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Empresa planeja lançar impressoras 3D para fabricar bifes à base de plantas

Foto: Reuters

Com a ascensão do veganismo pelo mundo, a startup israelense Redefine Meat passou a planejar o lançamento de impressoras 3D para a fabricação de bifes à base de plantas. Os equipamentos devem ser lançados no próximo ano.

O aumento do número de pessoas que buscam alternativas à carne – por aderirem ao veganismo ou por razões voltadas à saúde e à sustentabilidade – aumentou tanto que previsões da Barclays indicam uma provável movimentação de 140 bilhões de dólares neste ramo até 2029 – o que representaria cerca de 10% do mercado mundial de carne.

O “Alt-Steak”, como foi nomeado o bife vegetal, será testado em restaurantes antes do lançamento das impressoras 3D em escala industrial para interessados em produzir e vender o bife. Elas terão capacidade de imprimir 20 kg por hora e, ocasionalmente, centenas, a um custo menor do que da carne de origem animal.

Foto: Amir Cohen/Reuters

“Você precisa de uma impressora 3D para imitar a estrutura do músculo do animal”, disse o presidente-executivo, Eshchar Ben-Shitrit, à Reuters.

“O mercado está definitivamente aguardando uma inovação em termos de melhoria da textura”, disse Stacy Pyett, que gerencia o programa Proteins for Life na Wageningen University & Research, na Holanda.

Foto: Amir Cohen/Reuters

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Organizadores esperam número recorde de participantes na marcha contra o uso de peles

Foto: Evolve Activism
Foto: Evolve Activism

Espera-se que um número recorde de ativistas participe da “Marcha de Londres contra o Uso de Peles” enquanto os organizadores se preparam para sua segunda manifestação anual.

Criada e organizada pela ONG de direitos dos animais Evolve Activism, a marcha será realizada em 23 de novembro, das 13h às 17h. O ponto de encontro do evento ainda não foi confirmado.

Entre os palestrantes convidados estão ativistas pelos direitos animais de longa data, incluindo Robin Lane, Luke London (há 14 anos na causa) e Mel Broughton.

Uma indústria bárbara e cruel

Em comunicado enviado ao Plant Based News, Emma Jade Easton, CEO da Evolve Activism, disse: “Em 2019, deveria haver uma proibição mundial da produção e venda de peles de animais, mas infelizmente esse não é o caso e mesmo que estejamos vendo peles sendo banidas nas ruas (uso da população em geral) e por muitos estilistas de luxo, incluindo Prada, Chanel e Gucci, ainda existem bilhões de animais como martas, coelhos, raposas, coiotes e guaxinins que são mortos por nada além de moda fútil e artigos de beleza”.

“Até vermos uma proibição global e todas as lojas, estilistas e bancas de mercado pararem de vender peles reais, continuaremos a nos posicionar contra essa indústria bárbara e a marchar contra o uso e produção de peles”.

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Estudo revela que lavouras veganas produzem 1900% mais proteína que a criação de animais

Foto: @thelittlelondonvegan
Foto: @thelittlelondonvegan

Abandonar o consumo produtos animais que requerem o uso de muitos recursos naturais – como carne e ovos – em favor de alimentos veganos, pode ajudar a alimentar uma população mundial em constante crescimento, com um potencial 20 vezes maior ou 1900% a mais, de acordo com um novo estudo.

São necessárias estratégias para aumentar a produção de alimentos e minimizar o impacto ambiental. Prevê-se que a população humana continue aumentando, atingindo 9,8 bilhões em 2050. Com esse aumento, o suprimento de alimentos precisará dobrar nos próximos anos.

Uma solução, de acordo com o estudo recente, é mudar a maneira como comemos.

Reduzir o consumo de carne e outros produtos de origem animal pode ter um imenso impacto na disponibilidade de alimentos. “Substituir todos os itens de origem animal da dieta dos Estados Unidos, por exemplo, por alternativas baseadas em vegetais, adicionará comida suficiente para alimentar, na íntegra, 350 milhões de pessoas a mais”, diz o estudo. Sem falar que essa mudança seria mais eficaz do que eliminar todos os problemas de perda de alimentos na cadeia de suprimentos. O estudo continua: “Esses resultados destacam a importância das mudanças na alimentação para melhorar a disponibilidade e segurança dos alimentos”.

“Perda de alimentos por oportunidade” é um termo associado ao desperdício de alimentos que pode ser impactado (e melhorado) pelas escolhas alimentares dos consumidores. A perda de alimentos por oportunidade dos produtos de origem animal é alta. Para a carne bovina, fica em 96%, o que significa que a área necessária para produzir 100 gramas de proteína vegetal produz apenas quatro gramas de carne bovina. Carne de porco, laticínios, aves e ovos compartilham perdas de oportunidades igualmente altas, 90%, 75%, 50% e 40%, respectivamente”.

“Como as alternativas de vegetais precisam de menos terra por unidade de proteína ou energia, a substituição de itens de origem animal por alternativas vegetais libera terras agrícolas que podem ser reaproveitadas para o cultivo de alimentos adicionais”, diz o estudo. De fato, uma pesquisa publicada pela Universidade de Oxford disse que o uso global da terra cairia 75% se todos parassem de comer carne e se tornassem veganos.

A mudança também liberaria as culturas atualmente cultivadas exclusivamente para a criação de vacas e bois. A maioria da alfafa, aveia, grão e milho produzidos é usada para alimentar diretamente animais de criação industrial, quando poderia alimentar humanos.

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Pesquisa revela que a indústria de laticínios perde um fazendeiro por semana

Em meio à queda nas vendas de laticínios, os fazendeiros que criam animais estão mudando para outras atividades. Um produtor de leite abandona a indústria toda semana, segundo uma nova pesquisa.

O Conselho de Desenvolvimento de Agricultura e Horticultura (AHDB) – um conselho de financiado por agricultores – pesquisou os principais compradores de leite para saber mais sobre o setor. A AHDB descobriu que existem cerca de 8.820 produtores de laticínios na Grã-Bretanha. Esse número caiu de 30 a 35 fazendeiros desde fevereiro.

O número de vacas leiteiras na Inglaterra também diminuiu. As estatísticas do Defra (Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais) de junho mostraram que a população de vacas leiteiras com mais de dois anos de idade caiu 1,1%.

Declínio nas vendas de laticínios

Os produtores de leite viram seus lucros caírem 50% em 2018/2019, informa a FarmingUK.

Uma pesquisa divulgada no Dairy Show descobriu que os lucros agrícolas comparáveis passaram de 5,9p por litro (£ 383 por vaca) para 2,69p por litro (£ 131 por vaca) no ano que antecedeu 31 de março de 2019.

Enquanto o leite de vaca cai em desgraça com o público, mais pessoas buscam leite à base de vegetais. Dados da Mintel mostram que cerca de um quarto da população britânica agora bebe leite vegano. As categorias de leite sem laticínios estão em ascensão; o volume de vendas de leite de aveia cresceu 71% entre 2017 e 2018.

A tendência também foi testemunhada em outras partes do mundo. Os Dairy Farmers of America (Fazendeiros de Laticínios da America) anunciaram no início deste ano que as vendas de leite caíram 1,1 bilhão de dólares em 2018.

Mesmo aqueles que ainda bebem laticínios estão inclinados a experimentar alternativas veganas. Cerca de 48% dos americanos que tomam laticínios agora também compram leite à base de vegetais.

Segundo o Good Food Institute, o mercado de leite vegano vale mais de 1,8 bilhão de dólares. O restante do mercado de laticínios à base de vegetais – incluindo manteiga, queijo e iogurte sem laticínios – vale 1,2 bilhão de dólares.

O que os agricultores fazem quando seus negócios fracassam?

Um novo relatório previu que as indústrias de laticínios e carne bovina “entrariam em colapso total” até 2030. O relatório, chamado Repensar Alimentos e Agricultura 2020-2030, explicou que, uma vez que as indústrias de carne bovina e laticínios desmoronam, outros setores de alimentos de origem animal, como peixes, porco e frango seguirão o mesmo caminho.

Alguns agricultores estão recorrendo aos alimentos à base de vegetais para obter lucro. Na Califórnia, um dos maiores estados leiteiros dos EUA, vários criadores de animais transformaram suas terras em amendoeiras.

Os agricultores Jennifer e Rodney Barrett criaram galinhas e vacas em sua fazenda no Arkansas por 18 anos. Eles começaram a se sentir em conflito com a ética de seu trabalho, e deixaram os negócios da família para trás, para começarem suas carreiras como agricultores veganos de cogumelos.

Um documentário curto chamado “73 vacas” ganhou o British Academy Television Award (BAFTA) pelo melhor curta-metragem no início deste ano. O filme conta a história de um criador de carne que se tornou amigo de seu rebanho, então ele encerrou o negócio para ingressar na indústria de agricultura vegana e orgânica sustentável.

Uma votação na Conferência de Agricultura de Oxford de 2019 constatou que 40% dos participantes acreditam que o futuro é vegano.

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Estudo revela que a indústria de carne e lacticínios entrará em colapso em 2030

Foto: Divulgação
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Um novo relatório prevê que as indústrias de carne bovina e laticínios podem “entrar em colapso total” até 2030.

O grupo de especialistas em finanças e tecnologia, RethinkX, analisa e prevê o “escopo, velocidade e escala das mudanças impulsionadas pela tecnologia” e como essas transformações afetarão a sociedade. Em um relatório intitulado “Repensando Alimentos e Agricultura 2020-2030”, grupo independente mostra como as novas tecnologias farão com que as indústrias de carne bovina e laticínios caiam. Outros mercados envolvendo criação de animais, como peixe, frango e porco, seguirão.

O relatório diz que a fermentação de precisão (agricultura celular) e um modelo de produção chamado Food-as-Software (Tecnologia de Comida) estão prestes a mudar a indústria de alimentos como a conhecemos.

Esse sistema de produção vê alimentos projetados por cientistas em nível molecular e depois carregados em bancos de dados para que posteriormente designers de alimentos em todo o mundo – que trabalharão como desenvolvedores de software – possam acessar os bancos de dados. “Em vez de cultivar uma vaca inteira para quebrá-la em produtos, os alimentos serão construídos no nível molecular com especificações precisas”, diz um comunicado à imprensa.

“Isso resultará em um sistema de produção de alimentos localizado muito mais distribuído, mais estável e resistente do que o que ele substituirá”, diz o relatório.

“O novo sistema de produção será protegido da volatilidade de volume e preço”, acrescenta o estudo.

“Sem os caprichos da sazonalidade, clima, seca, doença e outros fatores naturais, econômicos e políticos”.

O impacto na saúde e no meio ambiente

Os alimentos criados através do novo sistema de produção terão mais benefícios nutricionais do que os atualmente produzidos na criação de animais. Mudar para esses alimentos pode ter um impacto profundo na saúde humana e economizar bilhões de sistemas de saúde.

O RethinkX explica que doenças condições de saúde transmitidas por alimentos, como doenças cardíacas, obesidade, câncer e diabetes – cujos estudos estão todos ligados a produtos de origem animal – atualmente custam 1,7 trilhão de dólares a cada ano.

O impacto no meio ambiente também será significativo. Atualmente, a pecuária é responsável por uma infinidade de questões ambientais. As emissões de gases de efeito estufa são altas, assim como as taxas de desmatamento; os incêndios na floresta amazônica estão ligados a pecuaristas que limpam terras para a produção de carne bovina.

O RethinkX prevê que as emissões de gases de efeito estufa dos EUA cairão 60% em 2030. Em 2035, elas poderão cair quase 80%. Os alimentos modernos serão 100 vezes mais eficientes do que os produtos derivados de animais. Eles também terão 10 a 25 vezes mais eficiência de matéria-prima, 10 vezes mais eficiência de água e 20 vezes mais eficiência de tempo.

Com o novo relatório, a RethinkX quer “iniciar uma conversa” sobre o futuro dos alimentos, diz o co-fundador Jamie Arbib.

“Ainda estamos no início do ciclo de interrupção”, disse ele em um comunicado. “E as projeções são exatamente isso, mas acreditamos que nossa estrutura, metodologia e descobertas são mais precisas do que aquelas produzidas por modelos lineares que além de caros, são obsoletos e pouco competitivos.

“Para liberar todo o potencial dessa e de todas as outras mudanças tecnológicas, precisamos adotar uma abordagem que reflita melhor o mundo complexo, dinâmico e em rápida transformação em que vivemos”, acrescentou.

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Mais de um milhão de poloneses estão abandonando a carne e se tornando veganos

Foto: Vegan and Food Living/Reprodução
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Um milhão de residentes poloneses no Reino Unido são vegetarianos ou veganos e outros dois milhões pretendem se juntar a eles, de acordo com um novo estudo.

O site de pedidos de alimentos Pyszne.pl realizou uma pesquisa sobre o assunto, que revelou que mais e mais poloneses estão se conscientizando sobre sua alimentação. Outro estudo do IQS revelou que 43% da população está tentando limitar o consumo de carne.

“A demanda por produtos vegetais está crescendo tanto na Polônia quanto no mundo”, disse Patrycja Homa, diretor do ProVeg Polska, ao Warsaw Business Journal. “Embora o associemos principalmente a pessoas com dieta vegetariana ou vegana, até 90% das vendas são geradas por pessoas que não fazem parte de nenhuma dessas dietas”.

O flexitarismo está crescendo em popularidade. No Reino Unido, 91% da população agora se identifica como flexitária. A Beyond Meat – a empresa de carnes veganas por trás do “sangrento” Beyond Burger – diz que 93% de seus clientes são consumidores de carne.

Por que os consumidores estão reduzindo a carne?

Na maioria das vezes, as pessoas estão mudando seus hábitos alimentares devido a preocupações ambientais e de saúde.

No ano passado, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente revelou que combater o consumo de carne é o problema mais urgente do mundo. Ele afirmou em um comunicado: “a pegada de gases de efeito estufa da pecuária rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes combinados. Não há caminho para alcançar os objetivos climáticos de Paris sem uma redução maciça na escala da agricultura animal”.

O impacto do consumo de carne na saúde também é um fator-chave. Nos Estados Unidos, quase 114 milhões de pessoas estão tentando comer mais alimentos à base de vegetais este ano para sua saúde. Estudos associaram a carne ao risco maior de desenvolver várias doenças, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Muitos profissionais de nutrição e médicos acreditam que o risco de morte prematura pode ser reduzido ao optar por uma dieta baseada em vegetais e alimentos integrais. “Temos um tremendo poder sobre nosso destino e nossa longevidade em relação a saúde”, disse o especialista Michael Greger – médico americano e autor de “Como não morrer” – em entrevista à Fox Business Network.

Ele acrescentou que “a grande maioria das mortes prematuras e invalidez é evitável com uma dieta baseada em vegetais e outros comportamentos associados a um estilo de vida saudável”.

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Companhia de laticínios perde milhões com a ascensão do leite à base de vegetais

Foto: Livekindly/Reprodução
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Uma das maiores indústria de laticínios da Nova Zelândia, Fonterra, sofreu perdas recordes este ano, à medida que os consumidores mudam para alternativas livres de leite.

É o segundo ano consecutivo de perdas da empresa, segundo informações do Livekindly.

A cooperativa – que também é a maior empresa da Nova Zelândia e o maior exportador de laticínios do mundo – registrou um prejuízo líquido de 380 milhões de dólares.

Antes do anúncio formal, o Financial Times descreveu os últimos 18 meses da Fonterra como “desastrosos”, afetados por seu, já declarado, primeiro ano de perdas já registrado, renúncias internas e ativos supervalorizados em outros países, incluindo China e Brasil.

A ascensão do leite à base de vegetais na Nova Zelândia

Enquanto isso, o negócio de leite à base de vegetais da Nova Zelândia está crescendo cada vez mais. Segundo a empresa global de pesquisa de dados Mintel, as vendas de leite vegano cresceram 24% em 2017. Mais neozelandeses estão adotando hábitos alimentares flexitários. Mais de 263 mil neozelandeses dizem que são vegetarianos (sempre ou principalmente), um aumento de 27% em relação a 2013.

As vendas de laticínios tiveram um declínio semelhante ao ocorrido nos Estados Unidos. As vendas de leite vêm caindo constantemente desde meados da década de 1970. As vendas de leite à base de vegetais aumentaram 6% no ano passado, enquanto o leite de origem animal estagnou em 3%.

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

“O apetite do consumidor por alimentos à base de vegetais está aumentando à medida que os consumidores mudam cada vez mais para alimentos que correspondem aos seus valores éticos e desejam opções mais sustentáveis”, disse Caroline Bushnell, diretora associada de engajamento corporativo do Good Food Institute.

No início deste ano, a Fonterra lançou seu primeiro relatório de sustentabilidade em 16 anos. Nele, a cooperativa reconheceu que a pecuária leiteira tem um efeito prejudicial no planeta. As vacas emitem dióxido de carbono (CO2) e metano, um gás de efeito estufa aproximadamente 30 vezes mais potente que o CO2. A agricultura exige a limpeza de terras para plantio e pastagem, o que aumenta ainda mais o impacto ambiental da pecuária leiteira. Os incêndios na Amazônia estão ligados a essa prática.

“Esse crescimento continuará à medida que mais empresas levarem ao mercado inovações da próxima geração que realmente atendem ao fator mais importante da escolha do consumidor: o sabor”, acrescentou Bushnell.

Em maio passado, a Fonterra estava entre os vários de investidores de destaque – incluindo Bill Gates e Richard Branson – que postaram em uma nova startup de biotecnologia chamada Motif Ingredients. A empresa com sede em Boston usará a agricultura celular para criar proteína de leite “cultivada em laboratório” – proteína láctea produzida a partir de células de leite reais, sem o uso de fazendas industriais. A Fonterra admitiu que, na proporção em que a população está crescendo, não haverá recursos suficientes para sustentar a população mundial. A proteína livre de animais parece ser uma solução sustentável para o problema.

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Jornalismo cultural, Notícias

Djokovic diz que está se recuperando melhor desde que parou de se alimentar de animais

Por David Arioch

O célebre tenista sérvio Novak Djokovic, número 1 do ranking mundial, disse esta semana que está se recuperando melhor desde que parou de se alimentar de animais há alguns anos.

“É sobre como essa dieta [com alimentos de origem animal] afeta o mundo, não apenas a saúde pessoal, mas também a sustentabilidade, a ecologia, os animais” (Reuters/Carl Recine/Pool)
“Tenho uma alimentação à base de plantas. Acho que esta é uma das razões pelas quais me recupero bem. Não tenho mais as alergias que eu costumava ter. Gosto disso”, declarou em publicação da AOL.

O atleta tem sido apontado como responsável pelo crescimento do número de restaurantes veganos em Belgrado e em outras regiões da Sérvia.

“É sobre como essa dieta [com alimentos de origem animal] afeta o mundo, não apenas a saúde pessoal, mas também a sustentabilidade, a ecologia, os animais. É com isso que me importo, por isso tenho o privilégio de fazer parte desse time”, justificou.

A declaração acima foi feita em relação à sua participação na produção do documentário “The Game Changers”, que surgiu com a missão de provar que atletas não precisam consumir alimentos de origem animal.

O filme tem direção de Louie Psihoyos, que venceu o Oscar em 2009 com o filme “The Cove”, e produção do cineasta vegano James Cameron, que produziu e dirigiu filmes como “O Exterminador do Futuro”, “Titanic” e “Avatar”.


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Ascensão do veganismo afeta fazendas de criação diminuindo a demanda por carne

Foto: Adobe
Foto: Adobe

Com a maior conscientização da população sobre a crueldade animal envolvida na produção de carne e nas fazendas de criação de animais, a indústria da carne tem sofrido golpes no mundo todo. O último exemplo disso são os produtores de carne em Bristol (Inglaterra) que, de acordo com especialistas, já estão sentindo o impacto causado pela ascensão do veganismo e queda da demanda.

Alex Demetriou é o diretor administrativo da Regency, que abastece a indústria de catering (distribuição de carne) do Reino Unido. Ele diz que a demanda por carne de bois e vacas caiu 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ele citou vários fatores para o declínio, incluindo o impacto do iminente Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia), e o aumento nos estilos de vida vegetariano e vegano.

Movimento vegano

“Parece que isso foi impulsionado pelo movimento vegano, vegetariano e flexitário, que está se tornando cada vez mais popular como uma escolha de estilo de vida, em vez de qualquer tipo de tendência passageira”, disse Demetriou ao Bristol Live.

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat
Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

“Houve um aumento na demanda no primeiro trimestre por causa de toda a incerteza em torno do Brexit e do impacto potencial nos mercados de carne bovina se tivéssemos saído da UE no final de março, como planejado”.

Produtores de carne no vermelho

De acordo com o periódico do setor de produção Farmers Weekly, os problemas para os produtores de carne de bois e vacas se espalharam para além de Bristol.

Ela afirma que a queda na demanda é resultado do fato de os consumidores receberem “uma variedade de mensagens negativas sobre carne vermelha, incluindo advertências sobre obesidade, câncer e o efeito da criação de animais sobre o meio ambiente”.

Mensagens que inclusive – faça-se um adendo – são estudos divulgados pela mídia contendo informações corroboradas por especialistas, tanto médicos, como cientistas e pesquisadores.

Ele diz que isso está levando à queda da demanda nos setores de varejo e hospitalidade, e cita Sam Chesney, presidente do conselho de carne de boi e cordeiro da Ulster Farmers Union: “Eu diria que a maioria dos produtores de carne está definitivamente no vermelho no momento”.

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Vendas de leite desabam mais de um bilhão de dólares em 2018 nos EUA

Foto: Vegnews/Reprodução
Foto: Vegnews/Reprodução

As vendas de leite despencaram 1,1 bilhão de dólares em 2018, de acordo com estatísticas reveladas pelo Dairy Farmers of America (Fazendeiros Produtores de Laticínios da América)durante sua reunião anual. Em 2017, as vendas de produtos derivados do leite totalizaram 14,7 bilhões de dólares e caíram oito%, para 13,6 bilhões de dólares em 2018.

Apesar das alegações de que os baixos preços do leite são os culpados, a indústria de laticínios entrou em extinção já há algum tempo devido a uma mudança no comportamento do consumidor que caminha em direção a alternativas baseadas em plantas.

Tanto é assim que os lobistas que representam a indústria de laticínios recentemente reavivaram os esforços para banir a terminologia comercializável, como “leite” e “queijo” – mesmo com termos qualificadores como “sem leite” – de serem usados em produtos veganos em um movimento para derrubar a concorrência.

Esta semana, senadores de estados produtores de laticínios reintroduziram uma legislação que visa implementar essa proibição – um renascimento da chamada “Lei do Orgulho Leiteiro” de 2016. “O projeto de lei prevê uma medida de defesa contra as imitações e substituições de iogurte, leite e queijo para promover a ingestão regular diário de laticínios.”

Michele Simon – diretora executiva do grupo de lobby da Associação de Alimentação a base de Plantas, composto por 130 membros, acredita que essa legislação proposta é preocupante, enganosa e inconstitucional.

“Em uma era de crescente inovação na indústria de alimentos, essa legislação enviaria uma mensagem assustadora para empresas pequenas e emergentes: o mercado é manipulado contra você em favor de interesses particulares dos grandes e poderosos”, disse Simon.

“Essa lei mal-intencionada prejudicaria as empresas de alimentos inovadores baseados em plantas que estão crescendo rapidamente, oferecendo novas opções de excelente sabor aos consumidores. Esse projeto de lei, caso aprovado, declararia a livre iniciativa morta com a promoção de políticas protecionistas impulsionadas por representantes da indústria leiteira e seus lobistas”, disse a diretora

Um relatório de 2017 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revelou que o consumo de leite diminuiu em 22% de 2000 a 2016. A indústria de produtos lácteos veganos vale atualmente 17,3 bilhões de dólares e prevê-se que dobre de valor para 29,6 bilhões até 2023.

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Empresa anuncia produção de proteína vegana mais barata que a carne de origem animal

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

A fabricante de carne à base de vegetais, Beyond Meat, revelou planos para tornar sua proteína vegana mais barata que produtos de origem animal.

A marca – popular entre veganos e vegetarianos, mas especialmente entre os comedores de carne – planeja investir massivamente na cadeia de produção de proteína vegetal para criar produtos que rivalizem com suas adversárias de origem animal, quando se trata de preço.

O fundador e CEO da empresa, Ethan Brown, disse à Forbes: “Temos a ambição de fazer parte da geração que separa a carne dos animais, como fatores independentes”, acrescentando que “não há razão para que a proteína vegetal não seja mais barata que a carne”.

A empresa lançou recentemente seu novo Beyond Beef Ground Mince na exposição de produtos naturais Expo West em Anaheim, Califórnia (EUA). A ação marcou a conclusão de um dos principais objetivos da empresa desde o lançamento de seu Beyond Burger, um hambúrguer feito à base de plantas em maio de 2016.

Apesar das alegações da indústria de carnes de que as opções feitas a partir de vegetais não contêm os mesmos nutrientes que a proteína animal, a Beyond Meat mostrou que seus produtos fornecem o mesmo sim, se não até mais. Sua Beyond Beef Ground Mince contém 20 gramas de proteína por porção – mais que carne bovina – e 25% menos gordura saturada com menos de 6 gramas por porção.

Foto: Beyond Meat/Instagram
Foto: Beyond Meat/Instagram

Beyond Beef é também isento de glúten, sem soja, feito a partir de ingredientes não OGM (sem transgênicos), e livre de antibióticos e hormônios frequentemente encontrados em produtos feitos de carne proveniente da criação de animais em nível industrial.

Brown disse em um comunicado: “Estamos focados em criar um produto que permita aos consumidores desfrutar de todos os benefícios e da flexibilidade que a carne moída permite e ainda contribuir para a saúde humana, ambiental e o bem-estar animal”

*A ascensão da carne vegana*

A Beyond Meat não é a única empresa que oferece aos consumidores opções saudáveis e a base em plantas. A Impossible Foods, sediada nos EUA, também tem a missão de transformar de vez a indústria de alimentos, com seus hambúrgueres carnívoros “sangrantes”, semelhantes aos da Beyond Meat.

Um relatório publicado no ano passado pelo Ministério das Indústrias Primárias (MPI, na sigla em inglês) da Nova Zelândia disse que 80% das pessoas que comeram um Impossíble Burguer (hambúrguer vegano produzido pela Impossible Foods) gostaram e 30% disseram que o comeriam novamente.

O relatório afirma que “estes produtos são a linha de frente de empresas que estão inovando e melhorando significativamente os produtos de substituição de carne”. O estudo também reconheceu que o aumento na popularidade da carne feita a base de vegetais pode ser em função de seu reduzido impacto ambiental.

De acordo com o site Mercy For Animals, ao apresentar seu IPO (abertura de capital na bolsa de valores), a Beyond Meat tornou-se a primeira empresa de carne vegana a ser uma empresa de capital aberto.

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Atriz e cantora Kelly Osbourne (Foto: GettyImages)
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Atriz Kelly Osbourne adota veganismo e compartilha experiências no Instagram

A cantora, compositora e atriz britânica Kelly Osbourne é a mais nova celebridade adepta ao veganismo e um estilo de vida livre de crueldade animal. Recentemente, Kelly publicou em seu perfil no Instagram uma foto de seu queijo vegano favorito, compartilhando com os fãs suas experiências como vegana.

Atriz e cantora Kelly Osbourne (Foto: GettyImages)
Atriz e cantora Kelly Osbourne (Foto: GettyImages)

“Eu realmente sinto falta de comer queijo, então hoje eu tentei ‘macarrão vegano e molho cremoso’ conhecido como Mac and Cheese. Sobre o queijo… Não dá pra dizer a diferença”, comentou a celebridade sobre o prato vegano orgânico e embalado, com o molho cremoso da Annie Homegrown.

Foto: Instagram/Kelly Osbourne

Kelly Osbourne compartilha frequentemente com seus fãs na rede social as experiências do veganismo, além de comentar as comidas que gosta e seu amadurecimento. Ao compartilhar a foto de uma torrada com pepinos, comentou: “Eu costumava pensar que ser vegano era chato. Agora, me divirto mais com comida agora do que antes”.

Foto: Instagram/Kelly Osbourne

Embora Kelly não tenha confirmado sua dieta de escolha ultimamente, a celebridade é conhecida por ter uma certa afinidade por uma dieta vegana e saudável. Em 2012, Osbourne credenciou sua perda de peso para seu relacionamento com o chef vegano, Matthew Mosshart. O casal já se separou, porém os hábitos livres de crueldade animal aparentemente persistiram.

Disseminação do estilo de vida saudável

Muitas celebridades estão optando por um estilo de vida mais saudável e aderindo ao veganismo. Como principais motivações, sempre destaca-se o desejo por reduzir ativamente o consumo de produtos de origem animal.

A atriz Kate Winslet relatou que ela e sua família mantêm uma alimentação baseada em plantas, e o músico Will.i.am se tornou um defensor vegano depois de recentemente ter feito a mudança de dieta por motivos de saúde. A atriz da série de televisão Grey’s Anatomy, Ellen Pompeo, também já mencionou que ela e toda sua família são adeptos do estilo de vida vegano por conta dos benefícios que a dieta promove.

A ascensão do veganismo tem sido fenômeno marcante na sociedade, e um relatório recente descobriu que 20,6 milhões de animais são salvos caso pessoas alimentem-se de forma vegetariana durante uma vez por semana, ao longo de uma década. Além disso, programas como ‘Segunda Sem Carne’ tem sido implementados no Brasil e outros países, visando a diminuição do consumo de produtos de origem animal.

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