Notícias

Morre aos 97 anos a estrela do cinema e ativista pelos direitos animais, Doris Day

Foto: NBC News
Foto: NBC News

Com mais de 39 filmes em seu nome, a atriz era celebrada por crítica e público sendo considerada por diversas vezes uma das poucas mulheres classificadas entre as maiores bilheterias do início dos anos 60. Indiscutivelmente, o auge da carreira de Day foi estrelar em “Pillow Talk”, no Brasil lançado como “Confidências à meia noite” ao lado de Rock Hudson, em 1959.

A atriz morreu em sua casa em Carmel Valley, Califórnia, cercada por amigos próximos. Day “estava em excelente estado de saúde física para a sua idade, até recentemente contrair um caso grave de pneumonia”, disse a sua fundação em um comunicado à Associated Press.

"Seja gentil com os animais o eu te mato", dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest
“Seja gentil com os animais o eu te mato”, dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

O diretor Michael Curtiz, que dirigiu a atriz em muitos filmes atribuía o tremendo sucesso de Day à sua personalidade forte e carismática. Ele disse a ela no início de sua carreira: “Você tem uma personalidade muito forte”, não importa o que você faça na tela, não importa que tipo de papel você represente, sempre será você, o que quero dizer é que Doris Day sempre vai brilhar através do filme. Isso fará de você uma estrela grande e importante”.

E foi o que aconteceu.

Doris Day também fez sucesso no mundo da música com 31 álbuns lançados durante sua carreira e chegou a ganhar um grammy em 2008 pelo conjunto da obra.

Mas não foi só na telas de cinema e nas canções que gravou que Doris Day deixou um legado impressionante e único.

Ativista incansável

Amante e defensora dos animais pela vida toda, Doris reconheceu que a comunidade de bem-estar animal na década de 1970 era uma área de atuação extremamente carente, e que através de sua própria organização e status de celebridade ela poderia fazer a diferença para os animais. Quando ela iniciou seu trabalho com os animais, a atriz se concentrou em encontrar casas para os muitos cães e gatos que estavam sendo mortos simplesmente porque não tinham lares.

Em 1978 ela criou a Fundação de Animais Doris Day (DDAF), uma instituição sem fins lucrativos com a missão simples e claro, que continua até os dias de hoje: ajudar animais e as pessoas que os amam. Por meio de doação de subsídios, a DDAF financia outras organizações nos Estados Unidos que cuidam e protegem diretamente os animais.

Seus esforços em corrigir o problema pela base resultaram no fato de Dóris resgatar pessoalmente centenas de animais de Doris ao longo dos anos. Além de abrigar animais em sua própria casa, Doris e a DDPF estavam alugando um espaço maior para o canil, providenciando cuidados veterinários e encontrando lares para o crescente número de animais de estimação desabrigados com a ajuda de uma equipe dedicada de voluntários.

Foto: lifewithcats
Foto: lifewithcats

Conhecida carinhosamente por alguns como “A apanhadora de cães de Beverly Hills”, Doris costumava encontrar cães indesejados abandonados no portão de sua casa. Não era incomum para ela bater nas portas dos vizinhos em uma tentativa de reunir os cães perdidos aos tutores ou verificar se aqueles que estavam em novas casas estavam indo bem e recebendo o devido cuidado e atenção.

Uma estrela foi citada como tendo dito: “Todos nós adotamos pelo menos um dos animais de Doris Day. Se você visse Doris na rua ou no estúdio, é provável que você acabasse com um gato ou cachorro desabrigado que ela estava procurando adotantes. Ela carregava fotos dos animais que precisavam de lares, e então ela realmente vinha inspecionar na sua casa para se certificar de que você estava à altura da tarefa”.

Expansão e movimento

Apesar do grande número de animais que Doris e DDPF estavam resgatando, a estrela sabia que isso não era suficiente, e que abordar a causa raiz da superpopulação de animais sem teto através de castração era a solução. Para complementar a Doris Day Pet Foundation, ela formou a Doris Day Animal League em 1987, uma organização nacional de lobby sem fins lucrativos, cuja missão primordial é reduzir a dor e o sofrimento de animais não humanos através de iniciativas legislativas, educação e programas para desenvolver e fazer cumprir os estatutos e regulamentos que protegem os animais.

Foto: SONY MUSIC/PA
Foto: SONY MUSIC/PA

Em 1995, Doris e DDAL fundaram a Spay Day USA (Dia da Castração). Agora conhecido como Dia Mundial da Castração e sob os auspícios da Humane Society dos Estados Unidos, este evento anual atingiu proporções globais e ajudou a esterilizar e neutralizar mais de 1,5 milhões de animais nos primeiros 15 anos desde o início. Em 2007, a Doris Day Animal League fundiu-se com a Humane Society dos Estados Unidos para uma voz legislativa ainda maior em Washington o que permitiu uma atuação nas leis d eproteção aos animais e na liberação de fundos e dinanciamentos para demais ONGs menores.

Além de ajudar várias organizações com por meio de vários programas, como castração, despesas com veterinários, programas para cães idosos, despesas com alimentos para animais domésticos, reabilitação de animais selvagens e recursos educacionais, alguns dos financiamentos de projetos “herdados” da DDAF incluem:

  • Dia Mundial da Castração,
  • Doris Day Equine Center (Centro de apoio a equinos) localizado no Rancho Beleza Negra em Cleveland Amory em Murchison, Texas (EUA),
  • Programa Duffy Day Life Saving (dando uma segunda chance para animais mais velhos e feridos que podem enfrentar a eutanásia),
  • Bolsa de estudos em veterinária “Doris Day/Terry Melcher” na faculdade UC Davis School of Veterinary Medicina e muitos outros.

Campanhas de castração, acolhimento e adoção, bolsa de estudos veterinários, atuação política, distribução de financiamento, projetos de apoio com ração e atendimento de saúde e dedicação intensa a causa animal fazem de Dóris Day muito mais que uma estrela de cinema inesquecível: um ser humano altruísta e que fez a diferença pelos animais.

​Read More
Notícias

Mulher de 97 anos adota veganismo e divulga benefícios em redes sociais

Anne Evers, advogada de 97 anos, diz que nunca mais voltará a comer animais novamente. Ela celebrou seu 97º aniversário neste verão e decidiu abandonar os produtos de origem animal depois de assistir ao documentário What the Health.

Ganhando atenção na mídia, ela realizou uma entrevista ao The Standard. Nela, Evers disse que se sente “maravilhosa” como resultado de sua dieta.

Ela listou alguns dos benefícios da alimentação baseada em vegetais: “Eu tenho mais energia, me sinto mais leve e menos inflamada, minha pele fica mais clara e eu estou me movendo melhor. Eu definitivamente acho que isso me mantém mais saudável à medida que envelheço”, disse ela ao jornal.

Anne Evers afirma nunca mais voltar a comer animais novamente (Foto: Reprodução)

Ela também discutiu os benefícios ambientais e éticos do veganismo, falando sobre as emissões nocivas e a pecuária, bem como as percepções sociais que fazem com que muitas pessoas amem seus animais domésticos, mas comam outras.

“Eu quero que as futuras gerações tenham um planeta saudável. Depois de aprender sobre o impacto que a agropecuária tem, eu senti que era meu dever adotar uma dieta vegana e encorajar outros também”, disse ela.

Evers frequentemente usa sua plataforma no Instagram para promover esta mensagem de saúde, ganhando mais de 18 mil seguidores na rede social. Em um post recente, ela compartilhou um vídeo de si mesma levantando pesos, escrevendo: “Eu quero redefinir o que parece velho”.

“Isso é 97, amigos. Inclinando sobre linhas, agachamentos, deadlifts. Isto é o que parece quando você faz uma prática diária de movimentos e abastece seu corpo com plantas. O corpo humano é uma coisa incrível e todo dia é um presente. Aproveite ao máximo. Cuide-se agora para que você não só apenas envelheça, mas se sinta bem e possa aproveitar sua vida no processo”.

No início deste ano, o britânico Roy Budin de 98 anos chegou às manchetes sendo vegano há três décadas: “Eu estava bem nos meus 60 anos quando me tornei vegano. Isso era considerado um passo bastante avançado e muitas pessoas que eram vegetarianas não podiam ver o ponto em desistir de produtos lácteos e assim por diante”, ele contou ao Plant Based News.

“Mas com as fábricas de criação, esse aspecto me convenceu de que, para ser honesto, você tinha que se tornar vegano e não apenas vegetariano”.

Ele ainda se mostra um exemplo de que, para ser vegano, não é preciso de coisas chiques ou caras: “Eu mantenho minha comida simples. Eu devo dizer que muitos livros de receita vegana não me excitam porque você acha que precisa de uma série de coisas que você simplesmente não tem em estoque. Por que complicar as coisas?”.

​Read More