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Alunos criam ponto de alimentação para cães abandonados em Medianeira, no PR

Alimentador em formato de osso de madeira instalado em frente ao campus da UTFPR em Medianeira (PR) abriga ração e água e serve de ponto de descanso (Foto: AlimentaCão / Divulgação)
Alimentador em formato de osso de madeira instalado em frente ao campus da UTFPR em Medianeira (PR) abriga ração e água e serve de ponto de descanso (Foto: AlimentaCão / Divulgação)

Estudantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Medianeira, no oeste do Paraná, começaram a implantar em abril um projeto para a alimentação e castração de animais abandonados. O alimentador em formato de osso de madeira tem espaço para ração e água e serve como ponto de descanso com wi-fi para a comunidade.

A estrutura – única por enquanto – está instalada em frente ao campus e tem como objetivo maior diminuir a circulação de cães abandonados pelos espaços internos da universidade. A inspiração para o projeto vem de exemplos aplicados na Colômbia e na Turquia, com uma diferença considerada importante no design e na funcionalidade que oferece.

“Nestes outros países, os alimentadores parecem apenas um caixa eletrônico. Já aqui, ele tem a proposta de ser um local atraente onde as pessoas também podem ficar à vontade, com acesso à internet, e até interagir com os cães, que não precisam ser necessariamente abandonados, mas qualquer um, inclusive os acompanhados dos seus tutores”, explica um dos coordenadores do AlimentaCão, Étore de Larmelina, aluno do curso de Engenharia de Produção.

A ideia contagiou outras pessoas e o grupo de seis voluntários iniciais já conta com mais quatro. As tarefas de repor a água e a ração duas vezes por dia e de fazer a limpeza diária e semanal do local é dividida entre eles, assim como o trabalho de conscientização na universidade e nas escolas municipais, que começa na próxima semana.

“É muito comum as pessoas alimentarem estes animais por aqui, o que faz a população de cães crescer muito. Este é um problema sanitário, que pretendemos amenizar também com a castração dos cachorros”, comenta. “Ter um animal de estimação não é apenas dar comida e ao mesmo tempo deixar a porta aberta para que ele fique por aí. É preciso mais, e principalmente responsabilidade”, aponta o estudante.

Local com ração, água e acesso a internet também atrai animais e seus donos (Foto: AlimentaCão / Divulgação)
Local com ração, água e acesso a internet também atrai animais e seus donos (Foto: AlimentaCão / Divulgação)

A esterilização será feita em parceria com os veterinários da cidade. Novas contribuições, observa Étore, poderão espalhar os alimentadores por vários pontos da cidade. “Esperamos que a ideia possa ser replicada em outros lugares”, projeta o idealizador ao garantir que a iniciativa tem um custo considerado baixo, porém sem revelá-lo. Mais informações sobre o AlimentaCão podem ser obtidas pela internet.

Fonte: G1

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Alimentador inteligente ajudará a monitorar hábitos dos gatos

(da Redação)

Foto: Indiegogo
Foto: Indiegogo

Tutores de gatos que se preocupam com os hábitos alimentares de seus felinos terão uma nova ferramenta que promete ajudá-los. Uma startup baseada em San Mateo (Califórnia/EUA), criou o “Bistro”, um alimentador inteligente que permite monitorar o apetite e mudanças de peso do animal usando uma tecnologia de reconhecimento facial. As informações são do Mashable.

O “Bistro” tem uma câmera interna que monitora o gato conforme ele se alimenta e bebe água, transmitindo um vídeo em tempo real, que os tutores podem assistir em seus smartphones usando um aplicativo. O dispositivo também mede e forma gráficos da quantidade de comida e de água que o gato está consumindo, de modo que os tutores possam notar facilmente qualquer comportamento estranho.

Os tutores ainda podem acessar relatórios da saúde do gato, e programar o “Bistro” para liberar uma quantidade adicional de alimento, pré-determinada. Usando o aplicativo, eles podem até mesmo criar um perfil para o felino na rede social do “Bistro” e compartilhar atualizações, fotos e vídeos de suas atividades diárias com outros tutores.

O criador do sistema, Mu-Chi Sung, vem trabalhando com tecnologia de reconhecimento facial nos últimos dois anos, a aplicando a um painel de câmeras. Esta bagagem de conhecimento serviu como base para a criação do “Bistro”, mas foi a experiência pessoal de Sung que inspirou-o a desenvolver o alimentador. Um dos três gatos de Sung, Momo, parou de comer após contrair  pancreatite, porém quando Sung percebeu, era tarde demais. As pernas traseiras de Momo tiveram de ser amputadas, mas ela conseguiu se recuperar.

Foto: Indiegogo
Foto: Indiegogo

“Os gatos dividem os mesmos pratos, então eu não posso dizer quem está comendo e quem não está”, disse Sung ao Mashable, relatando um problema muito comum a tutores que têm mais de um gato em casa. “Eu quero saber como eles estão em casa”, complementou.

Sung informou que tem recebido solicitações para adaptar o alimentador de gatos para outras espécies, como cães.

“Eu adoraria aplicá-lo para outros animais”, disse ele. “Esse será o nosso próximo projeto”.

O “Bistro”, que lançou uma campanha “crowdfunding” no site Indiegogo, já ultrapassou o seu objetivo de 100 mil dólares em mais de 13%. A campanha termina no dia 14 de Agosto. O site já está cadastrando pedidos na área de pré venda, e o alimentador estará à venda nos Estados Unidos por 249 dólares.

Nota da Redação: Não há sistema similar funcionando ainda no Brasil, mas vale lembrar aos tutores de gatos que é importante ficarem sempre atentos para eventuais oscilações de apetite dos felinos, pois podem indicar doenças. Um gato não pode ficar sem se alimentar por mais de dois dias seguidos, pois isso compromete o seu fígado e gera um desequilíbrio muitas vezes irreversível. Seja como for, qualquer doença em gatos ou outros animais deve ser diagnosticada e tratada o mais rápido possível.

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