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Cães explorados para venda são encontrados em porta-malas de carro

Foto: PRF/SE

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou 24 cachorros da raça shih-tzu no porta-malas e no banco traseiro de um carro no km 94 da BR-101, em Nossa Senhora do Socorro (SE).

Os animais estavam em oito caixas plásticas. Parte deles demonstrava exaustão e tinha ferimentos. Dos 24 cães, 21 são filhotes e três são adultos.

Dentre as irregularidades apontadas pela polícia, estão: o confinamento aglomerado, que prejudicava a respiração, a mobilidade e o descaso dos cachorros; a higienização precária; a ausência de objetos que pudessem suavizar o impacto das caixas plásticas; além da ausência de alimentação adequada.

Submetidos a maus-tratos, os filhotes seriam vendidos em pet shops de Aracaju e Maceió, em Alagoas, mas antes passariam pela cidade de Arapiraca. O motorista do veículo, que estava acompanhado de um passageiro, revelou ter recebido R$ 17 mil para transportar os cães, que saíram de Anápolis, em Goiás.

O condutor do carro assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e se comprometeu a comparecer em juízo. Os cães foram encaminhados para uma ONG e só poderão ser doados após decisão judicial.

O crime expõe os bastidores cruéis do comércio de animais, que é repleto de casos de maus-tratos. Por essa razão, ativistas incentivam a adoção e pedem que a sociedade deixe de tratar seres vivos como mercadorias.


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Dezenas de cães são resgatados em apartamento de possível acumuladora no RJ

Foto: Divulgação/Subem

Uma equipe formada por membros da Subsecretaria Municipal de Bem-estar Animal (Subem), da Comissão de Defesa de Animais da Câmara e da ONG Casa de Lázaro encontrou 40 cachorros em um apartamento no Rio de Janeiro.

A operação de resgate foi realizada na manhã da última terça-feira (11). Treze dos animais eram filhotes e, segundo a Subem, inspiram mais cuidados.

Os cachorros são de médio e grande porte e viviam em um apartamento de 80 metros quadrados. Ainda de acordo com a subsecretaria, a tutora, de 66 anos, tem características de acumuladora.

Vinte e dois cachorros já foram retirados do apartamento. Um deles é um filhote bastante debilitado e quase cego, que foi levado para uma clínica veterinária. Outros 16 foram encaminhados para o abrigo da ONG e cinco para a Fazenda Modelo.

Foto: Divulgação/Subem

De acordo com o presidente da comissão de defesa dos animais do município, Luiz Carlos Ramos Filho, “o barulho é ensurdecedor e o cheiro era muito forte, como reclamavam os vizinhos”. O parlamentar informou ao G1 que acionou a polícia e a Subem.

A tutora dos cães teria dito ao vereador que não castrou os animais, o que permitiu que eles procriassem.

Submetidos a exames, os cães não apresentaram sinais de maus-tratos e desnutrição. Alguns deles foram adotados por vizinhos do apartamento onde viviam, outros serão disponibilizados pela adoção. Para adotá-los, basta entrar em contato com a Subem pelo WhatsApp: (21) 99399-3968.


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Policiais buscam novos lares para cachorros que vivem em quartel no Amapá

Foto: Batalhão Ambiental/Divulgação

Policiais iniciaram uma campanha de adoção para cachorros que vivem no quartel do Batalhão Ambiental (BA) de Santana, a 17 km de Macapá, no Amapá. Eles também pedem ajuda para custear a alimentação e a castração dos cães.

A Divisão de Ensino e Programas Sociais do BA é a responsável pela campanha. Membro do grupo, a sargento Elizabeth Trindade explicou que no início do mês três cães foram abandonados no arredores do quartel e que outros surgiram depois. Atualmente, são 12 adultos e 8 filhotes em busca de novos lares.

“Uma cadela teve uma ninhada e a gente tomou a iniciativa de fazer essa campanha, para que as pessoas adotem ou apadrinhem os adultos, que podem colaborar com a gente com a alimentação ou castração. Estamos buscando parceiros que possam dividir o custeio da cirurgia com os policiais. Temos recebido muitas denúncias de abandono de animais durante a pandemia”, comentou Elizabeth, em entrevista ao G1.

Vermifugados, os filhotes ainda precisam ser vacinados. Os adotantes terão que assinar um termo de responsabilidade ao efetuar a adoção. Através do documento, eles se responsabilizarão pela alimentação, cuidado veterinário e também pela atenção e carinho dos quais os animais necessitam para tem qualidade de vida.

Foto: Batalhão Ambiental/Divulgação

“Antes a gente conversa para que seja uma adoção responsável. Por mais que a pessoa tenha vontade, ela tem que ter consciência da responsabilidade de adotar uma vida. Ela vai ter um custeio com a saúde e alimentação do animal, que também precisa interagir com outros animais; cada um tem uma personalidade diferente”, comentou a sargento.

Apesar de estar abrigando os cachorros, o Batalhão Ambiental não funciona como canil e não recebe animais, atuando exclusivamente no resgate de animais silvestres.

“Com a campanha a gente quer estimular a adoção, para que as pessoas estejam abertas, que possam cuidar de filhotes ou ajudar a cuidar de cães adultos. É importante ressaltar que a pessoa que abandona um animal, dependendo da circunstância, pode ser responsabilizada criminalmente”, ressaltou a sargento.

Para adotar um dos cães, basta entrar em contato com o BA pelo número (96) 99139-9433.


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19 livros infantis para formar adultos com consciência ambiental

Reprodução/”Um dia, um rio”/André Neves

Brasil é um dos países com maior biodiversidade do mundo, com uma multiplicidade de florestas tropicais e espécies de fauna e flora a perder de vista. Além disso, favorecidos por nossa posição geográfica – o país está posicionado bem no meio da Placa Sul-Americana – somos bem servidos de um privilégio do ponto de vista ambiental, o que faz daqui um lugar praticamente a salvo de eventos naturais como vulcões, maremotos e terremotos.

“O país abriga também uma rica sociobiodiversidade, representada por mais de 200 povos indígenas e por diversas comunidades – como quilombolas, caiçaras e seringueiros, para citar alguns – que reúnem um inestimável acervo de conhecimentos tradicionais sobre a conservação da biodiversidade.” (Fonte: Ministério do Meio Ambiente)

No entanto, na História recente do país, não faltam exemplos de como essa narrativa foi e vem sendo deturpada. O meio ambiente brasileiro tem sofrido exponencialmente os impactos nocivos da ação do homem. Para citar somente algumas, desmatamento, mineração e exploração de recursos feitos de forma irresponsável resultam ano após ano em danos irreversíveis do ponto de vista natural e social.

Nos últimos três anos, o Brasil sofreu dois dos seus maiores marcos de revés ambiental: Mariana, em 5 de novembro de 2015, e Brumadinho, no dia 25 de janeiro de 2019. Ambos ocorreram em função do rompimento de barragens no Estado de Minas Gerais, acarretando a liberação de toneladas de lama tóxica nas bacias hidrográficas do Rio Doce e Rio Paraopeba. Tudo isso a um custo ambiental e humano imensurável – clique aqui para saber mais.

O que isso tem a ver com as crianças?

Falar de preservação ambiental com as crianças, então, deve ser uma preocupação de uma educação que se preocupe em formar próximas gerações mais conscientes e responsáveis. Nesse sentido, a literatura pode ajudar. Afinal, conversar sobre natureza e conservação com os pequenos não se trata apenas de apresentar biomas e classificar espécies, e sim de despertar desde cedo o respeito pela natureza como parte do que somos.

Na lista do Lunetas, tem Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ziraldo, André Neves, Shel Silverstein e muitos outros escritores e ilustradores em histórias de respeito e reverência à natureza

Assim, histórias de ficção que abordem direta ou indiretamente a questão do meio ambiente e problematizem a relação entre homem-natureza têm grande potencial de instigar nas crianças – e também nos adultos que leem com elas – o senso de urgência de renovação de um pensamento que a cada ano se revela mais falido: a falsa superioridade do homem sobre a natureza.

Tudo isso com um diferencial da literatura dita “para crianças”: a fábula, a brincadeira e o jogo poético com as palavras estimulam o pensamento crítico a partir da imaginação de cada um, e não do didatismo e ou da imposição de verdades absolutas.

Como sugere o livro “A Árvore”, do autor Roberto Carvalho Magalhães, um dos livros indicados nessa lista, por que o progresso humano deve estar em contradição com a natureza?

Confira 19 livros para estimular o interesse pela preservação ambiental

*As sinopses dos livros são de autoria das respectivas editoras.

1. “Um dia, um rio” – Leo Cunha e André Neves (Pulo do Gato)
O livro “Um dia, um rio” é um lamento, um grito de socorro tardio de um rio indefeso que não tem como reagir ao ser invadido pela lama da mineração que destrói suas águas e as vidas que abriga. O livro traz a fala doce e amargurada de um rio que perdeu sua vocação e sua voz e por isso lamenta sua sina como se cantasse uma triste modinha de viola, recordando o tempo em que alimentava de vida seu leito, suas margens e as regiões por onde passava. Com lirismo e contundência, dialoga sobre o desastre ambiental que abalou a Bacia do Rio Doce, em 2015. O mesmo trágico destino que segue destruindo a vida de muitos rios brasileiros.

2. “O menino da Terra” – Ziraldo (Melhoramentos)
Qual será o futuro do nosso planeta se as pessoas não respeitarem o mundo em que vivem? Precisaremos buscar outro mundo para viver? Essas são questões com as quais crianças e adultos se deparam todos os dias. “O menino da Terra” é um livro que fala de um possível recomeço para a humanidade; com criatividade e sensibilidade, reconta uma bela história que pode vir a acontecer se o meio ambiente for respeitado e tratado com carinho.

3. “Entre rios” – Domingos Pellegrino, Índigo , Marcelino Freire, Márcio Souza, Maria Valéria Rezende, Moacyr Scliar e Roger Mello (FTD)
Uma mulher decidida viaja pelo rio Paraná com o irmão e o filho, em busca do marido; o enterro de um rio; um casal, em vias de se separar ou iniciar uma vida em comum, em outro lugar; uma carta sobre acontecimentos inusitados em um rio do Centro-Oeste; o despertar do amor e da consciência política, às vésperas da inauguração de uma hidrelétrica; filho e pai que se redescobrem por causa de um falso tesouro de piratas enterrado às margens de um falso rio – esses são os temas dos sete contos deste livro. Saiba mais sobre “Entre rios“.

4. “Menino do rio doce”, Ziraldo (texto), Ângela Dumont (ilustração), Antônia Diniz Dumont (ilustração), Marilu Dumont (ilustração), Martha Dumont (ilustração), Sávia Dumont e Demóstenes (ilustração) – Companhia das Letrinhas
Numa linguagem que é poesia e prosa ao mesmo tempo, Ziraldo conta a vida de dois personagens – um menino e um rio: “O menino tinha certeza de que havia nascido no dia em que viu o rio. Na sua memória, não havia nada antes daquele dia. O menino amou o rio pois acreditou que o rio também havia nascido no dia em que ele o viu”. Saiba mais sobre o livro “Menino do rio doce“, que foi publicado pela Companhia das Letras em 1996.

5. “Os figos são para quem passa” – João Gomes Abreu e Bernardo P. Carvalho (Edições Chão da Feira)
O urso olha os galhos. Todavia, entre a folhagem, encontra apenas um figo ainda verde: “Quanto tempo levará este figo a ficar doce? Talvez um dia?” E, muito confiante, senta-se para esperar. Mas, junto da figueira, muitas peripécias o aguardam. Porque… para quem serão os figos afinal? Para quem passa? Para quem os guarda? Para os mais fortes? Para os mais rápidos? Ou para quem tem mais fome? “Os figos são para quem passa” foi recém-lançado pela independente Edições Chão da Feira, e é uma pedida para leitores de todas as idades, com sensibilidade para apreender metáforas sobre o tempo da natureza e das pessoas.

6. “O garimpeiro do rio das Garças” – Monteiro Lobato e Guazzelli (Globo Livros)
Com linguagem coloquial e elegante, em tom de fábula recheada de humor, a trama de “O garimpeiro do rio das Garças” acompanha o matuto João Nariz, que vende tudo o que possui e parte para o Mato Grosso disposto a fazer fortuna. A seu favor, apenas um olfato poderoso, que João treina para farejar diamantes, além da companhia do fiel cãozinho Joli. Na luta para mudar seu destino, o garimpeiro precisa enfrentar uma série de desafios – entre os quais, o embate com dois cangaceiros que sonham em se tornar condes.

7. “Azul e lindo: Planeta Terra, nossa casa” – Ruth Rocha e Otavio Roth (Moderna)
“Azul e lindo: Planeta Terra, nossa casa“, é um livro que fala da importância do cuidado com a casa de todos nós: o planeta Terra. O que fazer para impedir que os solos se tornem desertos, que as águas fiquem envenenadas e que as florestas sejam devastadas? Como preservar o meio ambiente para que possamos viver com qualidade e para que as futuras gerações encontrem um planeta como deve ser: azul e lindo?

8. “A árvore” – Roberto Carvalho de Magalhães (Sesi-SP)
“A árvore” não é um catálogo botânico. Também não é a história de uma única planta. A árvore é um livro de perguntas – por quê? desde quando ela estava ali? Quem é o sr. Angorb? Qual sua profissão? Por que foi embora? E, apesar de dar algumas respostas, levanta uma grande questão: por que o progresso humano deve estar em contradição com a natureza? E o livro também responde a perguntas que sequer foram feitas: quais são nossos sonhos? o que é realmente importante no lugar onde vivemos? qual a consequência das escolhas que fazemos? A árvore nos coloca diante da exuberância da natureza e, com humor, sensibilidade e afeto, nos induz a refletir sobre a relação do homem com ela.

9. “O rio dos jacarés” – Gustavo Roldán (Boitatá)
O rio dos jacarés é, sem nenhuma dúvida, o melhor lugar para um jacaré. Mas nem todo o mundo concorda com isso: hoje mesmo, de manhã, o senhor do terno laranja comprou o rio, e agora os jacarés terão de ir embora. Mas será que o dinheiro é mesmo capaz de comprar qualquer coisa? Indicado para crianças a partir dos 6 anos, o livro instiga o pensamento sobre temas como questões ambientais, direitos dos animais e até mesmo desigualdade social. Ao final, o livro traz ainda questões para refletir sobre a leitura e debater. Saiba mais sobre o livro “O rio dos jacarés“, publicado pela Boitatá, selo infantil da editora Boitempo.

10. “Nas águas do rio Negro” – Drauzio Varella e Odilon Moraes (Companhia das Letrinhas)
Os segredos e encantos da Amazônia. O rio Negro é um grande espelho. Suas águas refletem as árvores das margens e as nuvens do céu. Muito largo, ele contém os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo, e, também comprido, nasce na Venezuela, entra no Brasil e corta a Floresta Amazônica por mais de mil quilômetros. Drauzio Varella já viajou por esse importante rio brasileiro inúmeras vezes, no barco Escola da natureza, colhendo plantas da região que pudessem ser transformadas em medicamentos. Em “Nas águas do rio Negro“, o autor mergulha no terreno da fantasia e do folclore e relata o que aconteceu certo dia em que, em uma de suas viagens, adormeceu sozinho numa rede do convés do barco, entretido com as estrelas e a lua cheia.

11. “A história da Terra 100 palavras” – Gilles Eduar e Maria Guimarães (Companhia das Letrinhas)
A história da Terra começou há muito, muito tempo. Foram sucessivos acontecimentos que deram origem aos seres fantásticos que a habitam. Além de explicar a formação do nosso planeta desde os primórdios, este livro traz cem criaturas que deixaram a sua marca na história. Cada um dos períodos da evolução — primórdios, ediacarano, cambriano, devoniano-carbonífero, jurássico-triássico, cretáceo, eoceno, pleistoceno — é trabalhado a partir de três linguagens diferentes: imagens, palavras-chave e verbetes. “A história da Terra 100 palavras” ainda traz uma linha do tempo e um glossário.

12. “Leocádio, o leão que mandava bala” – Shel Silverstein (Companhia das Letrinhas)
Leocádio era um leão que vivia sossegado na floresta com seu bando. Mas quando seres que andavam apenas com as patas de trás, usavam grandes chapéus vermelhos e carregavam coisas que cuspiam fogo apareciam por lá, só cabia aos leões fugir. Os tais seres eram caçadores, e um dia deixaram Leocádio tão curioso que ele resolveu inverter os papéis na floresta: engoliu o caçador, aprendeu a atirar, se tornou o melhor leão atirador de todos os tempos e resolveu mudar para a cidade. Nesta fábula moderna e sagaz de Shel Silverstein, leitores de todas as idades são convidados a repensar seus valores sociais, seus hábitos de consumo e suas prioridades. “Leocádio, o leão que mandava bala” é do mesmo autor dos clássicos infantis “A parte que falta” e “A árvore generosa”.

13. “Poeminhas da terra” – Márcia Leite e Tatiana Móes (Pulo do Gato)
Hora de comer, hora de brincar, hora de colher, hora de pescar, hora de festejar, hora de contemplar, hora de compartilhar são alguns dos temas explorados nestes singelos poemas sobre o cotidiano da vida na aldeia daqueles que são os primeiros habitantes do Brasil. Saiba mais sobre o livro “Poeminhas da terra“.

14. “Se eu fosse uma árvore” – Talita Nozomi (Gaivota)
E se eu fosse… um pássaro, uma flor, um riacho? Com muita delicadeza, “Se eu fosse uma árvore” transforma o leitor em uma árvore. Uma árvore maluca, é verdade, mas também muito bonita e acolhedora. Vale a pena deixar de ser gente um pouquinho, para atrair passarinhos e ter sementes que voam até alto-mar. Afinal, mesmo tendo de enfrentar o inverno, uma árvore passa também pela primavera. E é muito gostoso deixar tudo ao nosso redor mais vivaz e alegre.

15. “Nina no Cerrado” – Nina Nazario (Oficina de Textos)
O livro “Nina no Cerrado” conta a história desse importante bioma brasileiro, por meio de versos de cordel, belas ilustrações e fotos de animais e paisagens típicas. A linguagem poética torna as características do cerrado atraentes e de fácil assimilação para o público infanto-juvenil. A experiência e a familiaridade da autora com a vida do cerrado conferem ao livro um caráter acolhedor, muito benéfico para o pequeno leitor, que se sente transportado para o ambiente. Animais típicos, frutos e paisagens aumentam o repertório da criançada e colaboram para entender todo o processo de transformação do cerrado – do surgimento da vegetação, passando pelas épocas de chuva, de seca e incêndio, até o reinício do ciclo natural.

16. “Dudu cata tudo” – Sheila Kaplan (Rovelle)
Duda é um colecionador de tesouros. Tudo o que encontra pelas calçadas o menino leva pra casa. Lá ele limpa, organiza, recupera objetos usados e, com criatividade, dá novo uso a eles. Preocupado com a quantidade de lixo produzido e descartado de maneira inadequada, e com o perigo que a poluição traz para as pessoas, animais e plantas, Duda decide ir fundo nas pesquisas e envolve a turma da escola numa divertida brincadeira de coleta seletiva e reaproveitamento. E você? O que pode fazer para ajudar a preservar o meio ambiente? Saiba mais sobre “Duda cata tudo”.

17. “Ynari” – Ondjaki (Companhia das Letrinhas)
O livro “Ynari” conta a história de uma menina com cinco tranças e muita vontade de conhecer as palavras do mundo. Certa manhã, passeando perto do rio, Ynari encontra um homem pequenino, de uma aldeia distante da sua, onde vivem muitos seres pequenos por fora e grandes por dentro, cada um com um dom mágico. Lá existe o velho muito velho que inventa as palavras e a velha muito velha que destrói as palavras. Nessa sua jornada, Ynari também acaba descobrindo que a guerra faz parte do mundo: cinco aldeias da região estão lutando, cada qual por não ter algo que as outras aldeias possuem.

18. “Tapajós” – Fernando Vilela (Brinque-Book)
Cauã e Inauê vivem às margens do Jari, um pequeno canal que liga o rio Amazonas ao rio Tapajós, no Estado do Pará. Os irmãos vivem em uma casa simples, de palafitas, com os pais e Titi, o jabuti da família. Mas o personagem principal do livro é, na verdade, o próprio cenário da pequena vila, que é de encher os olhos. Saiba mais sobre o livro “Tapajós“.

19. “Os rios morrem de sede” – Wander Pirolli e Lelis (Sesi-SP)
Para fechar com chave de ouro esta lista, o livro “Os rios morrem de sede“, uma leitura imprescindível, não só para crianças, mas para todos que se preocupam com a degradação dos recursos naturais. Quarenta anos depois, o rio farto em peixes aonde o pai o levava está convertido num curso de água “encardida” em que todo tipo de vida foi sufocado. Já não há o que pescar naquele caldo escuro que a poluição envenenou. Ainda assim, é para lá que o homem segue, certa madrugada, munido de inúteis anzóis, levando Bumba, o filho de sete anos – exatamente como fizera com ele seu próprio pai, quatro décadas antes, quando tinha a exata idade de seu filho agora.

Fonte: Lunetas


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Cães debilitados são resgatados após maus-tratos em Jundiaí (SP)

Os cães foram encaminhados para uma clínica veterinária para que pudessem receber os cuidados necessários


Quatro cachorros foram resgatados após sofrerem maus-tratos em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Os animais estavam em uma casa no bairro Novo Horizonte. De acordo com a polícia, dois filhotes e a mãe apresentavam sinais de desnutrição e tinham dificuldade para ficar em pé.

O resgate foi realizado pela Polícia Civil. Bastante assustado e nervoso, um dos cachorros precisou ser sedado para que pudesse ser retirado do local. As informações são do portal G1.

Após serem resgatados, os cães foram encaminhados para uma clínica. Eles foram submetidos a exames e depois foram medicados.

O local onde os cachorros eram mantidos foi periciado e o caso foi registrado na delegacia como maus-tratos a animais.

Uma pessoa que estava na casa no momento da operação policial foi levada para a delegacia e, depois de prestar depoimento, foi liberada. O caso foi descoberto após ser denunciado para uma ativista, que acionou a polícia.


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Paróquia arrecada doações para manter cães de padre assassinado no DF

A Paróquia Santa Rita de Cássia, no Distrito Federal, está arrecadando doações para construir um canil e arcar com os gastos da ração dos cães do padre Kazimerz Wojno, conhecido como padre Casemiro, que foi assassinado durante um latrocínio. O crime aconteceu no dia 22 de setembro na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na qual os cães viviam.

Reprodução/Metrópoles

O padre Iran Preusse, da Paróquia Santa Rita, disse que a igreja pede também o apoio de “ONGs que possam ajudar com a castração, porque são muitos e não passaram pelo procedimento”.

Atualmente, dois filhotes e quatro adultos estavam na igreja do padre Casemiro quando o sacerdote foi morto. “Nos primeiros dias, eles estavam muito tristes, chegaram muito assustados. Estão se adaptando agora à nossa casa”, contou ao portal Metrópoles.

O padre, que já tutelava outros cães, ficou com Tigre, Polga e Pretinha, como foram batizados por Casemiro os cachorros adultos, e dois filhotes, que receberam os nomes de Apolo e Zeus. Outro cão adulto também será adotado por ele.

“Eu tinha cachorros abandonados na minha porta e peguei todos. Quando mudei para a igreja, eles vieram comigo. Ao todo, são 11”, disse.

O padre Casemiro era tutor de dez cães. Desses, quatro ficaram com o padre João Firmino, da Arquidiocese de Brasília.

“Estou com quatro cachorros dele: três filhotes, sendo uma fêmea e dois machos, e uma fêmea grande”, disse Firmino. “Tenho mais dois em casa e, como o espaço é grande e tem sempre gente em casa, adaptar se tornou mais fácil. Pelo que conheci, a raça também gosta de ambiente familiar”, completou.

Reprodução/Metrópoles

De acordo com Preusse, doações já começaram a chegar, mas ainda não são suficientes. “Já tiveram duas pessoas que levaram ração. Por enquanto, não é uma campanha física, mas temos pessoas nos ajudando ao saber da história, e toda ajuda é bem-vinda”, concluiu.

Interessados em ajudar devem entrar em contato com a secretaria da Paróquia Santa Rita de Cássia através do telefone (61) 3242-6574.


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Gambás e cerca de 70 gatos são encontrados mortos em Bauru (SP)

Moradores da Vila Souto, em Bauru (SP), denunciam a morte de cerca de 70 gatos e sete gambás. O caso foi denunciado à Polícia Civil. Os animais viviam em um terreno e, segundo os vizinhos do local, foram envenenados por um morador. O caso é investigado.

Foto: Arquivo pessoal

A denúncia indica que dentre os animais foram mortos filhotes, tanto de gato quanto de gambá. Os moradores começaram a encontrar corpos no local no dia 26 de setembro e registraram um boletim de ocorrência em 1º de outubro.

Na quarta-feira (9), o delegado Dinair José da Silva, titular da Delegacia de Crimes Ambientais, iniciou uma investigação no local em que os animais foram encontrados.

Silva reforçou que, se comprovado, o envenenamento de animais é considerado crime e tem pena de até um ano de detenção, além de multa. As informações são do G1.

Foto: Arquivo pessoal

No boletim de ocorrência consta a informação de que os animais recebiam cuidados de ONGs e de moradores da região. Fábio Marqueti, que trabalha ao lado do terreno no qual os animais viviam e que foi o responsável por denunciar o caso à polícia, afirmou no boletim que um morador, incomodado com os gatos, já havia expressado vontade de “descartá-los”.

Preocupado, Marqueti chegou a recolher parte de uma comida oferecida pelo homem aos animais por suspeitar que o alimento estivesse contaminado com chumbinho, veneno proibido no Brasil.


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Cães abandonados sem comida são resgatados de sítio no interior de SP

Nove cachorros, sendo um adulto e oito filhotes, infestados de pulgas e carrapatos foram encontrados em situação de maus-tratos em Barra do Turvo (SP), na quinta-feira (26). Eles foram resgatados pela Polícia Civil e entregues a uma ONG.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Em condições precárias de higiene e sem alimentação, os cães foram resgatados de um sítio. No local, havia ainda outro filhote, porém morto.

Ao notar a situação deplorável dos cães, os policiais compraram ração e mantimentos para eles. As informações são do portal G1.

O tutor dos cachorros foi autuado pelo crime de maus-tratos e assinou termo circunstanciado de ocorrência. Os animais foram levados para o Grupo de Proteção aos Animais do Vale do Ribeira e em breve serão doados.

Denúncias de maus-tratos a animais podem ser feitas pelo Disque Denúncia 197.


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Família de elefantes é resgatada após ficar presa em mina de ouro desativada

Foto: ViralPress
Foto: ViralPress

Um vídeo flagrou o momento comovente em que cinco elefantes foram resgatados de uma mina de ouro abandonada na Malásia.

As imagens mostram uma escavadeira escavando uma rampa antes dos três adultos, um jovem e mais um bebê subirem e desaparecerem novamente na selva em Pekan.

Autoridades da vida selvagem disseram que passaram seis horas trabalhando para resgatar a família de elefantes na terça feira última (20).

As imagens mostram os cinco elefantes reunidos e preso no buraco cheio de água e com as laterais íngremes, impedindo que eles saíssem, enquanto uma escavadeira cava uma rota de fuga.

Uma vez concluído ao caminho, os oficiais começaram a gritar com os elefantes que se moviam em direção à rampa.

O maior elefante, possivelmente o líder do grupo ou a matriarca, é o primeiro a seguir na rampa antes que os outros corram atrás dela.

Foto: ViralPress
Foto: ViralPress

O Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais Peninsular da Malásia (Perhilitan) disse que recebeu a chamada de emergência pela manhã e correu para a área.

O diretor Rozaidan Md Yasin disse: “Quatro oficiais que estavam checando a cena descobriram que os elefantes não podiam sair por causa da área escorregadiça e lamacenta.

Os quatro oficiais descobriram que o caminho era íngreme demais para os elefantes escaparem por ele.

Foto: ViralPress
Foto: ViralPress

“Tivemos que pedir ajuda a uma empresa de mineração próxima para usar sua escavadeira para cavar e abrir caminho para os elefantes poderem sair”.

“A operação de resgate levou seis horas no total. Foi concluída às 18:00 e os elefantes saíram da mina totalmente saudáveis. Eles voltaram para a selva”.

Foto: ViralPress
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Cães são resgatados após passarem fome a ponto de praticar canibalismo

A Polícia Ambiental resgatou seis cachorros em Pirassununga (SP) nesta terça-feira (13). Os animais estavam debilitados por falta de alimentação e viviam em uma casa no Jardim Margarida. O tutor foi multado em R$ 24 mil.

Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

O caso foi descoberto após denúncia. Ao chegar no imóvel, a polícia descobriu que dois filhotes foram comidos pelos outros animais tamanha era a fome que sentiam. As informações são do G1.

O tutor alegou, de acordo com a polícia, que está desempregado, vive de bicos e só alimentava os cachorros à noite. Disse também que tentou doar os filhotes, mas não teve êxito.

Os seis cachorros foram resgatados e encaminhados para uma clínica veterinária.


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Cães desnutridos e feridos são salvos após serem abandonados em imóvel

Cinco cachorros desnutridos e com ferimentos pelo corpo foram resgatados na última semana após serem abandonados em um imóvel em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. No local, havia um casal de cachorros e três filhotes, todos da raça american bully.

Foto: Reprodução/Gabinete do vereador Luiz Carlos Ramos Filho

“Recebi a denúncia de vizinhos. Os animais não se alimentavam há vários dias”, afirmou o vereador Luiz Carlos Ramos Filho, presidente da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O parlamentar acionou a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e a Subsecretaria de Bem-estar Animal da cidade.

“O imóvel era alugado, e o locatário está desaparecido. A polícia vai investigar. Maus-tratos a animais é crime”, acrescentou Ramos Filho, em entrevista ao G1.

Foto: Reprodução/Gabinete do vereador Luiz Carlos Ramos Filho

Ramos Filho levou os cachorros para uma clínica veterinária particular. “Depois serão encaminhados a um abrigo, castrados e colocados para adoção”, explicou.

É o segundo resgate do tipo feito em menos de um mês na cidade. No dia 12 de junho, 12 cachorros desnutridos foram encontrados pela Subsecretaria de Bem-estar Animal em uma casa no bairro Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Outros cinco cães estavam mortos no local.

Foto: Reprodução/Gabinete do vereador Luiz Carlos Ramos Filho

Denúncias

O programa Linha Verde, do Disque Denúncia, registrou 854 denúncias de maus-tratos a animais apenas nos três primeiros meses deste ano, sendo 125 de animais em situação de abandono.

De acordo com o programa, as principais vítimas são cachorros, gatos e cavalos. Entre as denúncias consta falta de alimentação, abandono, agressão, e outras crueldades, como manter animais acorrentados.

As denúncias e os pedidos de resgate podem ser feitos através do telefone 1746 ou pelo site, em qualquer dia da semana, inclusive aos domingos e feriados.

Foto: Reprodução/Gabinete do vereador Luiz Carlos Ramos Filho
Foto: Reprodução/Gabinete do vereador Luiz Carlos Ramos Filho

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Cães são resgatados após serem deixados sem água e comida em MG

Policiais civis da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes contra a Fauna (DEICCF) encontraram 13 cachorros, sendo quatro adultos e nove filhotes, em situação de maus-tratos em uma casa no bairro Providência, em Belo Horizonte (MG).

(Foto: Polícia Civil/ divulgação)

Sem alimento e água e em um ambiente insalubre, repleto de mato, lixo, sujeira e objetos espalhados, os cachorros foram encontrados com infestação de pulgas e carrapatos, desnutrição e sinais de apatia e desânimo. As informações são do portal Estado de Minas.

A tutora dos cães afirmou que eles estavam sem água porque haviam derrubado a vasilha e que a ração tinha acabado na noite anterior. O comportamento dos animais, no entanto, demonstrou o contrário. Isso porque, ao receberem água e ração dos policiais, eles se desesperaram, tamanha era a fome e a sede que sentiam, e disputaram o que lhes foi oferecido.

Cinco dos 13 cachorros, que estavam mais debilitados, foram levados para o hospital veterinário do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Os filhotes já estão disponíveis para adoção, já os adultos serão doados após serem castrados.

Para adotar um dos animais é preciso entrar em contato com o Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente (Dema) pelo telefone (31) 3212-1356 ou pessoalmente, n rua Bernardo Guimarães, 1.571, Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.


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