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Parque Treze de Maio (PE) é acusado de maus-tratos aos animais

Macaco Chico é mais uma vítima da vida estressante em cativeiro (Foto: Aline Souza/ Especial para o JC)

Após visitarem o Parque Treze de Maio nesta sexta-feira (16), os integrantes da Associação de Defesa do Meio Ambiente de Pernambuco (Ademape) decidiram acionar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que os animais que vivem no local sejam abrigados no Horto de Dois Irmãos. A ação deverá ser protocolada na próxima terça (20).

Durante a visita, foram detectadas várias irregularidades, segundo o presidente da Ademape Manoel Tabosa. De acordo com o representante da instituição, a única melhoria encontrada nesta visita foi em relação à limpeza das jaulas. “O público tem acesso direto ao animais. As pessoas dão alimentos inadequados e entregam objetos. Para os animais, é sempre dia, pois as luzes do Parque ficam acesas durante a noite. Além disso, as grades estão enferrujadas”, relata.

Os integrantes da Ademape, acompanhados por um veterinário, constaram ainda que o macaco-prego Chico está bastante ferido. “Ele apresenta ferimento na orelha, no focinho e a cabeça está queimada, parecendo que levou um choque elétrico”, conta Tabosa.

O presidente da Ademape afirmou que o Parque Treze de Maio não oferece condições para abrigar animais silvestres. “Se eles têm que ficar em jaulas, que pelo menos ofereçam o mínimo de condições. O que esses animais estão sofrendo já configura crime de maus-tratos”, diz.

Fonte:  Pernambuco.com

Nota da Redação: Confinar animais em jaulas, ou espaços artificiais, limitando e controlando seu acesso aos ambientes naturais é um crime contra a natureza. Animais devem viver livres em seus habitats.

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