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Cachorro fica preso em rede de proteção no 9° andar de prédio em SP

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Na última quarta-feira (2), um cachorro de pequeno porte foi visto e filmado por vizinhos preso na rede de proteção do lado de fora da janela no 9° andar de um apartamento, localizado na região do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo.

Em um vídeo divulgado, uma moradora do prédio vizinho filmou a situação do cachorro. Na gravação é possível ouvir o cachorro latindo e olhando para dentro do apartamento. A vizinha se indignou com o ocorrido: “Está do lado de fora tadinho, será que o tutor não viu isso? Que horror!”, afirma na filmagem.

Após ser notificado, o guardião retirou o cachorro do local, porém a vizinha ainda teme pela vida e condições do pequeno cachorro.


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ONG alerta para riscos de novas doenças com o consumo do café de civeta

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Um alerta recente feito pela organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) tem chamado a atenção a respeito dos riscos e consequências da produção e consumo do Kopi luwak, mais conhecido como café de civeta.

Além de estar associado à morte e captura de milhares de civetas, mamíferos noturnos originários da Ásia e África, o produto pode favorecer o surgimento de novas doenças zoonóticas, transmitidas de animais para seres humanos, com potencial pandêmico.

Durante o processo de fabricação, os animais são mantidos em confinamento e comem os grãos de café que mais tarde serão defecados, coletados e passados por um processo de limpeza. O interesse por esse mamífero vem de sua habilidade natural de selecionar os melhores grãos como alimento, não digerindo a semente do café, mas apenas a polpa, fator que elimina modificações no grão e o torna um produto de grande valor de mercado.

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A instituição salienta ainda que esse tipo de prática já foi responsável por doenças graves como a gripe aviária, gripe suína, SARS, MERS e Covid-19.

“O mundo já está lutando contra uma doença mortal de origem animal, e a última coisa que deveríamos fazer é enjaular civetas para que alguém possa coletar seus resíduos e vender o café feito com os grãos neles encontrados”, comenta a presidente da PETA, Ingrid Newkirk.


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Bombeiros resgatam gato preso em galão de água

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Com o corpo inteiro dentro da garrafa e a cabeça presa no gargalo, um astuto gatinho foi encontrado neste mês em Jarcata, na Indonésia.

Esse fato ocorreu no dia 03 de setembro e nessa semana bombou na internet.

O site IG informou que o Corpo de Bombeiros salvou o animal destruindo uma garrafa devorada com uma furadeira e agora ele está em ótimas condições.

Que susto não é mesmo? Veja abaixo o vídeo do resgate:


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Animais em migração encontram abrigo no Litoral do Paraná

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Em tempos de pandemia, o litoral paranaense deixou de receber turistas, mas isso não impediu a chegada de hóspedes: animais. Mesmo no inverno, pinguins de magalhães, os lobos marinhos, as tartarugas verdes, as baleias e os bobos pequenos, uma espécie de ave, aproveitaram para fazer sua migração para o litoral do Estado.

De acordo com o professor e responsável pelo laboratório CEM, Maurício Almeida Noernberg, a temperatura e salinidade da água são alguns dos fatores para determinam a distribuição da fauna marinha e chegada dos animais.

A bióloga e coordenadora do LEC (Laboratório de Ecologia e Conservação de Mamíferos e Répteis Marinho), Camila Domit, explica que esses animais chegam ao Brasil entre maio e julho e permanecem até setembro e outubro, já que existe uma mudança entre as áreas do sul e litoral do Paraná.

“Entre o caminho, alguns animais encontram regiões com muitas presas e passam um período maior se alimentando para, então, subirem à costa. Outros passam mais tempo na busca de alimento ou encontram áreas de descanso. Em geral, eles não fazem uma viagem em linha reta, mas com várias paradas, e cada indivíduo leva seu tempo”, explica Camila.

Desde o dia 29 de julho, o Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná está acompanhando um lobo-marinho-subantártico. Esse é o maior período que um animal da espécie passou no litoral paranaense.

Com o monitoramento realizado pelos pesquisadores é possível observar os deslocamentos realizados por alguns animais, as áreas importantes para alimentação e reprodução desses indivíduos.


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Cão adota filhotes de coelho e cria vínculo de afeto com os bebês

Reprodução/Instagram/@funnydogbailey

O golden retriever Bailey nunca havia tido contato com filhotes de nenhuma espécie. Apesar disso, ele parecia saber exatamente o que fazer quando conheceu os filhotes de coelho de sua tutora.

Dedicado, o cachorro não só adotou os bebês, como passou a cuidar deles de maneira paternal desde que a coelha da família deu à luz, em junho.

Graças ao comportamento do cão, a coelha ganhou um companheiro que o ajuda com os cuidados dos filhotes, que passaram a vê-lo como pai e a buscar nele conforto e carinho.

Reprodução/Instagram/@funnydogbailey

Consciente do tamanho e da fragilidade dos bebês, Bailey é cauteloso na hora do carinho e também enquanto caminha pela casa, sempre atento para não esbarrar nos coelhinhos.

O caso incomum chamou a atenção dos internautas. No YouTube, um vídeo de Bailey com os filhotes alcançou milhões de visualizações.

“Esses foram os cinco minutos mais bem gastos da minha vida!”, escreveu uma internauta ao comentar o vídeo. “Fofo demais a maneira como Bailey acarinha os filhotes. Muito singelo e inocente”, disse outro.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Bailey | The Golden Retriever (@funnydogbailey) em


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Cão é adotado após tutor abandoná-lo por considerar o animal “burro”

Foto: Reprodução Facebook / Muttville Senior Dog Rescue

“Ele é burro”, esta foi a frase usada por um norte-americano para abandonar um poodle de 18 anos em um abrigo. Idoso, o cachorro foi descartado quando mais precisava de proteção e cuidados. Seus antigos tutores não imaginavam, porém, que o amor negado por eles seria entregue ao animal em dobro não só pelos voluntários do abrigo, mas pela nova família do cão, que logo foi adotado.

Figgy superou a expectativa de vida de cães da raça poodle, que costumam viver, em média, entre 12 e 15 anos. E se para seus antigos tutores os 18 anos do cachorro não eram motivos para comemorar, para Eileen, sua nova tutora, não faltaram razões para celebrar o presente que era ter um novo membro em sua família.

Abandonado no Muttville Senior Dog Rescue, em San Francisco, no estado norte-americano da Califórnia, Figgy comoveu os voluntários do abrigo, que sabiam o quão difícil seria encontrar alguém disposto a adotar um animal de idade tão avançada.

Eles ficaram ainda mais abalados quando souberam dos argumentos que o antigo tutor do poodle usou para justificar o abandono. Sua esposa não gostava do cachorro, que tem artrite e é muito “burro”. Foram essas as duras palavras do homem, que tratou Figgy como um objeto descartável.

O problema, no entanto, não era o poodle, mas sim a forma distorcida como ele era visto por sua antiga família – o que foi resolvido pela ONG, que providenciou uma nova tutora para o cachorro capaz de enxergá-lo com os olhos do coração e, assim, ver apenas qualidades no animal.

Foto: Reprodução Facebook/ Muttville Senior Dog Rescue

A entidade sabia que, na verdade, o abandono de Figgy tinha sido motivado por sua idade avançada. Idoso, ele precisa de cuidados especiais, tem menos resistência a doenças e demanda mais recursos financeiros. Nada disso, entretanto, era um problema para Eileen, que o levou para casa.

Para impedir que o poodle terminasse sua vida em uma baia solitária do abrigo, os voluntários da instituição entraram em contato com Eileen. Membro da equipe de voluntariado do Muttville Senior Dog Rescue, ela é conhecida por dar abrigo a cachorros idosos para lhes oferecer um fim de vida digno e repleto de amor.

Ao ser contatada pela ONG, a norte-americana não pensou duas vezes. E para sua surpresa, ao chegar no abrigo Eileen percebeu que Figgy parecia esperar por ela. Isso porque os dois experimentaram um vínculo de afeto imediato no momento em que se conheceram.


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Incêndio em fazenda mata 2 mil porcos explorados para consumo

Porcos machos vivem em espaço reduzidos, o que os condena a intenso sofrimento (Getty Images/iStockphoto)

Um incêndio de grandes proporções tirou a vida de aproximadamente 2 mil porcos em uma fazenda na cidade de Kilkeel, na região sul da Irlanda do Norte.

Explorados para consumo humano, os animais vivenciaram extremo sofrimento ao serem mortos pelo fogo, que teve início na última segunda-feira (7) por volta das 21 horas, no horário local – aproximadamente 17 horas no horário de Brasília.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas, mas não conseguiu salvar a vida dos porcos. O dono da fazenda disse à BBC que estava devastado e que era grato aos bombeiros pelo trabalho que fizeram.

O incêndio foi descrito pelo ministro da Agricultura, Edwin Poots, como “uma coisa absolutamente horrível de ter acontecido”. Ele ofereceu ajuda ao fazendeiro por meio do serviço veterinário do ministério.

Além da morte dos porcos, um funcionário da fazenda sofreu queimaduras leves e foi levado ao hospital para receber tratamento médico.

O padrão mundial de criação de porcos é bastante cruel e normalmente os submete a uma vida de aprisionamento em baias lotadas, o que os torna alvos fáceis do fogo em caso de incêndio por conta da ausência de rota de fuga.


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Filhote de anta é resgatado após perder a mãe em Mato Grosso

Foto: UFMT/Sinop

Um filhote de anta foi resgatado no estado do Mato Grosso após ser encontrado sozinho em uma estrada. Desidratado, o animal silvestre estava na margem da MT-242, em um trecho que liga as cidades de Sorriso e Ipiranga do Norte.

Órfão, o filhote foi resgatado por uma equipe do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso e está recebendo os cuidados necessários.

A suspeita dos militares é que a mãe do animal tenha sido morta por atropelamento ou perdido o filhote, que ficou na estrada à própria sorte, sob risco de ser atropelado.

O animal foi salvo pelos bombeiros no último final de semana. Após o resgate, ele foi encaminhado para a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que o recebeu em seu hospital veterinário em Sinop, a 503 quilômetros de distância de Cuiabá.

A UFMT informou ao G1 que o filhote é do sexo masculino e que, embora tenha sido resgatado bastante desidratado, apresenta boa recuperação e consegue se alimentar sozinho.

Maior mamífero terrestre brasileiro, a anta é conhecida como jardineira das florestas por dispersar sementes de maneira bastante eficaz, contribuindo para a manutenção dos biomas brasileiros. Sua importância na natureza torna ainda mais alarmante o risco de extinção ao qual a espécie está submetida por conta da caça, do desmatamento e dos atropelamentos em rodovias.

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Mais de 75% das doenças infecciosas que atingem os seres humanos têm origem na exploração de animais

Pixabay

Ao menos 75% de patógenos infecciosos das doenças emergentes do ser humano vem de animais, segundo a Organização Mundial da Saúde. Sarah Olson, trabalha há quase 10 anos em prevenir transmissões de doenças e na chegada de uma possível epidemia mundial. Quando o novo coronavírus , o SARS-CoV-2, apareceu, foi muito difícil ver que as previsões não eram suficientes. “Fomos atingidos em nossos pontos fracos. Não havíamos feito o suficiente e ainda falta muito a ser feito”. Adicionou. A investigadora do programa de saúde da Sociedade de Conservação da Vida Silvestre de Nova York (Estados Unidos) acaba de publicar um estudo que recorre, pela primeira vez, amostras ao longo de uma cadeia alimentar de animais silvestres vivos no Vietnam destinados ao consumo. “sabia que íamos encontrar coronavírus [da família do SARS-CoV-2] nessas espécies [roedores e morcegos], mas a quantidade me deixou impactada”, reconhece.

A prevalência de animais infectados é cada vez maior à medida que avança a cadeia. Nos animais da fazenda, desde que são criados, já se pode detectar a presença de coronavírus em quase 21% deles. Mais tarde, quando chegam ao mercado depois que animal foi passou pelo transporte, no estresse que isso acarreta, já teve contato com a urina e as fezes de outros animais entre outras coisas, chega a 32% segundo o estudo. A partir daí, o animal se converteu em comida e acaba no prato de um restaurante. E o final da cadeia, e aí a presença do vírus alcança 55,6%. “Isso nos diz claramente que aumenta o risco de contágio a seres humanos”, comenta a autora do estudo publicado no PLOS ONE.

“O vírus está presente desde a origem e é muito chamativo porque as porcentagens são muitos altas em comparação com outros estudos”.

Elisa Perez Ramírez, expert em vírus emergentes do Centro de Investigação em Sanidade Animal

Os investigadores também viram que diferentes vírus circulam na mesma cadeia, que há infecções entre animais e que, por tanto, podem ocorrer recombinações de vírus. Nas mesmas fezes, encontraram uma mescla de vírus provenientes tanto de ratos, morcegos, como também de aves. “Isso indica que há um contato entre eles e que, ainda que o ambiente possa alterar a amostra, o vírus está presente e isso que se deve lembrar”, Opina Elisa Peréz Ramírez, Experta em vírus emergentes do Centro de Investigação em Sanidade Animal, no município madrilenho de Valdeolmos. Para a investigadora espanhola, este estudo é muito interessante, já que é o primeiro que mostra toda a cadeia alimentar desses mercados úmidos. “Em comparação com outros estudos”, comenta.

O que acontece na Ásia parece coisa de outro mundo, mas a globalização o aproxima do país vizinho. “Parece de algo distante e por sorte o controle veterinário na Europa e Espanha não tem nada a ver. Os veterinários se impressionam muito ao ver em que condições são criadas estas espécies, nesses mercados úmidos. É uma bomba relógio. Como o sacrificam, os fluidos, muitas espécies em um espaço pequeno, se supõem um risco muito alto para todos”, aponta Peréz Ramírez. Mas isso é apenas o princípio. Se estima que há até 1,67 milhões de vírus ainda desconhecidos e dentro disso, 631.000 e 827.000 poderiam ser transmitidos a humanos. “Temos muito que saber. Estamos apenas arranhando a superfície. O que acontece com o mundo selvagem é como uma enorme caixa negra, cujo conteúdo não conhecemos ainda”, compara Olson, a investigadora que lidera o novo estudo.

O que fazer?

Explica Victor Briones, investigador do Centro de Vigilância Sanitária Veterinária da Universidade Complutense de Madrid, que para poder dirigir tudo isso é indispensável a Rastreabilidade, é dizer, um seguimento de um mesmo animal (ou produto) ao longo de todo o processo. Porém, por hora, não existe. “Não se sabe nada, nem em que condições foi criado, nem se foi caçado, se é de uma fazenda legal ou ilegal, se estava perto de outros animais, se estava em uma jaula com outros. É muito difícil saber onde nascem as contaminações”, afirma.

“Os veterinários se impressionam muito ao ver em que condições são criadas estas espécies, nesses mercados úmidos. É uma bomba relógio. Como o sacrificam, os fluidos, muitas espécies em um espaço pequeno, se supõem um risco muito alto”

Elisa Perez Ramírez, experta em vírus emergentes do Centro de Investigação em Sanidade Animal

Atuar em princípio de cadeia é impossível, ainda que soubéssemos exatamente que animal está na origem de uma pandemia global. A transmissão do vírus entre os animais é inevitável e sobretudo natural. Portanto, devemos nos concentrar no último elo: o ser humano. “Temos que nos conscientizar sobre o consumo tanto aos clientes, como aos comerciantes. Proibir totalmente não vejo como uma possibilidade, porque poderia seguir fazendo de maneira ilegal e isso é ainda mais difícil de controlar”, adverte Briones. “Mas se não há consumo, tudo isso pode ser feito dentro dos padrões legais”, propõe.

As pessoas que promove esses mercados de vida selvagem pensam que não há animal mais fresco que um vivo. Está muito fixado que matar diante do cliente é uma prova de que está fresco. Portanto, teria que mudar de mentalidade. Se si reduz a demanda, toda a cadeia mudaria e isso poderia ser uma saída desse círculo vicioso que afeta a saúde global. Porém, não é tão simples. Cada contexto é diferente e as iniciativas têm que adaptar se a cada caso específico. Tem que levar tudo em consideração e nos assegurar que todo o mundo tenha as mesmas oportunidades. Acredito que temos que atuar na educação e buscar alternativas para o suprimento de proteínas”, opina Olson.

SARS-CoV-2

Enquanto ao covid, sua origem zoonótica esteve clara desde o princípio para todos os especialistas consultados. Para Pérez Ramírez e Briones é o momento de passar da teoria à prática e de seguir investigando “mais e mais” para conhecer sua origem. “É uma pena que não se tenha levado em conta a outra parte da moeda. Toda a atenção foi para a saúde humana, algo completamente normal visto o impacto que teve, mas esquecemos a parte animal e não pode acontecer” afirma a investigadora. A experta propõe que se implante uma vigilância ativa, não esperar que os animais tenham sintomas e ir tomando amostras o quanto antes para ter uma ideia dos vírus que circulam.

A comunidade cientifica segue sem entender a lista de espécies que havia no mercado de Wuhan. “Não foi feito uma amostragem exaustiva antes de fechá-lo, mas isso foi fundamental. A essas alturas teríamos que saber mais do que sabemos agora”, conclui a experta. Antes de encerrar, menciona que a OMS enviou uma comitiva para a China para estudar a origem do SARS-Cov-2 em agosto, “somente oito meses depois do início da epidemia”, conclui.

Outra origem

Outra origem de transmissão de doenças é a exploração do meio natural. Ao desmatar e cultivar, o ser humano se expõe ao meio ambiente selvagem e as espécies que vivem aí. Um estudo recente da Science sugeriu que diminuir as terras agrícolas e o desmatamento e regulamentar o comércio de animais selvagens pode reduzir a probabilidade dos vírus infectarem as pessoas.


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Dia Nacional do Cerrado: conheça a importância do segundo maior bioma da América do Sul

Para muitas pessoas, o dia 11 de setembro pode ser lembrado pelo ataque às torres gêmeas nos Estados Unidos. Mas, no Brasil, essa data é reservada para comemorar o Dia Nacional do Cerrado. A data foi criada por um decreto em 2003 pelo até então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Dia Nacional do Cerrado é reservado para lembrar a importância do segundo maior bioma da América do Sul. Essa vegetação se estende por um pouco mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, que equivale a aproximadamente 22 % do território Nacional. Com áreas contínuas nos estados do Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, com alguns reflexos no Amapá, Roraima e Amazonas.

Animais do Cerrado

O bioma do cerrado é considerado a savana mais rica do mundo em termos de biodiversidade, pois abriga diversos ecossistemas e, sobretudo, as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul: Bacia Amazônica/Tocantins, Bacia do rio São Francisco e Bacia da Prata.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), no bioma cerrado já foram catalogadas mais de 11, 6 mil espécies de plantas nativas. A diversidade de seus habitats abriga em torno de 199 espécies de mamíferos, 837 de aves, 1200 de peixes, 180 de répteis e 150 de anfíbios. Estima-se a hospedagem de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins trópicos.

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Confira a lista de cinco animais nativos que vivem no Cerrado

1.Lobo-guará: o lobo- guará é um animal típico do cerrado e muito semelhante, fisicamente, a um lobo. Ele vive solitário e é considerado inofensivo, por esse motivo não se aproxima de populações humanas. Costuma ser visto no entardecer em grandes campos e, devido a urbanização dos espaços tem sido frequentemente atropelado ao atravessar estradas.

2.Tamanduá bandeira: o tamanduá-bandeira é um mamífero que vive no cerrado e apresenta hábitos solitários na vida adulta. Para caçar seu alimento, ele costuma caminhar durante o dia todo. Este animal vem sofrendo com a perda de seu habitat, atropelamentos e caça, sendo assim considerado uma espécie com risco vulnerável de extinção.

3.Jaguatirica: a jaguatirica é um felino também conhecido como gato-do-mato e encontrado na Mata Atlântica brasileira, além de outros países da América latina e no Sul dos Estados Unidos. E por muitas vezes confundida com a onça-pintada, porém ela é menor, com um comprimento que pode variar entre 25 e 40 cm, sem contar a cauda.

4.Anta: a anta é considerada o maior mamífero brasileiro. Ela vive no cerrado brasileiro e apresenta em média 300 kg. Visualmente, ela tem aparência de um porco. A anta costuma viver próximo de rios, pois apresenta habilidade de natação, o que auxilia a fugir de seus predadores.

5.Ariranha: a ariranha é um mamífero endêmico da América do Sul e pode ser encontrada na Bacia do Rio Amazonas, além de ser encontrado no Pantanal. E uma espécie que vive perto de rios, pois sua alimentação e baseada em peixes. Ela costuma ser encontrada na maior parte do tempo nadando, sendo que uma de suas características é que ela nada para trás.

Degradação do Cerrado

O cerrado é um dos biomas brasileiros que mais vem sendo degradado com o passar dos anos, uma vez que possui poucas áreas protegidas por lei. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, atualmente resta menos de 20% da área do cerrado e estima-se que 150 espécies de animais sofrem riscos de extinção.

As principais ameaças para os animais que vivem no cerrado são decorrentes da destruição de seus habitats, desde desmatamento, queimadas, crescimento urbano desenfreado, tráfico de animais, expansão de fronteiras agrícolas, pecuárias e monoculturas, exploração de madeira para a produção de carvão, dentre outros.

Alguns dos animais que correm o risco de extinção são: a onça-pintada, a jaguatirica, o tatu-canastra, o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, a águia-cinzenta, o gato-maracajá, o gato-do-mato, dentre outros.

Preservação do cerrado

Em 2019, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) apresentou três projetos de lei que têm como objetivos a proteção e a conservação do cerrado. Segundo o parlamentar, o bioma está perigosamente ameaçado pela perda de habitats, ele lembrou ainda que a principal causa do desmatamento é a expansão da agropecuária sobre a vegetação nativa. Entre 2007 e 2014, 26% da expansão agrícola ocorreram diretamente sobre a vegetação do cerrado, relatou o parlamentar ao portal senado notícias.

Para o biólogo Rafael Mana, 39 anos, que trabalha como consultor ambiental há 14 anos, no Núcleo de Pesquisa e Extensão em Fauna e Flora e Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, o ponto principal para a busca da preservação do cerrado é a mudança de postura dos órgãos ambientais.

“A legislação federal incluiu devidamente o cerrado apenas em 2012, com o Novo Código Florestal, porém, são poucos os Estados que possuem órgãos enérgicos na fiscalização e atuação”, salientou.

“A mudança de postura dos órgãos ambientais é necessária e urgente para que quaisquer medidas de preservação sejam efetivas”, enfatizou Rafael em entrevista à ANDA.

O biólogo ainda ressalta o corte inapropriado da vegetação nativa. “ Atualmente existem grandes propriedades que cortam a vegetação nativa para transforma-la em carvão, isso é inadmissível, se esses proprietários fossem incentivados de alguma forma a implantarem um sistema de manejo florestal, poderiam produzir muito mais carvão utilizando plantações de eucaliptos, por exemplo, sem a necessidade de destruir a vegetação nativa”, complementou o consultor ambiental.

Já para o biólogo Victor Cavalcante Basílio, 26 anos, que atualmente trabalha especificamente com resgate da fauna silvestre, o melhor caminho para amenizar a perda da vegetação do cerrado é a fiscalização das queimadas que acontecem constantemente no Cerrado.

“Tem que acabar com essas queimadas absurdas que tem no cerrado, e também frear o desmatamento fiscalizando as grandes propriedades para que sejam utilizadas de forma racional, assim não impede a produção, mas se melhora o aproveitamento da vegetação”, concluiu o biólogo.


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Destaques

Urso idoso resgatado de circo passa seus dias tomando longos banhos de sol

Reprodução

Um ursinho idoso está desfrutando a liberdade após ser salvo do cativeiro. O doce Toshka passou a maior parte de sua vida sendo explorado em um circo. Ele era forçado a aprender truques e realizar performances para entreter o público. O urso foi salvo e enviado para um santuário em Satanov, na Ucrânia.

Agora, Toshka passa os dias tomando longos e delicioso banhos de sol à beira de árvores e arbustos. Um vídeo divulgado pelo santuário mostra o urso se refrescando com um jato de água gelada, enquanto coça as patas. As temperaturas na Ucrânia podem chegar a 35 graus Celsius, então a água fria foi um alívio para o urso – que tem duas camadas de pele para protegê-lo do frio.

Pixabay

O cuidador de Toshka afirma que a atividade preferida do urso é ficar relaxando sob o sol. O animal tinha tanto medo de seres humanos que quando no santuário ficou 14 dias escondido em um arbusto. Felizmente, com o carinho e atenção da equipe do santuário, ele recuperou sua alegria e descobriu o que é segurança e amor.


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Jornalismo cultural

Pecuária é responsável por 94% do desmatamento da bacia da Grande Barreira de Coral


Análise de dados espaciais do The Wilderness Society também apontam que a produção da carne de bois e vacas é a principal impulsionadora do desmatamento no país


Por Giovanna de Castro


IMAGEM COM BOIS E VACAS DE COR MARROM E BRANCA EM UM CENÁRIO SECO, COM POUCAS ÁRVORES E CHÃO DE TERRA
Foto: The Guardian

Em agosto de 2019, o grupo de defesa ambiental The Wilderness Society (TWS), realizou uma pesquisa e analisou os dados espaciais para identificar quais setores estariam causando mais desmatamento na Austrália.

Segundo o jornal britânico The Guardian, foi constatado que mais de 90% da limpeza de terras nas bacias hidrográficas do Great Barrier Reef, durante um período de cinco anos, foi atribuída à indústria de carne de bois e vacas.

Para chegar a conclusão, a equipe analisou relatórios entre 2013 e 2018, totalizando mais de 1,6 milhão de hectares desmatados no estado de Queensland,  com isso,  constatou também,  que 73% da derrubada em todo o estado ocorreu com a produção da carne dos animais.

Sendo assim, o maior dano ambiental foi associado à bacia hidrográfica Great Barrier Reef, maior sistema de recife de corais do mundo. Segundo as pesquisas, a área foi comprometida anualmente com 94% da produção de carne de bois e vacas durante os cinco anos de análise no local.

Na sequência de maiores usos da terra ligados ao desmatamento foram respectivamente: ovelhas; culturas; uso múltiplo misto; indústrias extrativas e de mineração e habitação rural.

“Essas descobertas nos ajudam a identificar exatamente o que está motivando a crise do desmatamento na Austrália e a carne de animais é o número um nessa lista”, relata Jessica Panegyres, ativista nacional da natureza do TWS. O grupo ambiental também conta que a pesquisa foi bastante importante para identificar como os setores individuais estavam contribuindo e assim, focalizar as ações nos ambientes mais emergentes.

Apesar dos grandes danos, Panegyres também aponta que a indústria australiana se mostra interessada e posicionada com relação aos casos e que pretende fazer a transição para produtos livres de desmatamento, modificando então, para uma base mais sustentável. Dessa forma, o Quadro Australiano de Sustentabilidade da Carne Bovina, criado pelos industriais, acompanha o desempenho dos produtores em várias áreas, principalmente com relação a gestão ambiental, que envolve práticas de gestão da terra e vegetação, bem como as mudanças climáticas e minimização de resíduos. Ainda em maio do ano passado, o governo de Queensland introduziu novas leis destinadas a reduzir a taxa de desmatamento do estado.


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