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Estado americano de Massachusetts proíbe os concursos de morte de animais selvagens

Foto: Pixaby
Foto: Pixaby

Uma coalizão das principais organizações de proteção da vida selvagem está aplaudindo a equipe dos órgãos do governo americano MassWildlife (divisão da vida selvagem do departamento responsável) e o Conselho de Pesca e Vida Selvagem de Massachusetts pelo seu voto em 18 de dezembro para proibir concursos de matança da vida selvagem. O estado de Massachussets (assim como os estados americanos de Virginia, Kentucky e Pensilvânia) se autodefine como Commonweath, essa designação quer dizer que o governo é baseado no consentimento comum do povo.

O voto acabará com eventos como os realizados recentemente na península de Cape Cod no estado de Massachussets e na cidade de Granby, no estado do Colorado, nos quais os participantes competiram para matar o maior, o menor (animal) ou o maior número de animais por dinheiro e prêmios.

Os vencedores dos concursos de matança de animais selvagens costumam postar fotos e vídeos cheios de orgulho de seus feitos nas mídias sociais, posando com inúmeros corpos de animais, muitas vezes antes de descartá-los em “depósitos de cadáveres” longe dos olhos do público. Ao propor essa proibição em julho de 2019, a Divisão de Pesca e Vida Selvagem de Massachusetts notou crescente indignação no estado provocada por esses concursos cruéis e antiéticos.

“Ao saber sobre essas competições cruéis, os cidadãos de Massachusetts deixaram claro que não tolerariam esses concursos de assassinato em seu estado, entrando em contato com a MassWildlife às centenas para expressar sua oposição”, disse Elizabeth Magner, Ph.D., especialista em defesa de animais para o a ONG Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty to Animals ou MSPCA (Sociedade de Prevenção à Crueldade contra Animais de Massachussets), em comunicado. “A MSPCA agradece que a equipe da MassWildlife e o Conselho de Pesca e Vida Selvagem tratem esse assunto com a seriedade necessária e por posicionar o estado de Massachusetts como líder nacional nesta questão”.

“Os concursos de matança de animais selvagens são um esporte de sangue, como as brigas de cães e de galos, que foram proibidas em todo o país”, disse Katie Stennes, gerente de programas e comunicações da ONG Project Coyote (Projeto Coiote). “Louvamos o Conselho de Pesca e Vida Selvagem de Massachusetts por relegar esses eventos ecologicamente e eticamente indefensáveis aos livros de história”.

As agências e profissionais especializados em vida selvagem de todo o país expressaram preocupação com os concursos de matança de animais, não apenas porque são um crime contra as espécies, mas também porque não possuem nenhuma base científica.

Em 2018, mais de 70 renomados cientistas da área de conservação emitiram uma declaração citando artigos de ciência revisados por seus pares que refutam as alegações de que matar indiscriminadamente coiotes limita permanentemente as populações da espécie, aumenta o número de veados ou outras espécies exploradas pela caça ou reduz os conflitos com humanos, animais domésticos ou animais de criação. De fato, ao interromper a estrutura das matilhas de coiotes, atirar aleatoriamente neles pode aumentar suas populações e levar a mais conflitos. Medidas não letais e preventivas são mais eficazes na redução de conflitos com a vida selvagem.

“Os animais selvagens desempenham um papel importante em seu ecossistema e em nosso meio ambiente”, disse Stephanie Harris, gerente sênior de assuntos legislativos do Animal Legal Defense Fund. “Os regulamentos baseados em ciência e com visão de futuro adotados pelo MassWildlife e pelo Conselho de Pesca e Vida Selvagem para proibir concursos sem sentido de matança de animais estão entre os mais fortes do país”.

“Os participantes de concursos de matança da vida selvagem costumam usar técnicas antidesportivas e cruéis – como usar dispositivos que imitam o som de presas ou até filhotes em perigo – para que possam atrair coiotes e raposas que são baleados a curta distância”, afirmou Laura Hagen, diretora da Humane Society dos Estados Unido. “Agradecemos à MassWildlife por tomar medidas decisivas para garantir essa matança bárbara e desperdiçadora de sua preciosa vida selvagem continue”.

Nos últimos cinco anos, Califórnia, Vermont, Novo México e Arizona se posicionaram contra concursos cruéis, antidesportivos e de morte de animais selvagens.

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Agência de venda de caça a troféus oferece a morte de dois animais pelo preço de um

Foto: Rex Features
Foto: Rex Features

Embora covardes e cruéis as caçadas a troféus estão se tornando mais acessíveis para compra por caçadores, alertou um especialista em vida selvagem. Os clientes que sonham em viajar para a África para matar leões, elefantes e rinocerontes agora estão se beneficiando de ofertas de pacotes “dois por um”, informa o The Mirror.

Os preços foram derrubados por passagens aéreas mais baratas, cancelamentos de última hora e um aumento no número de reservas de caça em países como África do Sul, Botsuana e Namíbia. Uma empresa até oferece aos caçadores a chance de “adicionar uma leoa” ao seu tour de caça aos leões “sem nenhum custo extra”. Enquanto outro site oferece uma “oferta especial” em matar sete animais em cinco dias por apenas 1.499 libras.

Os animais listados na oferta incluem impalas (espécie de antílope), javalis, babuínos e gnus, e os clientes podem “adicionar uma zebra por 350 libras (cerca de 1.700 reais)”. Eduardo Goncalves, da Campanha para Banir Troféus, diz que os acordos estão tornando as caçadas de safári mais acessíveis, ressaltando que os negócios estão “crescendo” como resultado.

Foto: Rex Features
Foto: Rex Features

“Antes, eram apenas os nobres e os coronéis do exército que caçavam em safáris, disse o especialista ao Metro, “Hoje, são engenheiros de gás, gerentes de atendimento ao cliente de empresas de serviços públicos, supervisores de provedores de internet e até pensionistas do estado que estão saindo para matar animais selvagens por diversão. Ofertas de última hora e cancelamentos significam que alguns caçadores estão comprando as viagens nas promoções. É como a Black Friday (Sexta-feira Negra), mas para os animais todos os dias é um dia negro”.

A maioria das empresas apresenta fotos de clientes em viagens anteriores sentados ao lado ou segurando cadáveres de animais mortos por eles. O engenheiro de gás Manish Ghelabhai, de Kings Lynn, Norfolk, Inglaterra é destaque na página da mídia social de uma empresa, posando com um leão morto.

O caçador, segundo relatos, teria dito que sempre pensou que teria que economizar muito para fazer uma viagem de caça à África. No início deste ano, dados publicados revelaram que 2.242 ‘troféus’ de animais caçados foram importados apenas para o Reino Unido na última década, sendo que 15% deles eram de espécies ameaçadas de extinção. Isso incluía cabeças, pés, caudas, presas e chifres de animais como elefantes, leopardos, rinocerontes e leões.

Foto: Rex Features
Foto: Rex Features

O ministro do bem-estar animal do bloco de países, Zac Goldsmith, afirmou que o governo realizará uma consulta pública em caráter de urgência sobre a caça ao troféu. Ele disse que se sentiu mal ao ver fotos de caçadores orgulhosos, acrescentando: “A luta contra a caça de troféus de animais em extinção é importante. É claro que isso é moralmente indefensável e é por esse motivo que estou satisfeito com o fato do governo conservador consultar a população sobre uma proibição da importação desses troféus. “Ao colocar um valor mais alto em animais vivos do que mortos, começaremos a reverter a maré da extinção”.

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Fotos de caçadores de troféu posando ao lado de macacos mortos causam revolta nas redes sociais

Orgulhosos das vidas que tiraram, os caçadores de troféu foram severamente criticados nas redes sociais, onde foram chamados de “nojentos” e “vergonha da raça humana”


Turista Micky Jordan posa com cadáver de um babuíno depois de matá-lo | Foto: Facebook
Turista Micky Jordan posa com cadáver de um babuíno depois de matá-lo | Foto: Facebook

Por Eliane Arakaki

O caçador de troféus Micky Jordan e seus amigos, postaram uma série de fotos no Facebook, posando ao lado de animais mortos na África do Sul e vangloriando-se de suas “conquistas”.

Jordan postou várias imagens de si mesmo segurando um macaco baleado aparentemente morto e posteriormente posou para uma foto como parte de uma viagem organizada pela agência especializada na organização e venda de caçadas: Umlilo.

De acordo com o site da Umlilo, a empresa oferece “caça ao estilo ‘andar e perseguir’ “, embora “táticas de emboscada também sejam usadas quando mais adequadas” e é especializada em três categorias de caça: “Caça a troféus, caça administrada e caça perigosa”.

O caçador de troféus Alan Nicholson sorri enquanto segura o cadáver do babuíno que ele matou | Foto: Facebook
O caçador de troféus Alan Nicholson sorri enquanto segura o cadáver do babuíno que ele matou | Foto: Facebook

As imagens enviadas ao Facebook por Jordan atraíram muitas críticas, com o caçador de troféus que vive Londres marcado como “nojento” por um seguidor, enquanto outro disse que ele “deveria se sentir envergonhado”.

Evidentemente, perdendo o objetivo, Jordan reagiu, respondendo: “Não sabia que todos eram vegetarianos”. Sua resposta ignora uma diferença fundamental.

A caça aos troféus refere-se à prática de caçar animais para obter peças como cabeças, couros, garras ou mesmo todo o bicho de pelúcia para exibição, em vez de subsistência.

As imagens de Jordan e as de seus amigos também compartilhadas nas mídias sociais servem para destacar que a caça aos troféus é um problema crescente.

O caçador Rodney Fuller com um babuíno que ele matou em uma viagem de Umlilo Safaris | Foto: Facebook
O caçador Rodney Fuller com um babuíno que ele matou em uma viagem de Umlilo Safaris | Foto: Facebook

A Humane Society dos Estados Unidos estima que mais de 126 mil troféus da vida selvagem são importados para os EUA por ano, em média.

De acordo com um relatório da Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha pelo Fim da Caça ao Troféu, na tradução livre) citado pelo The Mirror, os caçadores britânicos de troféus mataram 500 macacos e babuínos durante um período de 30 anos, de 1987 a 2017.

Eles estimam que 100 macacos mortos foram importados para o Reino Unido da África nos nove anos anteriores a 2017.

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Crianças são encorajadas a matar animais por pais caçadores

Nolan posa orgulhosamente ao lado de um macaco morto | Foto: Mirror/Reprodução
Nolan posa orgulhosamente ao lado de um macaco morto | Foto: Mirror/Reprodução

A empresa African Hunt Lodge, que administra uma política chamada de “sem morte, sem taxa”, também organiza caçadas especialmente para crianças


Por Eliane Arakaki

As mortes causadas pelas cruéis caçadas aos troféus, organizadas por “empresas de turismo”, são consideradas legais desde que cumpram a legislação de caça existente no país.

Responsáveis pela morte de centenas de animais anualmente, muitos dos quais pertencentes a espécies ameaçadas de extinção, esses rituais covardes buscam apenas alimentar a vaidade do caçador, submetendo os animais a um jogo sujo, onde no final eles sempre terminarão mortos.

Algumas empresas de caça até incentivam os caçadores de troféus a caçar macacos e babuínos.

Isso aumenta a probabilidade de ferimentos dolorosos que alteram a vida ou uma morte longa e dolorosa se o animal, às vezes ferido por caçadores amadores, conseguir escapar.

A empresa African Hunt Lodge, que administra uma política chamada de “sem morte, sem taxa”, também organiza caçadas para crianças.

Uma foto postada no site da empresa, tirada em junho, mostra uma criança pequena chamada Nolan segurando um rifle apenas alguns segundos depois que um macaco-vervet (Chlorocebus pygerythrus, pequeno macaco nativo da África) foi morto por ele.

Não se sabe que nacionalidade ele é.

Sir Ranulph Fiennes, explorador e aventureiro, apoiou a campanha para acabar com a caça aos troféus.

Ele disse em depoimento ao Mirror: “A caça de troféus de qualquer espécie é totalmente censurável. Mas é completamente desumano atirar em criaturas que são tão parecidas conosco. O que essas pessoas pensavam quando compraram um pacote de ‘feriado de caça aos macacos’?”.

“Eles deveriam ter vergonha de si mesmos e são uma desgraça para o nosso país. Isso é tão covarde e cruel quanto a caça aos troféus”.

“As pessoas que organizam essas caçadas deveriam estar na prisão. Isto é um crime contra a natureza”.

Foto: Mirror/Reprodução
Foto: Mirror/Reprodução

“Esses troféus são motivo de vergonha e não de orgulho, é terrível caçadores levem consigo e usem esses troféus doentes para enfeitar suas casas”, disse ele.

“Precisamos proibir toda a caça de troféus. Deveríamos começar proibindo a importação de troféus de caça para a Grã-Bretanha”.

Peter Egan, ator e ativista pelos direitos animais, acrescentou: “Essas são talvez as imagens mais horripilantes e revoltantes que eu já vi. Não há nada corajoso ou esportivo na caça aos troféus”.

“Mas matar pequenos macacos que estão acostumados a viver ao lado de seres humanos é covardia pura”.

“Em que tipo de mundo vivemos quando algumas pessoas se atrevem a chamar isso de ‘esporte’? Egan expõe completamente a alegação ridícula feita pelos lobistas do setor de que a caça aos troféus é um ato que contribui para a “conservação” das espécies.

“Ninguém acredita nessas mentiras. É apenas sadismo puro e simples”.

“Quanto mais cedo a Grã-Bretanha e os demais países, proibirem a importação de troféus de caça, melhor. Precisamos de uma proibição global desse setor doente”.

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Caçadores de troféu pagam milhares de dólares para matar girafas ameaçadas de extinção

Charlie Reynolds, à direita, matou uma jovem girafa em uma viagem organizada por Umlilo Safaris da África do Sul | Foto: Facebook/Reprodução
Charlie Reynolds, à direita, matou uma jovem girafa em uma viagem organizada por Umlilo Safaris da África do Sul | Foto: Facebook/Reprodução

Em Glastonbury, na Inglaterra, uma empresa de ex-caçadores de troféu agenda viagens de férias em que os caçadores pagam para matar espécies ameaçadas, incluindo macacos, elefantes, girafas e zebras.

Uma reportagem do jornal The Mirror revelou no início deste mês que os caçadores de troféu chegam a pagar ao ProStalk (empresa de caça) £1.666 (cerca de 8 mil reais) extras para atirar em uma girafa, £6.422 (em trono de 31 mil reais) para um hipopótamo ou £47 para macacos.

O esporte assassino foi recentemente colocado em foco com a reunião da CITES onde delegados de 180 países se reuniram em Genebra para analisar propostas com o objetivo de proteger animais ameaçados.

Atualmente, não existem regras no comércio internacional que protejam as girafas, o que significa que os troféus podem ser exportados e importados sem verificação ou controle alguns.

Mas uma proposta apresentada por seis nações africanas pede que os registros sejam mantidos – o que significaria que o “esporte” pelo menos teria que ser monitorado.

Charlie Reynolds é um dos vários caçadores que caçam e matam girafas por prazer – mas ele afirma estar fazendo um “favor” à natureza.

O caçador disse ao The Times como ele seguiu uma jovem girafa ao redor de uma fazenda no Cabo Oriental da África do Sul por um dia inteiro antes de matá-la com um único tiro na cabeça.

“Ele estava morto antes de atingir o solo”, descreveu Reynolds, que disse estar “muito orgulhoso” de ter matado o animal em 2014, o que lhe custou 500 libras.

Zâmbia está permitindo que caçadores de troféus doentes matem milhares de seus hipopótamos | Foto: Facebook/Reprodução
Zâmbia está permitindo que caçadores de troféus doentes matem milhares de seus hipopótamos | Foto: Facebook/Reprodução

Ele realizou o “feito” em uma viagem organizada pela Umlilo Safaris, uma empresa sul-africana que oferece “caças de troféus” e “caçadas de manejo” para atirar em espécies ameaçadas, como elefantes, rinocerontes, leopardos e leões.

Caça e perda de habitat contribuíram para o número de girafas caísse cerca de 40% para 97 mil em 2016 – mas Reynolds diz que os ativistas não entendem.

O caçador disse: “Eles veem uma foto e pensam: ‘Ele é uma pessoa cruel e horrível’.”

“Se eles parassem a caça, não haveria animais selvagens na África.”

A afirmação vem depois que foi revelado que a Zâmbia poderia ganhar milhões ao permitir que caçadores de troféus abatessem milhares de hipopótamos no país.

A Zâmbia diz que a matança em massa está sendo realizada para controlar a população de hipopótamos no Vale de Luangwa, no leste da nação africana.

Mas a morte dos animais tem sido descrita como um “movimento cínico” por funcionários famintos por dinheiro.

Ontem, a namorada do primeiro ministro britânico Boris Johnson, Carrie Symonds, condenou os “cruéis” caçadores de troféus.

Falando na Birdfair, ela disse: “Um troféu é para ser um prêmio. Algo que você ganha se tiver alcançado algo de mérito que exija muita habilidade e talento”.

“A caça ao troféu é o oposto disso. É cruel, é doente, e é um ato covarde”.

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Agências estaduais e federais trabalham para salvar borboleta ameaçada de extinção

Por Rafaela Damasceno

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem do estado de Washington (WDFW, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, está anunciando a abertura de inscrições para habitantes das Ilhas San Juan e Lopez que gostariam de ajudar a salvar uma espécie de borboletas que só existe em San Juan. A espécie é popularmente conhecida como marble butterfly, e seu nome científico é Euchloe.

Uma borboleta rajada, branca e dourada
Foto: The Islands Sounder

Ela foi declarada como extinta em 1908, mas foi redescoberta por biólogos em 1998. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (USFWS, na sigla em inglês) propôs listar a Echloe como uma espécie em extinção e designar um habitat crítico para as borboletas, antes que se tornem oficialmente extintas.

O WDFW e o USFWS estão convidando habitantes da Ilha San Juan, principalmente aqueles que possuem terras grandes com paisagens naturais, para participar de reuniões informativas sobre como salvar as borboletas. Os proprietários que se inscreverem receberão um Contrato de Conservação de Candidato com Garantia (CCAA, na sigla em inglês).

“Esses acordos oferecem uma oportunidade para os proprietários de terra contribuírem para a conservação da espécie”, disse Brad Thompson, supervisor estadual em serviço para a USFWS. “Trabalhar em conjunto – agências, organizações e habitantes – pode criar e manter o habitat para esta borboleta rara e bonita”.

A Euchloe pode ser vista na primavera; no resto do ano, permanece como ovo, lagarta ou crisálida. Sua fase como borboleta adulta dura poucos dias, o que a torna vulnerável a muitas ameaças.


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Mais de 100 agências de viagem deixam de oferecer shows e passeios que exploram elefantes

Agências de viagem, incluindo empresas famosas internacionalmente como The Travel Corporation, TUI Benelux, Thomas Cook Northern Europe e Intrepid Travel Group, se comprometeram a parar de vender e promover atrações turísticas que exploram elefantes. É um esforço coletivo para acabar com a crueldade com animais.

A World Animal Protection tem engajado agências de turismo pelo mundo todo, assegurando que seus clientes não sejam enviados a atrações onde é permitido montar em elefantes ou ver shows em que estes animais magníficos são forçados a se “apresentar”.

Ao todo, 114 empresas globais já concordaram em parar de oferecer este tipo de passeio. Entre elas, estão marcas populares ao redor do mundo como a Contiki, Kuoni Travel UK, Trafalgar e Jetair.

Apesar do número grande, ainda existem muitas agências de turismo que continuam oferecendo passeios de elefante e outras atrações cruéis, como a Trailfinders e a The Ultimate Travel Company.

Por que é tão cruel?
Para que os elefantes aceitem ser montados por seres humanos, estes animais, quando ainda jovens, são separados de suas mães e submetidos a um terrível processo de adestramento conhecido em inglês como ‘the crush’ (esmagamento).

Basicamente, o processo consiste em manter os elefantinhos em pequenas jaulas para que sejam espancados e torturados até que seus instintos naturais sejam suprimidos e eles aceitem transportar seres humanos ou ter outro tipo de contato direto com turistas.

O enorme trauma por que passam estes animais durante este processo de supressão de seus instintos primais poderá acompanhá-los até o fim de suas vidas, em um tipo de sofrimento conhecido como estresse pós-traumático.

Mas a crueldade não termina após este processo cruel de adestramento. Mantidos acorrentados em pequenos cercados e separados de suas famílias, estes elefantes nunca desenvolverão relacionamentos naturais com os demais de sua espécie, o que será extremamente prejudicial para o bem-estar físico e psicológico destes animais.

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Divulgação

O futuro dos elefantes
A World Animal Protection quer acabar com esta crueldade – mas também pensar no que acontecerá com os animais que já vivem em cativeiro.

A organização se esforça para identificar agências de turismo dispostas a dar um passo além e a investir na transformação de atuais atrações com elefantes em santuários humanitários e seguros – lugares onde os animais estarão livres para viver e expressar seu comportamento da forma mais natural possível, caso não possam ser reintroduzidos na natureza.

O que você pode fazer
Seja um turista responsável – isso é o mais importante. Confira a lista completa das 114 empresas de viagem comprometidas com o bem-estar dos animais.

Fonte: World Animal Protection

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