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Pai e filho salvam cadela presa em poça tóxica de alcatrão

Pai e filho resgatando Quitran da poça de alcatrão | Foto: Reprodução

Um dia que seria de tranquilidade e descanso para um pai e seu filho, tornaram-se momentos de grande angustia para salvar a vida de um cãozinho.

Pai e filho dirigiam pelo deserto quando encontraram em uma poça com dejetos de alcatrão (uma mistura de substâncias betuminosas, espessa, escura e de forte odor, que se obtém da destilação de certas matérias orgânicas, principalmente de carvão, ossos e de algumas madeiras resinosas em sua maioria toxica), uma criatura se movendo, no momento que aproximaram perceberam que se tratava de uma cadelinha, se afogando em meio a lama sufocante.

A cadela estava exausta depois de se esforçar para não afundar na poça. Horrorizados com a situação, pai e filho apressaram-se para salvar o cão. Eles pegaram um pneu para proteger o perímetro ao redor da cachorrinha e facilitar o resgate. Mesmo assim, em uma das tentativas o pobre animal quase afundou, mas finalmente a cadela foi resgatada.

Quitran coberta por alcatrão | Foto: Reprodução

Apesar do resgate, a cadela estava delirando devido à toxicidade da gosma negra que cobria todo seu corpo. Então, logo eles levaram-na para o veterinário. No local eles a deram o nome de Quitran (palavra local para “alcatrão”).

Após horas de limpeza para que o alcatrão fosse removido da pele de Quitran é que foi conseguido limpa-lo por completo. Porém a pobre cachorrinha estava com a pele dolorida e ainda infectada pelo produto. Os veterinários também analisaram o estado de saúde dele, e concluíram que seus rins e fígados estavam muito comprometidos.

Quitran antes e depois de retirar o alcatrão que cobria seu corpo | Foto: Reprodução

Ela precisou tomar antibióticos fortes para conseguir se recuperar, e ficou sob os cuidados da clínica veterinária. Após Quitran lutar pela vida, ela foi adotada pelo pai e filho que a resgataram, e vive uma vida saudável apesar de toda a luta para sobreviver.

Os moradores da região comentam que frequentemente encontram cães mortos e esqueletos nesta poça de alcatrão. O que indica descuido e descaso das autoridades mediante ao risco toxico tanto para seres humanos, quanto animais.


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Histórias Felizes, Notícias

Oito filhotes de cachorro cobertos de alcatrão são resgatados

Oito filhotes foram resgatados por voluntários no sudoeste da Índia após serem encontrados completamente cobertos de alcatrão tóxico. Os filhotes foram encontrados nas ruas de Tirur, no estado indiano de Kerala, cobertos do nariz às patas pela substância densa e preta.

Foto: Humane Society India

Acredita-se que um barril do material desmoronou em cima deles enquanto eles dormiam e que os filhotes estavam tentando sobreviver por cerca de oito horas antes de serem encontrados.

Um morador local conhecido apenas como Sr. Jaleel contatou os socorristas de animais da Humane Society International (HSI) na Índia. A equipe de voluntários passou horas limpando e esfregando os filhotes com óleo vegetal. Graças a sua determinação e esforço, os filhotes ficaram livres do alcatrão e puderam se reunir com a mãe.

Foto: Humane Society India

Sally Varma, da HSI India, disse: “Esse foi um esforço incrível da comunidade, porque não há absolutamente nenhuma dúvida de que esses filhotes teriam morrido se a população local não houvesse vindo em seu socorro.”

Esses pequenos filhotes ficaram cobertos de alcatrão por muitas horas, e estavam exaustos e sobrecarregados pelos vapores nocivos.

“Eles tinham alcatrão cobrindo seus olhos, e em seus narizes e bocas, então certamente teriam perecido se não fosse por essas pessoas que se compadeceram.”

Foto: Humane Society India

“Os oficiais de bem-estar animal da HSI se recusaram a desistir e trabalharam incansavelmente para remover o alcatrão. Foi emocionante ver esses filhotes doces voltarem à vida e serem amamentados pela mãe depois da provação.”

Em duas semanas, os filhotes terão idade suficiente para serem vacinados e castrados pela HSI, antes de serem devolvidos a Tirur, onde os habitantes locais estão ansiosos para cuidar deles.

Foto: Humane Society India

Robert Tigga, um dos funcionários da HSI Índia que ajudou os filhotes, disse: “Ver essa comunidade cuidar desses filhotes de rua com tal gentileza realmente nos deixa felizes porque Kerala teve uma história muito conturbada com o assassinato brutal de cães.”

“Trabalhamos nessa área há alguns anos castrando cães abandonados e promovendo o bem-estar animal, então esse esforço conjunto para salvar os filhotes realmente parece que estamos vendo uma atitude mais humana em relação a esses cães.”

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Notícias

Cão é salvo após ser coberto com substância tóxica na Argentina

Um cão, batizado de Petróleo, foi coberto por alcatrão, uma substância viscosa feita de carvão vegetal ou mineral considerada tóxica, que ele já havia começado a ingerir. A vida dele estava em risco, até que um grupo de veterinários decidiu se unir para salvá-lo.

O cão ficou coberto pela substância tóxica
O cão, batizado de Petróleo, foi vítima da crueldade humana (Foto: Reprodução / Facebook)

Dois jovens caminhavam por Monte Chingolo, na Argentina, quando se depararam com o cão coberto por alcatrão. Desesperados, eles fizeram sinal a uma viatura policial que passava pelo local. Quando o agente se deu conta da gravidade da situação, colocou rapidamente Petróleo na viatura e o levou a uma clínica veterinária da cidade, onde os voluntários da Zoonoses Lanús o trataram.

“Não sabemos como ele acabou assim e ninguém sabe, mas pensamos que tenham tirado ele do alcatrão quando estava submerso na substância. Não há um pedaço do corpo dele que não tenha alcatrão”, disse Myriam Ortellado, coordenadora da Zoonoses Lanús, na página do Facebook da organização.

Ao chegar na veterinária, o cão passou por um processo de limpeza que durou cinco horas e ninguém sabia se ele iria sobreviver.

“Nós compramos uma série de coisas, olhamos tutoriais e fomos testando a eficácia de cada produto. No começo não saia com nada, mas depois começou a sair quando passamo óleo. Acabamos usando 5 litros. Primeiro com os dedos e depois com espátulas para facilitar tarefa. Após 3 horas de trabalho conseguimos limpar apenas 30% do corpo dele. Começamos a ficar desanimados”, afirmou Ortellado.

Mas, de repente, a substância tóxica começou a ceder e a esperança voltou aos corações dos salvadores. “De repente, a substância começou a cair muito mais. Nós percebemos que era preciso mais paciência do que produtos. Na segunda lavagem, usamos detergente com óleo, o que se tornou uma mistura muito eficaz. Foram quase 5 horas de limpeza ininterrupta”, contou a voluntária. Naquele dia, eles conseguiram limpar 80% do corpo de Petróleo.

Após isso, os salvadores medicaram o cão, passaram colírio em seus olhos e deram bastante água a ele. No dia seguinte, o processo de limpeza continuou e ele passou novamente por atendimento veterinário para checar a fundo seu estado de saúde. Sua aparência estava melhor, mas ainda havia o risco de ele ter processo de intoxicação, devido a ingestão do alcatrão.

Quatro dias depois, os funcionários comemoram a recuperação de Petróleo que voltou a ser um cão cheio de alegria. Agora, ele está em busca de uma família que dê a ele todo amor e carinho que faltaram durante todos esses anos.

Sem o alcatrão, o cão voltou à sua aparência dócil
Após quatro dias de tratamento intensivo, o cão se recuperou completamente (Foto: Reprodução / Facebook)

Veja a seguir o vídeo do tratamento que Petróleo passou:

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Notícias

Cães de fumantes apresentam alterações significativas no organismo

(da Redação)

Um estudo mostra que animais domésticos são vítimas dos problemas causados pelo hábito de fumar de seus tutores.

O médico veterinário Marcello Roza, autor da pesquisa, examinou durante dois anos 30 cães da raça yorkshire, sendo que metade deles morava com tutores que tinham por hábito fumar pelo menos 20 cigarros por dia.

Inicialmente, os animais, 18 machos e 12 fêmeas, passaram por um exame de dosagem da enzima cotinina, um teste feito com a urina para comprovar ou descartar a exposição dos cães à nicotina e ao alcatrão, substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro.

“Isso foi feito para mostrar que tais substâncias estavam presentes no organismo dos animais, uma vez que existia a possibilidade de o cão viver em uma casa de fumantes, mas não ingerir a fumaça”, afirma Roza.

Em seguida, os animais foram submetidos a um lavado broncoalveolar, exame em que foi colocado soro fisiológico no pulmão para a retirada de células do órgão. Verificamos, no material colhido, alterações significativas e prejudiciais aos animais”, disse o autor da pesquisa.

“A primeira alteração foi o aumento de duas células de defesa, os linfócitos e os macrófagos, além de detectarmos a presença de antracose”, concluiu. Roza explica que a antracose é uma alteração perigosa, precursora de outros problemas pulmonares.

Com base nas informações obtidas, o pesquisador verificou que, apesar de ainda não terem desenvolvido doenças clínicas sérias, a grande maioria dos cães considerados fumantes passivos apresentava problemas de saúde que poderiam gerar graves complicações no futuro, como, por exemplo, o desenvolvimento de câncer de pulmão.

“Oito animais apresentaram antracose, enquanto não foi verificada nenhuma alteração pulmonar nos 15 cães que serviram como controle”, ficou constatado.

O cão como fumante passivo:

Efeitos da exposição à fumaça ambiental de cigarro em cães domésticos, autorizado pela Comissão de Ética em Pesquisa Animal do Instituto de Ciências Biológicas (IB), da Universidade de Brasília (UnB), foi apresentado como dissertação de mestrado na Faculdade de Medicina da UnB, orientada pelo chefe de pneumologia do Hospital Universitário de Brasília, Carlos Alberto Viegas.

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