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São Paulo faz acordo internacional para reduzir plásticos descartáveis

A Prefeitura de São Paulo deve anunciar, nas próximas semanas, um acordo internacional feito pela cidade para a redução de plásticos descartáveis. Um projeto que proíbe todos os plásticos de uso único também tramita na Câmara Municipal e outra proposta, que proíbe canudos plásticos, aguarda a aprovação, já prometida, do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Rosley Majid / EyeEm/Getty Images)

O acordo internacional que a capital paulista integra é o Compromisso Global para a Nova Economia do Plástico, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Prefeitura de São Paulo assinou o acordo no final do mês de março, mas deve divulgá-lo apenas no próximo mês. As informações são do portal Exame.

As metas do acordo serão determinadas pela prefeitura. Entre as ações, São Paulo deve adotar ações para eliminar o uso de embalagens de plástico desnecessárias e incentivar modelos de reciclagem do plástico. O objetivo é melhoras os índices de reciclagem da cidade, que atualmente estão abaixo de 10%.

Trata-se da primeira cidade do continente a integrar o acordo, que tem os governos do Chile, do Peru e de Granada, no Caribe, como signatários. Em outros países, projetos semelhantes têm sido promovidos. Em 2018, a União Europeia estabeleceu como meta banir o uso de canudos e outros produtos plásticos até 2021. O Rio de Janeiro foi a primeira cidade brasileira a proibir os canudos.

No caso do projeto aprovado na Câmara Municipal de São Paulo em abril, fica proibida a distribuição de canudos plásticos em restaurantes, bares, hotéis e salões de eventos. O texto sugere a substituição do produto por outro feito de material descartável, como de papel reciclável ou material biodegradável.

Apesar de ter apoiado a medida, o prefeito ainda não a sancionou. Ele precisa, também, regulamentar a lei e decidir, por exemplo, a quem caberá fiscalizar a lei e aplicar as multas, que vão de R$ 1 mil a R$ 8 mil.

Outro projeto sobre a proibição dos plásticos tramita na Câmara. De autoria do vereador Xexéu Trípoli, o PL 99/2019 proíbe “o fornecimento de copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões de plásticos descartáveis” nos locais em que a distribuição dos canudos foi banida. As penalidades para o descumprimento da medida são as mesmas.

Percival Maricato, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), colocou-se favorável aos projetos e disse “qualquer medida para o meio ambiente tem o nosso apoio”, mas afirmou que “essas medidas precisam ser bem discutidas, com prazos para a adequação”.

Resíduos sólidos

O lixo produzido e coletado em São Paulo é levado para o Aterro São João, na Zona Leste do município. Apesar de não ser levado para perto do mar, especialistas dizem que é um equívoco acreditar que o acúmulo de plástico no meio ambiente não tem relação com o lixo produzido em São Paulo.

“O problema não é o lixo que vai para o aterro. É o que não é coletado, que é jogado nas ruas, não é recolhido, e vai parar em córregos e rios”, diz o professor de Engenharia Ambiental da USP Ronan Contrera.

Canudos de aço inox

Canudos de aço inox são oferecidos para os clientes que fazem questão de utilizar o produto no restaurante de comida natural Estela Passoni, na Zona Oeste de São Paulo. O local foi inaugurado há dois anos e nunca trabalhou com canudos de plástico.

“Nunca foi um problema, mas o fato de estar aqui em Pinheiros ajuda”, diz Mariana Passoni, de 34 anos, uma das sócias do restaurante localizado na Rua Joaquim Antunes. No bairro onde o estabelecimento está é comum, entretanto, encontrar bares e restaurantes que, até devido à consciência ecológica do público, oferecem canudos biodegradáveis. Já no restaurante de Mariana, os canudos de aço inox são um sucesso e a versão dobrável deles é vendida a R$ 55.

Na prateleira do restaurante, há também copos de silicone. Uma sorveteria na Rua dos Pinheiros também já ofereceu desconto de 10% para clientes que levam potes de casa para consumir a sobremesa e trocou as pazinhas de plástico por outras, de madeira. O canudo usado no local é de papel.

“Os clientes mesmo não aceitam mais os canudinhos de plástico”, diz Adenilson Santos, maître do Le Jazz, na mesma região. Na Choperia São Paulo, há quatro meses os canudos de plástico foram banidos, tendo sido substituídos por canudos feitos de cana-de-açúcar, ideia que partiu do barman Elivaldo Campos, de 40 anos.

O cenário deu origem, inclusive, à campanha Recicla Pinheiros, que dá um selo a estabelecimentos que descartam o lixo de forma consciente, possuem pontos de coleta e oferecem experiências sustentáveis, como oferecer água do filtro aos clientes. “Queremos ser o bairro mais sustentável de São Paulo”, resumem os organizadores. Quarenta e oito locais já receberam o selo.

Os organizadores pretendem, em julho, ter um mapa que indique a localização das lojas que receberam o selo. “A meta, que é ter lixo zero, está repercutindo dentro dos estabelecimentos”, diz Vanêssa Rêgo, presidente do Coletivo Pinheiros, associação da qual fazem parte 80 estabelecimentos.

“Pinheiros reúne uma comunidade com um pouco mais de consciência”, diz Paula Gabriel, diretora de comunicação corporativa da TriCiclos, empresa de economia circular e gestão de resíduos que está entre as organizadoras da campanha. Atitudes como abrir pontos de coleta de pilhas podem ser replicadas facilmente, segundo Paula.

Na Vila Madalena, clientes costumam pedir bebidas sem canudo no Boteco do Urso. Outros, levam os próprios canudos, de aço inox. No Astor, na mesma região, o bar lançou canudos feitos de macarrão e brincou: “teremos macarrão ao suco”. O local prometeu fornecer a versão de papel para os intolerantes a glúten.

No Pasquim, os canudos de papel chegara há dois meses. “A maioria dos frequentadores aceita sem resistir”, diz Ricardo Tudeia, gerente do bar. No entanto, ainda segundo Tudeia, o novo produto pode custar 600% a mais que o feito de plástico e, às vezes, se desfaz com a bebida, o que faz com que o bar tenha que repor o canudo para o cliente.

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Macacos que serão utilizados em testes nos EUA foram transportados pela Royal Jordanian Airlines, quebrando acordo (Foto: Cruelty Free International)
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Companhia aérea quebra acordo e transporta macacos para testes nos EUA

A companhia aérea Royal Jordanian Airlines foi exposta por funcionário após ter quebrado acordo e transportado animais para serem utilizados em testes com animais.

Segundo informações da Plant Based News relatam ativistas estão “horrorizados e desapontados” com o posicionamento da empresa de aviação, que renegou sua promessa de parar de transportar macacos destinados a uso em experimentos científicos.

Macacos que serão utilizados em testes nos EUA foram transportados pela Royal Jordanian Airlines, quebrando acordo (Foto: Cruelty Free International)
Macacos que serão utilizados em testes nos EUA foram transportados pela Royal Jordanian Airlines, quebrando acordo (Foto: Cruelty Free International)

A Cruelty Free International foi contatada por um funcionário do aeroporto de Bangkok sobre centenas de macacos que voaram da Tailândia para os EUA pela companhia aérea Royal Jordanian Airlines.

De acordo com a organização contra crueldade animal: “Em 2014, a Royal Jordanian nos contatou comprometendo-se a transportar macacos para fins de pesquisa. Ficamos horrorizados e desapontados ao saber que a promessa de impedir essas remessas cruéis foi quebrada”, provando a quebra do acordo da empresa aérea de parar de compactuar com os testes com animais.

Registros chocantes mostrando caixas empilhadas com macacos impactaram os defensores dos direitos animais. As caixas estavam prestes a serem carregadas em um voo para os EUA pela Royal Jordanian no Aeroporto de Bangkok, que ainda não se pronunciou perante o ocorrido.

“É difícil imaginar o quão assustados e estressados ​​tais animais sensíveis devem se sentir. O caminho percorrido por esses aviões leva mais de 26 horas – para esses animais presos, é a jornada para uma vida de sofrimento, miséria e até morte em um laboratório”, lamentou a organização.

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Brasil adere a acordo de proteção a animais silvestres migratórios

O Senado aprovou projeto que trata da adesão do Brasil à Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (PDS 121/2013). O instrumento entrou em vigor em 1983 e tem hoje 116 países signatários. Com a aprovação pelo Senado, o texto segue para a promulgação.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O objetivo da convenção é conservar em escala global a vida selvagem e os locais em que esses animais vivem, bem como proteger as espécies migratórias. Pelo acordo, os ­países deverão dar proteção ­imediata às espécies migratórias em extinção, além de promover pesquisas sobre elas.

Fonte: CFMV

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