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Albatrozes morrem em ilha do Pacífico com plástico no estômago

Foto: Chris Jordan

O fotógrafo e cineasta americano Chris Jordan registrou imagens difíceis de encarar, em uma remota ilha no Oceano Pacífico Norte, Midway Island. Chris captou vários albatrozes mortos por ingestão de lixo plástico.

Vários corpos de pássaros em decomposição são mostrados de forma chocante nas imagens. A poluição plástica é responsável pela morte de milhares de albatrozes na ilha, que fica a 3,2 mil quilômetros do continente mais próximo, à oeste dos Estados Unidos.

Os plásticos chegam à ilha pelas correntes marítimas, e são clara consequência de irresponsabilidade humana no descarte de lixo e gestão de resíduos.

As imagens foram gravadas para o documentário Albatross, feito por Jordan, que visitou a ilha pela primeira vez em setembro de 2009. O cineasta gravou na ilha Midway pois albatrozes não têm predadores naturais, portanto não demonstram medo próximos a seres humanos, o que foi uma oportunidade para a gravação das imagens. Assim, conseguiu imagens dolorosas de albatrozes mortos por plásticos bem de perto.

Pássaros em decomposição são mostrados com seus estômagos cheios de resíduos plásticos, enquanto filhotes jovens são fotografados já cercados por detritos de lixo, claramente uma ameaça para todos da espécie de pássaros.

O documentário denuncia em escala global as consequências do lixo plástico nos oceanos. Falando para o The Guardian, Jordan disse: “[O plástico] dura para sempre, mas jogamos fora depois de um único uso”, lamentando o alto consumo de plástico por seres humanos.

Foto: Chris Jordan

“Não é tão simples inspirar indivíduos a fazer pequenas mudanças. Temos que reconhecer que os indivíduos não podem fazer diferença. Quando 100 milhões de pessoas decidem fazer algo diferente, é quando mudanças reais acontecem”, aclamou o cineasta, esperançoso de mudanças no mundo, incentivando a substituição de plástico nos hábitos rotineiros de consumo humano.

Comentando sobre o documentário, Rebecca Hosking, que visitou o atol durante as filmagens, disse para a BBC: “Qualquer pai ou mãe albatroz quer sustentar seu bebê, e por isso albatrozes chegam a ir longe para alimentar seus filhos. Mas eles estão alimentando-os com plástico tóxico e afiado, porque eles o confundem com lula ou choco multicolorido perto da superfície do oceano. É horrível”.

Foto: Chris Jordan

O The Daily Mail conta que relatos exemplificaram os tipos de lixo plástico encontrados na ilha. Escovas de dente, isqueiros, brinquedos, garrafas de cerveja e até mesmo garrafas de molho de soja que acompanham sushis para viagem f. “São todas as coisas que usamos todos os dias, e é inacreditável o que essas aves podem colocar em suas goelas – uma delas engoliu um cartucho de tinta”, lamentou Rebecca.

O fotógrafo e produtos do documentário Chris Jordan disse que espera que as imagens chocantes obriguem as pessoas a se envolverem emocionalmente com os problemas que o plástico está causando em escala global.

Foto: Chris Jordan

Tomando atitudes

O mundo ainda produz quantidades exorbitantes de plástico para consumo rápido humano. É assustador o impacto que os resíduos desse tipo de lixo causam na vida de animais, e não só albatrozes, mas incontáveis espécies de aves, milhares de espécies da vida marinha e até mesmo animais domésticos.

Imagens Stock

Apenas ultimamente algumas atitudes de larga e ampla escala tem sido tomadas pelo mundo em uma batalha contra os lixos plásticos nos mares. O Reino Unido anunciou recentemente uma aliança internacional com diversos países e um investimento superior a 61 milhões de libras na batalha contra a poluição plástica. Melhoramentos em gestão de resíduos, pesquisa científica e redução do uso de plástico estão sendo planejados, visando diminuir o impacto humano na vida de animais como albatrozes e incontáveis outras espécies que sofrem com o lixo plástico.

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Albatrozes estão ameaçados; Segundo dados, cerca de 320 mil aves marinhas morrem por ano no Brasil

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Divulgação

As ameaças enfrentadas por populações de albatrozes e petréis ao redor do planeta e as ações de conservação serão discutidos em La Serena, Chile, durante toda a semana, até sexta-feira (13/5).

A reunião é promovida pelo Conselho Consultivo do Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Acap) e participam representantes do Brasil e de mais 12 países-membros.

O Acap atua para estimular a conservação de albatrozes e petréis, por meio da coordenação de atividades internacionais destinadas a mitigar ameaças já conhecidas que afetam suas populações. O Acordo abrange 22 espécies de albatrozes, sendo que sete delas ocorrem no litoral brasileiro, nove são de petréis, sendo três de ocorrência nacional.

Ao analisar a importância desse acordo para a conservação das aves, o diretor de Espécies do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ugo Vercillo, explica que “o Acap representa um compromisso dos países para assegurar a proteção dessas espécies, que estão ameaçadas pela ação do homem”. E mais, diz ele: “O Acordo simboliza a comunhão de esforços entre países para salvar as duas espécies da extinção”.

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Ameaças
A cada ano, pelo menos 320 mil aves marinhas morrem afogadas após serem capturadas por anzóis e espinhéis nos mares mundo afora. Dessas, aproximadamente 100 mil são albatrozes, segundo dados da Birdlife International, ONG dedicada à conservação da natureza do planeta, presente em 120 países. Por essa razão, várias dessas espécies estão ameaçadas de extinção. Com base na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, produzida pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil (Portaria MMA nº 444/2014), cinco das sete espécies de albatrozes de ocorrência no litoral brasileiro, e duas espécies de petréis apresentam algum grau de ameaça de extinção.

O acordo de conservação de albatrozes e petréis está em vigor desde fevereiro de 2004, sendo que o Brasil faz parte do Acap desde de 2009 (Decreto nº 6.753/2009). E para internalizar os termos desse acordo internacional, o país instituiu o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Planacap). Esse instrumento prevê várias ações destinadas a reduzir as ameaças que albatrozes e petréis sofrem nas áreas de reprodução, como doenças e espécies invasoras, e de alimentação, em função das capturas incidentais em pescarias oceânicas e da poluição.

Prevenção
No conjunto das ações brasileiras está a normatização de atividades que causam impactos às populações dessas duas espécies de aves marinhas. Com base nisso, em outubro de 2014, após um processo de construção com o setor pesqueiro, foi lançada a Instrução Normativa Interministerial n° 7. A INI estabelece medidas voltadas à diminuição da captura incidental de aves marinhas por embarcações pesqueiras no mar territorial e águas internacionais ao Sul de 20º S, entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul, até a fronteira com o Uruguai, e que atuam na modalidade espinhel horizontal de superfície.

A partir desse novo marco regulatório, as embarcações tiveram de empregar medidas preventivas obrigatórias. Entre elas estão a adoção de um regime de peso padronizado, capaz de fazer o anzol afundar mais rapidamente; a largada noturna do espinhel, período do dia em que há menor número de aves à espreita; e o uso de linhas espanta-aves (tori line), formada por fitas coloridas suspensas, destinadas a espantar as aves na hora de lançar o espinhel, um aparelho que contém iscas para atrair os peixes.

A analista ambiental do MMA, Thaís Evangelista Coutinho, estará presente ao evento do Acap e explica que a participação nesse evento “permitirá uma maior troca de experiências nas ações relativas à conservação de albatrozes e petréis, bem como permitirá a coordenação de atividades entre os países-membros, para que busquem a conservação das espécies tanto nas suas áreas de alimentação como na de reprodução”.

Essas medidas também estão previstas no Guia de Melhores Práticas do Acap e são recomendadas para adoção pelos países-membros. E o Brasil apresentará, nesse encontro do Chile, a implementação da INI n° 7/2014, além de discutir outras ações necessárias à conservação das duas espécies, tanto em âmbito nacional, como no caso de outras ações que necessitem de apoio e cooperação internacional.

Viagem longa
Durante a semana que antecedeu o encontro do Comitê Deliberativo do Acap, houve a reunião dos Grupos de Trabalho de Pesca Incidental (de 2 a 4/5) e de Populações e Tendências (em 5 e 6/5). Na ocasião, foram discutidos os aspectos técnicos relativos às duas áreas para decisão final no Conselho Deliberativo. Representantes brasileiros também participaram dos encontros desses dois GTs.

Dados do Projeto Albatroz, no Rio Grande do Sul, mostram que um albatroz é capaz de percorrer até mil quilômetros num único dia em busca de alimento. E todo ano, entre os meses de julho e agosto, há uma maior presença das aves por essas bandas, interagindo com as embarcações que navegam no mar territorial brasileiro, a partir das águas capixabas.

 

Fonte: Farol Comunitário

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Após tratamento, albatrozes são libertados na Praia do Cassino

Albatrozes foram libertados na praia do Cassino (RS) (Foto: William Silva/RBS TV)
Albatrozes foram libertados na praia do Cassino (RS) (Foto: William Silva/RBS TV)

Quatorze albatrozes foram soltos nesta segunda-feira (15) após serem tratados por profissionais do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). As aves ficaram no Cram por 17 dias, depois de aparecerem debilitadas em São José do Norte, junto com seis tartarugas e cinco pinguins.

O processo ocorreu na Praia do Cassino e durou cerca de 40 minutos. Os albatrozes são animais oceânicos que vêm para o Sul do Brasil apenas para se alimentar.

Segundo ambientalistas, uma tempestade em alto mar trouxe os animais para a beira-mar. Eles foram resgatados por pesquisadores do Parque Nacional da Lagoa do Peixe no fim do mês passado. Outros 14 albatrozes permanecem no Cram em recuperação.

Fonte: G1

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Albatrozes são mortos pelo lixo humano

O Atol de Midway, um conjunto de três pequenas ilhas no Pacífico Norte, é local de uma das maiores tragédias ambientais do mundo: a lenta agonia e morte de milhares de albatrozes que se alimentam do lixo que flutua, principalmente no que está sendo chamado de Pacific Garbage Patch, uma sopa de milhões de toneladas de lixo formado por plásticos. Uma equipe formada por cinegrafistas, fotógrafos e equipe de produção, liderados pelo cineasta norte-americano Chris Jordan, produziram um documentário sobre esta questão, chamado Midway.

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Diversas aves são mortas pela intervenção humana no meio ambiente

Por Juliana Meirelles (da Redação)

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Nós reduzimos, reutilizamos e reciclamos, e ainda nossas tampas de garrafas de plástico e bugigangas matam muitos animais selvagens bebês. O que mais podemos fazer?

Este vídeo mostra uma grande parte do problema em menos de quatro minutos e com poucas palavras. A experiência, que capta a vida e a morte de albatrozes tão jovens que ainda estão envoltos em penas cinzentas aveludadas. O filme, que é um trailer do novo filme de Chris Jordan chamado Midway, foi filmado numa ilha a 3200 quilômetros do continente mais próximo. Isso não é longe o suficiente para proteger as aves selvagens de nosso lixo.

Como o plástico se transforma em perigo mortal para as aves?

Mas estamos reciclando plástico, certo? Nova Iorque, lar de milhões de consumidores de água engarrafada, recentemente começou a reciclar todo o plástico rígido, e muitas outras regiões já o fizeram. Bem, isso foi útil, mas a partir deste ano, está sendo menos útil.

Empresas norte-americanas acreditam que a reciclagem de plástico não paga bem, de modo que o material que nós separamos do nosso lixo foi embarcado para a China, onde ele poderia ser processado de forma mais barata, mas houve inconvenientes. Transportar o lixo através do oceano se tornou um problema ecológico no combustível consumido e vida marinha morta no caminho. As oficinas que fazem a maioria de reciclagem de plástico da China “não têm instalações para o tratamento de águas residuais, antes que caia nos rios locais.” Mas o sistema conseguiu manter um pouco do material descartado fora dos aterros.

Até agora. A partir deste ano, os plásticos numerados de 3 à 7 “estarão absolutamente indo para um aterro sanitário”, diz David Kaplan, CEO de uma empresa de reciclagem pós-industrial norte-americana. A China parou de importar lixo de plástico em sua nova Política da Cerca Verde, no que cidadãos americanos têm parte da culpa. 20% dos itens que jogamos em nossas lixeiras de reciclagem de plástico não foram lavados ou não são recicláveis. Processadores chineses tiveram que enterrar ou queimar esse material, poluindo o ar e fazendo crescer seus aterros sanitários.

A única maneira de manter a reciclagem de nossos materiais​​, Kaplan diz, é encontrar uma maneira de processá-los economicamente no próprio país de origem. Isso realmente deve ser mais fácil de fazer com o mercado chinês fechado. Processadores americanos não irão enfrentar a concorrência de mão de obra mais barata do país asiático e normas de segurança frouxas. Eles agora podem ganhar dinheiro, pagando salários dignos e não poluindo o ar e a água da maneira que os processadores chineses fazem.

Quem sabe o que os processadores americanos vão fazer com o material contaminado, se e quando eles começarem a reciclar nosso plástico descartado? Melhor não descobrir: lavar os recipientes antes de lança-los na lata de reciclagem.

Mesmo se os programas de reciclagem de plástico voltar a trabalhar, porém, os pássaros ainda irão morrer. O problema é um vórtice monumental de lixo, incluindo massas de plásticos, que rodam em torno de suas casas. Mamãe e papai vão pescar, pegam um pouco de plástico em vez de comida, e o passam para Junior. Com a barriga cheia de plástico, Junior não consegue digerir os alimentos. Logo tudo o que resta dele são algumas penas, um bico, uma coluna, e uma pilha de tampinhas de garrafa onde seu estômago costumava ser. Um em cada três filhotes de albatroz morre ao comer plástico.

Quase a metade de todo nosso plástico não encontra o seu caminho para uma usina de reciclagem ou um aterro. Em vez disso, se junta ao lixo pela água que está matando albatrozes e outros animais selvagens: a Grande Mancha de Lixo do Pacífico. Se não fosse na água, seria o maior aterro sanitário do mundo. As coisas que as pessoas jogam no chão são levadas pela água a esgotos e através de cursos de água no oceano, onde são atraídos para um dos vórtices de lixo (o a Mancha do Pacífico não é a única).

No fim das contas, estamos de volta a reduzir, reutilizar, reciclar. Para salvar os albatrozes, precisamos evitar a poluição do ar e da água, parar o crescimento dos aterros, precisamos usar menos plástico, reutilizar o que temos para evitar a necessidade de nova utilização de plástico e reciclá-lo quando acabamos de usar para que ele possa ser transformado em um novo item. E mais uma coisa: para deter o crescimento da Grande Mancha de Lixo do Pacífico e armadilhas mortais semelhantes, precisamos parar de jogar lixo no chão. Plástico vai à lixeira reciclável de plástico. Se não houver uma, ele vai para o lixo. Caso contrário, ele vai para um pássaro bebê e termina sua vida.

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Ativista brasileiro embarcado em navio da Sea Shepherd relata os dias após o confronto

(Relato de George Guimarães)

Arpoeiro japonês persegue o Steve Irwin da Sea Shepherd. Foto: George Guimarães

Durante os últimos quatro dias temos um arpoeiro japonês constantemente na traseira do Steve Irwin e outro na traseira do Bob Barker, que nos acompanha a uma distância grande, em outra latitude, continuando assim a varredura em busca do navio-fábrica. A parte boa de eles estarem nos seguindo para passar as coordenadas sobre a nossa posição ao navio-fábrica é que, enquanto eles estão fazendo isso, não estão caçando. A parte ruim é que enquanto estão fazendo isso, não conseguiremos encontrar o navio-fábrica.

Foto: George Guimarães

Nosso grande trunfo continua sendo o Gojira (que significa Godzila em japonês), nosso barco veloz que consegue facilmente deixar qualquer um dos navios da frota baleeira comendo água gelada. Por isso, ele consegue manter-se livre para buscar pelo navio-fábrica. Para nós que estamos a bordo dos navios maiores, a estratégia pode ser a de mantê-los seguindo-nos até o final da temporada (no mês de março, que é quando a água começa a congelar, impossibilitando a navegação) ou a de desabilitá-los para que possamos continuar a busca. Estamos fazendo um pouco de cada.

O clima por aqui muda constantemente. Em uma única hora, ele muda de ensolarado, para nublado, para nevado. O temperamento da água muda igualmente, de calmo para agitado, de liso para ondulado. Só a temperatura é que se mantém mais estável, sempre um pouco abaixo de zero grau Celsius. Esses dias têm sido repletos de vistas de icebergs, albatrozes e… baleias! Em dias anteriores, havíamos avistado muitos jatos de baleias (resultantes da sua respiração), mas nos últimos dias eu pude finalmente avistá-las! Um dia uma, outro dia outra, hoje duas de uma só vez, uma delas até me mostrou a sua cauda! É reconfortante vê-las nadando, sabendo que não estão sendo mortas graças à nossa presença, mas é também preocupante testemunhar como elas poderiam ser alvo fácil dos arpões armados com explosivos que mancham de vermelho as águas puras e cristalinas dessa região remota do planeta.

Foto: George Guimarães

Em qualquer batalha há vantagens e desvantagens para ambos os lados, do contrário um dos lados não se disporia a ela. No caso dessa Guerra Gélida, nossa principal vantagem é a paixão que carrega cada um dos voluntários que se dispõe a dedicar seu tempo e sua energia, e a abrir mão do seu conforto e da sua segurança, para estar aqui, na certeza de que essa é a coisa certa a ser feita. A cada ano, voltamos à Antártida mais fortes, e os baleeiros voltam mais fracos. Com uma campanha bem-sucedida nesse ano, eles voltarão para casa sem ter derramado uma gota de sangue e com isso terão o maior prejuízo econômico de toda a sua história. Com isso, essa poderá muito bem ser a última campanha da qual as baleias precisarão, pois enquanto estivermos aqui, nenhuma baleia será morta na Antártida!

Mais informações no blog Guerra Gélida .

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