Notícias

Setembro Verde: cadelinha paraplégica precisa de um novo lar no Recife (PE)

Setembro verde: cadelinha paraplégica precisa de um novo lar em Pernambuco
Foto: Arquivo pessoal/ Moacir Lago

O mês de setembro é marcado pelo início da primavera, mas também é o mês oficial da inclusão da pessoa com deficiência. Pensando nisso, foi criada a campanha Setembro Verde em 2015 pela Federação das APAES do Estado de São Paulo (FEAPAES-SP), em parceria com a APAE de Valinhos (SP).

O mês foi escolhido por abrigar o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, que é comemorado todo dia 21 de setembro. A campanha tem o intuito de promover atividades voltadas para a inclusão social e dar visibilidade à causa da pessoa com deficiência.

Mas, além dos humanos, os animais também precisam ser lembrados nessa data, porque igualmente às pessoas que sofrem com algum tipo de deficiência, os animais com alguma incapacidade física também são vítimas de preconceitos e principalmente do abandono.

Esse é o caso da cadelinha Sucupira que foi abandonada em frente à casa do artesão Moacir Lagos, 46 anos, morador do bairro da Aldeia, na cidade de Camaragibe, na Grande Recife. “Abandonaram cinco cachorros no meu terreno, uma adulta e quatro filhotes. A Sucupira era um dos filhotes, doei os outros filhotes e fiquei com ela e com a cadela adulta”, lembrou o autônomo em entrevista à ANDA.

Setembro verde: cadelinha paraplégica precisa de um novo lar em Pernambuco
Foto: Arquivo Pessoal/ Moacir Lago

Mas para infelicidade da cadelinha, ela contraiu duas doenças: a cinomose canina e a doença do carrapato, provocando paralisia nas suas patas traseiras. “No começo desse ano teve um surto de cinomose e doença do carrapato aqui no bairro de Aldeia, vários cachorros ficaram doentes e como de vez em quando elas fugiam quando eu estava fora de casa, elas entraram em contato com outros cachorros que tinha aqui e todos adoeceram”, declarou o cuidador.

Veja no vídeo abaixo, como se encontra a pequena cadelinha Sucupira na casa do seu tutor.

O que é a Cinomose?

A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa que afeta cachorros causada por um vírus da família Paramyxovirus, do gênero Morbilivírus. Ela é altamente contagiosa e costuma acometer cães que ainda não terminaram o esquema vacinal (filhotes) ou que não costumam receber o reforço anual da vacina múltipla (V8-V10 ou V11) provocando por muitas vezes fraquezas nas patas traseiras.

Para a médica veterinária Carolina Ferreira, 43 anos, que trabalha no atendimento clínico a cães e gatos, no hospital veterinário Cão Bernardo, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, animais com algum tipo de incapacidade motora pode viver normalmente por muitos anos. “Lógico que animais com uma paraplegia são mais suscetíveis a terem uma expectativa de vida de menor, mas isso não impede que ele possa viver muitos anos ainda”, ressaltou a profissional.

“No hospital eu trato de um animal que ele tem apenas um rim, a agente monitora todos os dias, ele tem uma deficiência importante, a gente precisou retirar uns ossinhos por causa de uma doença, mas ele vive até o momento muito bem, lógico que ele não vai viver igual os outros animais. Mas, vai viver super bem”, acrescentou Carolina.

Amor incondicional

Animais portadores de deficiência física precisam ser amados, cuidados e respeitados. Pelo fato de não apresentarem um corpo perfeito, sofrem rejeição durante a vida. Para eles, a procura de um lar é sempre difícil, mesmo com a ajuda de feiras de adoção. A maior dificuldade está no preconceito e na falta de informação.

Um animal deficiente envolve muito mais responsabilidade do que um outro animal sem limitação física. Isso ocorre porque além de requerer os cuidados do cotidiano e de rotina, como levar para passear, limpar suas necessidades, alimentá-los, banhá-los e brincar com eles, também são necessários cuidados com a sua limitação.

Porém, todos aqueles que tem feito o ato solidário e generoso de adotar um animal com deficiência, afirmam que não se arrependem. Por quê? Segundo eles, deve se ao fato que esses animais, que têm alguma limitação, são muito amorosos, ternos e gratos do que aqueles que não a têm.

Para Carolina Ferreira, adotar um animal com deficiência é um aprendizado mútuo. “Para os animais é uma oportunidade de alguém dar uma qualidade de vida, já que eles precisam e necessitam de uma atenção especial. E também é importante para as pessoas aprenderem muito sobre a importância de valorizarmos as nossas vidas. Os animais deficientes mostram muita força de vontade de sobreviver comparados a nós seres humanos”, finalizou a veterinária.

Novo lar

Segundo o autônomo Moacir lago, tutor da pequena cadelinha Sucupira, atualmente o pequeno animal é vítima de constantes infecções que deixam ela bem debilitada e com uma paraplegia parcial das duas patas traseiras.

“A sucupira conseguiu sobreviver ao surto de cinomose que matou muitos cachorros aqui em Aldeia, conseguimos levá-la ao veterinário e ela foi diagnosticado com essa doença também. Hoje, a Sucupira vive, mas, com muitas dificuldades de se locomover, tendo que se arrastar pelo chão e com várias infecções pelo corpo”, disse o tutor da pequena cadelinha.

Foto: arquivo Pessoal/ Moacir lago

Para o artesão essa é uma situação complicada já que, infelizmente, não tem condições de pagar um tratamento ao pequeno animal. “Sou pai de cinco crianças e tenho muitas dificuldades de alimentá-la de forma adequada, pois a prioridade nesse momento tem sido o sustento da minha família”, declarou Moacir.

Ressaltando que no momento o essencial seria encontrar um novo lar para a pequena cadelinha, uma casa que pudesse tratar e cuidar e dar todo amor necessário ao pequeno animal. “Não temos condições de sustentar dignamente uma cadela com um tipo de comprometimento que ela tem. Caso alguém possa e queira adotá-la vai ajudar muito a Sucupira a continuar vivendo dignamente”, acrescentou o artesão.

De uma oportunidade para essa linda cadelinha continuar alegrando a vida das pessoas, adote essa princesa. Quem quiser adotar a cadela Sucupira pode entrar em contato com Moacir Lago (81) 99666-4443 ou pelo e-mail: moalago@gmail.com.

​Read More
Notícias

Elefante se revolta e persegue morador de vila que o agredia com paus e gritos

Foto: Newsflare/NewsCrunch1
Foto: Newsflare/NewsCrunch1

As imagens flagram o momento em que um homem se arrepende instantaneamente de bater em um elefante selvagem por trás quando o animal reage, se vira e começa a persegui-lo.

Nas filmagens registradas na segunda-feira (30), os moradores podem ser ouvidos gritando para o homem correr mais rápido, enquanto o animal enorme avança atrás dele, reagindo a agressão.

O momento inesperado foi registrado na estrada principal que cruza de Karanjia, perto de Mayurbhanj, no leste da Índia.

Os moradores haviam visto um elefante faminto se alimentando de colheitas, então um grupo de homens rapidamente se reuniu para persegui-lo.

Alguns homens podem ser vistos pulando para cima e para baixo, fazendo gestos e gritando para, esperançosamente, afastar o elefante dos campos, mantendo uma distância.

Mas um homem, sentindo-se mais corajoso, decide se aproximar do animal e agredi-lo tentando mostrar quem está no comando.

Ele corre atrás do animal com um graveto e consegue dar alguns golpes nele enquanto pode-se ouvir gritos dos espectadores.

Foto: Newsflare/NewsCrunch1
Foto: Newsflare/NewsCrunch1

Enfurecido e reagindo ao ataque humano, o elefante se vira no local em que está e avança em direção ao agressor, enquanto os moradores gritam para ele se mover mais rápido.

Testemunhas oculares disseram que o homem fugiu para salvar sua vida antes de rastejar para debaixo de um bueiro na intenção de evitar o elefante furioso.

O diretor honorário da vida selvagem, Subhendu Mallik, disse: “As pessoas nunca devem chegar perto de um elefante, pois eles podem alcançar uma velocidade incrível, muito mais rápido do que os humanos podem fugir”.

Foto: Newsflare/NewsCrunch1
Foto: Newsflare/NewsCrunch1

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Leonardo DiCaprio divulga foto de índios contra o garimpo

DiCaprio denunciou a entrada de garimpeiros em terras indígenas para espalhar malária e contaminar rios com mercúrio


O ator norte-americano Leonardo DiCaprio publicou nesta quinta-feira (26) uma foto de índios contra o garimpo. Na imagem, feita durante um encontro entre povos indígenas brasileiros, os índios se posicionaram para formar as palavras “fora garimpo”. O objetivo é denunciar as extrações ilegais de minério nas terras das etnias Yanomami e Ye’kwana, em Roraima e no Amazonas.

Foto: Victor Moryama/ISA/Divulgação

“Fora garimpo – uma poderosa mensagem dos povos Yanomami e Ye’kwana do Norte do Brasil para o mundo. Apesar das leis brasileiras considerarem ilegal a mineração nas terras indígenas Yanomami, milhares de garimpeiros entraram recentemente no parque, uma das maiores reservas indígenas do Brasil, e espalharam malária e contaminaram os rios com mercúrio”, diz a publicação do ator.

“A invasão ocorre após o corte no orçamento das operações policiais da Amazônia no Brasil, deixando as áreas protegidas vulneráveis ​​à exploração. A última vez em que houve uma invasão dessa escala foi na década de 1980, quando cerca de um quinto da população indígena morreu devido à violência, à malária, à desnutrição, ao envenenamento por mercúrio, entre outras causas. Em um recente encontro das lideranças Yanomami e Ye’kwana, os povos enviaram uma carta às principais autoridades do Executivo e do Judiciário brasileiro. ‘Não queremos repetir essa história de massacre'”, completa.

A foto, feita em novembro pelo Instituto Socioambiental (ISA), que combate o desmatamento e protege povos tradicionais da Amazônia, tem o objetivo de fazer um alerta sobre a presença de garimpeiros ilegais na região e o risco de massacre. As informações são do G1.

 

Ver essa foto no Instagram

 

“No more mining” — a powerful message from the Yanomami and Ye’kwana peoples of northern Brazil to the world. Despite Brazilian laws that make mining on Yanomami Indigenous land illegal, thousands of goldminers have recently entered Yanomami Park, one of Brazil’s biggest indigenous reserves, spreading malaria and contaminating rivers with mercury. The invasion comes after the budget for Amazon law enforcement operations in Brazil was slashed, leaving protected areas vulnerable to exploitation. The last time there was an invasion of this scale was during the 1980s, when around one-fifth of the indigenous population died from violence, malaria, malnutrition, mercury poisoning and other causes. At a recent Yanomami and Ye’kwana Leadership Forum, the tribe leaders issued a letter to the main authorities of the Brazilian Executive and Judiciary. “We do not want to repeat this story of massacre,” reads the manifesto. Photo supplied by @socioambiental #foragarimpo #standwiththeyanomami

Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio) em

Na época, lideranças indígenas divulgaram uma carta que foi lida ela deputada federal Joênia Wapichana (Rede-RR) durante audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 26 de novembro. O texto, assinado por lideranças das etnias Yanomami e Ye’kwana, foi elaborado durante uma reunião realizada na reserva, na região do Demini, em Roraima.

“Os garimpeiros estão envenenando as pessoas e contaminando nossos rios, nossos peixes, nossos alimentos e espantando nossa caça. Sabemos que o mercúrio usado no garimpo está contaminando nosso povo”, diz a carta. “Essa é a mensagem de todos os Yanomami e Ye’kwana juntos para todo o planeta”, acrescenta.

Uma manifestação realizada no início de novembro por garimpeiros fechou a BR-174 por quatro dias. Os manifestantes protestaram contra uma operação que desarticulou focos de garimpo ilegal e cobraram a regularização da mineração em terras indígenas, projeto estudado pelo governo federal, mas repudiado por índios e ambientalistas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Mais de 50 ursos polares famintos procuram por comida em aldeia russa

Maxim Deminov/The Siberian Times
Maxim Deminov/The Siberian Times

Uma aldeia russa recebeu a visita inesperada de 56 ursos polares famintos que, ao não encontrem alimento em seu habitat natural, se reuniram nos arredores do agrupamento humano remoto, atraídos pelo cheiro.

Imagens e filmagens notáveis mostram como a aldeia de Ryrkaypiy está agora em um “bloqueio virtual” devido à presença dos enormes e belos animais.

Todos os eventos públicos foram cancelados para evitar conflitos entre humanos e animais, e as crianças foram acompanhadas pelas autoridades quando iam e vinham do jardim de infância e da escola.

Patrulhas especiais designadas para acompanhar os animais, sem ferí-los, estão tentando impedir que os ursos “famintos” entrem em áreas residenciais.

Até agora, a presença dos animais se concentra nos arredores da vila – que tem uma população de 766 habitantes – e fica na região mais oriental da Rússia, em Chuktoka, onde os animais se alimentam de corpos de focas no Cabo Kozhevnkov, segundo relatos.

Ambientalistas e moradores disseram que o gelo ártico frágil e ralo deixou os ursos incapazes de andar sobre suas plataformas. A filial russa da ONG WWF ou World Wildlife Fund (Fundo Mundial da Vida Selvagem) disse que a mudança climática é responsável pelo fato, já que temperaturas incomumente quentes impediram a formação de gelo costeiro, como é comum para a época.

Maxim Deminov/The Siberian Times
Maxim Deminov/The Siberian Times

O WWF está preocupado com o fato dos ursos poderem entrar na vila, lar de menos de 1.000 pessoas, e patrulhas foram criadas para monitorar seus movimentos sem ferí-los.

É o segundo ano em que a vila enfrenta dezenas de ursos polares a sua porta, mas os habitantes locais dizem que este ano há mais ursos do que nunca.

“Quase todos os ursos polares são magros”, disse Tatyana Minenko, chefe da Patrulha do Urso Polar da WWF em Ryrkaipiy.

Maxim Deminov/The Siberian Times
Maxim Deminov/The Siberian Times

“Existem ursos adultos, adolescentes e ursos mãe com filhotes de diferentes idades.”

A vila fica perto de uma rota de migração de ursos e os guardas florestais estão usando trenós móveis e veículos para desencorajar os animais de se aproximarem das casas.

Os moradores também haviam reunido cadáveres de morsas na área para alimentar os animais famintos e dessa forma, tentar impedir que os ursos vagassem pela vila.

Maxim Deminov/The Siberian Times
Maxim Deminov/The Siberian Times

“O número de encontros humanos e animais de grande porte no Ártico está aumentando”, afirmou o WWF em comunicado.

“O principal motivo é o declínio da área de gelo marinho devido às mudanças climáticas. Na ausência de cobertura de gelo, os animais são obrigados a sair em busca de comida”.

Minenko e sua colega Maksim Deminov estão trabalhando 24 horas por dia para impedir confrontos entre ursos e pessoas.

Maxim Deminov/The Siberian Times
Maxim Deminov/The Siberian Times

“Criamos um ponto de alimentação com corpos de morsa que reunimos ao longo da costa”, disse Minenko à agência de notícias RIA Novosti.

“Enquanto não houver um grande congelamento de água, o gelo do mar não se formará e os ursos permanecerão na costa”, disse ela.

É ilegal na Rússia atirar em ursos polares, mas os guardas estão prontos para usar balas de borracha para evitar conflitos.

Maxim Deminov/The Siberian Times
Maxim Deminov/The Siberian Times

“Há guardas de plantão perto do jardim de infância e da escola local”, relatou o The Siberian Times.

“Todos os eventos públicos, como a preparação para shows de fim de ano, ensaios e reuniões locais, foram cancelados durante a presença dos ursos”.

“As crianças são levadas para a escola e jardim de infância e voltam para casa em ônibus reservado apenas para isso”.

Maxim Deminov/The Siberian Times
Maxim Deminov/The Siberian Times

Os habitantes locais dizem que o clima de inverno anormalmente ameno levou à invasão de ursos polares, pois o mar não congelou apesar das temperaturas abaixo de zero.

Em vez de caçar peixes, os ursos comem corpos de focas deixadas no outono.

No ano passado, militares do exército limparam a costa da vila dos corpos de focas mortas e são esses agora de que os ursos estão se alimentando.

A vila de Ryrkaypiy, em Chukotka, fica perto de uma rota de migração de ursos e o clima de inverno anormalmente ameno levou os ursos a invadir devido à falta de gelo marinho | Tatiana Mineko/The Siberian Times
A vila de Ryrkaypiy, em Chukotka, fica perto de uma rota de migração de ursos e o clima de inverno anormalmente ameno levou os ursos a invadir devido à falta de gelo marinho | Tatiana Mineko/The Siberian Times

O serviço meteorológico da Rússia disse que as temperaturas na região devem cair e que o gelo costeiro deve congelar até 11 de dezembro.

Os ursos polares visitam regularmente áreas habitadas por seres humanos na Rússia no Ártico, em busca de comida, atraídos pelo cheiro e, geralmente, revirando lixo.

Mas o número de visitas vem crescendo à medida que o derretimento do gelo do Ártico vem aumentando devido às mudanças climáticas, o que obriga os ursos a passar mais tempo em terra onde competem por comida.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Moradores de vilarejo se unem para salvar elefanta presa em poço de água

Foto: Euronews
Foto: Euronews

Os moradores de uma comunidade na Índia estão sendo aplaudidos e elogiados nas redes sociais, após sua participação decisiva no resgate de uma elefanta que caiu em um poço ter sido divulgada em um vídeo na internet.

Aldeões residentes no distrito de Sundargarh, em Odisha, encontraram a elefanta depois que ela de alguma forma caiu na água profunda e escura no poço. Ela estava lutando desesperadamente para sair, se debatendo com quase todo o corpo submerso.

Os guardas florestais e os bombeiros compareceram ao local com ferramentas de resgate e trabalharam por duas horas ao lado dos moradores para libertá-la. Eles colocaram longas cordas embaixo das pernas da elefanta e puxaram o máximo que puderam para tirá-la da água, com membros da multidão ao redor se unindo no esforço para ajudar o animal em apuros.

A elefanta agarrou-se a um galho de árvore e se jogou na lama na beira da água, onde lutou para se equilibrar. Com um impulso final de seus socorristas, ela se levantou e correu para a floresta enquanto a multidão aplaudia.

O resgate heroico, que foi capturado no vídeo que tornou viral, nos lembra que, trabalhando juntos por uma causa comum, as pessoas podem realizar grandes coisas – especialmente quando se trata de resgatar animais.

Foto: Euronews
Foto: Euronews

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Destaques

Filhote de elefante tenta acordar a mãe morta por envenenamento

O filho usa a tromba para cutucar a mãe e tentar fazê-la levantar, mas o corpo sem vida da elefanta permanece imóvel, o que deixa o filhote confuso e sem ação


 

Foto: News Lions Media/MEGA
Foto: News Lions Media/MEGA

Imagens comoventes mostram um filhote de elefante tentando inutilmente acordar sua mãe morta após encontrar o corpo sem vida da elefanta em uma floresta.

O jovem elefante parece estar cutucando sua mãe com a tromba, numa tentativa desesperada de revivê-la.

O elefante foi um dos sete que se acredita ter morrido pelas ações criminosas de residentes locais, suspeitos de envenenar os animais para impedi-los de invadir suas fazendas.

 

Quatro dos elefantes mortos foram encontrados em uma floresta perto de Sigiriya, uma fortaleza rochosa do século V e também patrimônio protegido pela UNESCO no centro do Sri Lanka em 28 de setembro.

Mais três cadáveres de elefantes foram descobertos depois desses quatro, informou a polícia. Como os cadáveres não tinham marcas de tiros ou ferimentos, acredita-se que os animais tenham sido envenenados.

O porta-voz da polícia Ruwan Gunasekera disse ao Daily Mail: “Encontramos os restos de sete elefantes do sexo feminino, incluindo um tusker (elefantes com presas de marfim imensas), desde sexta-feira”.

Uma elefanta grávida estava entre os quatro corpos encontrados. As autópsias serão realizadas por funcionários e veterinários da vida selvagem, para determinar se os animais foram envenenados.

Foto: News Lions Media/MEGA
Foto: News Lions Media/MEGA

Segundo a polícia, uma série de incidentes envolvendo elefantes selvagens invadindo aldeias e destruindo colheitas na área pode ter causado o assassinato.

Estima-se que cerca de 200 elefantes sejam mortos todos os anos no país. Muitos deles são vítimas da ira de fazendeiros cujas fazendas são invadidas pelos rebanhos famintos de elefantes.

Com os habitats invadidos pela presença humana, elefantes acabam indo parar em aldeias próximas ao seu local comum de circulação, fato que ocasiona conflitos entre humanos e os animais selvagens.

Foto: News Lions Media/MEGA
Foto: News Lions Media/MEGA

Especialistas consideram a perda de sete elefantes nesta semana um duro golpe para a população de elefantes do país. Todos os sete animais encontrados mortos teriam entre 10 e 15 anos.

Segundo a World Wildlife Foundation, a população de elefantes no Sri Lanka caiu quase 65% desde a virada do século XIX.

Hoje, o elefante do Sri Lanka está protegido pela lei do Sri Lanka e matar um animal da espécie pode levar à pena de morte.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Destaques

Tribo indígena lamenta destruição causada pelos incêndios na Amazônia

Índios da tribo Mura mostram uma área desmatada perto de Humaitá, no Amazonas | Foto: Reuters
Índios da tribo Mura mostram uma área desmatada perto de Humaitá, no Amazonas | Foto: Reuters

Essas imagens devastadoras mostram uma família indígena examinando as ruínas de sua terra natal na Floresta Amazônica.

Cercados por solo seco e madeira caída, o lugar que chamam de lar foi totalmente destruída pelo desmatamento rápido e cruel de que foi vítima.

Durante o dia, o sol geralmente feroz e implacável é obscurecido por uma fumaça grossa e cinzenta causada por incêndios deliberadamente causados que estão fora de controle em todo o Brasil.

O cheiro que toma conta do ar é de churrasco, causado pelas chamas que consomem vastas áreas da maior floresta tropical do mundo.

Raimundo Mura, líder indígena da tribo Mura, que vive em uma reserva perto de Humaitá, no estado do Amazonas, disse: “Pela floresta, continuarei lutando até a minha última gota de sangue”.

“Todas as árvores tinham vida, todas precisavam viver, cada uma em seu próprio lugar. Para nós isso é destruição. O que está sendo feito aqui é uma atrocidade contra nós.”

A floresta tropical é o lar de cerca de um milhão de indígenas e três milhões de espécies de plantas e animais.

Mas está sendo dizimado a taxas recordes – queimadas ou “limpas” para agricultura e mineração.

Os cientistas registraram mais de 74.000 incêndios no Brasil este ano – um aumento de 84% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Povos indígenas da tribo mura caminham por suas terras devastadas | Foto: Reuters
Povos indígenas da tribo mura caminham por suas terras devastadas | Foto: Reuters

Eles agora podem ser vistos do espaço e mergulharam a maior cidade de São Paulo na escuridão por causa da fumaça pesada.

No total, as chamas criaram uma camada de fumaça estimada em 1,2 milhão de milhas quadradas de largura que se espalha pela América Latina até a costa do Atlântico.

Handech Wakana Mura, outro líder local que vive na floresta, disse: “A cada dia que passa vemos o avanço da destruição – desmatamento, invasão e extração de madeira.

“Estamos tristes porque a floresta está morrendo a cada momento. Sentimos que o clima está mudando e o mundo precisa da floresta”.

A terra está sendo desmatada para agricultura e mineração | Foto: Reuters
A terra está sendo desmatada para agricultura e mineração | Foto: Reuters

“Precisamos da floresta e nossos filhos precisam da floresta.”

Ambientalistas e acadêmicos culparam o governo brasileiro, principalmente o presidente Jair Bolsonaro, por um aumento acentuado no desmatamento da Amazônia.

Cético da mudança climática, Bolsonaro assumiu o poder em janeiro prometendo abrir a Amazônia à mineração e agricultura.

Sua retórica teria incentivado os fazendeiros a queimarem grandes partes da floresta para a produção de carne bovina e soja.

 A terra está sendo desmatada para agricultura e mineração | Foto: Reuters
A terra está sendo desmatada para agricultura e mineração | Foto: Reuters

Camila Veiga, da Associação Brasileira de ONGs, disse: “Os incêndios são consequência de uma política de devastação ambiental, de apoio ao agronegócio, de aumento de pastos.”

Os incêndios estão ocorrendo há cerca de três semanas e uma área do tamanho de um campo de futebol é perdida a cada minuto.

A preocupação global está crescendo, já que a floresta tropical é a chave para combater o aquecimento global por causa da maneira como suas árvores absorvem o dióxido de carbono e liberam oxigênio.

Em grande parte, Bolsonaro ignorou a questão e até mesmo tentou culpar as ONGs ambientais, acusando-as de começar os incêndios.

Um indígena chamado Raimundo Praia Mura, da tribo Mura, em frente a uma área desmatada | Foto: Reuters
Um indígena chamado Raimundo Praia Mura, da tribo Mura, em frente a uma área desmatada | Foto: Reuters

Parlamentares da oposição disseram que os “infernos de fogo” são um “crime contra a humanidade” e culpam as políticas do presidente por alimentar as chamas.

O presidente da França, Emmanuel Macron, chamou os incêndios de “crise internacional” e disse que os líderes do G7 devem iniciar discussões urgentes sobre eles durante a cúpula na França neste fim de semana.

O Sr. Macron twittou: “Nossa casa está queimando. Literalmente. A Floresta Amazônica – são os pulmões do mundo que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta – estão pegando fogo.”

Bolsonaro criticou Macron, reclamando que ele foi alvo de uma campanha de difamação e a mídia explorou os incêndios para minar seu governo.

Vista aérea de troncos cortados ilegalmente da floresta amazônica | Foto: Reuters
Vista aérea de troncos cortados ilegalmente da floresta amazônica | Foto: Reuters

Seu chefe de gabinete, Onyx Lorenzoni, também acusou os países europeus de exagerar os problemas ambientais no Brasil a fim de prejudicar seus interesses comerciais.

As relações entre a Europa e o Brasil estão em baixa, o que tem preocupado o poderoso setor agrícola brasileiro.

Na semana passada, a Noruega se juntou à Alemanha para suspender 60 milhões de dólares em subsídios de proteção da Amazônia, acusando o Brasil de dar as costas à luta contra o desmatamento.

Líderes franceses e alemães também ameaçaram não ratificar um acordo comercial entre a União Europeia e países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) para pressionar o Brasil a cumprir suas promessas ambientais dentro do Acordo Climático de Paris.

Em contraste, o Reino Unido está atualmente em uma missão comercial no Brasil tentando estabelecer laços mais próximos após o Brexit.

A Bolívia, país vizinho do Brasil, também está lutando com incêndios florestais, muitos dos quais acredita-se que foram criados por agricultores que limpam a terra para o cultivo.

A Amazônia abriga cerca de um milhão de indígenas e três milhões de espécies de plantas e animais | Foto: Reuters
A Amazônia abriga cerca de um milhão de indígenas e três milhões de espécies de plantas e animais | Foto: Reuters

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Grupo de 14 ursos famintos entra em vilarejo russo em pleno verão procurando comida

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

Num movimento nunca antes visto nesse número de animais selvagens em conjunto, um grupo de ursos pardos famintos foi visto procurando comida perto da remota aldeia de Takhtoyamsk, no Mar de Okhotsk, no extremo leste da Rússia.

Tendo seus habitats invadidos e diminuídos com a presença humana os animais procuram por alimento nos vilarejos mais próximos, atraídos pelo odor e movimento.

Os moradores receberam orientações de autoridades russas que alertam que os ursos, que estão comendo os restos do processamento de peixes, e como são animais selvagens não devem ser incomodados ou confrontados.

Os 289 moradores de Takhtoyamsk – uma vila de pescadores e renas – foram advertidos a tomar muito cuidado ao se movimentar para não correr o risco de assustar os ursos que podem se assustar e querer se defender, um instinto natural.

Animais não atacam a menos que provocados ou em defesa própria.

Os ursos enfrentaram uma série de confrontos com os russos nos últimos meses, onde os animais acabam sendo mortos ou feridos, inclusive na vizinha região de Kamchatka, onde cerca de 62 ursos pardos foram mortos por humanos.

Embora as autoridades tenham alertado sobre a presença dos animais que estão acessando os lixos na cidade em busca de comida, muitas pessoas se deparam com os animais pelas ruas que assustados acabam atacando ao se sentir ameaçados ou para defender sua comida.

Um dos ursos foi visto andando casualmente pelas ruas no centro da capital regional Magadan.

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

“Mesmo os moradores mais antigos não se lembram de terem visto algo como isso, ursos caminhando pelo centro da cidade”, disse Vadim Uzhvenko, da campanha Animal Welfare.

“Esta é uma situação extraordinária.”

Só na semana passada ocorreram confrontos fatais nas regiões de Kamchatka e Khabarovsk, no extremo oriente russo.

Ao se sentirem acuados ou famintos, e já estando em um território diferente, os animais tendem a ficar em alerta e na defensiva, esse é um instinto presente em todas as espécies, não apenas nos ursos pardos.

O governador de Kamchatka, Vladimir Ilyukhin, defendeu sua decisão de aprovar a morte de 62 ursos afirmando que estava “agindo em defesa da vida humana”.

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

“É claro que, se a vida humana está em perigo, todas as medidas necessárias são tomadas para afastar o animal do acampamento ou matá-lo”, disse ele.

Não menos valiosa que a humana a vida do animal que apenas buscava saciar sua fome, termina de forma trágica.

Mas um urso foi filmado correndo à noite pelo centro da cidade principal na região do governador, Petropavlovsk-Kamchatsky.

Relatórios em várias regiões russas disseram que nunca testemunharam tantos ursos buscando comida em assentamentos e por consequência entrando em confronto com pessoas.

Um motivo é o medo de serem incêndios incontroláveis destruindo o habitat natural dos ursos ao longo de dezenas de milhares de quilômetros quadrados no leste da Rússia.

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Destaques

Bebê elefante tenta desesperadamente acordar sua mãe morta

Foto: Newslions Media
Foto: Newslions Media

As imagens flagram o momento comovente em que um bebê elefante é visto tentando acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O filhote acariciou com sua tromba a cabeça de sua mãe enquanto ela se deitava imóvel no chão na aldeia de Hiran, no estado de Odisha (Índia).

A mãe doente, com o bebê ao seu lado, entrou na comunidade que fica perto da selva de Khalasuni, no distrito de Deogarh.

Inicialmente, os aldeões cuidaram do elefante e do filhote, fornecendo-lhes comida, água e aplicando ervas medicinais nas feridas de sua perna direita e da testa.

Eles informaram os guardas florestais sobre a presença da mãe e de seu filho em sua aldeia.

Segundo os aldeões, a elefanta aparentemente quebrou a perna direita, provavelmente por cair em um buraco. Ela também tinha uma ferida na testa.

Nos primeiros dias, a elefanta mesmo mancando era capaz de se movimentar por conta própria.

Foto: Newslions Media
Foto: Newslions Media

Mas quando a ferida piorou, ela desabou no chão e não conseguiu ficar em pé novamente.

Nas últimas seis semanas, o animal foi submetido a tratamento na aldeia por veterinários e especialistas designados por guardas florestais.

Mas, embora tenham tentado ao máximo curar o elefante, não conseguiram salvar a vida da mãe.

O bebê elefante, inconsciente do fato de sua mãe ter morrido, podia ser visto inocentemente tentando acordá-la em uma cena comovente e triste.

Ameaçados de extinção

Uma avaliação atualizada de um tratado administrado pela ONU Meio Ambiente confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência de elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando alarmantes 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças ilegais e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos Estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio ilegal de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

​Read More
Notícias

Abandono de cães em aldeia de SP se agrava 2 anos após pedido do MP

Foto: Reprodução G1
Foto: Reprodução G1

Há dois anos o Ministério Público Federal recomendou que o Centro de Controle de Zoonoses, da Prefeitura de São Paulo, retirasse dezenas de cães abandonados na Aldeia Guarani, no Jaraguá, Zona Oeste da Capital. Na época, a prefeitura tinha um prazo de 10 dias úteis para se manifestar sobre a recomendação. No entanto, nenhuma atitude foi tomada e a situação se agravou.

A entrada da Aldeia Guarani, no extremo da Zona Oeste, se tornou um lugar onde moradores de outros bairros da cidade abandonam os animais e vão embora. Os índios dizem que os cães são abandonados na aldeia principalmente à noite e de madrugada.

Os índios dizem que cerca de 300 cachorros estão circulando pela aldeia e que eles não têm como alimentar todos os animais. Nelson Soares, líder da aldeia, afirma que às vezes as pessoas abandonam cachorros mais agressivos. “Uma vez já atacaram uma criança. Um desrespeito isso aí”, diz Nelson.

Foto: Reprodução G1
Foto: Reprodução G1

Outro líder da aldeia, Vitor Guarani, afirma que a cada semana pessoas abandonam cerca de 10 cachorros e que os integrantes da aldeia não tem condições de cuidar desses cachorros. “A gente fica muito triste quando vê. A gente fica muito preocupado”, afirma.

A Prefeitura da Capital disse que a responsabilidade de combater o crime de abandono de animais é das policias ambientais. Ainda segundo a Prefeitura, agentes do Centro de Controle de Zoonoses visitam a Aldeia Guarani regularmente, onde acompanham e castram os animais abandonados.

No Parque Água Branca, também na Zona Oeste da cidade, mais cenas de abandono são vistas, mas na maioria dos casos são gatos abandonados.

Foto: Reprodução G1
Foto: Reprodução G1

Em 2013 uma pesquisa realizada pelo IBGE indicou que 44% dos domicílios do país teriam pelo menos um cachorro- uma população estimada em 52 milhões. Mas, nem todos cuidam bem dos seus animais.

Feiras em São Paulo incentivam a adoção de animais. Ali, todos os animais foram abandonados ou sofreram maus tratos e acabaram resgatados por ONGs e voluntários.

Andrea Giuti, fundadora da ONG “Procura-se um cachorro” conta que os animais são cuidados, vacinados e castrados para encontrar uma nova família. “O crime é abandonar, seja em parque ou na rua. A gente pede que não faça isso e que repasse o problema para alguém que está tentando ajudar”, afirma.

Foto: Reprodução G1
Foto: Reprodução G1
Foto: Reprodução G1
Foto: Reprodução G1

Fonte: G1

​Read More
Você é o Repórter

Animais que vivem em aldeia precisam de ração em SP

Marcia Fanin
marcia.fanin@yahoo.com.br

aldeia

Animais abrigados na Aldeia Tekoá Pyau, em SP, correm risco de ficarem sem alimentação devido à falta de recursos. Voluntários que realizam a distribuição do alimento não conseguiram arrecadar o valor suficiente para alimentar os animais. Cães e gatos precisam de doações de ração emergencial. Quem puder ajudá-los entre em contato com a Marcia através do tel (WhatsApp): (11) 9.7554-0748.

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Aldeia Indígena de Jaraguá (SP) ganha unidade veterinária móvel

Por Elaine Paiva (em colaboração para a ANDA)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Em 19 de setembro de 2014, a ANCLIVEPA-SP (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais), implantou uma unidade móvel de atendimento clínico veterinário na Aldeia Indígena Tekoa Pyau, localizada na Estrada Turística do Jaraguá. Esta comunidade sofre com o abandono constante de cães e gatos, que tem causado um grande descontrole da população de animais no local.

Desde a instalação da unidade móvel, que funciona em um trailler, está sendo realizado um levantamento completo dos animais, situação de saúde, microchipagem e os casos mais graves são removidos para a unidade Zona Leste do Hospital Veterinário Público de São Paulo, localizada no Tatuapé, onde passam por exames, cirurgia e medicação adequada.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

De acordo com um dos diretores da unidade, Daniel Jarrouge, que é médico veterinário, a instalação de uma unidade móvel para o tratamento dos animais foi o passo inicial para contornar o problema já existente há alguns anos na aldeia, porém afirmou que os planos da ANCLIVEPA-SP iriam além disso. “Para que as coisas funcionem e todo este trabalho tenha uma continuidade, não podemos parar só no tratamento dos animais, temos que de alguma forma ajudar e orientar as pessoas“, explicou.

Em outubro, o Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo foi aconselhado pelo Ministério Público Federal a providenciar a remoção dos cães existentes na aldeia, alegando que a presença destes animais seria uma ameaça à vida e integridade física de crianças e adolescentes indígenas, além dos próprios animais.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A solução não foi vista com bons olhos pelos moradores da aldeia. “Desde que a unidade móvel chegou aqui, muita coisa mudou. Não acho que retirar os cães seja a solução. Não existem só cães abandonados aqui. Existem cães que têm tutor e não vão deixar que vão embora. E não adianta levar embora, se as pessoas jogam mais. Tem que pensar numa solução completa e além disso, os animais já estão em tratamento“, disse em entrevista o vice-cacique Natalício.

Diante da sugestão colocada pelo Ministério Público Ferderal e do posicionamento da população local, Daniel Jarrouge afirma que a ANCLIVEPA-SP continua realizando os trabalhos iniciados em setembro e já está colocando em prática novas ações para melhorias no local.

Como proposta complementar ao trabalho já realizado, no início de novembro, a ANCLIVEPA-SP iniciou um trabalho de educação e orientação dos moradores da aldeia sobre os cuidados com os animais e higiene pessoal, além disso, contratou dois moradores para que fiquem responsáveis pela limpeza do local.

Em novembro, foram instaladas câmeras de monitoramento em locais estratégicos para evitar o abandono que tem aumentado de forma descontrolada.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Segundo o vice-cacique Natalício, todos os dias animais são abandonados na Rua Comendador José de Matos, 363, que fica em uma das laterais da aldeia. “Estas câmeras devem inibir os infratores, e os que não se sentirem inibidos e continuarem abandonando serão denunciados através das imagens coletadas”, explicou o diretor da unidade, Luciano Giovaninni.

No dia 14 de janeiro, a ANCLIVEPA-SP, realizou a palestra “Saúde e Higiene”, na Aldeia Tekoa Pyau, localizada no Pico do Jaraguá com o objetivo de ajudar as pessoas a cuidarem melhor dos animais e de si mesmas. A falta de higiene já fez vítimas no local. “Isso é muito sério aqui. Há pouco meses, perdemos uma criança por conta de vermes. Muitas ficam doentes”, relatou Sônia Barbosa, agente escolar.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

“Precisamos muito de ações como essas. Porque aqui eles não sabem mesmo e já têm o costume de não fazer a higiene, principalmente com os bichos. Não é que não possa ter animal, pode ter. Mas é preciso cuidar, ter higiene“, disse o educador e morador da aldeia Pedro Luiz Macena.

De acordo como Luciano Giovaninni, novas ações serão realizadas, como melhorias do circuito de câmeras e a contratação de mais um funcionário para a limpeza. O diretor frisa também que está em busca de médicos veterinários que queiram trabalhar no local. “Não é um trabalho voluntário, é remunerado e também vai agregar muito conhecimento ao profissional”, finalizou.

​Read More