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Pizzaria faz campanha para achar família para animais de abrigo

A pizzaria Just Pizza and Wings Co., localizada em Amherst, Nova York, nos Estados Unidos, iniciou no dia 28 de fevereiro, em parceria com a organização Niagara SPCA, uma criativa campanha de adoção de animais, colocando em suas caixas de entregas fotografias de animais que esperam ansiosos por um lar.

Uma das fotos de cães utilizadas na campanha.
Foto: Just Pizza

A campanha tem como objetivo inspirar os clientes da pizzaria a adotar e compartilhar com amigos e familiares as fotos dos cães e gatos que esperam ansiosos por um lar. Além da fotografia nas caixas, a Just Pizza também oferece um vale de US$50,00 (cerca de R$500) para todos que se tornarem responsáveis por um companheiro de quatro patas.

Uma das fotos de gatinhos utilizadas na campanha.
Foto: Just Pizza

Em uma entrevista à CNN, a coordenadora da SPCA, Kimberly LaRussa, afirmou que o auxílio à campanha tem sido muito grande “Tivemos uma quantidade enorme de interesse e apoio da comunidade, além do viral que se tornou a nossa campanha”, disse.

Ela também afirmou que uma grande quantidade de pessoas quer apenas colecionar as fotografias: “Muitas pessoas querem pedir uma pizza apenas para obter a foto do cão do abrigo, outras pizzarias também se ofereceram para colocar panfletos em suas caixas de pizza”, salientou Kimberly.

Em apenas um dia o projeto já se mostrou bem sucedido registrando a primeira adoção feita na Niagara SPCA em que um filhotinho de seis meses de idade ganhou uma família.

Com o objetivo de aumentar o impacto e também de angariar fundos para ajudar o abrigo de animais, a Just Pizza também incorporou em seu projeto a comercialização de camisetas com estampas de cachorrinhos comendo pizza.

Moleton com a marca pizza+pups produzido pela pizzaria.
Foto: Just Pizza

As estampas fazem parte de uma serie criada pela própria pizzaria chamada de Pizza + Pup e pode ser adquirida durante um tempo limitado por US$25,00 (cerca de R$250) em um site de vaquinha na internet chamado Ink To The People confira aqui.


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Homem ameaça voluntária de abrigo para animais e sequestra cachorro em Fortaleza (CE)

Um homem sequestrou um cachorro mantido pelo Abrigo São Lázaro, em Fortaleza (CE), na quarta-feira (31). A Polícia Militar foi acionada, deteve o homem e o prendeu. O cachorro foi devolvido à entidade. Para realizar o sequestro, Warley Santos ameaçou uma voluntária da ONG usando uma arma falsa.

Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

A ativista da causa animal Stefani Rodrigues contou ao G1 que Warley foi de carro ao abrigo, na companhia de sua mãe, e pediu para ver um cachorro que ele havia doado há aproximadamente um ano. Como o animal morreu, a voluntária mostrou para o homem um cachorro semelhante.

Warley, então, pediu para adotar o cachorro. O pedido, porém, foi negado, porque o animal está com problemas de saúde e a entidade só disponibiliza animais saudáveis para adoção.

Com a negativa, o homem exibiu uma arma de fogo falsa e levou o cachorro, fugindo em um táxi. “Quando eu fui colocar a coleira, pois eu tinha que levar o cachorro de volta, ele sacou a arma e botou na minha cabeça. Então, foi o momento em que eu corri desesperada, e ele entrou no carro e foi embora levando o animal”, disse a vítima.

Stefani afirmou que, ao ver Warley fugindo em direção à Barra do Ceará, ela anotou a placa do veículo e chamou a polícia. Os policiais localizaram o táxi e questionaram o motorista sobre o local onde o homem havia desembarcado do veículo. Com as informações passadas pelo taxista, os agentes encontraram Warley, efetuaram a prisão em flagrante e resgataram o cachorro, que depois foi levado de volta à entidade.

Autuado, Warley foi encaminhado ao 32º Distrito Policial, onde aguarda por uma audiência de custódia.


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um cachorro sendo segurado por um soldado
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Abrigo de emergência que acolhia centenas de animais fecha na Califórnia

Depois de dois meses, o Condado de Butte, na Califórnia, Estados Unidos, está fechando as portas de seu abrigo de animais de emergência que foi montado após o incêndio florestal. Eles começaram a retirar os animais na sexta-feira (04/01).

um cachorro sendo segurado por um soldado
Foto: KRCR

Os dois abrigos de animais de emergência administrados pelo condado de Butte incluem um abrigo de animais de pequeno porte em Oroville, e um abrigo de animais de grande porte, em Gridley.

“Durante o incêndio e no ponto mais alto, havia cerca de 2 mil animais que estavam sendo acolhidos em abrigos de emergência, então estamos agora com 600”, disse Callie Lutz, porta-voz do Condado de Butte uma semana antes da data de fechamento. “O abrigo de emergência não é para ser um local residencial de longo prazo,” acrescentou.

O Condado de Butte vem trabalhando com famílias para encontrar soluções para seus animais domésticos por várias semanas. O dia 04 de janeiro foi uma data prevista para o encerramento do abrigo de emergência de animais e o condado está seguindo com isso.

O condado trabalhou com cada tutor para encontrar a melhor solução para eles durante esse período difícil. Algumas opções incluíam abrigar o animal, enviá-lo para outro lugar ou abir mão dele. Michelle Coya, que tinha vários animais hospedados no abrigo de emergência em Oroville, escolheu pegar seus animais no abrigo e colocá-los em um orfanato até encontrar uma solução de moradia permanente desde a perda de sua casa no incêndio florestal.

“Meus animais são parte de nossa família e eu me lembro de muitas noites chorando por não tê-los por perto”, diz Coya. “Perdemos nossa casa e, em seguida, tivemos que tomar uma decisão sobre o que faríamos com os animais. Eu conheci uma moça muito legal, a Lisa, que me ajudou a encontrar uma família adotiva para que eu pudesse levá-los até que pudéssemos garantir alguma moradia.”

No entanto, o Condado de Butte diz que eles não foram capazes de entrar em contato com vários tutores, deixando a eles a decisão sobre o que fazer com os animais cujos tutores não entraram em contato. Por semanas, eles tentaram ligar, mandar mensagens por e-mail e entrar em contato com os tutores nas redes sociais, na esperança de encontrar soluções para os animais que foram deixados em seus abrigos.

O condado diz que esses animais serão transferidos para outros abrigos locais se não forem reclamados e as soluções não puderem ser encontradas com o tutor. De lá, eles serão mantidos por 14 dias antes de serem colocados para adoção.

O controle de animais local não matará nenhum animal. Eles disseram que uma vez que os animais que não são apanhados são transferidos para outros abrigos, está fora de suas mãos o que acontece com eles. No entanto, o condado diz que eles estão confiantes de que nenhum dos animais será morto, incluindo os gatos selvagens.

“Não haveria razão para matar nenhum dos animais vítimas do incêndio. Há tantas pessoas interessadas em adoção que eu tenho toda a confiança de que cada animal que deixa este abrigo que não tem um tutor terá uma adoção bem sucedida “, disse Lisa Almaguer, porta-voz do Butte County Public Health.

Os abrigos de emergência não estão oficialmente fechados, pois ainda estão limpando e transferindo os animais. No entanto, o abrigo será fechado num futuro próximo, assim que todos os animais forem recolhidos pelos seus tutores ou transferidos para abrigos locais próximos.

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Histórias Felizes

Mais de 100 pessoas visitam abrigo para acalmar cães durante queima de fogos

Enquanto milhões de pessoas em todo o território norte-americano assistiam aos fogos de artifício no dia 4 de julho, alguns moradores de uma cidade no estado do Arizona, localizado no sudoeste do país, passaram o dia em um lugar completamente diferente: um abrigo de animais.

Os cães do abrigo Maricopa County Animal Care and Control, infelizmente, estão acostumados a sofrerem com o estresse causado por fogos de artifício. Dessa forma, o porta-voz do estabelecimento, José Santiago, pediu para que voluntários visitassem dois abrigos locais no Dia da Independência.

Santiago fez esse pedido para garantir que os cães tivessem companhia durante as celebrações barulhentas, e muitas vezes assustadoras, marcadas para aquela noite.

“Os abrigos podem ser um lugar muito estressante para os animais”, disse Santiago ao The Dodo. “Quando você adiciona os barulhos altos de fogos de artifício, isso os deixa ainda mais ansiosos.’”

Durante as celebrações do dia 4 de julho, moradores de uma cidade do Arizona passaram a noite acalmando cães em um abrigo de animais.
Foto: Facebook/Amy Engel

A comunidade mostrou-se pronta para ajudar, e mais de 100 pessoas compareceram nos dois abrigos do condado. Crianças leram seus livros favoritos para os cães, enquanto outras pessoas com violões e ukuleles tocaram músicas para acalmar os animais. Alguns visitantes simplesmente ofereceram carinho por algumas horas, e isso fez toda a diferença.

“Pudemos ver que, conforme as pessoas iam conversando com os cachorros e acariciando seus pelos, seus olhos ficando cada vez mais pesados”, disse Santiago. “Muitos deitaram-se na borda de suas acomodações e adormeceram. Isso diz muito sobre a importância do toque humano para esses animais. ”

Enquanto o local normalmente permite que voluntários andem e brinquem com os cães na área externa, a equipe percebeu que seria mais seguro se os animais permanecessem dentro do abrigo durante a noite de comemorações.

“Nós também tivemos voluntários pulverizando óleo de lavanda [que promove o relaxamento] e tocando música clássica pelos alto-falantes”, disse Santiago. “Todas essas coisas, em combinação com os carinhos, realmente ajudaram.”

Devido aos resultados satisfatórios, Santiago afirmou que o evento “Calming Canines”, como foi nomeado, certamente será realizado novamente na véspera de Ano Novo deste ano, e no próximo 4 de julho.

Além de ajudar os cães a se sentirem mais confortáveis, Santiago espera que o evento também ajude alguns filhotes a serem adotados.

Ele enfatizou a importância do microchip em animais domésticos, caso eles fujam devido ao medo de fogos de artifício em datas comemorativas.

“Somos muito gratos à comunidade por nos ajudarem nessa missão”, disse Santiago. “Estamos esperançosos de que aqueles que apareceram para ajudar serão incentivados a se voluntariar novamente ao longo do ano, e também serão inspirados a adotar. ”

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A cadela Mona é tímida e busca por uma família, após já ter sido devolvida por outras famílias que a adotaram (Foto: The Animal Foundation)
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Cadela espera por adoção há mais de 400 dias em abrigo

Uma cadela da raça terrier de Staffordshire está vivendo em um abrigo há mais de 400 dias em Las Vegas, nos Estados Unidos. A cadela, carinhosamente chamada de Mona, já foi adotada e devolvida duas vezes, o que a torna instável emocionalmente, demonstrando-se triste por conta da rejeição.

A cadela Mona é tímida e busca por uma família, após já ter sido devolvida por outras famílias que a adotaram (Foto: The Animal Foundation)
A cadela Mona é tímida e busca por uma família, após já ter sido devolvida por outras famílias que a adotaram (Foto: The Animal Foundation)

Brenda Arceo é gerente de adoção da The Animal Foundation, o abrigo em Las Vegas que cuida de Mona. Em entrevista ao The Dodo, Brenda disse: “Ela foi devolvida sem culpa própria, e é isso que a torna um pouco mais emocional. Quando a vimos pela primeira vez voltar para a área de admissão, ela estava realmente muito feliz e abanando o rabo. Mas uma vez que ela percebeu que estava de volta onde estava, ela sentou-se e pareceu triste”, lamentou.

Em fevereiro de 2017, A família original de Mona teve que deixar a cadela em fevereiro de 2017. “Sua ex-família teve que se mudar e eles não podiam levá-la junto”, explicou a gerente de adoção.

Apenas em um dia no abrigo, Mona foi adotada, mas devolvida no dia seguinte. Dessa vez, o problema era a filha mais nova da família, que se mostrou alérgica a Mona. Depois de morar no abrigo por mais 420 dias, Mona foi para casa com uma família, mas infelizmente acabaram devolvendo Mona novamente, porque os outros cachorros não gostavam dela.

Dessa forma, Mona tornou-se a favorita da equipe no abrigo, que torcia para que ela encontrasse uma família amorosa. “Ela é um pouco tímida, mas uma vez que ela conhece você, ela definitivamente se solta”, disse Arceo. “Ela adora beijos”.

Os adotantes em potencial também disseram aos funcionários do abrigo que Mona é “velha demais”, “pouco carinhosa” e “nada bonita”, contou Kelly Leahy ao The Dodo, que é gerente de comunicações da The Animal Foundation.

Mona é uma cadela amorosa que já foi abandonada por três famílias, e hoje vive há mais de 400 dias no abrigo The Animal Foundation, em Las Vegas (Foto: The Animal Foundation)
Mona é uma cadela amorosa que já foi abandonada por três famílias, e hoje vive há mais de 400 dias no abrigo The Animal Foundation, em Las Vegas (Foto: The Animal Foundation)

“Tentamos mostrar quem é Mona na realidade em vídeos curtos no Facebook”, disse Leahy. “Nós mostramos que ela é carinhosa e maravilhosa, e parece ativa e certamente não é um cachorro velho.”

A próxima vez que uma família decide levar Mona para casa, a equipe do abrigo quer ter certeza de que é uma casa para sempre. “Uma família ativa seria boa para ela, que ela gosta de caminhadas. Também acho que ela se sairia bem em uma casa com uma família que tem filhos”, disse Brenda. O abrigo e todos os amantes de animais aguardam esperançosamente por uma família amorosa que dê uma nova vida a Mona.

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O maratonista vegano Adrian Irimiea e Ultra, o cachorro que o ajudou a ganhar o 3º lugar na corrida da Romênia (Foto: Divulgação)
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Maratonista vegano corre em Londres para ajudar animais abandonados

O maratonista vegano Adrian Irimiea correu na Virgin Money London Marathon Sunday. O objetivo de Adrian, que terminou a corrida em 2 horas e 55 minutos, era arrecadar dinheiro para os cães de rua na Romênia.

Enquanto corria uma maratona na Romênia, em setembro de 2017, um cão em situação de rua uniu-se à Irimiea na corrida. Em um momento do trajeto, o maratonista vegano foi desacelerando, mas o cãozinho que o acompanhava – hoje adotado e batizado de ‘Ultra’ – o colocou de volta aos trilhos para terminar a corrida.

O maratonista vegano Adrian Irimiea e Ultra, o cachorro que o ajudou a ganhar o 3º lugar na corrida da Romênia (Foto: Divulgação)
O maratonista vegano Adrian Irimiea e Ultra, o cachorro que o ajudou a ganhar o 3º lugar na corrida da Romênia (Foto: Divulgação)

Em entrevista à VegNews, Adrian contou: “Acredito que o Ultra me ensinou que os animais estão aqui para nos ajudar a aprender a ser humanos, mas humanos reais”.

Permanecendo em 481º de 44 mil participantes em sua categoria, Adrian arrecadou mais de 1,2 mil dólares, que vai doar para a caridade K-9 Angels, um abrigo de cães na Romênia.

Emocionado com a vitória, o corredor vegano comentou que acredita que “somente quando você vive em harmonia com todas as criaturas da Terra, você descobre os verdadeiros valores da vida”.

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Mulher que cuida de 40 gatos enfrenta problemas em condomínio de Niterói (RJ)

Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Gatos no pátio do Solar Barão (Foto: Wilson Mendes)

No sexto andar do Condomínio Solar do Barão, no Fonseca, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, uma mulher mora com mais de 40 gatos. No início, houve um certo incômodo por parte dos vizinhos, principalmente por conta do mal cheiro dos dejetos dos animais. Mas com o tempo houveram agressões físicas, chegando até vias judiciais.

Desde 2013, a mulher responde a um processo na Sétima Vara Cível de Niterói e até hoje, duas decisões de remoção já foram descumpridas. Mas o caso relevou um problema muito maior: a falta de espaços para acolhimentos de animais na cidade. Agora, os condôminos buscam um local para abrigar os animais.

Foto: Wilson Mendes

A moradora Raquel Teixeira, que se mudou do sexto para o décimo segundo andar, disse ao Jornal Extra que não tem onde deixar os animais. “Em Niterói não tem [onde deixar os animais]. O condomínio está fazendo contato com instituições no Rio. Espero que a Justiça indique logo um lugar. Às vezes, o cheiro vai até o andar onde moro. E já estou perdendo meu inquilino, que ocupou o sexto andar”, desabafa Raquel.

Segundo o advogado Hamilton Quirino, especialista em Direito Imobiliário, os vizinhos fizeram bem ao levar o problema à justiça, pois uma alteração da convenção do condomínio, que hoje permite animais, não adiantaria.

“O Código Civil fala do direito de vizinhança e da proteção do sossego, da segurança e da saúde. Então, o problema não é poder ter o animal. É a falta de bom senso, de que dezenas de gatos vão incomodar os vizinhos. É como o excesso de barulho”, comparou.

No final do ano passado, a Vigilância Sanitária de Niterói tentou visitar o apartamento dos felinos para redigir um documento que comprovasse o mau cheiro causado pelos animais, mas a porta não foi aberta. Em janeiro deste ano, a porta se abriu para um oficial de Justiça, que relatou que havia mais de 40 animais na residência, que não possui mobília.

Mas apesar da Vigilância não ter sido recebida, ela não indicou um abrigo porque a prefeitura não tem um. A moradora foi multada pelo órgão que, no momento, aguarda uma determinação judicial para que seus agentes possam entrar no imóvel e retirar os animais para decidir para onde eles serão levados. Uma nova visita será feita ao apartamento.

Até a portaria foi ocupada pelos gatos (Foto: Wilson Mendes)

Outro problema também incomoda os moradores: a tutora dos animais coloca ração para eles no pátio e em áreas comuns do prédio. Com isso, os animais destruíram o parquinho e até bebem a água da piscina.

“Ninguém aguenta mais isso. Moro no 5º andar e vivo com tudo fechado”, desabafa o morador Ari Chateaubriand.

A tutora dos animais reconhece que o mal cheiro acontece. “Os animais precisam ser protegidos. Não se pode deixá-los na rua. Eles têm o apartamento inteiro para andar. O cheiro acontece, reconheço, mas eu limpo tudo, uso água sanitária. Não vou discutir se o espaço é adequado. Se tivesse dinheiro, teria um sítio. Os vizinhos é que me perseguem”, confessa a mulher.

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Mais de 3,4 mil cães têm a morte induzida no Reino Unido

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Adrian Dennis/AFP/Getty Images
Foto: Adrian Dennis/AFP/Getty Images

No ano passado, 37 mil cachorros enfrentaram a morte em abrigos públicos do Reino Unido. Por que isso está acontecendo e quem está ajudando esses animais?

Eles são conhecidos como os “cães de oito dias” – animais cujo destino está prestes a ser decidido. Depois de sete dias em um abrigo público local, um cão abandonado com sorte pode ser levado para um centro de realojamento, onde tem a chance de ser adotado. A alternativa, no entanto, é muito mais terrível. Os últimos resultados da pesquisa anual Dogs Trust descobriram que 3.463 animais desabrigados não reivindicados – muitos deles saudáveis e felizes – tiveram suas mortes induzidas entre abril de 2015 e março de 2016.

Mais de 80 mil animais foram recolhidos até março deste ano, segundo a pesquisa. Desses cães – que podem ter escapado de quintais, fugido durante um passeio ou até mesmo sido roubados e depois abandonados – pouco mais da metade voltou a morar com seus tutores. Porém, 37.283 não foram resgatados.

Praticamente todos os animais abandonados já tiveram guardiões, cães sem tutores são extremamente raros no Reino Unido. “Nós realmente não temos cães abandonados”, diz Lee Paris, oficial de campanhas da Dogs Trust. “Muitos [destes cães] teriam sido animais domésticos abandonados, mas há casos de cães que escapam e talvez a pessoa não tenha conhecimento de como encontrá-los”, acrescentou.

Autoridades locais responsáveis por esses cães – que normalmente são financiadas por empresas privadas – resgatam um cachorro depois de receber relatos de que é um animal abandonado. O animal é então mantido em canis durante um período mínimo de sete dias. As condições do canil variam: alguns são gerenciados por empresas privadas e santuários, mas houve também relatos de cães que têm sido alojados em abrigos de gerência do governo com pouca ou nenhuma estrutura  e com cuidados veterinários mínimos.

Se o animal não for resgatado após uma semana, diz Paris, “o cão torna-se propriedade do governo e, em seguida, precisa encontrar um novo tutor, seja diretamente por realojamento ou encontrando um local que faça o resgate. Nós tentamos fazer o possível, como fazem outros centros de resgate em todo o Reino Unido.” Se ele não puder ser realocado, no entanto, o cão vai ter a morte induzida.

“A coisa mais difícil é quando você vai para os canis e sabe que tem apenas espaço para dois cães,” diz Lauren Sanderson, vice-gerente de caridade da Rain Rescue, que realoja cães e gatos abandonados em South Yorkshire.

“Ver todos os que precisam da sua ajuda e ter que deixá-los para trás é de cortar o coração. Esses cães não têm ninguém. O nosso trabalho é, principalmente, salvar o máximo de animais que pudermos. Somos uma pequena instituição de caridade que trabalha em uma área com muitos casos destes.”

A Rain Rescue só pode abrigar 16 cães por vez, com os outros alojados em lares adotivos. No entanto, a instituição de caridade atendeu 130 cães este ano – quase todos de abrigos públicos locais. “Baseamos [nossa escolha] sobre aqueles que são mais necessitados – muitas vezes eles são aqueles que precisam de tratamento veterinário de emergência, e às vezes as autoridades locais não podem bancar isso”, diz Sanderson.

Existem, segundo Sanderson, picos no verão, quando as pessoas abandonam seus cães antes de sair de férias, e novamente no Natal, quando as economias estão apertadas.

Existem penalidades por abandonar um cão, mas são difíceis de aplicar, diz Paris. A boa notícia é que menos cães de rua foram tratados pelas autoridades locais no último ano, do que no ano anterior. Paris relaciona esta diminuição com o crescimento nas taxas do uso de microchips, com os implantes de identificação tornando-se lei em abril.

Ainda assim, mais de 37.000 cães não resgatados e indesejados parece ser uma quantidade terrivelmente alta. Sanderson nota que alguns dos cães foram claramente abusados ou negligenciados. Por outro lado, a instituição Dogs Trust estima que cerca de um oitavo dos animais não resgatados são queridos por sua família, cujos guardiões simplesmente não conseguiram atualizar as informações do microchip do seu cão e ficariam horrorizados ao descobrir que seus companheiros enfrentam a morte.

“Às vezes você olha para o cão e vê que ele foi bem cuidado em algum momento de sua vida”, diz Sanderson. A Dogs Trust recentemente acolheu Herc, um inteligente pastor alemão misturado com rottweiler. “Ele foi claramente bem treinado. Você pensa: ‘O que aconteceu na vida desse cão ou na vida do seu tutor para que ele acabasse em abrigos com ninguém para cuidar dele?'”, questiona.

 

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Imagem chocante mostra as consequências do abandono

Por Real Moraes / Redação ANDA

Fonte: Michele Boggs/Facebook
Fonte: Michele Boggs/Facebook

Existem dois tipo de tutores de animais: aqueles que tratam cães e gatos com seus próprios filhos, os amando incondicionalmente e os aceitando independente de qualquer imperfeição e existem aqueles que adotam, ou infelizmente compram, um gato ou cachorro e percebem que não conseguem lidar com a responsabilidade de cuidar de outra vida somente quando já é tarde demais.

Muitos optam por tutelar um animal por impulso e não refletem sobre os custos para oferecer uma vida confortável e saudável para ele, outros não tem a sensibilidade e paciência para entender e admirar que animais muitas vezes se comportam como crianças e e em alguns momentos podem fazer traquinagens.

Independente dos motivos, esse segundo grupo de pessoas decide que não quer mais a responsabilidade de cuidar de um animal e abandona seus cães e gatos em abrigos. Mas deixar um animal em um abrigo não é o mesmo que doar uma roupa ou acessório. Não existem garantias que um belo dia alguém entrará pela porta e oferecerá a esse animal um novo lar e tudo ficará bem.

Com a legalização da venda de animais de “raça pura” em pet shops, milhões de cães que vivem em abrigos à espera de uma chance são facilmente esquecidos. Eles esperam dia após dias e são consumidos pela solidão e tristeza, até que um dia os abrigos decidem que os espaços estão superlotados e que esses animais precisam desaparecer para abrir espaços para outros.

Para a maioria das pessoas, essa é uma realidade inimaginável. A funcionária de um abrigo, devastada com essa situação, postou em seu perfil no Facebook o registro de uma cena chocante mostrando o que acontece com cães abandonados em abrigos que não têm a sorte de encontrarem um lar.

Na imagem é possível ver vários sacos pretos encostados em uma parede. Não é preciso identificar a silhueta dos cães para entender do que se trata. A parte mais poderosa desta publicação é a legenda, na qual Michele usa sua liberdade criativa para escrever sob a perspectiva de um dos cachorros:

“Eu morri hoje. Você se cansou de mim e me deixou e um abrigo. Eles estavam superlotados e eu não tirei um número da sorte. Estou agora dentro de um saco preto em um aterro. Algum outro cachorro vai pegar a coleira pouco usada que você deixou.”

A legenda continua e inclui todas as possíveis razões que o guardião deste cachorro teria tido para se livrar dele. Talvez tenha sido o fato de ele ter mastigado os seus sapatos, ou urinado onde não podia, atraído moscas para dentro de casa ou latido? Mais importante do que isso, a legenda lista como o cachorro não entendia estas razões. Cães não sabem a diferença entre sapatos e brinquedos, eles precisam ser treinados para urinar do lado de fora, eles não atraem moscas de propósito e a única razão que eles latem é por que querem desesperadamente se comunicar com aqueles ao redor deles. Cães são como bebês. Eles não são perfeitos nem nunca vão ser. O importante é ter paciência, ensiná-los a fazer as melhores escolhas e amá-los mesmo com os erros que eles venham a cometer.

Cachorros não objetos que podem ser descartados por cansaço. Eles são seres vivos e aqueles que assumem o compromisso de tutelar o animal é responsável por ele por toda a vida.

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Incendiários põem fogo em abrigo de animais na Inglaterra

(da Redação)

Um prédio do Second Chance Animal Rescue Shelter ficou destruído. Foto: Divulgação
Um prédio do Second Chance Animal Rescue Shelter ficou destruído. Foto: Divulgação

Incendiários atearam fogo no Second Chance Animal Rescue em Crockenhill, na Inglaterra, na madrugada de sábado (17) para domingo (18). O incêndio criminoso destruiu o prédio de quarentena do abrigo. Muitos animais escaparam.

De acordo com o Kent Online, a polícia foi chamada ao local na manhã de domingo (18), quando a equipe descobriu a devastação.

“Todas as portas foram deixadas abertas. Os cordeiros estavam por todo o lugar.. Pareceu bem planejado”, afirmou O administrador do abrigo Chris Doorbar.

Segundo o administrador, esse não foi o primeiro ataque. “Tivemos arrombamentos antes, em que cães foram sequestrados e animais foram mortos.”

Os animais não foram feridos, mas o incêndio fez com que os animais se dispersassem e causou um prejuízo financeiro.

“É devastador. Não temos funcionários remunerados. Todos são voluntários. O abrigo é financiado por doações”, explicou Doobar.

A organização pede por doações para ajudá-los a construir um novo edifício de quarentena.

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Prefeito de Ribeirão Pires (SP) quer retirar terreno doado a protetores de animais

Saulo quer o terreno de volta (foto: Rafael Ventura / DiárioRP).
Saulo quer o terreno de volta (foto: Rafael Ventura / DiárioRP).

O Prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB), está tentando reverter uma lei criada em 2013. A lei concede o uso de uma propriedade da prefeitura para a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Ajuda Animal, entidade que protege animais em situação de risco e abandono.

As negociações para a doação do terreno são antigas. Desde o governo do antigo prefeito Clóvis Volpi, a OSCIP conversa com a Prefeitura:

“O Clóvis não pôde nos doar porque estava em ano eleitoral, mas o Saulo nos procurou e disse que, se fosse eleito, nos doaria”,  disse Maria Cecília, dirigente da entidade.

Após cerca de quarto meses atuando, o atual Prefeito, Saulo Benevides, enviou um projeto de lei para a Câmara Municipal, em que cederia a propriedade por dez anos para a entidade.

Após a aprovação do projeto, diversos voluntários se mobilizaram para ajudar na criação e planejamento, entre eles, professores de arquitetura de uma universidade da região, que criaram todo o projeto de construção.

Agora, Benevides voltou atrás e, tenta, junto à Câmara Municipal, aprovar uma nova lei em que retira os direitos de posse sobre a terra que foi doada para a Ajuda Animal:

“Dizem que é por causa dos vizinhos, mas só tem um vizinho ali perto e é uma empresa, que também tem vários animais. Estranho…”, disse a protetora, que foi além:

“Se tem vizinho reclamando, por que não falaram isso em 2013? Esperaram todo o projeto ficar pronto para, só agora, fazerem isso”, concluiu.

Ainda segundo a dirigente, por conta do alto número de animais nas dependências da entidade, o Município também chegou a assinar com a OSCIP um acordo, junto ao Ministério Público, em que a Prefeitura se comprometeu a realizar feiras quinzenais para a adoção, além da castração mensal de, pelo menos, 40 animais. O acordo nunca foi cumprido.

O projeto de lei que revoga a concessão do terreno já se encontra na Câmara Municipal, mas, segundo a Presidência da Casa, ainda não tem data para ser votado. Caso não seja votado na próxima semana, ficará para depois das férias dos parlamentares.

A Prefeitura de Ribeirão Pires não se manifestou sobre o assunto. Desde o dia 12, aguardamos um posicionamento sobre nossos questionamentos, mas até agora não obtivemos resposta.

Fonte: Diário de Ribeirão Pires

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