Pássaros aprisionados
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Milhares de pássaros são forçados a ter filhotes para serem alvos em temporada de caça

Milhares de perdizes são aprisionadas em pequenas caixas estéreis e metálicas em uma fazenda. A única visão delas é o céu ou o chão.

Local onde pássaros são encarcerados
Foto: Reprodução, Mirror

Elas são confinadas durante meses para serem forçadas a colocar ovos, que resultarão nas aves criadas para a temporada de caça em Setembro.

Imagens angustiantes da situação degradante foram divulgadas pelos ativistas da organização de proteção animal Animal Aid.

A organização diz que as fotos mostram a realidade de um esporte sangrento apreciado pela realeza e por celebridades, incluindo David Beckham e a cantora Madonna.

Os investigadores contam ter encontrado pássaros mortos em Heart of England Farms, em Warwickshire, ao lado de outros que tiveram os bicos quebrados e perderam as penas.

Fiona Pereira, da Animal Aid, declarou: “Há dezenas de milhares dessas aves reprodutoras em fazendas industriais em todo o país. Elas têm sido usadas para produzir ovos que serão a próxima geração de alvos vivos para atiradores. É abominável que esse sofrimento – denominado esporte – seja permitido”.

As fotos obtidas pela Animal Aid parecem mostrar perdizes mortas nas bandejas de coleta de ovos.

As imagens também revelam pássaros com revestimentos projetados para impedir que eles ataquem uns aos outros. Os dejetos, incluindo os cadáveres, também parecem ter sido descartados em um campo no qual bois e vacas pastavam.

Pássaros aprisionados
Foto: Reprodução, Mirror

Os cálculos dos ativistas, com base em visitas feitas por um investigador e também no Google Earth, afirmam que havia 2232 gaiolas para faisões. Caso existam sete ou nove aves por gaiola, isso totalizaria entre 15.624 e 20.088 animais.

Para a reprodução de perdizes, existem 10.080 gaiolas, o que equivale a 20.160 perdizes. A organização já havia visitado a fazenda em 2005 e afirma que a propriedade quase não mudou – apesar da introdução de um novo código de conduta feita pelo governo.

“A Animal Aid é uma organização completamente pacífica dedicada a campanhas contra a crueldade animal. Filmamos e documentamos algumas práticas em Heart of England que infringem as diretrizes de bem-estar dos animais e denunciamos às autoridades relevantes”, disse Pereira.

“Esperamos que as pessoas estejam tão chocadas quanto nós em ver que a lei permite que esses belos pássaros sejam encarcerados e explorados por seus ovos para que os atiradores utilizem pássaros vivos como alvos de penas”, acrescentou.

Em 2015, o Departamento de Alimentação Ambiental e de Questões Rurais estimou que o Reino Unido abusava de um número entre três e seis milhões de perdizes com pernas vermelhas e entre 20 e 30 milhões de faisões a cada ano para a temporada de tiros.

Algumas propriedades – incluindo a propriedade real em Sandringham, em Norfolk, sob a supervisão do duque de Edimburgo – criam faisões selvagens para assassiná-los anualmente.

Sofrimento de pássaro confinado
Foto: Reprodução, Mirror

Porém, um número cada vez maior de pássaros, e até metade de todas as perdizes criadas para o horror, é originário do encarceramento nas gaiolas.

A Heart of England Farms é uma das principais fornecedoras de ovos e filhotes para as filiais do Reino Unido. De acordo com a reportagem do Mirror, há disponibilidade para pedidos superiores a 10 mil animais.

A legislação de bem-estar dos animais de 2006 afirma que “boas práticas” significam que os animais precisam receber um “ambiente adequado” e “serem capazes de mostrar padrões normais de comportamento”.

A RSPCA também expressou preocupação com o fato de que os pássaros mortos serem deixados em um campo onde vacas e bois tinham acesso aos seus corpos.

Os pássaros não são animais domésticos e ficam terrivelmente estressados nessas caixas estreitas onde não existe nenhum enriquecimento natural. Eles são tratados como máquinas de ovos para que seus filhotes sejam baleados e mortos em uma prática brutal e covarde.

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Nova crueldade: orangotangos viram alvos de rifles de ar

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook

Um orangotango cego foi encontrado crivado com pelotas de rifles de ar e à beira da morte. O crime chocante também tem colocado os problemas das espécies ameaçadas em evidência.

Tengku, um orangotango adulto do sexo masculino, está lutando por sua vida na unidade de terapia intensiva de um hospital veterinário depois de ser resgatado por trabalhadores do Orangutan Information Centre (OIC) em Sumatra, na Indonésia. Ele é um dos muitos orangotangos que foram feridos, traficados ou mortos por caçadores na região.

Trabalhadores da OIC – uma organização sem fins lucrativos – e do Gunung Leuser National Parke encontraram Tengku com um “ânus prolapsado “ provavelmente devido a um tiro disparado por um rifle de ar na área de Batu Katak.

“Ele estava vagando na plantação da aldeia de Batu Katak por semanas até que nossa equipe descobriu que precisava de ajuda. Assim que nós o sedamos com segurança, o enviamos para ficar em quarentena no Sumatran Orangutan Conservation Programme (SOCP) e fazer exames e tratamento médicos adicionais”, disse a OIC.

Depois que uma equipe de veterinários tirou raios-X de Tengku para fazer uma cirurgia de emergência, eles perceberam a gravidade de seus ferimentos.

Os raios-X revelaram que Tengku tinha “66 pelotas de um rifle de ar em todo o seu corpo”.

“Múltiplas pelotas entraram em seu corpo e em torno dos olhos de Tengku, um dos quais é completamente cego e terá que ser removido em breve”, declarou a SOCP.

Supplied
Reprodução/Supplied

Tengku hoje permanece em terapia intensiva na SOCP. Seu prognóstico é desconhecido, porém seu caso não é raro.
Ele é o quarto orangotango adulto selvagem com “ferimentos graves causados por rifles de ar” que a SOCP recebeu em apenas três meses.

“Este é o segundo caso de um orangotango selvagem adulto do sexo masculino que chega ao nosso centro e fica em quarentena com um prolapso do ânus causado por pelotas nos últimos dois meses. Outro foi um macho adulto, resgatado de uma plantação em Langkat, na Sumatra do Norte”, declarou um porta-voz da SOCP.

A OCI diz que salvou pelo menos 24 orangotangos neste ano. “Estamos recebendo tristemente relatos de animais que necessitam de ajuda o tempo todo”, disse o centro.

O fundador e diretor da OIC, Panut Hadisiswoyo, afirmou que os orangotangos foram caçados por várias razões: “Alguns fazendeiros sofrem perdas econômicas (atiram neles) porque orangotangos atacam suas colheitas, outros caçadores também atiram porque têm fácil acesso a eles”.

Os primatas são tipicamente caçados em áreas onde seu habitat foi destruído por plantações de óleo de palma e onde são mais vulneráveis. Hadisiswoyo disse que pelo menos 10 orangotangos foram traficados em 2015 apenas em Sumatra, mas há outros casos não identificados.

Reprodução/Supplied
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“(Eles são traficados) principalmente para serem criados como animais domésticos e alguns são enviados para zoológicos e safaris”, disse Hadisiswoyo.

O Orangutan Project explica que estes primatas são mamíferos extremamente pacientes e inteligentes. Eles são muito observadores e curiosos e há muitas histórias de orangotangos escapando de zoológicos depois de terem visto seus detentores destravando e trancando portas.

Tanto os orangotangos de Sumatra como de Bornéu são classificados como em risco crítico de acordo com a Lista Vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

Os seres humanos mataram mais de um milhão de orangotangos, mas nenhum deles matou um ser humano, apesar de serem sete vezes mais fortes fisicamente. Além dos caçadores, os animais enfrentam outras ameaças.

Eles tiveram 80% de seu habitat destruído por madeireiras, plantações de óleo de palma e incêndios florestais. Alguns especialistas preveem que os orangotangos estarão extintos do Sudeste Asiático dentro de 10 anos. A OIC estima que haja cerca de 14.500 orangotangos em Sumatra e 45 mil em Bornéu, segundo o portal News.

 

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Alimentação e paz

A alimentação deixou de ser algo cujo propósito é a nutrição. Passou a ser um jogo de interesses comerciais, onde o poder de alguns exerce grande influência sobre a desinformação de muitos.

A influência que recebemos nem sempre é declarada, podendo estar em mensagens de ordem subliminar nas propagandas.

As crianças – alvos fáceis – são estimuladas a gostar de muito sal, de muito açúcar, de muita gordura trans (na maioria dos biscoitos e alimentos crocantes) – e a desenvolver muitas doenças.

Sem ética nem piedade, somos ensinados a consumir todo o tipo de produtos sintetizados, acrescidos de aditivos químicos que nosso organismo não conhece e nem sabe digerir.

O objetivo é sempre comercial: vender, vender, vender, independentemente de estar provocando obesidade, hipertensão, maus hábitos, infelicidade.

Até mesmo a propaganda de cigarro – cancerígeno largamente conhecido – é permitida pelas agências controladoras oficiais e aceita pela maioria de nós.

Dentre os maus hábitos que a maioria de nós aceita sem pensar, está o de matar outros seres para comer seus cadáveres. Essa prática vem da época em que se “sacrificavam” crianças e donzelas para tomar seu sangue – considerado, então, de grande poder energético.

A diferença é que hoje terceirizamos a matança e escolhemos seres indefesos de outras espécies que, subjugados, são assassinados em escala industrial. Bilhões de animais por ano, no mundo todo, como se isso fosse moralmente lícito, como se isso fosse ético, como se isso fosse normal, como se fosse saudável. Comemos sua carne e seu sangue impregnados de toxinas e de pavor e, depois, clamamos por Paz!

Nina Rosa

Fonte: InstitutoNina Rosa

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