Notícias

Programa de competição culinária recompensa autor de prato cruel

Por Annie Hartnett
Tradução: Vanessa Perez  (da Redação)

Foto: Reprodução/Animals Change

No episódio final da última semana do programa Top Chef All-Stars, o participante Richard Blais derrotou MikeIsabella pelo título. Blais venceu por conta de  uma grande variedade de animais mortos: de ostra crua a carne bovina, de barriga de porco a carne de costela.

Como vegana, não há uma só coisa que eu coma dessa refeição, mas o que realmente impressionou foi a sobremesa de Richard. Blais guardou um sorvete de foie gras para o final. Um blogueiro da revista Time disse que o prato “parecia comida de gato – depois de o gato ter comido por um tempo”.

Estou revoltada com essa comida, e não por causa de sua consistência de comida de gato. Nada me deixa mais furiosa do que quando alguém cria uma sobremesa às custas da crueldade contra os animais.

O foie gras é um produto extremamente cruel, produzido por alimentação forçada de aves aquáticas várias vezes ao dia para criar um fígado gordo e doente. O processo de alimentação forçada, conhecida como “sonda”, envolve a inserção de um tubo de alimentação de metal pela garganta da ave, muitas vezes resultando em furos no pescoço dla.
A decisão do Top Chef de colocar o foie gras como sobremesa mostra que ele simplesmente não está prestando atenção à constante evolução da culinária. As pessoas estão cada vez mais interessadas em comer de uma forma que seja mais gentil com os animais e que respeite suas vidas.

Esta maneira compassiva de comer é evidenciado em outro lugar da tela, onde vemos a doce e muito amiga dos animais, Ellen DeGeneres, uma vegana, freqüentemente conversa sobre comida vegana em seu talk show. Oprah e sua equipe inteira se tornaram veganos em Fevereiro. E na semana passada, Martha Stewart dedicou um episódio inteiro de seu programa para o veganismo.

Sobre a The Food Network, vimos um bando de sobremesas veganas. A Padeira Vegana Chloe Coscarelli venceu uma concorrência do Cupcake Wars no ano passado, e houve mais competidores veganos no show desta temporada. Tinha até um vegan-on-vegan Cupcake Wars entre Doron Petersan de Sticky Fingers D.C. Bakery e Garr Kim de C’est La V Bakeshop de L.A.

E só para provar que cupcakes veganos estão, de fato, agradando todos o mundo,o Animal Planet vai ao ar neste verão com seu primeiro show relacionado com a alimentação vegana, apresentando uma padaria vegan. O show, Sweet Avenger, apresenta Danielle Konya, dona da padaria Vegana, na Pensilvânia.

Enquanto isso, uma pesquisa no site Top Chef revela apenas duas opções de sobremesa para os veganos: Ginger Ale Sorbet Float e Sorvete de Abacate. A notável falta de opções para os amantes dos animais, levou o blog Vegansaurus a “veganizar” toda a temporada de Top Chef: Apenas Sobremesas.

Top Chef deveria aproveitar a sugestão de outras redes, e reconhecer que as pessoas apreciam tanto as entradas quanto as sobremesas que não prejudicam os animais. É hora da Top Chef colocar compaixão no menu, e tirar de vez o foie gras.

Assine nossa petição para pedir à Bravo! NetworkRede que proiba o foie gras em seus programas de culinária Top Chef e Iron Chef.

(As informações são da Animals Change.)

Annie Hartnett é escritora e defensora dos direitos animais. Já atuou em diversos centros de reabilitação animal e participa de programas ambientais.

​Read More
Destaques, Notícias

Foie gras está prestes a ser proibido no Havaí

Por Raquel Soldera (da Redação)

O foie gras, ou patê de fígado de ganso, em breve poderá ser proibido no Havaí. Um projeto de lei que proíbe a venda e distribuição de foie gras foi aprovado na semana passada no Senado estadual havaiano.

Ativistas de direitos animais são a favor do projeto de lei 2170, dizendo que a prática de engorda dos fígados de gansos e patos, feita com a alimentação forçada dos animais através de um tubo de metal colocado em sua garganta, deveria ser proibida.

No processo de produção do foie gras, o criador prende a ave entre as pernas e, esticando seu pescoço, enfia um grosso tubo de metal por sua garganta. Esse tubo tem, em média, 30 centímetros de comprimento. Em seguida, um motor bombeia uma mistura de milho e gordura diretamente no estômago do animal. Um anel de borracha amarrado no pescoço impede que a ave vomite.


Alimentação forçada das aves. (Imagem: Anne of Carversville)


Esse processo é repetido de 3 a 5 vezes ao dia, fazendo com que a ave consuma cerca de 3 quilos de ração diariamente. Com essa alimentação excessiva e desequilibrada, o animal desenvolve problemas cardíacos e disfunções intestinais. Após 3 ou 4 semanas, os “sobreviventes” são abatidos.

O que se vê, então, são órgãos deformados. O fígado de um animal sadio pesa cerca de 120 gramas, enquanto o fígado do animal tratado para a produção de foie gras chega a 1.200 gramas, ou seja, dez vezes mais que o normal.

“Estou chocado e penso que é mesmo necessário registrar uma reclamação quanto à legalidade da tortura de aves, através da alimentação forçada dos animais, destruindo seus fígados, somente para produzir uma comida exótica”, disse Schwab Sylvan, do Refúgio East Maui Animal, em depoimento sobre o projeto de lei.

Edward T. Morita, um blogueiro de alimentos e ex-chefe de pastelaria, disse, durante uma visita a uma fazenda de foie gras, que não vê qualquer tratamento cruel. “Os patos e gansos não apresentam reflexo de impedimento, por isso não devem se sentir incomodados”, disse Morita.

O projeto vai agora para a Comissão de Justiça para posterior discussão. Se aprovado e assinado em lei, os infratores serão penalizados com uma multa máxima de 10 mil dólares.

A Califórnia, que responde por cerca de metade da produção de foie gras dos Estados Unidos, tem uma lei de proibição do método de alimentação que irá entrar em vigor em 2012.

Com informações de Maui Weekly 

​Read More