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Diminui o número de baleias-francas visitando o litoral sul do Brasil

Governo de Santa Catarina

O número de baleias-francas visitando o litoral sul do Brasil em 2020, durante o período de reprodução, diminuiu. A apuração é de um monitoramento aéreo realizado pelo Instituto Australis nos dias 17 e 18 de setembro entre Penha, no litoral norte de Santa Catarina, e Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

Foram identificadas 42 baleias-francas enquanto na temporada de 2019 foram registradas 10 a mais no mês de setembro, auge do período reprodutivo da espécie.

Segundo Karina Groch, diretora de Pesquisa do Projeto ProFranca, “O baixo número de baleias foi uma surpresa, pois este ano as baleias chegaram na região mais cedo, o que em geral é um indicativo de um número maior de baleias virem se reproduzir no litoral do Brasil. Além disso, estamos tendo um ano muito atípico em termos de distribuição das baleias, com ocorrência mais ao sul”.

Ela afirma que pesquisadores de outros locais onde ocorrem maior concentração dos cetáceos também notaram a diminuição em relação a 2019. Os pesquisadores que participaram do sobrevoo afirmam que diferentes fatores podem ter favorecido para a redução do número de baleias-francas no litoral nas áreas reprodutivas neste ano.

“A variação pode estar atrelada a fatores como a disponibilidade de alimento antes da migração e a reprodução desses animais na Argentina, que é uma área mais próxima às zonas de alimentação, localizadas na Antártica”, de acordo com Gilberto Ougo, oceanógrafo da empresa Acquaplan que integra a equipe de monitoramento.

Dentre as 42 baleias vistas durante o voo, duas eram adultas sozinhas e 20 eram mães acompanhadas por filhotes. Geralmente, as fêmeas ficam junto de seus filhos por cerca de três meses e são identificadas pelas calosidades na cabeça, únicas para cada baleia, que funcionam como impressão digital. Do total de baleias, 30 estavam em Santa Catarina. A maior concentração foi registrada em Laguna, com 24 indivíduos, seguido de Mostardas (RS), com 10 baleias, Jaguaruna, 6 baleias e Capão da Canoa (RS), 2 baleias. Grupos de toninhas, lobos e leões marinhos, e golfinhos nariz-de-garrafa também foram avistados no sobrevoo.

Os pesquisadores fazem o censo e o registro da localização, além da fotografia das baleias. As imagens coletadas são registradas e catalogadas pelo Projeto ProFranca ao longo dos pontos fixos da Área de Preservação Ambiental (APA) da baleia-franca para monitorar e preservar a espécie.

A baleia-franca é uma espécie ameaçada de extinção no Brasil, e possui uma população estimada em 550 indivíduos e uma taxa de crescimento de 4,8% ao ano.
O próximo sobrevoo está previsto para novembro, no fim da temporada. A realização contínua do monitoramento a longo prazo é essencial para acompanhar a recuperação populacional da espécie no sul do país.


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Destaques, Notícias

Renas são amarradas e forçadas a puxar trenó em shopping center

Foto: Instagram
Foto: Instagram

Duas renas foram acorrentadas a um trenó e puxadas ao redor de um shopping durante um desfile de Natal que provocou indignação e revolta nos clientes do local.

O Shopping Grafton Shoppingworld, no norte de Nova Gales do Sul, na Austrália, realizou seu desfile festivo anual na quinta-feira (5).

As renas foram desfiladas pelos manipuladores por duas horas, enquanto estavam acorrentadas ao trenó e conduzidas por uma corda.

As crianças paravam repetidamente os animais para que pudessem tirar uma foto como lembrança do feriado com elas.

Mas os usuários das mídias sociais demonstraram descontentamento com o episódio e disseram que a gerência do centro deveria ter “vergonha de si mesma” por patrocinar tal ato “nojento”.

Uma pessoa disse em um comentário: “Qualquer lugar que explora animais dessa maneira não é um lugar onde eu faria minhas compras. Vocês deveriam ter vergonha de si mesmos”.

Foto: Instagram
Foto: Instagram

“Todos os outros shopping centers conseguem celebrar perfeitamente o Natal sem trazer renas reais a um ambiente não natural. Repugnante”.

Outra pessoa disse: “O Grafton Shoppingworld decidiu que o abuso de animais é um grande presente para as pessoas neste Natal. Eles acorrentaram renas para divertir as pessoas”.

Outro comentarista nada satisfeito com a situação disse: “É necessário colocar esse pobre animal no shopping lotado e barulhento? Não. É crueldade com animais”.

Foto: Instagram
Foto: Instagram

Mesmo assim, o Grafton Shoppingworld disse ao 7news.com.au que o evento foi “bem recebido” e os animais foram tratados adequadamente e que o shopping possui ar-condicionado”.

“Eles foram puxados por uma equipe de manuseio registrada na RSPCA (entidade de proteção animal), amarrados a um trenó e pais e filhos tiveram a oportunidade de acariciar os animais sob a supervisão de seus tratadores na conclusão do desfile”, disse o porta-voz do shopping.

“O Grafton Shoppingworld garantiu que a equipe de manejo cumprisse os protocolos de gerenciamento dos animais e estivesse satisfeita com os cuidados prestados às renas durante sua breve aparição”.

Foto: Animal Logic
Foto: Animal Logic

O Grafton Shoppingworld disse que as renas ficaram nas lojas por duas horas e eram alimentadas e bebiam água oferecida pelos manipuladores.

O Daily Mail Australia entrou em contato com Grafton Shoppingworld para obter comentários adicionais. As informações são do Daily Mail.

Foto: Blendspace
Foto: Blendspace

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Leão-Africano-Observando
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Projeto de lei visa proteger leões e outras espécies de caçadores

Projeto de lei visa proteger espécies ameaçadas de extinção pela caça.


Por Heloiza Dias


Avança na Câmara dos Deputados dos EUA, projeto de lei que visa proteger a vida selvagem de animais ameaçados pela caça, como o leão africano e o tubarão. O Comitê de Recursos Naturais da Câmara dos Estados Unidos deu andamento a vários projetos de leis que restringem a importação de troféus de caça de leões e elefantes.

Leão-Africano-Observando
Fonte: Portal dos Animais

Os Estados Unidos é hoje, o maior país a importar troféus de caça no mundo, por isso, a importância de uma legislação que proíba essa prática absurda. A lei denominada “CECIL” Act, H.R. 2245, visa a conservação dos ecossistemas, cessando a importação de troféus.

Após o caso do assassinato do amado leão Cecil, que foi morto por um caçador em 2015, o projeto de lei ganhou visibilidade e visa proteger as importações de troféus de caça, principalmente, de países como Tanzânia, Zimbábue e Zâmbia.

“Leões e elefantes devem ser admirados enquanto vagam pela natureza, não com a cabeça pendurada na parede de alguém”, disse Stephanie Kurose – especialista em políticas de espécies ameaçadas de extinção do Centro de Diversidade Biológica.

Recentemente, o Centro de Diversidade Biológico descobriu que o Presidente Donald Trump, autorizou um caçador a importar um troféu de leão da Tanzânia, essa foi a primeira importação realizada desde 2016, onde os leões passaram a ser protegidos pela lei das espécies ameaçadas (ESA) de 1973.

O Comitê também aprovou a Lei de Eliminação de Vendas de Barbatanas de Tubarão (HR 737), que proíbe a importação, exportação, posse, comércio e venda de barbatanas de tubarão em todo o território dos Estados Unidos.

A Lei de Segurança Pública (HR 1380), também foi aprovada e proíbe indivíduos de possuir grandes felinos como animais de estimação. Tigres, leões e pumas, muitas vezes são mantidos em condições abusivas e inseguras, apresentando risco para o próprio animal e para as pessoas ao redor.


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Casal encontra leão da montanha dentro de casa na Califórnia (EUA)

O animal foi encontrado dentro de uma residência na Califórnia, Estados Unidos. 


Por Heloiza Dias


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Fonte: Gabinete do xerife de Toulomne

Um casal encontrou um leão da montanha dentro de sua casa em Sonora, na Califórnia (EUA). Ao ser surpreendido pelo casal, o animal ficou assustado e tentou sair da casa, mas acabou se refugiando dentro do banheiro.

A suspeita é de que o animal estivesse perseguindo uma presa e acabou adentrando a casa por acaso. O casal que encontrou o animal, Ed e Kathy Suddeth, disse que ele parecia perplexo de ter os encontrado e que rapidamente tentou voltar pro lado de fora da casa.

O casal entrou em contato com o xerife do condado de Tuolomne que procurou o Departamento de Peixes e Vida Selvagem da Califórnia, para dar encaminhamento a situação.

Uma equipe foi chamada e através de uma escada, o animal conseguiu ser retirado do banheiro da casa em segurança, onde rapidamente correu de volta para a floresta.

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Fonte: Gabinete do xerife de Toulomne

“Uma escada foi colocada do lado de fora da casa”, disse o xerife. “Com a permissão dos proprietários, a janela do banheiro do segundo andar foi quebrada. Agentes do Departamento de Peixes e Vida Selvagem bateram na lateral da casa e apontaram a lanterna para a janela para mostrar ao leão da montanha que era a saída. ”


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PETA presenteia cantora Jennifer Lopez com casaco de pele sintética

A cantora Jennifer Lopez aparece usando casaco de pele animal em um trailer de divulgação de seu novo filme.


Por Heloiza Dias


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Fonte: Plants Based News

Jennifer Lopez foi alvo de críticas após aparecer usando casaco feito de pele no trailer de seu novo filme.

A organização de defesa dos direitos animais PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), enviou um casaco de pele falsa à cantora J. LO, o presente é uma forma de protesto para que a cantora pare de utilizar peles de animais em suas produções.

“Ela é tão bonita para usar algo tão feio – peles. ”, disse Alicia Aguayo, gerente sênior do PETA Latino.

O gesto é uma forma de conscientizá-la para as questões que envolvem a prática de consumir produtos feitos de pele animal, pois os animais sofrem e são levados a condições de extrema crueldade para se transformarem em um artefato que é considerado luxuoso e que pode ser substituído por peles falsas, já tão abundantes no mercado.

Luxo que estampa crueldade

Segundo a Page Six Style, Aguayo, enviou uma carta junto ao casaco onde pede que a cantora faça sua parte não usando pele animal.

“O mundo já é violento o suficiente, então, por favor, ajude-o simplesmente não usando a pele real de animais que foram abusados e mortos violentamente. ”


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Advogado defende que consumo de carne seja considerado ilegal

Membro do Partido Trabalhista do Reino Unido defende que o consumo de carne deve ser considerado crime pelo impacto da pecuário no planeta.


Por Heloiza Dias


Um importante advogado britânico disse que comer carne pode ser considerado um crime pela gravidade do impacto que essa ação causa no planeta.

Michael Mansfield QC, que faz parte de um grupo de especialistas do Partido Trabalhista do Reino Unido, pede que a legislação criminalize a destruição intencional promovida pela pecuária e acusa a indústria de ser a principal responsável pela destruição do planeta.

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Foto: Hugh Russell

Quando observamos os danos que a carne está causando ao planeta, não é absurdo pensar que um dia isso se tornará ilegal”, diz Mansfield em comunicado ao Plant Based News.

“Há muitas coisas que antes eram comuns e agora são consideradas ilegais, como fumar dentro de ambientes fechados. Sabemos que 3 mil das empresas mais importantes do mundo são responsáveis por mais de 1,5 trilhão de libras em danos ao meio ambiente, com as produtoras de carne e laticínios no topo dessa lista”, completa Mansfield.

O grupo de especialistas, o qual Mansfield faz parte, reúne nomes como: Kerry McCarthy MP, deputado trabalhista do Bristol East, Juliet Gellatley, diretora do Viva!, Dr. Josh Cullimore, GP e especialista em saúde pública, Joseph Poore, Pesquisador Ambiental da Universidade de Oxford e Tony Wardle.

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Balões McDonald's
De olho no planeta

Balões do McDonald’s viram lixo plástico e ameaçam a fauna

Centenas de balões de plástico do McDonald’s chegam ao litoral de países europeus anualmente, poluindo e devastando os mares e matando espécies de animais marinhos.

A Blue Planet Society compilou uma série de fotos que mostram a realidade preocupante do fim que tomam os balões do McDonald’s quando seu papel de brinquedo infantil termina.

Os balões, assim como todos os materiais de plástico não biodegradáveis, têm uma longa vida após a morte. A decomposição do material dura centenas de anos, e a má gestão de resíduos arrasta os lixos plásticos aos oceanos. E estão sendo arrastados para os oceanos cerca de um balão do McDonald’s por dia.

Balões da rede de fast-food tornam-se quantidades enormes de lixos plásticos anualmente (Foto: Blue Planet Society)

Bexigas de filial de fast-food foram encontrados em águas límpidas no Mar do Norte, tão distantes quanto os litorais da Bélgica e da Alemanha, segundo o The London Economic. A Blue Planet Society registrou 300 imagens de balões no período de um ano.

“No ambiente marinho, os balões imitam a comida marinha”, explicou o fundador John Hourston ao The London Economic. “Se eles entram na atmosfera, eles explodem, ficam retalhados e acabam caindo em fragmentos, que acabam nos estômagos de aves marinhas, tartarugas, baleias e golfinhos ”.

A maioria dos balões vem do Reino Unido, mas também há alguns que têm como origem outros países. A organização contou “balões de toda a Europa, de Shetland e Orkney”.

(Foto: Blue Planet Society)

A Blue Planet Society espera que as imagens ajudem a pressionar o McDonald’s a abandonar as bexigas como brinquedos infantis. Hourston escreveu ao CEO britânico do McDonald’s pedindo para mudar essa parte da promoção Happy Meal (McLanche Feliz). Um porta-voz da cadeia afirmou que balões de hélio não estão mais em uso na maioria de seus restaurantes litorâneos.

A ingestão de plástico pela vida selvagem pode causar inúmeros problemas de saúde em animais, além de liberar toxinas perigosas no corpo do animal. Pedaços inteiros de plástico já foram encontrados no estômago de animais marinhos e aves mortas, sendo apontados como a causa principal da devastação de muitas espécies vítimas da irresponsabilidade e má administração de resíduos humana.

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A Costa Rica prometeu ser o primeiro país do mundo a se alimentar apenas de energias 100% renováveis até o ano de 2021 (Foto: Jürgen de Sandesneben)
Destaques, Notícias

Costa Rica deve se tornar o primeiro país livre de combustíveis fósseis do mundo

A Costa Rica pretende ser pioneira na abolição do uso de combustíveis fósseis. Já reconhecida há muito tempo como uma das nações mais ecológicos do mundo, é rica em diversidade e já é capaz de gerar 99% de sua eletricidade através de energias renováveis.

O país mais rica da América Central agora mira para uma nova meta: tornar-se a primeira nação livre de combustível fóssil do mundo. O novo presidente costa-riquenho, Carlos Alvarado, falou sobre o plano durante sua cerimônia de posse, afirmando: “A descarbonização é a grande tarefa de nossa geração e a Costa Rica deve ser um dos primeiros países do mundo a realizá-la, se não a primeira.

A Costa Rica prometeu ser o primeiro país do mundo a se alimentar apenas de energias 100% renováveis até o ano de 2021 (Foto: Jürgen de Sandesneben)
A Costa Rica prometeu ser o primeiro país do mundo a se alimentar apenas de energias 100% renováveis até o ano de 2021 (Foto: Jürgen de Sandesneben)

“Nós temos a grandiosa e bela tarefa de abolir o uso de combustíveis fósseis em nossa economia para abrir caminho para o uso de energias limpas e renováveis”, ressaltou o presidente. As progressões da Costa Rica no âmbito ecológico são surpreendentes, o que torna tal tarefa ambiciosa, mas passível de ser realizada.  A ideia é que a promessa se concretize até o ano de 2021.

Além de abordar o sistema de transporte público, o plano inclui outras mudanças como também a promoção de pesquisas sobre novas fontes de combustível sustentáveis ​​e a proibição da exploração de combustíveis fósseis no país.

O avanço mostra enorme responsabilidade ecológica, um exemplo incrível a ser seguido por outras nações. Os combustíveis fósseis são uma das maiores fontes de emissões de gases de efeito estufa que alimentam as mudanças climáticas e, sem dúvida, prejudicam o meio ambiente, pessoas e a vida de milhares de animais. É grandioso um país como a Costa Rica já posicionar-se perante ao mundo e agir antes que seja tarde demais.

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Arie Dunas do Cocó. Crédito: G1
De olho no planeta

Justiça suspende revogação da Arie Dunas do Cocó

Arie Dunas do Cocó. Crédito: G1
Arie Dunas do Cocó. Crédito: G1

A Justiça determinou, em caráter de tutela provisória de urgência, a suspensão dos efeitos do artigo 283 da Lei Municipal Complementar nº 236/2017, no que se refere à revogação da Lei Municipal nº 9.502/2009, que instituiu a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Dunas do Cocó.

A decisão foi concedida pelo Juízo da 15ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza, atendendo a pedido da 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Planejamento Urbano de Fortaleza, em ação civil pública (nº 0165605-60.2017.8.06.0001) ajuizada contra o Município de Fortaleza.

O Ministério Público alegou que o referido artigo revogou Lei Municipal sem observar as regras constitucionais e o princípio da proibição do retrocesso ambiental, sem permitir a participação social na discussão acerca da extinção da Arie e sem observar os deveres do Município de proteger o meio ambiente, além de violar a Lei n° 9.985/2000, segundo a qual a desafetação ou redução dos limites de uma unidade de conservação só pode ser feita mediante lei específica.

A decisão considera que os argumentos e os documentos apresentados na petição inicial “permitem formular um juízo de maior certeza acerca da existência do direito alegado, uma vez que se vislumbra, in casu, o objetivo de prevenir danos ambientais na referida ARIE, haja vista a alegação de existência de falha indelével no processo legislativo, que culminou com a inserção da revogação da Lei 9.502/2009, a inconstitucionalidade de se extinguir uma Unidade de Conservação por simples revogação da lei criadora, sem qualquer estudo técnico e discussão prévia, implicando retrocesso ambiental vedado”.

Conforme ressalta a decisão, o princípio da proibição do retrocesso ambiental pressupõe que “a salvaguarda do meio ambiente tem caráter irretroativo e não pode admitir o recuo para níveis de proteção inferiores aos anteriormente consagrados, a menos que as circunstâncias de fato sejam significativamente alteradas”.

Com a decisão, o Município de Fortaleza deverá se abster de praticar qualquer ato administrativo que permita, ao próprio ente municipal ou a terceiro (pessoa física ou jurídica, pública ou privada), a realização de atividades como limpeza de terreno, desmatamento, destocamento, extração de areia, escavação, terraplanagem, estocagem de material de construção, instalação ou colocação de equipamentos para construção, bem como o início de obras, construções, edificações ou qualquer outra intervenção não condizente com o objetivo de conservação da natureza, na área protegida definida pela Lei municipal nº 9.502/2009 (ARIE Dunas do Cocó). Caso já tenham sido praticados tais atos ou concedidas tais autorizações, estes também deverão ser suspensos.

Em caso de descumprimento da decisão, o Município deverá pagar multa diária de R$ 50 mil. Além disso, será aplicada também multa diária, no mesmo valor, a incidir pessoalmente sobre a autoridade responsável pelo eventual descumprimento dessa determinação, além da apuração da responsabilidade pessoal dos agentes da administração pública encarregados do cumprimento da ordem judicial.

Fonte: TJCE

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Cães no escritório elevam o bem-estar do ambiente de trabalho

Divulgação
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Quem convive com um cachorro em casa sabe a felicidade que esse anjinho de quatro patas traz. E a hora de desfrutar das alegrias promovidas pelo animal pode se estender até o seu local de trabalho.

Pesquisadores do Centro de Interação entre Seres Humanos e Animais, da Universidade da Comunidade de Virgínia (VCU) concluíram que a presença de um cachorro dentro do escritório pode expandir o bem-estar de todos os funcionários e do próprio animal.

A pesquisa analisou o dia a dia de algumas empresas americanas e constatou que os funcionários que levaram seus cachorros para o trabalho apresentavam um nível de estresse menor e um grau de produtividade maior do que os que não levaram nenhum animal.

Além disso, a presença do animal no escritório também melhora a interação entre os funcionários, criatividade, motivação e harmoniza o ambiente por completo.

Esses resultados surgiram em diversos departamentos nas empresas, como no marketing, setores operacionais, administração, entre outros.

Mas um ambiente em que os cães correriam soltos e fariam uma grande bagunça, poderia ter um efeito contrário e acabar prejudicando o rendimento e concentração dos funcionários.

Para isso, a empresa precisa contar com uma estrutura de recepção dos cães e de administração de problemas como fezes, agitações, acidentes, entre outros. Caso queira adotar o método, a empresa precisa também pensar em como lidar com aqueles funcionários que apresentam alergias ou fobias aos cachorros, por exemplo.

Fonte: Clube dos Animais

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Entenda por que os vaga-lumes estão sumindo e veja dicas para amenizar o problema

Vaga-lumes são indicadores da saúde do meio ambiente e estão sumindo do mundo como resultado do prejuízo e degradação de seu habitat. (Foto/Rei Ohara)
Vaga-lumes são indicadores da saúde do meio ambiente e estão sumindo do mundo como resultado do prejuízo e degradação de seu habitat. (Foto/Rei Ohara)

Você já notou que, quando criança, encontrar vaga-lumes por aí era muito mais frequente que hoje em dia? Cientistas têm notado o progressivo desaparecimento desses insetos e alertam para os perigos que isso representa. Em 2014, o jornal The New York Times foi um dos primeiros veículos a publicar uma matéria sobre o assunto, baseada na Selangor Declaration sobre conservação de vaga-lumes.

“Vaga-lumes são indicadores da saúde do meio ambiente e estão sumindo do mundo como resultado do prejuízo e degradação de seu habitat, poluição dos rios, aumento do uso de pesticidas em agroecossistemas e aumento de poluição luminosa em áreas de habitação humana”, de acordo com a Selangor Declaration.

O brasileiro Alessandro Barghini, autor do livro Antes Que os Vaga-lumes Desapareçam ou Influência da Iluminação Artificial Sobre o Ambiente, concorda que a iluminação artificial tem um papel importante na queda do número de vaga-lumes no nosso ecossistema. “A iluminação é responsável por gerar poluição astronômica e excesso de dióxido de carbono emitido por meio da produção de eletricidade, mas o impacto dela na biodiversidade é muito maior.”

A fêmea usa a sua luz para atrair o macho, mas apenas quando a luz do ambiente está mais baixa do que de lua cheia. (Foto/Flickr)
A fêmea usa a sua luz para atrair o macho, mas apenas quando a luz do ambiente está mais baixa do que de lua cheia (Foto/Flickr)

O motivo pelo qual a iluminação artificial das grandes cidades afeta tão diretamente esses insetos peculiares é porque a fêmea usa a sua luz para atrair o macho, mas apenas quando a luz do ambiente está mais baixa do que de lua cheia. Com o excesso de luz que produzimos, a fêmea quase nunca encontra as condições ideais e o futuro da espécie se vê ameaçado.

Sabendo disso, o portal americano Treehugger separou quatro formas simples de diminuirmos nosso impacto ambiental e evitarmos o sumiço definitivo dos vaga-lumes:
– Evitar o uso de pesticidas químicos;
– Não eliminar vermes, caramujos e lesmas – desse modo, as larvas dos vaga-lumes podem se alimentar;
– Desligar as luzes sempre que possível;
– Providenciar grama, folhagens e arbustos, que são bons ambientes para vaga-lumes;

Fonte: ECycle com informações de Selangor Declaration e Treehugger

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Campanha apresenta imagens assombrosas de animais junto ao lixo produzido por humanos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Quase tudo o que compramos hoje vem em uma sacola, garrafa, caixa ou pacote que será imediatamente descartado assim que abrimos a embalagem. No entanto, o fato desse lixo logo vir a estar fora de nosso campo de visão não quer dizer que ele desapareceu. Pelo contrário, tudo isso vai parar em nossos oceanos, aterros, florestas e muito mais, resultando em grandes problemas ambientais.

Com mais de 300 milhões de toneladas de plástico produzidos e aproximadamente 8,8 milhões deles sendo despejados nos oceanos a cada ano, está claro que de descartáveis os nossos produtos não têm nada.

Todo esse lixo não impacta apenas a nossa qualidade de vida na forma de montes de lixo, mas também prejudica enormemente os animais. Quando se trata de plástico, há cerca de 700 espécies marinhas atualmente enfrentando o risco de extinção devido ao emaranhamento, à poluição e à ingestão desses materiais. E apesar do plástico compor 80% do lixo que atualmente flutua nos oceanos, é impossível negar que o mesmo pode ser encontrado entupindo todos os espaços abertos do mundo. Conforme nos lembra uma reportagem do One Green Planet, estamos diante de um grande desafio e, enquanto cidadãos conscientes, temos a oportunidade de fazer a diferença em termos globais.

Podemos ajudar a reduzir o nosso impacto ao minimizar a quantidade de lixo e resíduos plásticos que criamos todos os dias. Em um esforço para conscientizar as pessoas de seus hábitos de gerar lixo e encorajar a redução, a cadeia de supermercados do Reino Unido Lidl UK, em colaboração com o fotógrafo Chris Peckham, lançou uma incrível campanha mostrando os efeitos do nosso lixo na vida selvagem.

A empresa doará mais de 500 mil libras de seus lucros para uma iniciativa de produção de sacolas de uso permanente e reeducação ambiental, em um projeto em parceria com a companhia Keep Britain Tidy, visando inspirar as pessoas a diminuírem a produção de lixo e melhorarem os seus parques locais e espaços verdes.

Veja algumas das imagens extraordinárias a seguir.

Pássaros geralmente escolhem pousar em árvores, mas este pousou sobre uma pilha de garrafas de vidro:

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Logo após o descarte, um grupo de pombos rodeia uma embalagem de fast food jogada em uma rua da cidade.

Foto: Divulgação
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Isso parece ser uma série de latas de alumínio jogadas a céu aberto, mas olhando-as mais de perto, pode-se ver um pássaro congelado em meio a elas:

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nesta foto, uma lontra nada em direção a vários pneus que flutuavam em um rio:

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Sacolas de plástico como estas são uma grande ameaça a espécies de animais marinhos e terrestres:

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Ao invés de castanhas, esse esquilo procura por restos de comida entre uma montanha de lixo de fast food:

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Ironicamente, um balão de plástico em forma de panda é visto no chão de uma floresta, delatando o longo alcance potencial dos nossos detritos:

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

De acordo com a reportagem, espera-se que trabalhos como esse – que documentam um dos mais sérios problemas da atualidade – façam com que as pessoas se tornem mais conscientes de seus impactos sobre a vida dos animais e mudem os seus hábitos.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Como organização que busca estar na dianteira de um movimento de conscientização do consumo, o One Green Planet acredita que reduzir itens de plástico e outros resíduos desnecessários em nosso dia a dia não significa abrir mão de algo ou sacrificar a conveniência e sim aprender a colher o máximo benefício dos produtos que usamos de modo a causar o mínimo impacto.

“Se cada um de nós fizer um esforço para identificar onde nós usamos plástico e procurar ativamente por alternativas, nós podemos cortar drasticamente a quantidade do lixo que se acumula nos oceanos e em todos os ecossistemas”, diz o One Green Planet.

 

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