Notícias

Brasil lidera demanda por leites vegetais na América do Sul

A ascensão do veganismo e questões relativas à saúde da população são as responsáveis pelo crescimento do interesse do público por leites vegetais


O Brasil lidera a demanda por leites vegetais na América do Sul. O crescimento da procura desses alimentos por parte dos consumidores se deve à ascensão do veganismo e ao crescimento de doenças alérgicas e da intolerância à proteína de leites de origem animal.

Leite de amêndoas (Foto: Reprodução/Pixabay/Couleur/Imagem Ilustrativa)

De acordo com um estudo da, Mordor Intelligence, 85% dos brasileiros foram diagnosticados com algum nível de intolerância à proteína do leite de origem animal, ante 69% dos chilenos e 60% dos argentinos.

Além das questões éticas relativas à exploração e morte de animais, consumidores têm optado por leites vegetais também por questões de saúde. De acordo com um levantamento feito pela rede de supermercados britânica Sainsburys, aproximadamente 70% dos consumidores estão alterando seus hábitos alimentares para prevenir doenças como obesidade, diabetes e colesterol.

As causas ambientais e a conscientização acerca da exploração e da crueldade imposta aos animais também têm motivado as pessoas. Outro estudo feito pela Sainsburys, concluiu que um quarto da população britânica será vegetariana em 2025. As informações, publicadas no portal Terra, são da DINO.

Com o crescimento da demanda brasileira por leites vegetais, investimentos estão surgindo. De acordo com a Consultoria Mordor intelligence, mais de US$ 600 milhões devem ser movimentados pelo mercado brasileiro em 2020.

A empresa Vida Veg é uma das que estão apostando no crescimento do veganismo. No final deste ano, a companhia deve inaugurar a maior e mais moderna fábrica do país de produtos frescos feitos a partir de vegetais. A Vida Veg oferece aos consumidores iogurtes, shakes, queijos, requeijões e uma nova linha de leites vegetais nos sabores coco, amêndoas e castanha de caju.

De acordo com o diretor executivo da empresa, Anderson Rodrigues, lácteos de origem vegetal produzem menor impacto ao meio ambiente quando comparados aos de origem animal.

“A produção de cada litro de leite de amêndoas ou de coco demanda 70% menos água em comparação ao leite de vaca, além de não precisar explorar nenhum animal”, disse.

A Violife, de origem grega, é uma multinacional que também comercializa produtos vegetais. Atualmente, a empresa vende queijos como mozzarela, prato, parmesão e feta. Livres de ingredientes de origem animal, os queijos da Violife estão entre os mais consumidos nos Estados Unidos e figuram entre as 20 marcas de queijo mais vendidas no Reino Unido em 2018, sendo o primeiro queijo vegano presente na pesquisa da The Grocers.

“O mercado brasileiro apresenta um grande potencial no atual cenário e certamente o consumidor vai gostar dos nossos produtos. No teste cego, é muito comum confundirem com o queijo de origem animal”, disse Paulo Treu, diretor da Global Picks Brasil, empresa responsável pela venda no país.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Única espécie de urso da América do Sul está ameaçada pela caça

O urso-de-óculos, também conhecido como urso-andino, única espécie de urso nativa da América do Sul, é considerado vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A caça reduziu a população da espécie a cerca de 13 mil a 18 mil animais, de acordo com uma estimativa de 2017 da IUCN. Em 1996, o número era de 18.250 animais, o que já, na época, já era considerado pouco pela organização, que dizia que “em vista da área ocupada pelos ursos, essa quantidade poderia ser muito maior”. No Peru, a população desse urso, que vive também na Bolívia, no Equador, na Colômbia e na Venezuela, é de cerca de 5 mil animais.

Um dos motivos que leva caçadores a tirar a vida desses animais é o uso do osso do pênis deles em uma bebida peruana batizada de “Sete Raízes”, que traz consigo a falsa promessa de cura da impotência sexual e até mesmo da conquista da força do urso, quando um osso inteiro é consumido.

Urso-de-óculos está ameaçado pela caça (FOTO: KEVIN SCHAFER, MINDEN PICTURES)

Ao portal National Geographic Brasil, uma peruana que comercializa a bebida afirmou que o osso do urso é trazido da floresta em Lamas – uma comunidade indígena na região de San Martín, no Peru. “É preciso atirar bem no coração. Se errar, ele pode atacar, porque é um animal muito forte”, disse ela.

Questionada sobre o risco dos ursos serem caçados até a extinção, a mulher respondeu: “é dinheiro! Nós ganhamos. Os caçadores também ganham. Com esse dinheiro, compram arroz, óleo e açúcar”.

No Peru, desde 1970 a caça aos ursos é proibida. No país, eles são protegidos também por uma lei geral de combate ao tráfico de animais silvestres. A caça e a venda de ursos-de-óculos e de partes de seus corpos é proibida ainda por lei ambientais e florestais de todos os países em que há incidência da espécie. A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção também proíbe a prática.

No Peru, no entanto, a caça de ursos para usos xamânicos é comum. Em mercados de Lima, Chiclayo, Chachapoyas, Tarapoto e Yurimaguas é possível encontrar partes de mais de 20 ursos sendo comercializadas, além da “pasta de urso” – que nada mais é do que a gordura desses animais, comercializada sob o pretexto de aliviar dores e doenças, sem qualquer eficiência comprovada cientificamente.

Há peruanos que matam ursos para se vingar dos animais, já que eles matam bois para comer e entram em milharais. É o que conta Roxana Rojas-Vera Pinto, diretora de conservação da Sociedade Zoológica de Frankfurt.

Ossos penianos de urso-de-óculos (FOTO: EDUARDO FRANCO BERTON)

Segundo a IUCN, além da caça, essa espécie tem sofrido com a perda de habitat e as mudanças climáticas, que tem alterado padrões de vegetação e prejudicado ecossistemas. A diminuição do número de ursos, no entanto, ameaça ainda mais os ecossistemas, já que esses animais os mantém em equilíbrio ao dispersar sementes nas fezes e atuar como polinizadores devido ao transporte de pólen feito através da sua densa pelagem. Além disso, segundo Rojas, preservar o habitat dos ursos-de-óculos nas florestas nubladas ajuda a proteger as bacias fluviais que levam água para as comunidades localizadas rio abaixo.

O dente do urso também é utilizado por mestres xamanicos, que acreditam que ele afasta maus espíritos. Um desses mestres, que vive na cidade de Chiclayo, capital da região de Lambayeque,  contou, em entrevista ao portal National Geographic Brasil, que tem, além dos dentes, quatro peles de urso, uma de onça-parda e outra de onça-pintada.

“Há dez dias, eu estava com cinco garras de urso, mas já vendi. Negocio todos os dias”, relevou o mestre xamanico. No armazém do homem, cada dente de urso-de-óculos é vendido por R$ 60. No local, há à venda também ossos penianos do animal.

“Estes eu escondi”, afirmou ao se referir aos ossos penianos. “Não podemos expô-los. Do contrário, o pessoal da florestal aparece, já tive problemas com eles”, completou. A Agência Florestal e de Fauna Silvestre do Peru administra a fauna silvestre e as florestas nacionais e apreende produtos provenientes de animais silvestres, que foi o que ocorreu com o mestre xamanico. O problema a que ele se refere, ainda segundo ele, foi resolvido “fazendo um acordo diretamente com o oficial”.

Espécie é considerada vulnerável (FOTO: PETE OXFORD, MINDEN PICTURES/NAT GEO IMAGE COLLECTION)

O mestre disse que raspa os ossos até que se transformem em farinha e os coloca na bebida Sete Raízes, que é comercializada, em uma garrafa, por cerca de R$ 580.

Em Moshoqueque, um mercado em Chiclayo, uma mulher comercializa a gordura pura do urso-de-óculos. Segundo ela, a gordura é retirada da pele do animal com uma faca e colocada em uma panela. Após ser derretido, o produto é vendido em uma garrafa plástica de meio litro.

“O caçador nos traz o urso inteiro e selecionamos as partes que queremos comprar”, contou a vendedora, que vende também, por R$ 3 mil, um pênis de urso desidratado que ela afirma ter tirado do animal por conta própria.

Um dos produtos vendidos era etiquetado com o nome Vergel S.A. Não há, no entanto, nenhum registro nesse nome na Superintendência Nacional de Aduanas e Administração Tributária (Sunat), órgão responsável por arrecadar impostos e identificar contrabandos e evasão fiscal.

Judith Figueroa, ecologista de fauna silvestre da Associação Peruana de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, realizou uma investigação sobre esses produtos entre 2002 e 2007, mas não teve sucesso. “Das 16 diferentes apresentações observadas de bálsamos de urso, 81,2% não tinham registro ou eram falsas de acordo com a Superintendência Nacional de Administração Tributária”, disse. Segundo a pesquisadora, “é provável que a Sunat não tinha conhecimento das vendas de bálsamos de urso feitas por pessoas físicas ou jurídicas.’’

Os produtos costumam ser vendidos com diversos rótulos, segundo Figueroa. Muitos deles têm imagens de ursos-polares, ursos-pardos, ursos-negros-norte-americanos e pandas, mas os vendedores garantem que o produto é feito a partir da gordura do urso-de-óculos. Os rótulos falsos provavelmente tem o objetivo de enganar as autoridades.

Tráfico oculto

Sam Shanee, diretor da Neotropical Primate Conservation (Conservação de Primatas Neotropicais), organização do Reino Unido, com filiais regionais no Peru e na Colômbia, que trabalha em prol do combate ao tráfico de animais silvestres na América do Sul, explica que “o tráfico de animais silvestres está mais oculto – não é mais tão aberto, mas ainda persiste” no Peru, país que aumentou de R$ 700 para R$ 6 mil a multa para a caça, o armazenamento, a coleta e a venda de quaisquer produtos e derivados de animais silvestres e que estabelece, através do código penal, pena de prisão de até cinco anos para crimes contra animais silvestres.

Antes, o comércio era feito livremente. Hoje, segundo Shanee, são usados códigos como coloca um papagaio em frente à loja para indicar que lá tem produtos derivados de animais silvestres à venda. Segundo ele, se o consumidor pedir, os vendedores “trazem macacos, aves, bichos-preguiças ou tudo que você desejar, praticamente como uma encomenda”.

“A polícia ecológica, as autoridades ambientais regionais e os promotores públicos têm que trabalhar em conjunto para realizar operações. Por isso, é muito difícil a atuação de todos e esse é um grande ponto fraco”, disse.

Segundo Yuri Beraún, especialista de manejo da fauna silvestre do Ministério do Meio Ambiente, “as instituições responsáveis por aplicar a lei possuem dificuldades técnicas e operacionais, pois não dispõem de equipamentos para transportar os animais que resgate” e a rotatividade das equipes responsáveis por aplicar a lei é elevada.

Líquido laranja amarronzado é vendido como gordura de uso-de-óculos (FOTO: EDUARDO FRANCO BERTON)

Para compensar falhas na legislação, Shanee criou, em 2014, o projeto Denuncia Fauna, por meio do qual a população faz denúncias anônimas de tráfico de animais. As denúncias são recebidas pela Neotropical Primate Conservation, que alerta as autoridades. A organização já esteve envolvida no resgate de sete ursos vivos que eram mantidos em cativeio.

Entretanto, das 175 denúncias apresentadas entre 2014 e 2016, 74% não resultaram em punição e 26% resultaram no resgate de um animal. De todas elas, apenas 3% geraram investigações e aproximadamente 15 estavam relacionadas ao urso-de-óculos. Esses animais, porém, não constaram em nenhuma das 619 ações criminais sobre animais silvestres ajuizadas no Peru desde 2010, conforme dados do Ministério da Justiça.

O presidente do Instituto de Defesa Legal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Henry Carhuatocto, acredita que, “como estratégia em litígios referentes a assuntos ambientais, devem ser punidos não apenas aqueles que matam os ursos, mas também aqueles que alimentam a demanda por seus produtos. Assim, fechamos o ciclo”.

Segundo ele, faltam juízes voltados para a área ambiental no Peru. “Acho que o copo está meio cheio. O que nos faltam são juízes especializados em assuntos ambientais. A única região que possui um foro ambiental é Madre de Dios e não é permitido levar para a prisão alguém que cometa um crime de tráfico de animais silvestres em outra região”, contou.

A necessidade é confirmada por Flor María Vega, coordenadora nacional do Ministério Público Especializado em Assuntos Ambientais do Peru (Fema, na sigla em espanhol). “Consideramos importante que juízes e promotores públicos adquiram conhecimento especializado no manejo da fauna silvestre para entenderem a importância de sua conservação e unificarem critérios que garantam justiça ambiental em crimes de tráfico de animais silvestres”, disse.

De acordo com Vegas, o Fema não dispõe de recursos para monitorar mercados que comercializam produtos derivados de animais silvestres e para fazer buscas e apreensões.

“O número de funcionários especializados nesse trabalho é insuficiente, considerando a burocracia de cada gabinete. Assim, podemos presumir que a iniciativa do governo peruano para pôr em prática a convenção Cites e coibir o tráfico ilegal de animais silvestres não está funcionando completamente”, afirmou Vegas, que considera que o Ministério do Meio Ambiente deveria destinar verbas para o Fema – o que não é feito atualmente.

Segundo Beraún, do Ministério do Meio Ambiente, a Estratégia Nacional para Redução do Tráfico Ilegal da Fauna Silvestre do Peru conseguiu avançar na identificação das principais rotas de tráfico de produtos derivados dos ursos-de-óculos. De acordo com ele, o próximo passo “é conduzir ações de inteligência e punir não apenas o consumidor final, mas aquele que provoca o maior dano: o intermediário.”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


​Read More
Notícias

46 mil tartarugas são capturadas acidentalmente por redes de pesca todos os anos

Nova pesquisa mostra que pescadores em 43 portos da América do Sul capturam todos os anos acidentalmente mais de 46.000 tartarugas ameaçadas. Desse número, 16.000 morrem nas mãos de pequenos pescadores em países como Equador, Peru e Chile.

Os cientistas temem que o número real possa ser ainda maior, já que nem todos os portos de pesca dos países escolhidos foram analisados.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Exeter em conjunto com a organização de conservação do Peru ProDelphinus, foi publicado na revista Fisheries Research.

“As pessoas estão acostumadas a se preocupar apenas com a pesca industrial. É recente a atenção para as consequências da pesca em pequena escala”, disse o professor Brendan Godley, do centro de ecologia e conservação da Universidade de Exeter.

“São pequenos navios, mas existem tantos deles que podem causar um grande impacto nos ecossistemas”.

tartaruga presa acidentalmente em rede
A tartaruga-de-couro, que corre grande risco de extinção no Pacífico leste, e a tartaruga-de-pente, ameaçada em todo o mundo, são exemplos de animais que vivem na área estudada

“Este trabalho destaca a importância e os benefícios da nossa abordagem e envolvimento com os pescadores”, disse a Dra. Joanna Alfaro, diretora do ProDelphinus.

“Estamos trabalhando ativamente com os pescadores da região para desenvolver e implementar soluções para as tartarugas capturadas acidentalmente. Nosso objetivo é desenvolver pescarias que sejam sustentáveis ​​para comunidades pesqueiras de pequena escala e para as espécies com as quais eles interagem.”

O estudo, apoiado pela Iniciativa Darwin , foi elaborado para preencher lacunas de dados e identificar áreas prioritárias para futuros trabalhos de conservação.

“Reunir os dados desta pesquisa foi um esforço massivo em três países, e os resultados nos fornecem conhecimentos muito importantes”, disse o Dr. Jeffrey Mangel, também ProDelphinus.

Existem sete espécies diferentes de tartaruga presentes nos oceanos em todo o mundo, quase todas classificadas como ameaçadas de extinção, de acordo com o WWF.

Esses animais marinhos estão ameaçados por caçadores, pela destruição de seus habitats, e pelo risco de captura acidental por pescadores.

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Carne alemã contribui para desmatamento na América do Sul

A carne consumida na Alemanha é responsável pelo desmatamento na América do Sul. É o que aponta um relatório da organização de proteção ambiental Mighty Earth.

Soja utilizada para alimentar animais é responsável por expansão do desmatamento (Foto: Reprodução/TV Morena)

De acordo com o estudo, milhares de hectares do Gran Chaco – região localizada na fronteira entre Argentina, Bolívia e Paraguai e que inclui parte do Pantanal brasileiro – são desmatados para o cultivo de soja que alimenta bois explorados para consumo humano na Alemanha e em outros países da Europa.

O desmatamento, porém, não é o único problema. A organização denuncia ainda o uso de “enormes quantidades de fertilizantes químicos e pesticidas tóxicos, como o produto fitossanitário glifosato”.

Três quartos da soja produzida no mundo é utilizada para alimentar animais, segundo a Mighty Earth. Em 2016, um total de 27,8 milhões de toneladas de soja foram exportadas da América Latina para a Europa, sendo que 3,7 milhões de toneladas de grãos e farinha de soja foram destinadas, anualmente, à Alemanha.

“Assim que a soja chega à Alemanha, é comprada por produtores de ração para animais ou de carne e usada para criação de animais. De lá [dessas empresas], a soja chega a supermercados e restaurantes e é comprada pelos consumidores”, alerta a organização.

A organização lembra que redes de supermercado na Alemanha frequentemente vendem salsichas, Schnitzel e hambúrgueres como sustentáveis e de origem local, mas não revelam as terríveis consequências geradas pela produção de grãos utilizados para alimentar os animais que, depois de serem covardemente mortos, dão origem a esses produtos. “[Mas] enquanto o frango e a carne suína e bovina vendidos por eles [supermercados] normalmente são criados na Alemanha, os alimentos desses animais costumam ser comprados a milhares de quilômetros de distância e, assim, têm consequências muito mais amplas para o meio ambiente”, afirma a Mighty Earth.

A Holanda, a França e a Espanha também estão entre os países que mais importam soja da América Latina, ao lado da Alemanha, segundo a organização de defesa do meio ambiente. As informações são do portal G1.

De acordo com as pesquisas da Mighty Earth, a soja utilizada como ração animal na Alemanha contribui para o avanço, especialmente, do desmatamento nos dois principais produtores de soja na América do Sul: Argentina e Paraguai. “Os resultados batem com o nosso estudo anterior sobre o desmatamento em grande escala para a produção de soja no Cerrado brasileiro e na Bacia Amazônica na Bolívia. Somados, esses quatro países são responsáveis pela maior parcela da produção de soja latino-americana”, explica a Mighty Earth.

O estrago causado pela soja destinada à alimentação animal, entretanto, poderia ser evitado. “Há mais de 650 milhões de hectares já desmatados só na América Latina”, afirma a organização, que acredita que essas áreas deveriam ser usadas para o cultivo de soja “sem ameaçar os ecossistemas nativos”.

“Especialistas que conseguiram praticamente eliminar o desmatamento para a soja na região amazônica do Brasil estimam que a ampliação do sistema de vigilância da floresta a outras regiões produtoras de soja latino-americanas – incluindo o Gran Chaco – custaria apenas entre 750 mil e um milhão de dólares”, afirma a Mighty Earth ao falar da chamada “Moratória da soja”, um pacto ambiental firmado em 2006 por ONGs de proteção ambiental e empresas que produzem soja, como a Cargill e a Bunge.

“Infelizmente, essa iniciativa se restringe apenas à região amazônica brasileira, possibilitando a continuidade do amplo desmatamento na Argentina, no Paraguai, na Bolívia e no Cerrado brasileiro”, denuncia a organização.

As respostas dadas por empresas alemãs que utilizam soja nas cadeias produtivas ou de fornecimento, segundo a consultora da Mighty Earth, Tina Lutz, evidenciaram que “não existe um sistema exato o suficiente para que as empresas reconheçam a origem da soja que utilizam ou para que constatem se os seus produtos contribuem para a destruição do meio ambiente”.

O pedido da organização é que as empresas produtoras de soja ampliem o sistema da Moratória da Soja a outras áreas na América Latina, incluindo o Gran Chaco, e que as empresas alemãs compradoras de soja aumentem o controle sobre a origem do grão para que seja adotada uma política de preservação das florestas.

“Já que 97% da soja usada para a produção de ração na Europa são importados, é responsabilidade da Europa exigir que essa soja não contribua para o desmatamento das florestas e [a destruição] dos ecossistemas locais”, conclui a Mighty Earth.

​Read More
Notícias

Indústrias de fast food estão destruindo florestas na América do Sul

Uma nova investigação mostra como as indústrias de fast food estão diretamente ligadas à destruição das florestas tropicais e dos habitats vitais da vida selvagem. A agricultura é responsável por 80% do desmatamento em todo o mundo, fazendo com que humanos e animais percam suas casas, desequilibrando ecossistemas inteiros. Embora isso possa não parecer inédito devido à população do planeta e a necessidade produzir alimentos. O problema é que a maioria dessa destruição está sendo produzida para produzir carne e laticínios baratos e, como resultado, o cultivo desacerbado de soja para animais em matadouros e deixa quase um bilhão de pessoas com fome ao redor do mundo.

A produção descontrolada de grãos de soja está destruindo ecossistemas.
A produção desacerbada de soja está impactando negativamente o meio ambiente. (Foto: Jim Wickens/Ecostorm)

Um exemplo desse processo destrutivo está na forma de produção de soja. A produção descontrolada de soja é responsável pela destruição de quatro milhões de hectares de floresta na América do Sul todos os anos. No Paraguai, as plantações de soja cobrem cerca de 80% das terras cultivadas. No total, cerca de  18 milhões de acres de floresta são destruídos em todo o mundo a cada ano para a soja que em grande parte é utilizada para engordar os animais nos matadouros e isso representa 75% da soja no mundo. A pecuária norte-americana consome mais de 30 milhões de toneladas de farelo de soja por ano, grande quantidade é importada da América do Sul.

A produção de soja está se expandindo em toda a América Latina e, infelizmente, isso significa que é também um “foco global” para o desmatamento. A Cargill, a maior empresa privada de alimentos e agricultura do mundo, e a Bunge, outra empresa global de carnes, são as principais responsáveis por esse processo. Para ilustrar os resultados do sistema alimentar baseado em carne e laticínios relacionados a destruição da América do Sul, a organização “Mighty Earth” em tradução livre “Terra Poderosa”, realizou uma investigação sobre o impacto da indústria da carne e produtos lácteos europeus.

Fazendeiros usam grãos de soja para engordar animais em matadouros.
A soja é utilizada como ração para animais em matadouros. (Foto: Jim Wickens/Ecostorm)

A Europa é o segundo maior mercado de soja, depois da China, com a Europa importando 46,8 milhões de toneladas de produtos de soja em 2016 e 27,8 milhões de toneladas dessa soja vinda diretamente da América Latina. De acordo com a Mighty Earth, são necessários 8,8 milhões de hectares de terra para cultivar a soja que é importada para a União Européia a cada ano, o que equivale a uma área maior que a Áustria.

A região do Gran Chaco, na América do Sul, abrange toda a Argentina, Paraguai e Bolívia. Esta região é perdendo apenas para a Amazônia em biodiversidade, composta de florestas baixas e savanas, uma floresta seca em oposição à floresta amazônica. Com a maior taxa de desmatamento do mundo, espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, a anta e o tatu-canastra estão sendo levadas à beira da extinção.

As baixas florestas  estão sendo perdidas em proporções alarmantes que correspondem ou até excedem as de florestas tropicais como a Amazônia – que está chegando a um ponto sem retorno graças ao desmatamento. Como a Mighty Earth relata, somente a Argentina perdeu 22% de suas florestas entre 1990 e 2015, principalmente devido às fazendas de soja.

(Foto: Jim Wickens/Ecostorm)

Conforme a organização, o clima rigoroso do Chaco não é naturalmente adequado para vastas monoculturas. Como resultado, a soja cultivada aqui é geneticamente modificada e requer grandes quantidades de fertilizantes químicos e pesticidas tóxicos, como o herbicida glifosato. Estes também estão transformando o Chaco. As vias aquáticas se tornaram poluídas e os membros da comunidade local relatam um surto de defeitos congênitos, cânceres e doenças respiratórias. Até mesmo os animais domésticos e animais selvagens estão sentindo os impactos – muitas famílias relataram que seus animais morreram devido a essa exposição a herbicidas.

Pessoas, animais e o meio ambiente estão sofrendo por causa da expansão da soja como alimentação para animais em matadouros. Tragicamente, devido à alta demanda e à aparente corrupção nas cadeias de fornecimento, embora a Cargill e a Bunge tenham assumido compromissos públicos com cadeias de fornecimento com desmatamento zero, não há como garantir verdadeiramente que essas medidas estão sendo cumpridas. Além disso, embora este relatório se concentre na Europa, os EUA não são menos culpados por essa destruição.

​Read More
Notícias

Livro fotográfico incentiva conservação de animais silvestres da América do Sul

A fotógrafa Laura Crawford Williams, especialista em fotografias de animais em seu habitat, lançou um livro pela conservação dos animais silvestres da América do Sul. Com imagens registradas ao longo de dez anos de trabalho, o livro recém publicado recebeu o nome de Wildlife in Wild Lands: Photography for Conservation in Southern South America (Vida Selvagem em terras selvagens: Fotografia para conservação do sul da América do Sul, em tradução livre).

(Foto: Laura Crawford Williams)

O livro, que tem 244 páginas repletas de fotografias de animais, está disponível em inglês e espanhol.

“Espero sinceramente que Wildlife in Wild Lands possa influenciar as pessoas a se preocuparem mais com a beleza única, frágil e insubstituível do nosso mundo”, afirmou. “Nós, que sabemos que não podemos viver sem a fauna selvagem, devemos informar aqueles que, de maneira tola, acreditam que podemos.”

(Foto: Laura Crawford Williams)

Laura viajou, desde 1007, com seu parceiro German Ambrosetti para trabalhar pela conservação das espécies. Dezenas de pessoas e organizações fizeram parte desta jornada, que deu origem ao livro. Eles foram para a Argentina, Chile, Bolívia e Brasil.

O trabalho de Laura já foi publicado pelas revistas National Geographic, National Wildlife, The Nature Conservancy e Nature’s Best, segundo informações do portal Exame. O objetivo do livro, segundo Laura, é inspirar nos leitores a mesma emoção e admiração que ela sente pela fauna selvagem.

(Foto: Laura Crawford Williams)
​Read More
Corpos de vacas mutiladas
Destaques, Notícias

Milhares de bois e vacas são mutilados nos EUA e na América do Sul

No banco de dados do FBI, constam os assassinatos dos bois e vacas, que chocaram fazendeiros no passado e ainda continuam atualmente.

Corpos de vacas mutiladas
Fotos: TMV Archive e mutton.com

A especulação em torno de quem  pode ser responsável pela morte e mutilação de milhares de vacas inclui adoradores do diabo e agentes governamentais.

Desde o início da década de 1970, os fazendeiros descobrem que os animais mortos tiveram vários órgãos mutilados – incluindo olhos, narizes, línguas, corações, fígados e genitais removidos com precisão.

Embora muitas teorias tenham sido apresentadas,  tratam-se de casos que ninguém – nem mesmo o FBI – consegue solucionar.

Em 1974, os jornais começaram a divulgar as mutilações, que inicialmente ocorreram principalmente em terras agrícolas rurais no Centro-Oeste. Elas foram relatadas em todo o país, mas se disseminaram principalmente entre Dakota do Sul, Colorado, Kansas e Nevada.

O FBI fez um relatório de 32 páginas sobre a matança, que é precedido por uma curta explicação de que sua investigação foi dificultada pela falta de jurisdição na maioria dos casos.

O órgão disse que isso ocorreu porque  na época não existia uma lei federal que considerasse a mutilação de animais um crime, o que não permitia a continuidade da investigação.

Muitos moradores relataram que viam helicópteros nas áreas das mortes. Isso despertou preocupações de que as mutilações, chamadas de “mutes” por aqueles familiarizados com o assunto, se espalhassem e fossem encobertas pelo governo.

Isso ocorreu durante o auge da paranoia com extraterrestres nos Estados Unidos. As explicações sobrenaturais eram as únicas que faziam sentido na época – já que a tecnologia não tinha evoluído suficientemente.

Vaca assassinada
Foto: TMV Archive

As áreas em torno das mutilações, muitas vezes ao redor do ânus dos animais assassinados, exibiam uma aparência escurecida e queimada, o que sugeria o uso de um laser de alta potência. Porém, outros pesquisadores apresentaram conclusões diferentes.

Christopher O’Brien, um autor e jornalista que investiga o assunto, disse à reportagem do Daily Mail que, quando uma vaca se decompõe, a matéria vegetal que está dentro de um dos quatro estômagos faz o animal inchar.

Conforme a umidade deixa o corpo, ele começa a desinchar – fazendo com que as bordas expostas do animal sejam escurecidas.

O’Brien ressalta que a explicação alienígena é usada para abordar a tragédia de forma sensacionalista.

Em uma ocasião em que O’Brien chama de seu “caso mais estranho” – ele foi chamado para ver um bezerro mutilado em Del Norte, no Colorado.

“Foi realmente estranho, não apodrecia. Foi encontrado em um campo sem uma gota de sangue na neve. Todo o sangue havia sido removido do animal. O coração e o fígado foram retirados com conhecimento e deixados na cavidade do corpo”, contou.

Em seu livro, “Stalking the Heard”, ele descreve que o bezerro de um mês também não tinha a espinha dos quadris até o crânio e o cérebro havia desaparecido. A perna dianteira direita também estava ausente e a grande maioria das costelas, olhos, ouvidos, intestinos, trato reprodutivo e pulmões foram removidos. Para agravar o horror, o reto também foi mutilado.

Duas testemunhas também viam um grande feixe de luz perto da casa na noite anterior, antes que o bezerro fosse encontrado. Embora algumas pessoas aleguem que isso foi feito por outros animais, o jornalista explicou que as evidências mostram o contrário.

Embora as ocorrências nos Estados Unidos tenham diminuído consideravelmente, já que estavam no auge no início da década de 1970, elas certamente não pararam. O’Brien observa um grande número de casos similares na América do Sul, especialmente no Brasil e na Argentina.

Bezerro morto encontrado em Nebraska
Foto: TMV Archive

Segundo ele, desde 2002, houve mais de quatro mil casos de mutilação de bois e vacas na América do Sul e ocorrem de três a 12 casos por semana em outros lugares do mundo.

Nos Estados Unidos, pouco antes do Ano Novo em 2016, e novamente alguns dias depois, duas vacas foram mutiladas em cidades rurais próximas no Kansas.

No condado de McPherson, Carla e John Shearer encontraram uma das vacas grávidas com um olho removido e sem as pálpebras e os cílios superiores e inferiores.

Um boi encontrado morto no condado próximo de Harvey teve os órgãos genitais removidos  com precisão cirúrgica.

O’Brien acredita que as mutilações em massa – das quais milhares foram relatadas apenas na década de 1970 – fazem parte de um esforço secreto do governo para pesquisar pragas de animais, como a vaca louca ou doenças de priões.

“Notamos isso muitas vezes ao longo da história – onde um caso acontece e dentro de uma semana ocorre uma dúzia. Acredito que eles estão procurando por algo – essa é a melhor explicação que posso oferecer. Acho que estão procurando algo dentro da cadeia alimentar”, afirmou.

“Estamos lidando com um grupo interessado em vigiar a cadeia alimentar. A indústria da carne de vacas é a maior e mais poderosa indústria da qual você ouviu falar. Acho que estamos lidando com algo que tem sido protegido por algum grupo quase governamental”, completou.

​Read More
Notícias

"Selfies" de animais ajudam pesquisadores a vislumbrar a biodiversidade de espécies em áreas protegidas

TEAM's Terrestrial Vertebrate Protocol utilizes the world's largest system of camera trap arrays to monitor bird and mammal diversity.
Divulgação

Conservacionistas espalharam câmeras ativadas por movimento em reservas tropicais de todo o mundo, capturando milhões de fotos de animais selvagens desavisados. Essas imagens vão ajudar os pesquisadores a vislumbrar a biodiversidade de espécies em áreas protegidas, além de projetar melhores programas de preservação.

A ideia

Em um estudo publicado na revista PLOS Biology, os pesquisadores contaram a história da biodiversidade global em selfies animais feitas em 15 florestas tropicais da América do Sul, África e Ásia. Cerca de 2,5 milhões de fotos de mamíferos e aves foram recolhidas a partir de 1.000 câmeras fotográficas, abrangendo 244 espécies.

As imagens foram em seguida analisadas por cientistas da Tropical Ecology Assessment and Monitoring (TEAM) Network, uma coalizão de pesquisadores que representam uma série de grupos de trabalho para preservação da diversidade animal em estado selvagem, incluindo Conservation International, Wildlife Conservation Society e Smithsonian Tropical Research Institute.

Visão positiva

De acordo com os cientistas, muitas das populações de animais observadas ficaram estáveis e até mesmo se multiplicaram ao longo do tempo, um forte indicador de que as áreas protegidas desempenham um papel fundamental na preservação de espécies ameaçadas e em perigo de extinção.

17% das populações monitoradas aumentaram e 22% permaneceram estáveis. Cerca de 22% mostraram algum declínio, e 39% não foram detectadas com frequência suficiente para suas populações serem calculadas. No entanto, de forma geral, a distribuição das espécies e seus números nas áreas protegidas não declinou durante o período de avaliação de 3 a 8 anos.

Isso apresenta uma visão positiva do papel das áreas protegidas, já que espécies que vivem em florestas tropicais são especialmente vulneráveis à extinção, conforme explica Lydia Beaudrot, da Universidade de Michigan, nos EUA, uma das autoras do estudo.

Dados muito úteis

O estudo representa o uso inovador de um sistema de análise especializado, aplicado através de uma rede de câmeras fotográficas para avaliar a biodiversidade.

Jorge Ahumada, diretor executivo da TEAM Network e um dos autores do estudo, disse em um comunicado: “Pela primeira vez, não estamos confiando em fontes de dados diferentes, mas sim usando dados primários coletados de forma padronizada em toda uma gama de áreas protegidas em todo o mundo”.

Isso é importante porque os resultados do estudo podem ser particularmente úteis para a tomada de decisões práticas. Por exemplo, os dados já ajudaram funcionários da Floresta Impenetrável de Bwindi, em Uganda, a identificar o impacto de visitantes do parque em uma espécie particularmente vulnerável, o gato-dourado-africano.

Quando a análise mostrou que os gatos estavam aparecendo com menos frequência em determinadas áreas, a administração do parque fez alterações ao tráfego de visitantes, e os avistamentos dos gatos subiram. “Com esses dados, nós criamos um recurso público que pode ser usado por governos ou outros na comunidade de conservação para tomar decisões”, disse Ahumada.

Ao longo dos últimos anos, as queixadas (Tayassu pecari) foram superadas por caititus nesta parte do Parque Nacional de Manú, Cocha Cashu, no Peru.

Over the past few years, the white-lipped peccaries (Tayassu pecari) were outcompeted by collared peccaries in this part of the Cocha Cashu Manú National Park in Peru.
Divulgação

Elefante-da-floresta (Loxodonta cyclotis) no parque nacional de Ndoki Nouabale, República do Congo. Esta espécie está listada como vulnerável pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

African forest elephant (Loxodonta cyclotis) from TEAM's site in Nouabale Ndoki National Park, Republic of Congo. This species is listed as vulnerable by the IUCN.
Divulgação

A onça-pintada ou jaguar (Panthera onca), o maior felino das Américas, com uma presa na Floresta Nacional de Caxiuanã, Brasil.

A jaguar (Panthera onca) with prey.
Divulgação

Um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), a maior espécie de tamanduá viva atualmente, no Parque Nacional Yasuní, no Equador.

Preservação, Tamanduá
Divulgação

Elefantes-da-savana (Loxodonta africana) no parque nacional de Ndoki Nouabale, República do Congo. Esta espécie está listada como vulnerável pela IUCN.

Prservação, Elefante da Savana
Divulgação

Um leopardo (Panthera pardus) no parque nacional de Ndoki Nouabale, República do Congo. Esta espécie adaptável ainda sobrevive em algumas partes da África subsaariana onde outros grandes felinos desapareceram.

Preservação, Leopardo
Divulgação

Fonte: HypeScience

​Read More
Notícias

Globo Repórter registra a única espécie de urso da América do Sul

urso

Nas florestas de nuvens, as cores mudam com a brisa e o vento instiga a curiosidade: Além das aves? Que bichos vivem nestas árvores?

Nossa equipe vai atrás de um mamífero raro: o urso de óculos, o único urso da América do Sul. Entramos na mata. Sabemos que ele mora longe e os perigos estão por perto. Em um buraco, uma imagem assusta: uma cobra com a cabeça alta, em posição de defesa ou ataque. É uma variedade da mussurana que vive no Brasil. Não é venenosa, mas tem fama de mal – ou de boa – porque se alimenta de outras cobras.

Comida na floresta é assunto sério. Um gafanhoto parece grande demais para o anambé, mas nada de desperdiçar. A primeira refeição do dia deve ser reforçada. O esquilo encontrou um cacho de tucumã. Os jacus também estão de olho nele.

As plantas com frutos são os restaurantes da floresta. Na busca por elas, os bichos se movimentam e até migram ao longo do ano. Uma pista a ser seguida.

Na busca pelo urso de óculos, o pessoal, a cada passo, vai atrás de sinais que a floresta vai dando. O primeiro dos mais importantes é o frutinho do aguacatilho. Ele tem gosto de jabuticaba e é rico em proteínas. É um ótimo sinal porque o urso costuma ir para o local para comer o aguacatilho e, nesses dias, ele está começando a amadurecer.

Seguimos pela mata. Alcançamos o topo de um morro. Arcênio tem uma estratégia: procura nas árvores manchas marrons, que são galhos que os ursos quebram para pegar as frutas. Nossas chances estão nelas e nos olhos dele.

Ele nos avisa que, ao longe, já é possível ver um deles. Nós estamos a uns 800 metros do urso. E é claro, não tem trilha. A gente vai pelo meio do mato e, no fundo do vale, temos que atravessar um rio. É mais complicado, mas o ânimo agora é outro, porque pelo menos a gente sabe que o urso está lá. É uma corrida contra o tempo, com obstáculos. Às vezes, nem sabemos que rumo tomar.

Toda pressa por medo do bicho ir embora. E surpresa! O urso está dormindo, ou quase, relaxadão no galho. As pernas largadas. Ele procura um apoio para a cabeça. E não é que o bicho dorme?

Temos tempo para esperar. Depois da soneca, desperta para a vida. Ainda está meio sonolento. Como é duro recomeçar o dia. Ele procura o que comer, mas não encontra, então, dá um salto. Agora, cheio de disposição, ele usa as garras e sobe atrás de frutinhos, o que mais? (Clique aqui para ver o vídeo).

Os braços se soltam e ele quase cai. O guia Arcenio Barrera conta que já viu um deles cair: “Uma única vez. Eu vi um urso comendo em um galho que se desprendeu do tronco e ele caiu com tudo. No outro dia, vi o mesmo urso em outra árvore, comendo fruta. Não aconteceu nada”.

No topo da árvore não falta habilidade. Para se apoiar, o urso distribui o peso do corpo pelos galhos. Age com unha e dentes, dentes primeiro. E come. Só pega as frutas maduras. As verdes, deixa para o próximo.

Os ursos são ótimos escaladores. Passam a maior parte do tempo em cima das árvores, onde constroem ninhos com galhos. Um adulto mede por volta de um metro e quarenta centímetros e pesa entre 90 e 130 quilos. Um bichão!

As patas poderosas têm cinco dedos com garras de até nove centímetros. Dá para encarar? O filhote dela, brincalhão, resolve ver o mundo de cabeça para baixo. O ursinho é a cara da mãe. As manchas claras no peito e na cabeça, às vezes, lembram o desenho de um óculos, daí o nome, urso de óculos.

Apesar de ocuparem quase toda a Cordilheira dos Andes, da Venezuela até a Argentina, os ursos sul-americanos estão em risco de extinção. Os cientistas calculam que menos de 20 mil deles ainda vivam em liberdade. Um grandalhão que só quer ser deixado em paz.

“Que eu saiba, pessoas eles nunca atacaram. Eu nunca ouvi falar que tenham atacado. Por exemplo, quando se chega muito perto, aí eles correm quando estão no chão”, explica Arcenio.

Depois de passar horas comendo, ele retoma o que os ursos adoram, a soneca. Com o queixinho sobre a pata, para que travesseiro?

Para a idealizadora da reserva, Rebeca Justicia, a presença do urso de óculos é uma grande prova de uma pequena vitória.

“Ele é muito bonito. O urso de óculos sempre arranca um ‘uau’ de quem vê. Você sabe que este animal precisa de muitos quilômetros quadrados para viver e encontrar comida. Quando você vê muitos ursos juntos, aqui, você tem a sensação de que conseguiu uma pequena façanha”, diz Rebeca Justicia, presidente executiva da Fundação Maquipucuna.

Fonte: Globo Repórter

​Read More
Notícias

Descoberto inseto raro na América do Sul

 

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Um raro insecto descoberto numa floresta da América do Sul está a intrigar os cientistas, que não conseguem determinar a sua espécie.

O ser apresenta uma espécie de “cabelos” coloridos que se erguem na parte de trás, e pontos cor-de-laranja espalhados pelo corpo.

A descoberta foi protagonizada por uma equipa de investigadores norte-americanos.

“Passei horas a vasculhar gavetas de espécimes de ninfas [forma imatura de alguns insectos] para comparar e o máximo que consegui foi afunilar a busca de 16 para quatro [espécies]”, explicou o doutor Trond Larsen, da Universidade de Princeton, citado pela imprensa britânica.

*Esta notícia foi, originalmente, escrita em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Diário Digital

​Read More
Notícias

Conseguem resgatar milhares de tartarugas arrau na Venezuela

O Ministério do Ambiente da Venezuela conseguiu o resgate nos últimos 10 anos de 576 mil exemplares da tartaruga arrau (Podocnemis expansa), como parte de suas políticas de preservação do meio natural.

A reserva de Fauna Silvestre na Zona Protetora do Orinoco médio, serve de espaço para o cuidado e proteção desta espécie, destaca hoje uma nota de imprensa do Ministério. Assinala o texto que desse grupo, 352 mil 420 foram levantadas do cativeiro por um ano, com o objeto de reforçar suas populações naturais.

Durante 2010, conseguiu-se resgatar 49 mil 590 exemplares da arrau, em um dos maiores esforços de criação e libertação de uma espécie ameaçada. Assim consegue-se diminuir a caça e saque de ninhos devido às ações de manejo, educação ambiental e participação comunitária, do programa que adianta o Ministério de Ambiente.

Produtores privados, instituições nacionais, governos locais, fundações e as comunidades da zona de influência somaram-se à criação desta espécie, a qual se espalhou geograficamente,desde 2005.

Sobre a base dessa experiência incluíram-se outras espécies de tartarugas ameaçadas, tais como a terecay (Podocnemis unifilis), chipiro (Podocnemis erytrocephala), morrocoy (Chelonoidis carbonaria), matamata (Chelus fimbriatus) e galápago (Podocnemis vogli).

A tortuga arrau é natural da América do Sul e sua distribuição abrange parte das bacias do Orinoco e do Amazonas.
Os jaguares e certos gafanhotos figuram entre os principais inimigos desse animal, mas o maior depredador é o homem.

Fonte: Prensa Latina

​Read More
Notícias

Paul Watson desconfia da suspensão da caça às baleias pelos japoneses na Antártida

Imagem: Reprodução Sea Shepherd

O governo japonês anunciou ontem que suspendeu antecipadamente a temporada de caça às baleias no Oceano Antártico, devido à intervenção da Sea Shepherd Conservation Society.

O Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd respondeu algumas perguntas acerca da suspensão e também sobre a atual campanha no Oceano Austral denominada Operação Sem Conciliação (Operation No Compromise).

1. A agência de pescas japonesa diz que a caça às baleias foi suspensa. Você confia neles? Por favor, esclareça o que eles querem dizer com “suspensão”?

Eu não confio neles, por isso vamos permanecer no Oceano Austral, com a frota baleeira, até à sua saída. Eles não disseram se a suspensão será permanente, pelo resto da temporada, ou por algumas semanas ou dias.

2. Desde o anúncio, como aparenta estar o Oceano Antártico? Eles se retiraram?

O Nisshin Maru # 2 (navio-fábrica) estava se dirigindo a toda velocidade para leste, a 14,5 nós. Estão a 2.000 milhas leste da área de caça e estavam entrando na Passagem de Drake perto do Cabo Horn, na ponta sul da América do Sul. Esta manhã, mudaram abruptamente o curso, de volta à oeste, voltando para o lugar de onde vieram. O Bob Barker, está os seguindo. O Steve Irwin e o Gojira estão a 2000 milhas oeste no mar de Ross, onde os três barcos arpão estão esperando o navio-fábrica.

3. Você pode nos dar alguma atualização sobre a Operação Sem Conciliação?

Até agora, tem sido um enorme sucesso. Conseguimos que eles deixassem de caçar 90 por cento da quota prevista para esta época. Eles não mataram muitas baleias e eles não vão matar mais.

4. OSC é a sétima missão para o Oceano Antártico. Como compara esta expedição às expedições anteriores?

Todos os anos nós vamos para lá mais fortes e os baleeiros vão mais fracos. Cada ano nos equipamos melhor.

5. Além do Steve Irwin e Bob Barker, você adicionou o Gojira à frota. Pode nos falar sobre o Gojira e como ele tem sido usado na campanha?

O Gojira é um navio interceptor excelente. Ele localizou o navio de reabastecimento e o Nisshin Maru. É mais rápido que os navios arpão e foi capaz de nos ajudar a despistar os navios arpão que perseguiam o Bob Barker e o Steve Irwin.

6. Como podem os leitores veganos apoiar o SSCS ?

Podem contatar-nos no nosso site www.seashepherd.org

A frota do Sea Shepherd :

Imagem: Reprodução Sea Shepherd
Imagem: Reprodução Sea Shepherd
Imagem: Reprodução Sea Shepherd

Fonte: The Thinking Vegan

​Read More