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Aluno escreve carta pra consolar professora após morte de cachorro

Perder um cachorro é sempre muito triste e quem passa por esse momento sabe como é importante receber conforto e carinho das pessoas que amamos e também dos outros animais da família.

A tutora de Charlie teve que sacrificá-lo (Foto: Reprodução / Twitter @luciedunne_)

Pensando nisso, um aluno decidiu mandar uma carta para confortar uma professora quando soube que o cão dela tinha acabado de falecer.

A carta era tão fofa que a filha da professora decidiu fotografar e publicar no Twitter. O caso, que aconteceu na Escócia, acabou fazendo muito sucesso na internet.

Junto das imagens, Lucie Dunne, filha da professora, escreveu: “mamãe ficou tão triste por termos que colocar o cachorro para dormir (sacrificar) e estressada por ter que voltar para a escola hoje, e ela recebeu isso de um pequenino menino em sua classe”.

Na carta, escrita em inglês, o menino fez um poema começando cada frase com uma letra do nome do cão, um Golden Retriever que se chamava Charlie.

Confira a carta abaixo:

“Senhora Dunne, me desculpe se você não gostar da minha carta ou se ela deixá-la emocionada.

Querida Senhora Dunne, eu sinto muito pelo seu cachorro.
Eu quero dizer que o seu cachorro era
Atrevido, eu aposto que o seu cachorro era muito atrevido.
Feliz, eu aposto que o seu cachorro estava sempre feliz.
Adorável, eu aposto que o seu cachorro era super adorável!
Conectado, eu aposto que o seu cachorro era conectado e tinha uma ligação com você.
Sortudo, eu aposto que o seu cachorro era muito sortudo.
Incrível, eu aposto que o seu cachorro era superincrível.
Enérgico, eu aposto que o seu cachorro era sempre cheio de energia.
Mas, acima de tudo, eu sei que o seu cachorro era especial.
O seu cachorro está em um lugar melhor e está cuidando de você”.

Fonte: Portal do Dog

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Aluno é acusado de agredir gatinha que perdeu o movimento de duas patas, no Rio

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um jovem de 19 anos, aluno de um colégio estadual em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, é acusado de agredir uma gatinha de apenas três meses. O caso ocorreu na noite desta quarta-feira e a denúncia foi repassada para a ONG Anida (Associação Nacional de Implementação dos Direitos dos Animais).

O bichinho foi recolhido e levado para o Centro de Referência Veterinária (CRV), na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Exames de raios X constataram que uma lesão no nervo cervical fez com que o animal perdesse os movimentos nas patas da frente.

A gatinha permanece sob cuidados de veterinários. Ela recebeu o nome de Bruna, em homenagem ao funcionário Bruno, do CRV, que se emocionou com a história triste do animal. A esperança é de que a gata consiga recuperar os movimentos das patas.

Segundo Andréa Lambert, da ONG Anida, a gatinha pode ser adotada. Os interessados podem ligar para 9316-6030 ou mandar um e-mail para andrealambertvet@gmail.com.

A radiografia que mostra a lesão na cervical. (Foto: Arquivo pessoal)
A radiografia que mostra a lesão na cervical. (Foto: Arquivo pessoal)

Fonte: Paraíba

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Educação Vegana

Por uma ação direta pedagógica – parte II

“Nossa função primordial é educar homens para o combate e, se não houver uma real aproximação, não poderá ocorrer essa educação (…) isso se consegue quando o professor pode ser tomado também como modelo a seguir pelos alunos”.
 (Ernesto “Che” Guevara)

O educador vegano sabe que não é possível uma ação direta pedagógica sem uma prática constante de indagação, busca e pesquisa. O caráter crítico e autocrítico da educação vegana é devido a pesquisa ininterrupta que o educador vegano tem como norte e sobre os fundamentos filosóficos e etológicos dos direitos animais. Pesquisando o educador se fortalece, forte ele intervém, intervindo, educa o outro e a si mesmo. Assim como Horkheimer, nós educadores veganos entendemos que “crítica é o esforço intelectual e, em definitivo, prático para não aceitar, sem reflexão e por simples hábito de ideias, as formas de agir e as relações sociais dominantes”.

O educador vegano tem ciência da extrema importância que o espaço social e o capital cultural do aluno têm na construção de uma visão e interação com a natureza genuinamente éticas. O educador vegano sabe aproveitar a experiência cotidiana do aluno, sua realidade concreta, para nela intervir veganamente, ou seja, associando sua vivência diária com o conteúdo abolicionista das aulas. Pois é de fundamental importância discutir com os alunos as principais implicações éticas de suas ações e omissões no seu próprio contexto sociocultural.

Na ação direta pedagógica do educador vegano não deve existir a mínima possibilidade do dito “faça o que falo, não o que eu faço”. A coerência no dizer e fazer é uma constante na sua prática político-pedagógica. É mais que sabido que crianças e adolescentes aprendem por imitação. Diante disso, o educação vegana supera as outras propostas de ensino anti-discriminação que há décadas não passam de discursos vazios, palavras soltas no ar, sem sua materialidade, corporeidade; já que o próprio educador vegano é o exemplo real, prático do que apresenta e discute na sala de aula.

Nenhum aluno leva a sério o professor que faz o discurso esquerdista, ecologista, feminista e nas ações corriqueiras no dia-a-dia deixa transparecer sua prática reacionária neoliberal, seu consumismo desenfreado de produtos supérfluos oriundos da ideia de que a natureza é uma fonte inesgotável de matérias primas, e sua dominação masculina no ambiente doméstico e, não menos, no profissional.

Sobre essa fundamental questão o educador Paulo Freire dizia:

“As qualidades ou virtudes são construídas por nós no esforço que nos impomos para diminuir a distância entre o que dizemos e o que fazemos. Este esforço, o de diminuir a distância entre o discurso e a prática, é já uma dessas virtudes indispensáveis – a da coerência. Como, na verdade, posso eu continuar falando no respeito à dignidade do educando se o ironizo, se o discrimino, se o inibo com a minha arrogância. Como posso continuar falando em meu respeito ao educando se o testemunho que a ele dou é o da irresponsabilidade, o de quem não cumpre o seu dever, o de quem não se prepara ou se organiza para a sua prática, o de quem não luta por seus direitos e não protesta contra as injustiças? A prática docente especificamente humana, é profundamente formadora, por isso, ética”.

O educador vegano não só transmite a teoria dos direitos animais em sala de aula, ele vive o modo de vida vegano, ele é o modelo daquilo que ensina. O educador vegano sabe da grandiosidade da responsabilidade que sua prática político-pedagógica abolicionista carrega. Sua presença em sala de aula não passa despercebida, pois o juízo dos alunos é constante, por isso, o exemplo que ele deve deixar é o da coerência, no dizer e no fazer.

Assim como o professor mal-amado, burocrata, reacionário e fascista, ou querido, sério, competente, democrático, libertário; o educador vegano, ativista dos direitos animais, não passa pelos alunos e alunas sem deixar sua marca. E que essa marca seja a da coerência dos princípios éticos universalizáveis.

Os riscos de trazer um novo olhar

O combate ao especismo na sala de aula é extremamente perigoso para o educador vegano. Toda luta contra toda forma de discriminação traz riscos para quem se envereda por esse caminho pela justiça. Mas a luta pela abolição da discriminação direcionada as pessoas de outras espécies é a mais revolucionária e traz mais riscos. Principalmente se a mudança no ver, pensar e interagir com os outros indivíduos humanos, não-humanos e ecossistemas naturais, vem da intervenção no espaço social e no capital cultural especistas dos alunos, realizada pela ação direta pedagógica do educador vegano. No entanto, diante de toda sorte de ameaças, oriundas do incomodo causado nos exploradores diretos da animalidade expressado em outra espécie que não a humana; o educador vegano não recua, pois a decisão de adotar esse modo de vida, essa diaíta, num mundo especista, é feita conscientemente, sabedora de tudo o que lhe espera.

O educador vegano é aquele sujeito que não foge a uma constante reflexão crítica sobre sua ação direta pedagógica. Não teme reconhecer os erros que pode ter cometido nesse processo de intervenção no mundo especista. Crítico e autocrítico, o educador vegano busca uma prática coerente com os princípios formais da ética que o norteia. A reflexão crítica sobre sua ação e sobre si mesmo leva-o a fortalecer sua base teórica abolicionista evitando ter seu trabalho contaminado pelo vírus do bem-estarismo. Contra o bem-estarismo o educador vegano direciona a função altamente formadora da justa raiva de que falava Freire.

É a consciência de que a adoção desse modo de vida desanimalizado é para todo o restante de sua vida, seja na hora de comer, divertir-se, instruir-se, que protege o educador vegano de ficar vulnerável a esse vírus chamado bem-estarismo. Como bem disse a educadora vegana Andresa Jacobs: “sem fraquezas, pois a cada recaída, um inocente sucumbe”.

Primeiro o combate interno, a mudança conceitual, o desfazer as pregas, rugas e vincos morais tradicionais tão arraigados na sua prática diária; depois a intervenção via ação direta pedagógica no estilo de vida especista dos alunos e alunas. Para isso é necessário coragem, firmeza, persistência, lucidez, senso de justiça, radicalidade, pois os desafios, os riscos em trazer um novo olhar sobre o mundo que nos rodeia são incontáveis.

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Beija-flor constrói ninho em ventilador de uma sala de aula em SP

As aulas da Escola Estadual Salvador Rocco, na Zona Leste de São Paulo, ganharam um novo apoio didático. O nascimento e o crescimento de pássaros podem ser acompanhados ao vivo pelos estudantes. Um beija-flor construiu um ninho no ventilador da classe. A reportagem foi uma sugestão da aluna Mirella Torquato, de 16 anos.

No ninho pequeno, no ventilador, mal dá para ver os dois filhotes. Eles chegaram e tudo mudou na classe. A janela nunca mais fechou, para a mãe beija-flor poder entrar. “Todos os dias, ela vem alimentá-los. Quando ela estava montando [o ninho], trazia a palhinha, essas coisas”, conta a estudante Soraia Alves.

Os estudantes perceberam o ninho quando voltaram das férias de julho. “Nós fomos ligar o ventilador e demos conta do passarinho montando o ninho”, conta Mirella Torquato.

Os filhotes nasceram no fim de setembro e, desde então, não perdem uma aula. A direção da escola descobriu com biólogos que a fêmea precisa de um tempo para ensinar o filhote a voar, e necessita de um pouco de sossego. Por isso, durante o período da tarde, não tem mais aula na sala, que fica fechada nesse horário. Os alunos vão para uma outra classe. Tudo para deixar a mamãe bem à vontade com os filhinhos.

A diretora garante: as aulas não estão sendo prejudicadas. Pelo contrário, a família beija-flor transformou os alunos. “Eu acho que eles colaboraram para que a natureza funcionasse. Acho que eles ficaram mais quietinhos”, diz a professora Silvana Penha. “Já que ela preferiu a nossa sala, por que não preservar?”, questiona Tamires.

Segundo um estudioso de beija-flores, os filhotes são da espécie tesoura, muito comum nas cidades. Mas eles chamam a atenção pela beleza e tamanho nada comuns.

Assista ao vídeo da reportagem:

Fonte: G1

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Alunos de universidade recusam-se a participar de tradição cruel em Portugal

A Associação Acadêmica da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Portugal) disse hoje (13/5) que a maioria dos alunos que participaram na Reunião Geral de Alunos votou a favor da exclusão da garraiada das festividades da “Semana Acadêmica”, que ocorre entre quinta-feira (14/5) e o dia 20.

A garraiada é uma cruel tradição acadêmica, feita em Portugal, na qual alguns estudantes cercam um touro e tentam agarrá-lo. São comuns agressões e casos em que os touros não sobrevivem.

A iniciativa partiu do Movimento Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro (MUTAD), que reuniu 100 assinaturas de alunos que defendem que aquela tourada, realizada com um garraio (touro jovem) e na qual intervêm cavaleiros tauromáquicos amadores viola os direitos dos animais.

O MUTAD sustentou, em comunicado, que aquela “brincadeira” (garraiada) é extremamente violenta, sendo o animal empurrado, puxado e agredido várias vezes e de diferentes maneiras, por um grupo enorme de indivíduos que, além disso, nas garraiadas acadêmicas se encontram usualmente embriagados.

O movimento avançou com exemplos de violência, como um caso que ocorreu em Vila Real, em anos recentes, em que um animal morreu com o pescoço partido numa dessas agressões de que foi vítima.

Revelou ainda que numa garraiada acadêmica do Porto, também em Portugal, há alguns anos, outro animal morreu depois de ter sido barbaramente agredido.

O MUTAD considera estranho pensar que, no ambiente universitário, seja ainda pensável promover atos de semelhante violência contra animais e salienta que o ambiente universitário é de informação, conhecimento, aprendizagem, ensino, cultura, progresso e civilidade.

Desta forma, de acordo com o presidente da AATUD, Tiago Sá Carneiro, aboliu-se uma tradição com mais de 20 anos.

A garraiada da UTAD é organizada pelos “Papa Vacas”, e já decidiram que a atividade se vai manter, embora agora sem o apoio da Associação Acadêmica. O grupo, cinicamente, alega que os animais “não são agredidos” durante as “brincadeiras”.

(Com informações do Portal Sol)

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Alternativa ao uso de animais em laboratório é discutida por alunos e professores de todo o Brasil

O Dia Mundial dos Animais de Laboratório, 25 de abril, recolocou a polêmica sobre o uso de cobaias em cursos universitários. A questão divide pesquisadores, professores e alunos por todo o Brasil.

A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, em seu curso de Medicina Veterinária, não utiliza animais nas aulas. Em outras instituições, no entanto, como a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), há o uso de ratos Ystar no curso de Psicologia.

Segundo o artigo III dos Princípios Éticos para o Uso de Animais de Laboratório,“procedimentos que envolvam animais devem prever e se desenvolver considerando-se sua relevância para a saúde humana ou animal, a aquisição de conhecimentos ou o bem da sociedade”. Esta questão divide opiniões entre diversos estudantes e professores de cursos voltados à área da Saúde.

Débora Schwab Branco é aluna do segundo ano de Psicologia da Universidade do Centro Oeste (Unicentro). Letícia Campos é estudante do terceiro ano de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Ambas utilizam animais em seus cursos. Débora estuda o comportamento do rato, do tipo Ystar, na disciplina de Análise Experimental do Comportamento. Letícia estuda, em uma pesquisa, a relação do cigarro com os anestésicos locais através da análise dos órgãos dos animais.

Segundo Débora, as experiências que são realizadas nesta disciplina de Análise Experimental do Comportamento são as mesmas há anos. Ela explica que ”o desempenho da experiência varia um pouco de acordo com os experimentadores e as cobaias, mas os resultados a que se chega serão sempre os mesmos, neste caso. Portanto, é sim desnecessária a utilização dos animais para a visualização e compreensão desta disciplina”.

Débora conta ainda que, em seu curso, existem várias experiências antigas que foram realizadas com animais e seus resultados foram repassados em livros. Ela exemplifica: “como o condicionamento de Pavlov, em que ele utiliza cães para obter seus resultados. Não é necessário observar concretamente para concluir que o condicionamento existe realmente”.

No entanto, para Letícia, sem os animais, sua pesquisa não teria o mesmo significado. Para se chegar ao estudo, no ano passado, toda sua turma participou da pesquisa.

Foram utilizados cerca de oito ratos. Em um número x de animais foram injetadas soluções de água. Em outro número, foi injetada uma solução que tinha sido deixada por uma semana em um cigarro. Em outros animais, foi colocada uma solução deixada pelo mesmo período de tempo, com uma diferença: quatro cigarros.

Após uma hora, os alunos injetavam anestésico local nos ratos. Depois desse processo, foram retirados o fígado, baço e pâncreas de cada animal para análise da relação do cigarro com os anestésicos locais. O objetivo do trabalho era provar que o cigarro influencia clinicamente o paciente, até mesmo em situações cirúrgicas.

O trabalho de Letícia é a continuação deste projeto. “O uso dos animais é fundamental para essa pesquisa. É mais fácil fazer em animais do que em um ser humano”, ressalta a estudante.

Fonte: Portal Comunitário de Ponta Grossa

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