque (Divulgação/Arquivo Pessoal)

Depois de voltar ele não conseguia esquecer Ollie e não se sentia em paz consigo próprio, então decidiu entrar em contacto com a SPCA International, uma organização internacional de proteção animal, na expectativa de que eles fossem capazes de tratar de todos os passos necessários para levar o cachorro para San Mateo, na Califórnia onde Wyrsch vivia.

A SPCA aceitou o desafio e após algum tempo conseguiu agilizar todo o processo para levar o cão até ao seu tutor. Wrysch pôde pegar no seu fiel e amado amigo no aeroporto de São Francisco, cheio de alegria e emoção

Ollie descansa entre os militares americanos (Divulgação/Arquivo Pessoal)
Ollie descansa entre os militares americanos (Divulgação/Arquivo Pessoal)

A cena do reencontro dos dois é emocionante, ver Ollie a pular de pura alegria ao receber um abraço de seu dono enche-nos o coração.

Quando se vêm as fotos percebe-se que os dois não poderia ter ficado longe um do outro e ter levado o animal para a Califórnia foi certamente a melhor atitude que Ken poderia ter tomado.

Ollie e Ken se encontram no aeroporto de São Francisco (Divulgação/Arquivo Pessoal)
Ollie e Ken se encontram no aeroporto de São Francisco (Divulgação/Arquivo Pessoal)

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Portal do Animal

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