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Uma das maiores águas-vivas que habitam o oceano é vista na Inglaterra

Uma água-viva gigante, da espécie água-viva-barril (Rhizostoma pulmo), foi encontrada no litoral de Falmouth, em Cornualha, na Inglaterra. Trata-se de uma das maiores espécies de água-viva existentes no oceano.

Imagem: Dan Abbott/Wild Ocean Weekregistr

Do tamanho de uma pessoa adulta, a água-viva foi vista pela bióloga e mergulhadora britânica Lizzie Daly durante a gravação de um programa da BBC para vida selvagem.

O encontro da mergulhadora com o animal marinho foi descrito por ela como “de tirar o fôlego”. Lizzie publicou uma foto, nas redes sociais, na qual aparece ao lado da água-viva. A presença da mergulhadora na imagem faz com que seja mais fácil reconhecer o porte do animal ao compará-lo ao tamanho da bióloga.

“Que experiência inesquecível. Eu sei que a água-viva barril fica muito grande, mas eu nunca vi nada parecido antes”, disse Lizzie, que classificou a experiência como a melhor que ela já teve.

Apesar de ser uma das maiores águas-vivas encontradas no oceano, a água-viva-barril não costuma ultrapassar um metro de extensão, nem pesar mais de 25 quilos.


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Água-viva de até 20kg é flagrada na Inglaterra

A água-viva pode pode pesar até 20kg
A água-viva pode pode pesar até 20kg

Uma água-viva que mede cerca de um metro de diâmetro e pode pesar até 20kg foi flagrada nas águas da Cornualha, no sudeste da Inglaterra.

Matt Slatter, da Cornwall Wildlife Trust, uma organização que cuida da preservação e conservação da vida selvagem na região, capturou imagens do animal quando nadava com seu cachorro na barra do rio com o mar.

Fonte: BBC Brasil

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Empresa vende água-viva como animal doméstico

As águas-vivas são as vítimas da vez no triste mercado de animais capturados para serem explorados por empresários sem consciência. Animais invertebrados que fazem parte do equilíbrio do ecossistema marinho, estão sendo criados pelo seu valor estético. Elas são retiradas do habitat natural para viverem em aquários como objeto de decoração de uma casa. Nadando em aquários iluminados, as águas-vivas agora adornam uma sala tão bem como um quadro ou uma lâmpada colorida, é o que acredita o empreendedor americano Alex Andon, cuja empresa Jellyfish Art (Arte de água-viva, em uma tradução livre) faturou US$ 250 mil em 2010 vendendo aquários e águas-vivas.

Foto: Divulgação/ PEGN

Animais frágeis, as águas-vivas se liquefazem, literalmente, se colocadas em aquários não apropriados. Elas não possuem ossos e 95% do seu corpo é composto por água. Em um tanque comum, elas são sugadas pelos filtros e despedaçadas. Para não se dissolverem, é preciso haver um conjunto de mecanismos que espirre um jato de água na direção contrária todas as vezes que o animal passar por perto do filtro. Além disso, são animais que se alimentam de plânctons – inviável para quem cria uma água-viva em cativeiro. Por isso, Andon está criando algas e as congelando para vender aos clientes como alimento para seus mascotes.

Com informações da Revista Pegn

 

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China cria programa para proteger água-viva rara

Uma espécie primitiva de água-viva foi encontrada em grande número em um lago no leste da China.

Os cientistas que fizeram a descoberta disseram que os animais podem ser consideradas um verdadeiro fóssil vivo.
Acredita-se que esse tipo de água-viva tenha surgido no planeta há milhões de anos, antes mesmo dos dinossauros.

A descoberta vai ser muito importante para pesquisas sobre evolução, por causa dos genes únicos das águas-vivas.
Por serem extremamente frágeis, o governo local criou uma força-tarefa para monitorar e proteger os animais.

Tipo de água-viva é considerado um 'fóssil vivo'. Foto: Reprodução/ BBC

Veja o vídeo:

Fonte: BBC

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Conheça o mundo fascinante das águas-vivas

O que você diria se alguém sugerisse que você segurasse uma água-viva?

Bom, dependendo de qual espécie estivermos falando, você não precisa se preocupar. Você com certeza sabe pouco sobre esses animais incríveis, se só conhece o fato delas picarem e queimarem.

A experiência de Natalie Anger com águas-vivas é boa. Ela pegou na mão a medusa-da-lua, de sete centímetros de largura, e logo seu medo se tornou fascínio. A água-viva brilhou. Com seus tentáculos retraídos, parecia uma criatura redonda translúcida, firme e viscosa.

“O veneno de uma medusa-da-lua comum é muito fraco”, disse Anders Garm, que estuda águas-vivas. “Você tem que beijá-la para senti-lo”. Quanto a isso, não há perigo, não? Natalie não pretendia beijá-la, ainda assim a água-viva deixou um presente na palma de sua mão: uma película pegajosa surpreendentemente difícil de remover.

Foto: Divulgação

A água-viva parece o “estrangeiro” do reino Animal. Onde está sua cabeça, seu coração, suas costas, ou mesmo sua frente, seus órgãos? No entanto, por mais emblemática que seja, ela merece sua posição.

Grupo diversificado de milhares de espécies encontradas em todo o mundo, as águas-vivas são absurdamente antigas, datando de 600 a 700 milhões de anos ou mais. Isso é aproximadamente o dobro da idade dos peixes ósseos e dos primeiros insetos e três vezes a idade dos primeiros dinossauros.

“As águas-vivas são os animais de múltiplos órgãos mais antigos da Terra”, disse David J. Albert, especialista em água-viva. Ainda assim, não sabemos quase nada sobre elas.

Elas foram ignoradas ou mal compreendidas pela ciência por muito tempo. Agora, uma série de novos estudos descobriu que há uma complexidade muito maior nessas criaturas.

Por exemplo, pesquisadores descreveram recentemente o sistema visual incrível da água-viva mortal, na qual uma matriz interativa de 24 olhos de quatro tipos distintos (dois deles muito semelhantes aos nossos próprios olhos) permitem que ela navegue como um marinheiro experiente pelos manguezais que habita.

Como elas evoluíram para esses olhos? Eles têm córnea, cristalino e retina, como os de humanos, e ficam suspensos em pedúnculos com cristais pesados numa ponta, uma espécie de giroscópio para garantir que eles estejam sempre apontados para cima. O cristal funciona como peso: não importa como a água-viva se reoriente, o pedúnculo dobra e os olhos são virados para cima.

E por que olhar fixamente para o céu? Os pesquisadores determinaram que ela olha para cima buscando orientação navegacional. Os animais vivem e se alimentam entre as raízes subaquáticas das árvores de manguezais sombrios. De noite, afundam no leito lodoso da laguna. De manhã, precisam voltar às raízes ou passar fome. Elas rumam à superfície e os olhos voltados para cima vasculham o céu, até encontrar a copa das árvores do mangue.

A água-viva também não está tão distante do sistema nervoso central que os vertebrados superiores têm tanto orgulho de possuir. A distribuição das células de uma água-viva pode ser mais difusa, comparativamente a de um animal com um cérebro e medula espinhal óbvia, mas ela é muito mais que isso.

Recentes investigações detalhadas de arquitetura e atividade neural do animal revelam indícios de “condensação neuronal”, lugares onde os neurônios se aglutinam para formar estruturas distintas que funcionam como centros de integração – recebendo informação sensorial e traduzindo-a a respostas adequadas. “Ou seja, a medusa é capaz de muito mais do que as pessoas pensam. Está errado quem diz que ela não tem sistema nervoso central”, diz Richard Satterlie.

David Albert vai além, afirmando que a água-viva tem cérebro. Ele passou anos estudando a população residente da baía de Roscoe, começando com a pergunta simples: como pode haver uma população residente aqui?

As marés mudam de fluxo na baía todo dia. As medusas deveriam ser como plâncton, à mercê das marés. Então, por que elas não são despejadas pelas marés em mar aberto?

Albert descobriu que as águas-vivas não são nem um pouco navegantes passivas. Quando a maré começa a fluir para longe da baía, eles “cavalgam” a onda até chegarem a uma barra de cascalho e, em seguida, mergulham até chegar a águas tranquilas.

Elas permanecem no oásis da tranquilidade até que a maré comece a fluir de volta para a baía, altura em que elas vêm para cima e são arrastadas de volta para a baía.

Ele também descobriu que as águas-vivas têm medidores de salinidade, e no verão evitam a água doce despejada na baía que vem do derretimento de neve de montanhas, mais uma vez mergulhando até encontrar sal suficiente para atender seu gosto.

Elas também gostam de se reunir. Através de assinaturas moleculares, elas podem distinguir uma água-viva amigável de qualquer espécie predadora que as ameace.

Segundo Albert, essas atividades não podem ser ignoradas. “Se você olhar para todos esses comportamentos, você tem que se perguntar: o que seria necessário para organizá-los e executá-los? Não são reflexos simples, são comportamentos organizados. Isso é o que o cérebro faz”, conclui.

Elas são realmente incríveis: não têm dificuldade nenhuma em manter-se na natureza. São encontradas em mar aberto, ao longo das costas e nas lagoas, e algumas espécies podem lidar até com água fresca.

Suas necessidades de oxigênio modestas permitem que elas cresçam em “zonas mortas” e outras águas poluídas, onde a maioria da vida marinha não consegue. Nada surpreendente para um grupo que resistiu cinco extinções em massa no passado.

Águas-vivas adultas variam em tamanho desde a australiana irukandji, do tamanho de uma unha, à medusa-juba-de-leão, que tem um sino de 2,5 a 3 metros de diâmetro e tentáculos que se arrastam por 30 metros ou mais.

Uma marca da criatura é sua simetria radial, que permite que as águas-vivas nadem em linha reta. Todas são carnívoras: se alimentam de plâncton, crustáceos, peixes e outras medusas. Elas não caçam ativamente; usam seus tentáculos como redes para pegar alimento.

A picada dos tentáculos pode liberar minúsculos arpões embalados com neurotoxinas. Na água-viva mais venenosa, as toxinas são projetadas para trabalhar com rapidez e de forma inequívoca, para não causar qualquer dano ao seu tecido delicado.

Alguns desses venenos infalíveis têm potência suficiente para matar animais muito maiores, que a medusa não tem intenção de comer. O mais famoso exemplo é a medusa australiana vespa-do-mar, cujo ferrão pode matar um homem adulto em questão de segundos ou minutos. Contudo, seus “arpões” são curtos, e os australianos descobriram que podem se proteger das vespas-do-mar simplesmente usando uma meia-calça.

Fonte: Hypescience

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Água-viva de 30 metros se tornou “guardiã do mar”, diz estudo

Uma gigantesca água-viva venenosa e com tentáculos que podem alcançar o mesmo comprimento de uma baleia azul (30 m) pode ter se tornado em um inesperado defensor do oceano. Um recente estudo indica que a água-viva juba de leão (Cyanea capillata) se tornou uma boa predadora do ctenóforo Mnemiopsis leidyi, um animal transparente e voraz invasor de diversos mares. As informações são do site da revista New Scientist.

A água-viva juba de leão pode chegar a 2,5 m de largura, mas é um dos animais mais compridos de todos os tempos. O estudo do Instituto de Pesquisa Marinha, em Bergen, na Noruega, e da Universidade de Gothenburg, na Suécia, indica que o ctenóforo – que é nativo do oeste do Atlântico – já pode ser encontrado no Mar do Norte e no Báltico.

Foto: Getty Images

Esse animal se alimenta de plâncton e devasta suas populações nas regiões invadidas, o que diminui drasticamente a quantidade de peixes que comem o plâncton. Como qualquer espécie invasora, o Mnemiopsis leidyi parecia não ter predadores, até agora.

Os tentáculos da água-viva são cobertos com pequenas células com perigosas toxinas que podem paralisar a vítima e que ainda causaram paradas cardíacas em testes em ratos de laboratório. Humanos geralmente têm reações menos intensas, a não ser que sejam alérgicos ou recebam muita toxina. Teoricamente, uma grande quantidade de protetor solar já ajuda a evitar maiores danos.

Mas a grande vantagem está no tamanho dos tentáculos, que conseguem pegar pequenos peixes e até outras águas-vivas de grande porte. Com essa capacidade, o “monstro” acabou se tornando um protetor dos mares ao caçar o ctenóforo invasor. Contudo, o estudo indica que esses animais conseguem escapar 90% das vezes do predador, mas sofrem danos no processo e sucumbem a repetidos ataques.

Fonte: Terra

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Cronicato – Animais e Outros Bichos

O azul mais bonito


Imagem: Luna Ilustrações

O barquinho ia tão devagar, que o mar resolveu ajudar. Mandou dezenas de golfinhos brincarem por perto, pra fazer a água rodopiar e o barquinho andar. E a água era tão clara que até os corais lá no fundo apareciam. E parecia que dançavam as anêmonas. Eram azuis de neon, e laranja de neon também. E outras cores que eu nem sei dizer que cores eram. Cardumes multicoloridos faziam força pra ficar ali, de tão forte que a correnteza ia. Tinha uma moreia escondida. Acho que ela se acha feia, por isso que se esconde. Uma arraia enorme voava beijando o fundo, fazendo poeira, até que sumiu. Coberta de areia, acho que foi dormir. Ou esperar o jantar passar, sei lá. A água-viva, que é o resumo do mar, também apareceu. Fez uma dança tão bonita, que eu sonhei com ela uns três dias. E lá se foi o barquinho que ia devagar até o vento chegar.

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Cientistas captam imagem rara de água-viva gigante no Golfo do México

Cientistas conseguiram capturar imagens raras de uma água-viva gigante nas profundezas do Golfo do México usando uma câmera em um submarino operado por controle remoto (ROV, em inglês).

O corpo da criatura – Stygiomedusa gigantea – na forma de sino, tem um diâmetro de um metro e quatro tentáculos com seis metros de comprimento cada um. Ela tem uma tonalidade púrpura avermelhada e vive a uma profundidade entre 996 metros e 1.747 metros.

No vídeo, ela é observada, aparentemente, tentando envolver o equipamento com seus tentáculos. Cientistas acreditam que eles tenham a função de envolver a presa.

O corpo da água-viva tem um metro de diâmetro (Foto: LSU/Serpent Project)

Os pesquisadores dizem que os registros científicos indicam que este tipo de água-viva só foi avistado 114 vezes em 110 anos.

Pouco se sabe sobre a água-viva, mas acredita-se que seja um dos maiores predadores invertebrados do ecossistema das profundezas.

Vídeos anteriores foram feitos na costa americana no Pacífico e no Japão, mas esta é a primeira vez que a criatura é encontrada no Golfo do México. Os pesquisadores disseram que houve quatro aparições inesperadas de águas-vivas entre 2005 e 2009, durante um trabalho submarino de rotina realizado por companhias de petróleo.

Por meio de estudos e registros anteriores, os cientistas confirmaram que a espécie vive em várias partes do mundo. Este projeto é a primeira tentativa de identificar sua concentração no globo.

Mark Benfield, professor da Universidade Estadual de Louisiana, em Baton Rouge, nos Estados Unidos, e sua equipe esperam encontrar mais exemplares da espécie ao longo do chamado Projeto Serpente, uma colaboração entre cientistas marinhos e grandes empresas de energia, que permite a exploração das profundezas do oceano em detalhe.

O ROV foi fornecido aos cientistas por companhias de petróleo que operam no Golfo do México, como Petrobras, BP, Shell e Chevron.

Fonte: Estadão

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Aposentada registra cena de crueldade no litoral do Paraná

Uma cena de crueldade foi fotografada por uma moradora de Matinhos no final do ano passado, no Balneário Flamingo. A aposentada avistou na areia duas tartarugas mortas amarradas por uma fita no pescoço, quando levava seu cachorro para passear na orla da praia. “Foi terrível, eu nunca tinha visto nada parecido na minha vida. Não conseguia dormir com a mostruosidade que fizeram com as tartarugas”, lamenta a moradora, que prefere não se identificar.

Ela conta que percebeu uma embarcação de pescadores muito próxima da costa e acredita que tenham sido eles que jogaram os animais no mar. “Os pescadores viram quando estávamos olhando para eles e daí as lançaram ao mar. Quando foram trazidas pela força da água já estavam mortas”, queixa-se a aposentada. “Se estivessem vivas poderíamos ter tentado salvá-las”, acrescenta.

Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a pesca predatória é uma atividade criminosa que pode dar multa de até R$ 55 mil, mais R$ 500,00 por animal morto, além de detenção de um a três anos. “As pessoas que avistarem uma embarcação realizando a pesca devem anotar a identificação e denunciar para a Força Verde ou para o IAP”, recomenda o 2º Tenente da Polícia Ambiental, Cléber Piovezan.

Outro perigo para os animais marinhos é o lixo jogado na beira do mar ou em rios que desembocam na praia. O plástico, por exemplo, pode ser confundido com uma água-viva, que serve de alimentação para tartarugas. “Se as pessoas tomarem consciência, muitos animais podem ser preservados”, afirma Piovezan.

Durante a Operação Verão a denúncia pode ser feita pelo telefone 0800-643-0304.

Fonte: Bem Paraná

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Águas-vivas podem influenciar movimento dos oceanos

Um estudo do Instituto de Tecnologia da Califórnia (CALTECH) apresentou um novo modelo de movimentação das águas dos oceanos, no qual até as menores criaturas marinhas estão inseridas no mecanismo de “mistura das águas”. Segundo seus autores, uma água-viva, em conjunto com outras, pode influenciar a circulação das águas da mesma forma que o vento e as ondas.

Se a pesquisa conseguir avançar, os modelos de movimentação das marés e sua influência no clima, pode mudar. Os cientistas partiram do modelo antes apresentado por Darwin no qual ele afirmava que todo ser que se movimenta através de algum fluido, puxa algo junto com ele. Quanto mais viscoso é o animal, mais fluido ele leva consigo por onde passa.

Desse modo, os novos modelos climáticos teriam que levar em conta a movimentação das populações marinhas, por exemplo.

Fonte: EPTV.com

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Espécies deixam o fundo do oceano e ocupam a costa de diversos países

Foto: site Isto É
Foto: site Isto É

A cena atípica aconteceu num final de tarde em Oceanside, praia de San Diego, na Califórnia. Banhistas saíram amedrontados do mar. Mergulhadores profissionais nadaram fortemente para alcançar a areia – e estampavam no rosto assombro e preocupação. Surfistas recuaram de um momento para outro. “Estava sobre a prancha quando percebi a movimentação das pessoas. Mergulhei e vi uma criatura marinha de quase dois metros de comprimento”, diz o americano John Guilmette. Ele se deparou, naquela abafada tarde, com uma lula gigante que pesa cerca de 45 quilos, pertence à espécie Humboldt e ataca o que encontra pela frente.

Segundo biólogos dos EUA, mais de duas mil Humboldt foram vistas na costa da Califórnia na semana passada, e a surpresa está no fato de que elas viviam, até então, nas profundezas do oceano Pacífico. Também nas Ilhas Balneares e em diversos pontos do litoral da Catalunha a cena se repetiu: a medusa caravela-portuguesa, cujo veneno é um dos mais letais que se conhece, apavorou os banhistas. Na costa norte da Austrália, os “monstros” também se fizeram presentes sob a forma da água-viva “vespa do mar”. Mas há mais: no Japão uma quantidade incalculável de águas-vivas gigantes se espalhou pela água. Cabe a questão: por que esse fenômeno? Biólogos marinhos são unânimes: ele é fruto do desequilíbrio ambiental.

“Estamos sendo invadidos por um número gigantesco de águas-vivas. São mais de 300 milhões delas e esse movimento migratório prova que o oceano está doente. Elas estão à procura de alimento”, diz o biólogo e oceanógrafo japonês Shinichi Eu, da Universidade de Hiroshima. A água-viva gigante que está atacando os pescadores no Estreito de Tsushima chega a medir dois metros de diâmetro e pesa cerca de 200 quilos. A indústria pesqueira japonesa estima que o ataque causará um prejuízo de US$ 320 milhões.

Na mesma situação, e com alto risco de morte, estão os australianos que habitam áreas costeiras. Lá há o avanço da água-viva vespa do mar. Ela é linda. E agressiva. A ação de seu veneno é tão rápida e potente que a vítima não tem tempo de nadar para a praia, morre no mar. Quem mergulha na Grande Barreira de Corais australiana, um dos cartões-postais do país, sabe da existência de um pequenino “monstro” de 12 centímetros de comprimento chamado polvo de anéis azuis. Inversamente proporcional ao seu tamanho é a potência de seu veneno: aniquila 20 homens.

O fato é que a morte de muitos corais, devido à acidez do mar, quebrou a cadeia alimentar – desapareceram caranguejos e camarões e, com isso, o polvo de anéis azuis aproxima-se cada vez mais da costa para suprir suas necessidades. O governo da Austrália acaba de montar um plano de emergência tentando proteger os banhistas.

MIGRAÇÃO : A falta de nutrientes causada pela acidez dos oceanos obriga os animais a mudar de hábitat.

Na paradisíaca Península Ibérica o ataque em massa da caravela-portuguesa atraiu pesquisadores de toda a comunidade científica europeia. “O aquecimento global é a esfera maior. Em uma de suas camadas está o desequilíbrio ambiental”, diz o analista geográfico da Universidade de Alicante Jorge Olcina. “Fizemos diversos estudos e comprovamos que há uma série de desequilíbrios no ecossistema do mar. Isso se traduz na proliferação de medusas que estão invadindo praias da Catalunha.” Foi o mesmo fenômeno que se deu na Califórnia. Milhares de lulas com mais de um metro de comprimento, dotadas de cortantes tentáculos, invadiram as águas de San Diego. “Todos ficaram assustados por nadar lado a lado com um monstro das profundezas.

Nossas máscaras foram envolvidas por tentáculos”, diz o biólogo marinho americano John Hyde. Ele acrescenta que essa espécie de lula é conhecida como “diabo vermelho” e que seu comportamento se alterou: “Sempre viveram em águas profundas da América Central, mas agora passaram a invadir o sul da Califórnia. Temos de prestar atenção a esses sinais da natureza.” Em outras palavras, o sinal dado por esse movimento migratório é o da falta de alimentos e do declínio no número de predadores naturais.

Fonte: Isto É

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