Notícias

MP apura morte de três animais explorados pelo Zoológico de Brasília

A morte do elefante Babu, da girafa Yvelise e da adax Gaia está sendo investigada pelo Ministério Público do Distrito Federal. O objetivo, segundo o MP, é apurar se houve “negligência, imprudência ou imperícia de agentes públicos” no trato com os animais.

Adax morreu após sofrer uma luxação em uma das patas (Foto: Andre Borges/Agência Brasília/Divulgação)

No texto do inquérito, assinado pelo promotor de Defesa do Meio Ambiente Roberto Carlos Batista, consta a informação de que a Polícia Civil já investiga a morte de Babu, ocorrida em janeiro, e que o próprio MP já estava apurando a morte de Yvelise.

O órgão, agora, quer explicações do secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal e da direção do zoológico. A ação solicita os laudos de necropsia dos animais, os nomes dos funcionários responsáveis por cuidar dessas espécies e as medidas tomadas para proteger o restante dos animais que vivem no local.

De acordo com o documento, “não se pode considerar normal o óbito de três animais silvestres” especialmente em uma instituição que conta com um “número considerável de funcionários, tratadores, veterinários.”

A última morte a ocorrer no zoológico foi da adax, no último dia 28. Gaia tinha dois anos e meio e após uma luxação na pata, apresentou sintomas musculares e morreu. A espécie é considerada “em perigo crítico de extinção”, categoria que está à frente apenas de “extinto na natureza” e “extinto”. Outros três animais da espécie, uma fêmea e dois machos, vivem no zoológico. As informações são do portal G1.

Quatro dias antes de Gaia morrer, em 24 de março, foi a vez da girafa perder a vida. Yvelise, de sete anos, morreu durante uma cirurgia. Ela foi diagnosticada com um distúrbio intestinal que provocou a torção do órgão e a necrose das células. Girafas têm uma expectativa de vida de, em média, 20 anos. O cativeiro, entretanto, fez com que Yvelise morresse bem mais cedo, tendo vivido, assim como Gaia e Babu, aprisionada.

O elefante, por sua vez, morreu em janeiro aos 25 anos de idade devido a uma parada cardiorrespiratória. E apesar do primeiro laudo da necrópsia indicar inflamação no pâncreas como causa da morte, em 20 de fevereiro o zoológico levantou a possibilidade de envenenamento criminoso após uma biópsia realizada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontar a presença de substâncias tóxicas como causas da pancreatite aguda que matou Babu. O exame encontrou chumbo, arsênio, mercúrio e elementos cumarínicos – composto químico altamente danoso aos animais.

A suspeita de envenenamento, entretanto, ainda não foi confirmada. De acordo com o diretor-presidente do zoológico, faltam resultados de testes de capim e de solo e de um exame toxicológico da universidade.

As investigações estão sendo realizadas pela Polícia Civil e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio do Ministério do Meio Ambiente.

Nota da Redação: zoológicos e outros locais que aprisionam animais devem ser completamente extintos. Casos como o do elefante Babu e da girafa Yvelise servem para alertar a população mundial sobre a injustiça e crueldade escondida atrás de zoológicos e outros locais que mantém animais em cativeiro apenas para divertimento humano. É preciso clarear a consciência para entender e respeitar os direitos animais. Eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos. Enquanto pessoas obtém algumas horas de entretenimento, os animais são condenados a uma vida inteira de exploração e abusos.

​Read More