Jornalismo cultural, Notícias

Alternativas à carne ganham “tecnologia inédita” no Brasil

Iniciativa é resultado do crescente interesse dos brasileiros por alimentos à base de plantas


Uma empresa brasileira fundada em Campinas (SP) está investindo em soluções de alta tecnologia para a produção de alternativas à carne que imitam cortes de frango, porco e peixes. A iniciativa é resultado do crescente interesse dos brasileiros por alimentos à base de plantas, além da preocupação em incentivar o consumo desses produtos.

Alternativas à carne que imitam cortes de frango estão entre as apostas da R & S Blumos (Foto: Vegan Gluten Free Life)

A R & S Blumos anunciou que sua mais recente aposta é em uma nova fábrica em Cotia (SP), onde será colocado em prática processo inédito no Brasil de extrusão úmida de proteínas, permitindo a criação de “texturas e estruturas até então impossíveis” de versões vegetais de carnes ou “carne sem carne”.

Para alcançar esse objetivo, a empresa firmou uma parceria com o grupo Wenger, que é líder global em processos de extrusão. A previsão é de que no primeiro trimestre de 2020 seja possível fornecer seus produtos ao mercado industrial e de “food service”.

“Trata-se do maior investimento da história da empresa e marcaremos uma nova fase no desenvolvimento do setor no Brasil e na América do Sul”, garante o diretor de estratégia e novos negócios da R & S Blumos, Fernando Santana.

A expectativa é de que a nova linha de ingredientes da marca amplie a presença da empresa no mercado de produtos à base de plantas. Hoje a marca é conhecida no setor de fornecimento de proteína texturizada de ervilha, ligantes naturais, fibras e amido.

De acordo com o diretor geral do Good Food Institute (GFI) no Brasil, Gustavo Guadagnini, a R & S Blumos está trilhando um caminho promissor porque a transformação da indústria de alimentos depende da disponibilidade de ingredientes de alta qualidade e processos inovadores.

“O primeiro passo de uma transformação na cadeia de produção de alimentos é o investimento em ingredientes mais sofisticados, sustentáveis e saudáveis, que permitem novas aplicações e produtos que antes não seriam possíveis, transformando os hábitos alimentares dos consumidores”, destaca Guadagnini.

Saiba Mais

O Good Food Institute é parceiro da R & S Blumos no projeto de desenvolvimento de “carne sem carne”.


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Destaques, Notícias

Projeto de lei quer acabar com a dissecação de animais em todas as escolas da Califórnia

Foto: Pixabay

A dissecação animal é uma técnica arcaica vinda de uma época em que os seres humanos pouco sabiam sobre a anatomia dos animais.

De acordo com a PETA, diversos documentos comprovam os vários benefícios dos métodos que não envolvem animais, como a dissecação digital.

A Califórnia se posicionou diante da crueldade cometida pela prática e apresentou um projeto de lei no qual todas as escolas teriam que substituir as atividades de dissecação de animais por métodos de ensino contemporâneos e humanos, de acordo com os padrões e melhores práticas da indústria.

A AB1586 foi introduzida na última segunda-feira (25) por Ash Kalra (D- San Vai ), acompanhada dos co-patrocinadores Social Compassion in Legislation, PETA e Physicians Committee for Responsible Medicine.

A compreensão popular da dissecação nas escolas é a dissecação de rãs e vermes. No entanto, uma pesquisa recente de escolas que exigem dissecação como parte de seus currículos de ciências inclui: porcos fetais, gatos, tubarões, carneiros e outras espécies. O uso desses animais pode ser numerado em centenas em todos os anos acadêmicos. Quando contabilizado na totalidade, fornece uma imagem mais clara do impacto fiscal nas escolas e do impacto que o abastecimento desses animais pode ter sobre o meio ambiente e os ecossistemas frágeis. As informações são do World Animal News.

“Aprender sobre anatomia nas escolas é uma pedagogia científica importante, mas a dissecção apresenta um impacto significativo sobre o meio ambiente e nossos frágeis ecossistemas. Avanços na tecnologia educacional ampliaram o acesso a essa importante metodologia instrucional científica sem depender de animais”, disse Kalra.

“Com o desenvolvimento de alternativas tecnológicas, a prática de ensino de ciência virtual e baseada em computador oferece métodos de ensino mais humanos que ajudam a preparar melhor os alunos para o ensino superior e carreiras em ciências.”

Judie Mancuso, fundadora e CEO da Social Compassion in Legislation, acrescentou: “O fato é que não precisamos colocar nossos jovens nisso. Existe uma maneira melhor e a Califórnia pode e deve passar para o uso mais moderno e aceito dos recursos de dissecação digital. Não há razão para qualquer estudante separar um animal ou ser exposto a formaldeído carcinogênico quando houver o software 3D de última geração disponível gratuitamente. Não apenas se livrar da dissecação é a coisa certa a fazer, como economizará dinheiro do contribuinte”.

Samantha Suiter, professora de Biologia e Gerente de Educação Científica da PETA disse: “A PETA ouve dezenas de estudantes que estão sendo obrigados a dissecar animais, seja com a ameaça de uma nota negativa ou com o percebido ostracismo de professores ou colegas”.
“O formaldeído é usado como conservante e também encontrado na fumaça do cigarro – é classificado como carcinogênico humano, e a exposição repetida a níveis baixos pode causar dificuldade respiratória, eczema e sensibilização da pele”.

Suiter continua: “A aprovação da AB 1586 encerraria a prática de dissecação animal sem depender de estudantes individuais para expressar suas preocupações éticas, quando eles não se sentissem à vontade para fazê-lo. Este é um passo em frente para a ciência, educadores, estudantes e animais”.

Iniciativas

Em Indiana, nos Estados Unidos, a deputada estadual Ragen Hatcher, D-Gary, tenta conseguir levar as escolas do estado por esse caminho.

Hatcher é autora do House Bill 1537 que, se aprovado, exigirá que todas as escolas públicas, charter e privadas de Indiana desenvolvam políticas e programas que forneçam uma alternativa à dissecação de animais para qualquer aluno que a solicite.

“É desumano matar animais apenas para o estudo”, disse Hatcher. “Especialmente hoje, há tanta tecnologia que podemos dissecar em uma tela e ter o mesmo impacto que se você fizesse isso pessoalmente. Essa é a coisa certa a fazer.”

A empresa Apple também já contribuiu para o fim da terrível técnica e lançou aplicativo para dissecação de sapos, que pode poupar milhares de vidas – o Froggipedia.

Criado pela Designmate, uma empresa indiana dedicada a softwares de aprendizado interativo, o aplicativo amigo dos animais dá aos usuários a capacidade de explorar o ciclo de vida e os detalhes anatômicos dos anfíbios sem causar danos.

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Notícias

Loja online portuguesa inova ao oferecer alimentos e produtos veganos

A marca foi criada quando Joana Souza procurava incessantemente por produtos veganos em supermercados e não encontrava o que queria, o que fez com que ela fosse buscar na Internet. Ao se unir com suas amigas Cristina Cardoso e Magali Villars “de repente surgiu esta ideia”.

“A Veganize Box nasceu de uma necessidade de encontrar alternativas saudáveis”, afirma Joana Souza uma das fundadoras da marca.

Alimentação vegana
A marca vende produtos saudáveis e conscientes (Foto: Reprodução / Nit.pt)

Inicialmente, elas criaram uma loja online, mas em pouco tempo já haviam expandido para outros segmentos fora da área de alimentação, passando de uma simples pesquisa para algo profissional.

“Eu procurava muitas opções fora do país e comecei a encontrar produtos de beleza veganos, como desodorizantes, e decidimos aventurar-nos”.

Atualmente, as amigas e sócias contam que estão dedicadas plenamente a este projeto e estão abertas a adentrar em novas alternativas veganas, biológicas e éticas. Por isso, elas reforçam o conceito através do lema da marca: “Escolhas conscientes e sem maus-tratos a animais”.

“Vemos o corpo como um todo. Isto é, queremos alternativas saudáveis para nós na alimentação, mas também nos cuidados de pele e de cabelo, por exemplo”, destaca a Joana.

Elas contam que ao comprar produtos da Veganize Box, você está fazendo uma escolha saudável e ética com o meio ambiente.

“Temos infusões alcalinas, um spray de magnésio para as dores musculares, o sumo de haloé, comprimidos para estabilizar a flora intestinal e chocolate com proteína elevada”, explica.

Além de produtos vendidos separadamente, a loja também oferece um box mensal, outro de produtos cosméticos e outro com produtos voltado para o público masculino. E para completar, o comprador tem a opção de construir um box online totalmente personalizado.

O valor dos produtos dos boxes, que são de fornecedores portugueses e estrangeiros, variam entre seis a dez euros. A quantia total fica em 24,90€.

Para acessar a loja online basta acessar aqui.

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