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Cadela que morreu há 2 anos é vista como heroína por participar de buscas no 11 de setembro

O mais velho animal a participar de buscas por sobreviventes durante a tragédia do 11 de setembro foi a cadela Bretagne, uma golden retriever que, mesmo após dois anos de sua morte, continua sendo lembrada como uma heroína.

(Foto: Reprodução / YouTube)

A cadela, na companhia de Denise Corliss, passou semanas vasculhando os destroços das torres gêmeas à procura de sobreviventes e restos mortais. A dupla também ofereceu apoio emocional aos colegas de resgate. As informações são do portal Histórias com Valor.

No dia em que Bretagne morreu, aos 16 anos, dezenas de pessoas se reuniram para homenageá-la. “Vamos nos lembrar dela com carinho e continuar servindo a comunidade com ela como inspiração”, disse uma das pessoas que participou das homenagens.

Em 2010, a cadela deixou de participar de ações de resgate. No entanto, ela estava sempre envolvida em outras ações. Semanas antes de morrer, ela visitou escolas locais para ajudar, através do afeto e atenção que sua companhia proporcionava, alunos ansiosos que precisavam praticar leitura em público.

Nota da Redação: animais não devem ser treinados de forma anti-natural para que sejam explorados em ações de busca por sobreviventes e restos mortais. A necessidade de encontrar pessoas vivas ou mortas após desastres deve ser suprida através do trabalho humano e da tecnologia, sem o envolvimento de animais, já que esses não têm condição de consentir a realização de qualquer atividade e, além de serem expostos a ricos, são forçados a aprender comandos que não fazem parte do comportamento natural deles, quando deveriam viver realizando apenas atividades que eles mesmos julgarem necessárias. Animais não são propriedade dos seres humanos e não podem ser vistos como objetos que devem ser usados para beneficiar as pessoas.

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Último animal sobrevivente das buscas do 11 de setembro, cadela morre aos 16 anos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Facebook/GoldenWoofs
Reprodução/Facebook/GoldenWoofs

A vida de um cão é muito breve em comparação com o legado duradouro que eles deixam nas nossas vidas, mas poucos deixaram uma marca indelével na história como Bretagne, que faleceu nesta semana com 16 anos.

Bretagne tinha apenas um ano de idade quando, após os ataques de 11 de setembro ao World Trade Center, foi enviada para participar das missões de busca e resgate com os membros voluntários do Departamento de Bombeiros da Cy-Fair do Texas, informa o The Dodo.

Posteriormente, a cadela foi também explorada pelos esforços de resgate após o furacão Katrina e o furacão Rita.

Em 2010, Bretagne foi “aposentada” oficialmente do serviço ativo. Desde então, até poucas semanas antes de sua morte, ela era uma visitante regular de escolas primárias locais, oferecendo aos estudantes ansiosos uma audiência para ajudá-los a praticar a leitura.

Em 2015, Bretagne foi reconhecida como o último animal sobrevivente que participou das operações de resgate do 11 de setembro.

Reprodução/MelissaRasconFacebook
Reprodução/MelissaRasconFacebook

Nas últimas semanas, a saúde da cadela começou a se deteriorar e sua tutora Denise Corliss decidiu provocar sua morte induzida para acabar com o sofrimento de Bretagne.

No dia 6 de maio, dezenas de oficiais se reuniram para a última despedida de Bretagne e saudaram a corajosa cadela como uma colega e amiga.

“Alguns podem dizer que ela é um animal doméstico, no entanto, para os mais de 400 membros da Cy-Fair, Bretagne era uma heroína e considerada parte de nossa família”, escreveu o departamento em um comunicado.

“Vamos nos lembrar de Bretagne com carinho e continuar a servir a comunidade inspirados nela”, completou o departamento.

Nota da Redação: Apesar da história comovente de um animal salvando vidas humanas em um grande desastre, não podemos nos esquecer que o uso de animais em serviços de resgate é uma forma de exploração. Bretagne dedicou sua vida a trabalhar para humanos, mas não de forma voluntária e sim por ter sido treinada e conduzida, quando seus direitos básicos exigiriam uma vida segura e livre de riscos.

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