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Mãe alce e filhotes são filmados saltando de alegria após receberem água

(da Redação)

Foto: Facebook/Candice Helm
Foto: Facebook/Candice Helm

As temperaturas no Alasca atingiram níveis recordes nos últimos dias, e os humanos não são os únicos a sofrer com o calor. Felizmente, para a vida selvagem também em necessidade de alívio durante os dias com temperaturas acima da média, às vezes há pessoas na região que ficam felizes em ajudar os animais a se refrescarem. As informações são do The Dodo.

No último domingo, Candice Helm notou uma mãe alce e seus dois filhotes andando pela comunidade de Eagle River, aparentando aflição por estarem presos naquele excepcionalmente quente clima de primavera. Mas, ao invés de fazer vista grossa para a pequena família desolada, ela decidiu partir para ajudá-los.

“Eles andavam ao redor da casa e parecia realmente quente”, disse Helm à emissora local KTUU-TV. “Então nós ligamos o sistema de irrigação e eles ficaram felizes”.

Os animais superaquecidos pareceram mais do que gratos pela cordialidade de Helm, que pularam e brincaram na fonte de seu gramado.

Até mesmo a mãe, que responsavelmente vigiava enquanto os seus pequenos se divertiam, não resistiu e uniu-se a eles na brincadeira nas frescas águas providas por Helm.

Pelo seu ato de cortesia e preocupação para com a família de alces, Helm foi agraciada com estas doces cenas das quais, segundo ela, não se esquecerá tão cedo – oferecendo mais uma prova de que o ato de demonstrar bondade para com os animais muitas vezes traz em si a sua própria recompensa.

Veja o vídeo a seguir:

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Destaques, Notícias

Mudanças climáticas estão causando a morte dos alces

(da Redação)

Foto: Stan Honda/AFP/Getty Images
Foto: Stan Honda/AFP/Getty Images

A morte recente de um raro alce albino foi trágica, mas conforme reportagem do The New York Times, todos os alces estão se tornando raros na medida em que se observa suas populações rapidamente declinando.

Há vinte anos, Minnesota tinha duas populações de alces separadas geograficamente. Uma delas desapareceu quase totalmente desde os anos 90, quando caiu de 4 mil para menos de 100 animais.

A outra população, no nordeste de Minnesota, está diminuindo 25% a cada ano e agora restam menos de 3 mil animais dos 8 mil que havia na região.  (A taxa de mortalidade costumava estar entre 8 a 12 por cento ao ano). Como resultado, autoridades de vida selvagem suspenderam toda a caça aos alces.

Em Montana, o número de licenças para caça aos alces em 1995 foi de 769, contra 362 no último ano.

“Algo mudou”, disse Nicholas DeCesare, um biólogo do Departamento de Parques e Vida Selvagem de Montana, que recebeu a tarefa de contar o número de alces em uma parte do Estado. Esse é um dos numerosos esforços ao redor do continente para mensurar e explicar o declínio. “Há menos alces na região, e caçadores estão trabalhando duramente para encontrá-los”.

Como o TreeHugger observou no passado, enquanto os cientistas têm hesitado em apontar uma causa específica para o declínio, evidências sugerem que a mudança climática esteja desempenhando um papel significativo.

Segundo o The New York Times:

“As estações de inverno têm encurtado substancialmente na maior parte da região onde vivem os alces. Em New Hampshire, um longo inverno com menos neve aumentou grandemente o número de uma espécie de carrapatos chamados ‘ticks’, que parasitam os alces. ‘Pode-se ter 100 mil carrapatos em um alce’, disse Kristine Rines, uma bióloga do Departmento de Caça e Pesca. Em Minnesota, os principais agentes ameaçadores são os vermes do cérebro e do fígado. Ambos passam parte de seus ciclos de vida em caracóis, que prosperam em ambientes úmidos. ”

Outra teoria é o stress causado pelo calor. Alces são animais que se adaptam bem ao clima frio, e quando a temperatura sobe acima de 23 graus no inverno, e isso tem acontecido frequentemente nos últimos anos, eles dispendem energia extra para se manter com o corpo frio. Isso pode levar à exaustão e à morte.

Nas montanhas Cariboo em British Columbia, um estudo recente associou o declínio dos alces à morte generalizada das árvores na floresta por uma epidemia causada em pinheiros devido a besouros predadores que prosperam em clima quente. A perda das árvores teria deixado os alces mais expostos a predadores humanos e animais.

Em Smithers, British Columbia, em Abril, um alce morrendo de fome e severamente infestado por carrapatos foi visto vagando pela seção de flores de um mercado. Segundo a reportagem, ele foi morto. Veja o vídeo:

A caça também desempenha um papel na mortalidade dos alces, assim como na dos lobos em Minnesota e em todo o Ocidente.

Cientistas e autoridades afirmam que outros fatores ainda podem ser apontados como responsáveis. Uma vez que a maioria dos alces morre no inverno, os meses seguintes à esta estação podem fornecer algumas pistas.

“É complicado pois há muitas peças neste quebra-cabeças, mas todas poderiam ser impactadas pela mudança climática”, disse Erika Butler, veterinária de vida selvagem do Departamento de Recursos Naturais de Minnesota.

As apostas vão além dos alces propriamente ditos. Conforme coloca a reportagem, “os animais são engenheiros do ecossistema; quando eles manipulam arbustos, por exemplo, eles criam habitat para alguns ninhos de pássaros”.

Outro fator mencionado na reportagem e que nunca falta nas ponderações humanas é o da “contribuição” dos alces para a economia. Em New Hampshire, o turismo para observar alces movimenta 115 milhões de dólares por ano, de acordo com Rines.

As mortes dos alces também são difíceis de estudar, segundo os cientistas. Esses animais são membros da família dos cervos mas, ao contrário destes, são solitários e não andam em rebanhos, por isso é complicado rastreá-los. Além do mais, alces têm altos níveis de gordura corporal, o que faz com que seus corpos se decomponham rapidamente e dificultem a realização ou a eficácia da necrópsia.

Em janeiro, Minnesota começou um estudo de 1,2 milhões de dólares usando tecnologia avançada de monitoramento para encontrar corpos de alces assim que eles morriam. Animais vivos foram capturados e receberam coleiras que forneceriam sua localização a cada 15 minutos, além de dados de temperatura do corpo e batimentos cardíacos. Os alces foram então liberados na natureza e, caso o coração pare de bater, é enviada uma mensagem de texto para um celular que diz: “Estou morto nas coordenadas x e y (de localização)”, informou o Dr. Butler, que conduziu o estudo. As mensagens são monitoradas o tempo todo. Quando um alce morre, um time vai correndo até o local de carro ou helicóptero.

Mark Keech, biólogo, e Tiffany Wolf, veterinária, colocam coleira em alce e recolhem amostras para estudo sobre motivo das mortes desses animais. Foto: Brian Peterson/Minneapolis Star Tribune
Mark Keech, biólogo, e Tiffany Wolf, veterinária, colocam coleira em alce e recolhem amostras para estudo sobre motivo das mortes desses animais. Foto: Brian Peterson/Minneapolis Star Tribune

O problema dos carrapatos de inverno em New Hampshire é particularmente irritante. Os animais perdem muito sangue e podem tornar-se anêmicos. Pior ainda, os carrapatos incomodam os alces a tal ponto que estes chegam a  arrancar muito de seu pelo ao se coçar. Alguns alces perdem tanto cabelo que parecem pálidos, e algumas pessoas os chamam de “alces fantasmas”. Quando chove na primavera, os alces, privados de seus pelos, tornam-se hipotérmicos.

Carrapatos de inverno eclodem no outono, quando começar a subir a bordo de seu hospedeiro. Eles ficam dormentes até janeiro ou fevereiro, quando eles começam a se alimentar, fazer a muda e depois sair.

Alces passam muito tempo se alimentando em lagos, mas o fato de entrarem na água não afoga os carrapatos; pelo contrário, forma uma bolha de ar que permite que os parasitas sobrevivam em imersão.

Os carrapatos são um fenômeno relativamente recente em New Hampshire. Mas a existência dos alces no local também é. Os animais foram caçados até desaparecerem durante o período colonial, e voltaram ao estado apenas na década de 70.

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Notícias

O que está matando os alces de Minnesota (EUA)?

Por Noelia Gigli (da Redação – EUA)

Foto: tipkodi/Flickr

Os icônicos alces de Minnesota estão em tão mau estado que o Estado cancelou a temporada de caça de 2013 na quarta-feira. O rebanho, localizado na região nordeste do estado, foi reduzido a cerca de 2.700 animais, uma queda de 35% com relação ao ano passado e de 65% desde 2008. Apesar de o Departamento de Recursos Naturais de Minnesota (MNDR) ter cancelado a temporada de caça, sublinhou que os caçadores não são os culpados por esta notícia preocupante. “A população estadual de alces tem estado em declínio há anos, mas nunca à taxa precipitada documentada neste inverno”, disse o comissário Tom Landwehr. Ele reafirma a necessidade de conservação da comunidade para melhor entender por que esta espécie emblemática do Norte está desaparecendo.

Embora o declínio acentuado tenha deixado funcionários do estado um tanto perplexos, muitos membros da comunidade de conservação culpam a mudança climática. Doug Inkley, cientista sênior da National Wildlife Federation, explica: “Com as altas temperaturas no verão, alces procuram abrigo em vez de se alimentar. O estado nutricional decai, e eles se tornam mais vulneráveis a doenças e parasitas, causando a mortalidade”.

Minnesota não é o único estado a presenciar um declínio acentuado de alces. Especialistas de New Hampshire afirmam o aumento de carrapatos em 2011, devido a um inverno excepcionalmente quente em 2010. Carrapatos proliferam-se rapidamente, enfraquecendo os alces e causando anemia; os animais chegam a ter até 150 mil carrapatos em suas peles, cinco vezes o valor normal. “Imagine o estado de saúde se você estivesse anêmica, fraca! Sua probabilidade de produzir um bezerro que sobreviva seria pior.” Um biólogo disse a Inkley que, provavelmente, houve 100 por cento de mortalidade de bezerros nascidos na primavera de 2010, em New Hampshire, e uma mortalidade de 40 por cento de alces adultos no inverno de 2011.

O MDNR está liderando uma campanha agressiva para saber mais sobre mortes dos alces, envolvendo perseguições aéreas com helicópteros, coleiras hi-tech e um implante engolido por um animal que monitora o coração de um alce e sua temperatura interna. O implante enviará sinais de retorno para os pesquisadores, o que lhes permitirá localizar um veado morto para estudo antes que lobos o encontrem.

Lou Cornicelli, gerente do MDNR, disse ao Minnesota Public Radio que há “um monte de fatores desconhecidos” sobre a teoria da mudança climática, e que é uma questão complexa. Mas Inkley está muito convencido de que inflexões de temperatura são o principal fator debilitante da espécie, e ele espera que o Congresso pare de enrolar e faça alguma coisa para reduzir as emissões de carbono. Ele critica a liderança do Estado de Minnesota em não reconhecer o clima como a questão-chave. “Minnesota diz que está ficando mais quente, e parasitas estão ficando piores, mas eles não estão ligando os dois”, diz. “Minnesota está sendo cauteloso, mas acho que a escrita está na parede.”

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Notícias

Sérvia quer transformar churrasco de testículos de animais em atração nacional

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Testículos de dezenas de animais são servidos durante o festival. Foto: Reprodução/ Orange News

Enquanto muitos países fazem da cultura e da arte suas principais atrações, a Sérvia, no leste europeu, tem planos de transformar o churrasco de testículos de animais como touro, javali, cavalo, tubarão, avestruz, canguru, burro, peru, cabra, renas e alces em uma atração turística. A ideia é fazer o torneio tão famoso quanto as festas de uísque realizadas na Escócia.

Quem se sentiria atraído para um país por causa de uma barbaridade como essa é difícil saber, mas o fato de as autoridades pensarem nisso indica o grau de crueldade e desrespeito com que os animais são tratados  neste país.

Apesar da crueldade e da bizarrice, o evento já aconteceu sete vezes e se chama Testicle Cooking World Championship. Se você pensar em visitar a região, que tem crescido em popularidade entre turistas, entre em contato com o consulado da Sérvia no Brasil para expressar seu repúdio em relação ao primitivismo desse evento. (http://www.consulados.com.br/servia/)


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Destaques, Notícias

Projeto de lei pretende proibir matança dos bisões que vivem em um parque nacional dos EUA

Por Marcela Couto (da Redação)

Organizações ambientais apresentaram um projeto de lei que, se aprovado, proibirá que os bisões que circulam pelo Parque Nacional de Yellowstone (EUA) sejam mortos pela Guarda do parque e pelo serviço florestal.

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Foto: Yellowstone insider

O projeto, apresentado hoje, argumenta que os guardas locais estão sendo negligentes na proteção dos bisões. O serviço florestal afirma que está matando os bisões para evitar que animais de fazenda criados próximos ao local se contaminem com brucelose, uma doença crônica cuja bactéria se encontra nos bisões e alces do parque.

A decisão de matar os bisões para garantir a exploração de animais de fazenda não faz sentido, já que as bactérias da brucelose estão presentes em todos os animais selvagens da região. Em alces e bisões elas são inofensivas, porém causam abortos em vacas e infecções em outros animais criados para consumo.

Os cientistas americanos também discordam da matança: de acordo com pesquisas, é muito raro que bisões contaminem o gado com brucelose. Os possíveis causadores da contaminação são os alces e estão em grande número na região (cerca de 10 mil). Por esse motivo a guarda florestal acabou elegendo o bisão como vítima.

Mais de 3.300 bisões já foram mortos nos últimos 10 anos. Somente no ano passado foram 1.800 animais.

A lei deverá ser avaliada pelo Juiz Donald Molloy, em Missoula.

Com informações de Yellowstone insider

Nota da Redação: Nada justifica a matança de animais. Com tantas intervenções feitas pelo ser humano nos habitats naturais , os animais acabam por desenvolver doenças que bem provavelmente não existiriam, não fosse pela ação humana. A vida desses e de todos os outros animais deve ser defendida e preservada como um bem precioso. Ainda é tempo de recuperarmos alguma dignididade.

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