Destaques

Cãozinho paraplégico supera deficiência e dá belo exemplo de amor à vida

Cãozinho paraplégico supera deficiência e dá belo exemplo de amor a vida
Foto: Arquivo Pessoal/Silvia Lisboa

No dia 22 de agosto de 2017, ao chegar no seu trabalho, no hotel King Cão Pet, na Cidade de Diadema, Região Metropolitana de São Paulo, a empresária Silvia Elisabete de Oliveira Lisboa se deparou com uma cena inusitada. Um cãozinho abandonado dentro de uma banheira de bebê, o animal estava debaixo de cobertores e chorando muito. Após levantar as cobertas ela encontrou um pequeno cachorro, que estava muito magro, com as patas dianteiras rígidas e as patas traseiras sem movimento.

Para a ex gestora de TI, foi um momento complicado, pois naquela hora ela não sabia o que fazer. “Fiquei com medo de mexer nele e piorar a situação. Entretanto aquele olhar eu nunca vou esquecer, ele me pedindo ajuda e chorando com muito medo, no meu coração eu sentia que ele queria viver”, relatou Silvia em uma das suas postagens na rede social.

Após realizar os primeiros cuidados, a cuidadora de animais decidiu resgatar e colocar o pequeno animal no carro e levá-lo até uma clínica veterinária. Ao chegar no consultório médico perguntaram o nome do pequeno cãozinho e na hora Silvia não teve nenhuma dúvida em batizar o animal com o nome de “Valente”.

Cãozinho paraplégico supera deficiência e dá belo exemplo de amor a vida
Foto: Arquivo Pessoal/ Silvia Lisboa

Foram quase 15 dias de exames, medicamentos, soro e a cada dia Valente ia melhorando. Notícias boas chegavam, ele fez a radiografia e a coluna estava perfeita, também apresentava sensibilidade nas quatro patas o que significava que ele poderia voltar a andar.

Valente tomou inúmeros medicamentos. Vivia deitado e ficava bem agitado com dores no corpo, fez algumas sessões de acupuntura e iniciou a fisioterapia. Graças amigos que colaboraram com ele, Valente ganhou uma cadeira que se adequou perfeitamente as suas necessidades.

Doença 

O pequeno cãozinho sobreviveu à cinomose: uma doença altamente contagiosa provocada pelo Vírus da Cinomose Canina (VCC) que atinge animais da família Canidae, Mustalidae, Mephitidae e Procyonidae (entre eles cães e furões) e alguns animais silvestres. A cinomose é uma doença que mata 9 entre 10 cães que o acometem. Devido a essa doença, o pequeno Valente não tem os movimentos das patinhas.

“Ele consegue comer e beber sozinho, mas eu tenho que colocar ele para comer e beber, se eu deixo ele sozinho durante o dia ele não vai ter essa possibilidade de se alimentar, até para fazer as suas necessidades ele exigi muita atenção”, declarou a empresaria em entrevista a jornal da manhã na rede Bandeirantes de Televisão.

Cãozinho paraplégico supera deficiência e dá belo exemplo de amor a vida
Foto: Arquivo Pessoal/Silvia Lisboa

Para Silvia, o pequeno cãozinho paraplégico dá um belo exemplo de superação e vontade de viver. “Olha eu brinco que o Valente mostra para a gente que nós não precisamos ser perfeitos para ser perfeitos, porque apesar das limitações dele, eu só enxergo perfeição. A vontade dele de viver é o maior exemplo que podemos ter nessa vida, e a resiliência porque independentemente da situação ele vai se adaptando. No olhar dele, você enxerga gratidão”, destacou a paulista em entrevista à ANDA.

Recuperação

Atualmente. Valente mora no Hotel King Cão. “Ele mora aqui no meu hotel para cães, porque aqui é mais tranquilo e ele gosta do lugar, ele associou o lugar como se fosse a casa dele, sempre fica alguém com ele, já levei ele para a minha casa para ver se ele se acostuma, mais ele prefere ficar no hotel”, explicou.

Para a cuidadora, o pequeno cãozinho lhe mostrou um mundo que ela não conhecia. “O Valente me ensinou muito, eu mudei muito depois que eu comecei a cuidar do Valente, eu sempre gostei de animais, mas, ele me mostrou um mundo que eu não conhecia. Eu não imaginava que tinha tantos cachorros com deficiência e especiais”, declarou a empresária.

Veja no vídeo abaixo, a demonstração de amor a vida, e de grande exemplo de superação que o cachorrinho Valente passa todos os dias

Hoje em dia, Silvia participa de um grupo de apoio no WhatsApp que se chama Família de Rodinhas onde tem vários animais com deficiência, e os participantes trocam experiências. “Uma ajuda a outra, tem dia que uma está mais triste que a outra, e a outra vai lá e apoia. E participo de um grupo de consorcio, que se chama Rodinhas para Todos ele foi criado pela mãe da Olivia (uma golden muito famosa nas redes sociais). É um consorcio onde a gente dá uma quantia mínima no valor de R$ 10, e em alguns meses conseguimos ajudar os cãozinhos especiais com as cadeirinhas”, destacou a cuidadora de animais.

Para a super mãe do pequeno cãozinho, a maior dificuldade atualmente é a falta de condição financeira para manter os tratamentos necessários do cãozinho. “O Valente precisa de tratamentos como fisioterapia e acupuntura. E eu não estou conseguindo arcar com nada disso, ele está no momento sem nenhum tratamento”, pontuou Oliveira.

Reiterando que o pequeno cãozinho precisa fazer hidroterapia para conseguir relaxar os movimentos das patinhas. “Ele precisa fazer hidroterapia para melhorar os movimentos das patas, só que esses tratamentos são muito caro, e infelizmente fica inviável eu pagar sozinha esses custos”, explicou a mãe de coração do pequeno cãozinho.

Foto: Arquivo Pessoal/Silvia Lisboa

Quem puder ajudar no tratamento do pequeno cãozinho Valente pode entrar em contato com Silvia Oliveira pelo WhatsApp: (11) 97481-8784 ou pela página do cãozinho valente no Instagram @valentetetra.

Encontro Nacional de Animais Especiais

A equipe organizadora do Encontro Nacional de Animais Especiais se reúne pelo segundo ano consecutivo para realizar mais uma edição do maior evento feito para os amantes, tutores e admiradores dos animais especiais.

O objetivo do encontro é trazer visibilidade aos animais com deficiência com foco principal: ajudar os tutores a trocarem experiências, produzindo uma maior conscientização para a adoção especial, diminuindo o preconceito, o abandono e as eutanásia desnecessárias.

Todos participantes terão a temperatura controlada devido ao Covid-19, precisarão obrigatoriamente usar máscaras e será limitado a quantidade de ingressos no evento. O evento acontecerá no dia 01 de novembro de 2020, das 11 às 18 horas. No Novotel – Morumbi, São Paulo- SP.

Quem quiser maiores informações sobre a programação e sobre as vendas dos ingressos, pode acessar o link do @enpe2020 no Instagram.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Dia Nacional de Prevenção da Obesidade: cães e gatos também precisam ter seus pesos regulados

Dia Nacional de Prevenção da Obesidade: como prevenir o ganho de peso em cães e gatos
Foto: reprodução/ pixabay

No dia 11 de outubro comemora-se o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. Esta data foi oficializada em 2008, com a Lei N° 11.721, para conscientizar os brasileiros da importância de prevenir e combater a obesidade.

A obesidade é uma doença resultante do acúmulo excessivo de gordura corporal. Pode ser causada por diversos fatores: genéticos, nutricionais, fisiológicos, psiquiátricos ou ambientais. No Brasil, cerca de 50% da população está com excesso de peso e 15% são considerados obesos.

Mas, não é somente os humanos que sofrem com o sobrepeso. Os animais também são propensos a terem problemas de saúde devido ao excesso de peso. Segundo estudos, publicado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP), 40 % de 286 cães avaliados tinham problemas com a balança. Estima-se que a obesidade seja a principal doença nutricional que acomete cães e gatos, atingindo 25% a 40 % da população desta espécie.

Dia Nacional de Prevenção da Obesidade: como prevenir o ganho de peso em cães e gatos
Foto: Reprodução/ pixabay

Nos Estados Unidos, um levantamento da Association For Pet Obesity Prevention, em 2014, revelou que 63% dos cães e 67% dos gatos domésticos estão acima do peso; destes, 18% dos cães e 28% dos gatos são obesos.

Os quilos a mais têm potencial para reduzir em cerca de 15% a expectativa de vida de um cão, o que representa menos dois anos e um mês para raças com média de vida de 14 anos, por exemplo. Além disso, traz impactos negativos para a saúde como um todo, alimentando processos inflamatórios que atingem coração, fígado e articulações, entre outros órgãos.

Para a médica veterinária Paula Colferai Rolim, 30 anos, que trabalha no atendimento clínico a cães e gatos, no hospital veterinário Cão Bernardo, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, a falta de atividade física e de um controle de dieta adequado são os maiores fatores que levam cães e gatos a ter um aumento de peso considerável.

“Uma alimentação desbalanceada de iodo pode causar hipotireoidismo. Mas, o comum dentro dessa patogenia é a disfunção hormonal da glândula tireoide devido a doença metabólica”, destacou a médica veterinária.

Paula ainda alerta para os riscos que o sobrepeso pode provocar nos animais. “A obesidade está cada vez mais comum nos animais domésticos, isso pode provocar problemas de saúde como: sobrecarga de peso em articulações levando a quadros ortopédicos, dificuldades respiratórias, doenças endócrinas devido a alterações hormonais, aumento de colesterol e hepatopatias”, ressaltou a médica veterinária em entrevista à ANDA.

Dia Nacional de Prevenção da Obesidade: como prevenir o ganho de peso em cães e gatos
Foto: Arquivo pessoal/ Paula Rolim

Sobrepeso

Alguns órgãos podem ser afetados quando um animal doméstico está acima do peso: confira na lista abaixo:

Focinho: os animais obesos têm mais dificuldade para respirar, especialmente se possuem focinhos achatados. Há risco, inclusive, de colapso da traqueia

Boca: a doença periodontal, marcada por mau hálito, é mais frequente em animais sem controle da dieta.

Tireoide: numa via de mão dupla, o excesso de peso pode ser causado por disfunções hormonais ou agrava-las. Alguns animais têm hipotireoidismo.

Articulações: os quilos extras sobrecarregam as juntas e levam à artrose.

Coração: problemas cardiovasculares são bem frequentes em animais com sobrepeso.

Fígado: o mais comum é o aparecimento de uma inflamação que compromete esse órgão.

Estômago: diversos tumores estão relacionados ao excesso de gordura no organismo animal.

Foto: Reprodução/ Pixabay

Tratamento

Os cães e gatos domésticos não podem escolher sozinhos quanto vão comer e se mexer. Precisam contar com os tutores tanto na prevenção, como no controle da obesidade. “Para evitar o sobrepeso o ideal é a atividade física, controle de uma dieta adequada (pesando e fracionando o alimento que oferece ao longo do dia aos animais)”, pontuou Paula.

A doutora ainda sugeri para tutores de animais já obesos; procurar ajuda profissional. “Para animais já com obesidade o primordial é começar urgentemente a fazer atividades físicas, fazer o animal se movimentar o máximo possível, dietas terapêuticas são fundamentais e alguns casos até fisioterapia”, explicou a médica veterinária.

O estabelecimento do balanço energético negativo é um passo primordial para o controle e reversão da obesidade, realizado por meio da diminuição da ingestão calórica, associada ou não ao aumento do gasto energético. Um objetivo importante para a redução efetiva de peso é o de promover a perda de gordura ao mesmo tempo minimizar a perda de massa magra, o que é diretamente influenciado pela composição dietética. Restrição de gordura nas dietas de perda de peso reduz a ingestão de calorias, pois sabe-se que a gordura têm mais que o dobro de calorias por grama quando comparado a proteína ou carboidrato.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Ativistas protestam contra assassinato de cão comunitário em Ouro Branco (MG)

Manifestação contra morte de cão reúne centenas de pessoas em Ouro Branco-MG
Foto: arquivo Pessoal/ Pedro Oliveira

Na manhã do dia (07) de outubro, quarta-feira, o cão comunitário Dalmo foi cruelmente assassinado com tiros de chumbinho, sendo atingido primeiramente na sua patinha e depois no coração. O crime aconteceu na rua Aço Norte, bairro Siderurgia, na Cidade de Ouro Branco (MG). Segundo protetores da ONG Recanto dos Animais, o suspeito pelo crime é um morador da rua onde o cachorrinho vivia.

Dalmo, como foi carinhosamente batizado, era um cão comunitário tutelado pela ONG Recanto dos animais. A população do bairro de Siderurgia, em Ouro Branco (MG) cuidava e o alimentava, até que fosse encontrado um lar em definitivo para ele.

“Dalmo era um cão carinhoso, super dócil, castrado. Era cuidado por moradores, tinha sua caminha, recebia muito amor. Ele estava no último evento de adoção a espera de uma chance de ter uma família, mas essa chance foi tirada dele de forma bruta e cruel”, postou uma das protetoras nas redes sociais.

Para o ator e ativista das causas animais Pedro Oliveira, 22 anos, um dos organizadores do manifesto, o assassinato foi friamente calculado e a sangue frio. “Não tinha nenhum motivo aparente para o animal ser morto dessa forma, ele foi para matar ele mesmo, dando um tiro nas patas e depois quando o Dalmo correu, deu um tiro no coração”, afirmou o ativista animal em entrevista à ANDA.

Manifestação contra morte de cão reúne centenas de pessoas em Ouro Branco-MG
Foto: Reprodução/Facebook/ONG Recanto dos Animais

Após o assassinato, a Polícia Militar foi acionada e os protetores fizeram um boletim de ocorrência. “Queremos justiça pelo Dalmo e esperamos que esse assassino responda por seu crime”, desabafou Pedro Oliveira, membro da ONG Recanto dos Animais em comunicado nas redes sociais. De acordos com informações, o suspeito está foragido e sendo procurado pela Justiça.

Manifestação

Na última quarta-feira (07), protetores da ONG Recanto dos Animais se organizaram e promoveram uma manifestação para protestar contra a morte do pequeno cão Dalmo e ao fim dos maus-tratos a animais no Brasil.

Segundo informação de um dos organizadores, a manifestação contou com a presença de mais de 90 pessoas, nas ruas da Cidade de Ouro Branco, interior de Minas Gerais (MG), tendo uma repercussão imensa nas redes sociais de todo País.

Manifestação contra morte de cão reúne centenas de pessoas em Ouro Branco-MG
Foto: Arquivo Pessoal/ Pedro Oliveira

“A manifestação foi um ato de conscientização, fizemos tudo em perfeita ordem, algo pacífico. Mostrando que os maus-tratos a animais é crime previsto em lei e quem faz isso não poderá ficar impune”, relatou Oliveira.

“Vamos usar o nosso Dalmo de exemplo para nunca mais acontecer isso aqui e em lugar nenhum”, acrescentou o protetor.

Oliveira afirma ainda que esse crime jamais será esquecido e que o pequeno cão deixará um legado. “O vazio em nosso peito nos consome, a dor, o sofrimento, mas nossa sede de justiça nos alimenta. Vamos seguir a lei, queremos justiça”, complementou o ativista de causas animais e membro da ONG recanto dos Animais.

ONG Recanto dos animais

A ONG Recanto dos Animais atua no município de Ouro Branco (MG) desde o ano de 2012. Formada apenas por voluntários, a entidade trabalha para reduzir o sofrimento de animais domésticos e silvestres. Para isso, faz resgates pontuais de animais em situação de risco de vida, recupera e encaminha para adoção responsável. Fiscaliza e auxilia o poder público no cumprimento das leis de controle populacional de animais domésticos através de castração. Também faz atividades de palestras e divulgação em redes sociais sobre cuidados com animais.

Manifestação contra morte de cão reúne centenas de pessoas em Ouro Branco-MG
Foto: reprodução/facebook/ONG Recanto dos animais

Atualmente, conta com mais de 250 animais resgatados, aguardando adoção em lares temporários, a imensa maioria são de cães e gatos adultos e com alguma necessidade especial. Já foram realizadas mais de 2000 castrações, 300 delas apenas neste ano de 2020. No cuidado a animais silvestres, a ONG participa do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (CODEMA) do munícipio de Ouro Branco e atua em parceria com órgãos estaduais para a recuperação de animais feridos. A entidade não recebe verba parlamentar ou municipal para o seu custeio, todas as despesas são pagas pelos voluntários, sócio – mensalistas ou através de doações.

Apenas o projeto de castrações recebe o aporte irregular da Prefeitura Municipal de Ouro Branco (MG). A ONG Recanto dos Animais precisa de recursos para manter o programa de castrações regular, bem como prestar atendimento aos animais resgatados.

Lei 14.064

A Lei 14.604, que aumenta a pena para quem maltratar os cães e gatos, foi sancionada e publicada, no último dia 30 de setembro, no Diário Oficial da União. Agora, a prática de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação dos animais domésticos será punida com reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda. A punição elevada já está valendo.

A norma alterou a Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9.605, de 2018) e é originária do Projeto de lei (PL) 1.095/2019, do Deputado Fred Costa (Patriota- MG). Antes, a pena era de detenção de três meses a um ano, mais multa.

A inovação é a criação de um item especifico para cães e gatos, animais domésticos mais comuns e principais vitimas desse tipo de crime.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Congresso aborda justiça ecológica e solidariedade interespécies no contexto da Covid-19

Congresso aborda justiça ecológica e solidariedade interespécies no contexto da Covid-19
Foto: Reprodução/ Facebook/ ONG AFANA

Entre os dias 6 e 9 de outubro de 2020, sob o formato de webinar em razão da pandemia da Covid-19, será realizado o “VII Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal” com uma carga horário de 40 horas registradas em certificado conferido a todos os participantes do evento.

O congresso é uma iniciativa acadêmica do Instituto Abolicionista Animal (IAA), desta vez em formato virtual pela plataforma Sympla, em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), a Universidade Católica do Salvador (UCSAL) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Com o tema “Justiça ecológica e solidariedade interespécies”, o evento irá reunir profissionais de diversas áreas do conhecimento, abordando os temas mais inovadores e relevantes da Bioética e do Direito Animal, além de oferecer minicursos, mostras de comunicações e pesquisas, inclusive lançamento de livros específicos.

Para o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Tagore Trajano de Almeida Silva, 36 anos, um dos organizadores do congresso, esse evento é importante para discutir as temáticas da Justiça ecológica e da solidariedade interespécies no mundo.

“Pensar no planeta terra é pensar na casa de todos nós, casa de todas as espécies, casa para todos aqueles humanos e não humanos, para todos os seres que fazem parte desse planeta. Então o objetivo do congresso é juntar os maiores ícones do Brasil e do mundo para discutir a temática da bioética e dos direitos animais”, disse Trajano em entrevista à Anda.

Congresso aborda justiça ecológica e solidariedade interespécies no contexto da Covid-19
Foto: Reprodução/ Pixabay

O congresso terá participantes internacionais; como professores, convidados e palestrantes de países como Estados Unidos, Espanha e China. O Congresso Mundial de Bioética e Direitos animais é realizado a cada dois anos. Esse ano em razão da pandemia do Covid-19 será realizada de forma virtual na plataforma Sympla. O último congresso foi realizado na cidade de João Pessoa (PB) de forma presencial em 2018.

Segundo o professor Tagore, um dos primeiros pontos a ser abordado no congresso é o aprendizado que a população teve com a pandemia do Covid-19. “ O grande objetivo hoje da palestra de abertura do congresso é falar sobre os efeitos da pandemia no nosso planeta; como é que essa pandemia interagiu e quais são os efeitos ao planeta, seja ele negativo ou positivo, se é que podemos falar em ponto positivo dessa pandemia, queremos discutir a relação com a natureza e qual é a lógica pedagógica desse vírus, e principalmente o que ele nos veio a ensinar; exemplos; trouxe mais empatia, mais compaixão, piedade e compreensão do outro”, destacou um dos organizadores do evento realizado via online.

Para Tagore, o que fez o projeto do Congresso dá certo foi a união e o trabalho de equipe de várias instituições que visam o mesmo objetivo que é: bioética e os direitos animais, ressaltando que o maior ensinamento da pandemia foi a solidariedade e o apoio entre grupos, em torno de um proposito só, que é a solidariedade interespécies.

O idealizador do projeto ainda destaca que o congresso vai discutir temas que antes da pandemia eram pouco falados. “O culturalismo, o uso de animais de alimentação, discutir o desgaste do capitalismo, e o que o isso está provocando no mundo, porque se gerou uma pandemia zoonótica vinda dos animais, todos esses temas eram pouco abordados na mídia antes da pandemia, o Congresso vai abordar esses temas relevantes”, esclareceu um dos organizadores em entrevista à ANDA.

Já para o advogado e doutorando em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) Thiago Pires Oliveira,36 anos, idealizador e presente desde 2008 em todos os Congressos mundiais de bioética e direito animal. O evento mudou a sua vida completamente e a sua maneira de pensar o mundo.

“ Hoje eu sou vegano, hoje eu tenho uma visão muito mais amadurecida e mais crítica do direito animal, um pensamento que as pessoas levem mais a sério os seres mais vulneráveis e que os direitos animais sejam respeitados”, disse.

“Desde 2008, a minha vida pessoal deu um salto, e como se tivesse passando um filme da minha história, e ver o quanto meu pensamento mudou. Hoje sou muito mais consciente dos direitos animal”, declarou Oliveira em entrevista à ANDA.

Papel do Setor Público

Para o promotor de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo da Comarca de Salvador Luciano Rocha Santana, 55 anos, fundador e atual presidente do Instituto Abolicionista Animal (IAA), e um dos organizadores do “XII Congresso Mundial de Bioética e dos Direito Animal”, o evento que é bianual busca discutir as questões éticas e jurídicas emergentes do mundo.

“O Ministério Público vem desenvolvendo um papel de protagonista na defesa dos direitos animais e da natureza, a partir da utilização dos instrumentos jurídicos diversos, tanto jurisdicionais quanto extra jurisdicionais. Como instrumentos jurisdicionais temos a ação civil pública, a ação penal pública e a ação improbidade administrativa”, declarou o promotor de Justiça em entrevista à ANDA.

Congresso aborda justiça ecológica e solidariedade interespécies no contexto da Covid-19
Foto: Reprodução/ Facebook/ IAA

Para o fundador do Instituto Abolicionista Animal, é muito importante a utilização da recomendação do compromisso de ajustamento de conduta. “O Ministério Público Brasileiro, tanto o Ministério Público Federal, quanto o Ministério Público dos Estados, do Distrito Federal e territórios, dispõe de um arsenal de instrumentos jurídicos que podem ser usados em defesa do meio ambiente e dos animais”, enfatizou.

Luciano Rocha ainda destaca o trabalho realizado pelo Instituto Abolicionista Animal (IAA) no qual é um dos fundadores. “O Instituto como associação civil de caráter cientifico- educacional vêm desenvolvendo um trabalho pioneiro na defesa dos direitos animais”, ressaltou Santana.

O Instituto Abolicionista Animal (IAA) é uma associação civil de direitos privado criada em 08 de agosto de 2006 com intuito de promover o desenvolvimento dos estudos acadêmicos e a difusão cientifico – educacional do direito animal, na condição de ramo autônomo do direito. Esta associação é sediada na Cidade de Salvador (BA).

O IAA contribuiu para a criação do periódico acadêmico Revista Brasileira de Direito Animal, primeiro periódico da América latina especializado no Direito Animal.

Foto: Reprodução/Facebook/IAAE

Inscrição

Para o professor associado da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) Patryck de Araújo Ayala, o Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal é o maior evento dedicado ao tema no Brasil e possivelmente na América Latina.

Segundo Patryck, que também é um dos organizadores do congresso, o evento já conta com mais de 500 inscritos até o momento.

Para o professor de Direito na Faculdade Federal do Mato Grosso, atualmente o mundo precisa de uma aproximação do Direito com a ciência.

“Os sistemas naturais e todas as formas de vida são importantes e merecem o respeito da comunidade humana”, pontuou Ayala em entrevista à ANDA.

O professor ainda cita a importância do congresso para as pessoas se conscientizarem dos direitos animais. “Talvez a nossa maior contribuição seja estimular essa reflexão: para o direito, todas as formas de vida importam e devem importar”, ressaltou Patrick Araújo.

Quem quiser participar do XII Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal, que será entre o dia 6 ao dia 9 de outubro, pode se inscrever no link: Sympla.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Setembro Verde: cadelinha paraplégica precisa de um novo lar no Recife (PE)

Setembro verde: cadelinha paraplégica precisa de um novo lar em Pernambuco
Foto: Arquivo pessoal/ Moacir Lago

O mês de setembro é marcado pelo início da primavera, mas também é o mês oficial da inclusão da pessoa com deficiência. Pensando nisso, foi criada a campanha Setembro Verde em 2015 pela Federação das APAES do Estado de São Paulo (FEAPAES-SP), em parceria com a APAE de Valinhos (SP).

O mês foi escolhido por abrigar o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, que é comemorado todo dia 21 de setembro. A campanha tem o intuito de promover atividades voltadas para a inclusão social e dar visibilidade à causa da pessoa com deficiência.

Mas, além dos humanos, os animais também precisam ser lembrados nessa data, porque igualmente às pessoas que sofrem com algum tipo de deficiência, os animais com alguma incapacidade física também são vítimas de preconceitos e principalmente do abandono.

Esse é o caso da cadelinha Sucupira que foi abandonada em frente à casa do artesão Moacir Lagos, 46 anos, morador do bairro da Aldeia, na cidade de Camaragibe, na Grande Recife. “Abandonaram cinco cachorros no meu terreno, uma adulta e quatro filhotes. A Sucupira era um dos filhotes, doei os outros filhotes e fiquei com ela e com a cadela adulta”, lembrou o autônomo em entrevista à ANDA.

Setembro verde: cadelinha paraplégica precisa de um novo lar em Pernambuco
Foto: Arquivo Pessoal/ Moacir Lago

Mas para infelicidade da cadelinha, ela contraiu duas doenças: a cinomose canina e a doença do carrapato, provocando paralisia nas suas patas traseiras. “No começo desse ano teve um surto de cinomose e doença do carrapato aqui no bairro de Aldeia, vários cachorros ficaram doentes e como de vez em quando elas fugiam quando eu estava fora de casa, elas entraram em contato com outros cachorros que tinha aqui e todos adoeceram”, declarou o cuidador.

Veja no vídeo abaixo, como se encontra a pequena cadelinha Sucupira na casa do seu tutor.

O que é a Cinomose?

A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa que afeta cachorros causada por um vírus da família Paramyxovirus, do gênero Morbilivírus. Ela é altamente contagiosa e costuma acometer cães que ainda não terminaram o esquema vacinal (filhotes) ou que não costumam receber o reforço anual da vacina múltipla (V8-V10 ou V11) provocando por muitas vezes fraquezas nas patas traseiras.

Para a médica veterinária Carolina Ferreira, 43 anos, que trabalha no atendimento clínico a cães e gatos, no hospital veterinário Cão Bernardo, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, animais com algum tipo de incapacidade motora pode viver normalmente por muitos anos. “Lógico que animais com uma paraplegia são mais suscetíveis a terem uma expectativa de vida de menor, mas isso não impede que ele possa viver muitos anos ainda”, ressaltou a profissional.

“No hospital eu trato de um animal que ele tem apenas um rim, a agente monitora todos os dias, ele tem uma deficiência importante, a gente precisou retirar uns ossinhos por causa de uma doença, mas ele vive até o momento muito bem, lógico que ele não vai viver igual os outros animais. Mas, vai viver super bem”, acrescentou Carolina.

Amor incondicional

Animais portadores de deficiência física precisam ser amados, cuidados e respeitados. Pelo fato de não apresentarem um corpo perfeito, sofrem rejeição durante a vida. Para eles, a procura de um lar é sempre difícil, mesmo com a ajuda de feiras de adoção. A maior dificuldade está no preconceito e na falta de informação.

Um animal deficiente envolve muito mais responsabilidade do que um outro animal sem limitação física. Isso ocorre porque além de requerer os cuidados do cotidiano e de rotina, como levar para passear, limpar suas necessidades, alimentá-los, banhá-los e brincar com eles, também são necessários cuidados com a sua limitação.

Porém, todos aqueles que tem feito o ato solidário e generoso de adotar um animal com deficiência, afirmam que não se arrependem. Por quê? Segundo eles, deve se ao fato que esses animais, que têm alguma limitação, são muito amorosos, ternos e gratos do que aqueles que não a têm.

Para Carolina Ferreira, adotar um animal com deficiência é um aprendizado mútuo. “Para os animais é uma oportunidade de alguém dar uma qualidade de vida, já que eles precisam e necessitam de uma atenção especial. E também é importante para as pessoas aprenderem muito sobre a importância de valorizarmos as nossas vidas. Os animais deficientes mostram muita força de vontade de sobreviver comparados a nós seres humanos”, finalizou a veterinária.

Novo lar

Segundo o autônomo Moacir lago, tutor da pequena cadelinha Sucupira, atualmente o pequeno animal é vítima de constantes infecções que deixam ela bem debilitada e com uma paraplegia parcial das duas patas traseiras.

“A sucupira conseguiu sobreviver ao surto de cinomose que matou muitos cachorros aqui em Aldeia, conseguimos levá-la ao veterinário e ela foi diagnosticado com essa doença também. Hoje, a Sucupira vive, mas, com muitas dificuldades de se locomover, tendo que se arrastar pelo chão e com várias infecções pelo corpo”, disse o tutor da pequena cadelinha.

Foto: arquivo Pessoal/ Moacir lago

Para o artesão essa é uma situação complicada já que, infelizmente, não tem condições de pagar um tratamento ao pequeno animal. “Sou pai de cinco crianças e tenho muitas dificuldades de alimentá-la de forma adequada, pois a prioridade nesse momento tem sido o sustento da minha família”, declarou Moacir.

Ressaltando que no momento o essencial seria encontrar um novo lar para a pequena cadelinha, uma casa que pudesse tratar e cuidar e dar todo amor necessário ao pequeno animal. “Não temos condições de sustentar dignamente uma cadela com um tipo de comprometimento que ela tem. Caso alguém possa e queira adotá-la vai ajudar muito a Sucupira a continuar vivendo dignamente”, acrescentou o artesão.

De uma oportunidade para essa linda cadelinha continuar alegrando a vida das pessoas, adote essa princesa. Quem quiser adotar a cadela Sucupira pode entrar em contato com Moacir Lago (81) 99666-4443 ou pelo e-mail: moalago@gmail.com.

​Read More
Notícias

Dia Mundial do Coração: saiba como prevenir doenças cardíacas em cães e gatos

Dia Mundial do Coração: 3 maneiras de prevenir doenças cardíacas em cães e gatos
Foto: Reprodução/pixabay

No dia 29 de setembro, celebra-se o Dia Mundial do Coração, data que chama atenção para a principal causa de morte no mundo: as doenças cardiovasculares. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), estima-se que, somente em 2015, mais de 17 milhões de pessoas morreram por essas enfermidades.

Mas não é somente os humanos que sofrem com problemas cardíacos. Entre os animais, também são comuns as doenças relacionadas ao coração, em especial nos animais mais idosos: pelo menos um em cada dez cães tornam-se cardiopatas quando envelhecem, entre os 9 e 11 anos de idade.

Divulgação

Então previna seu cãozinho e seu gatinho de possíveis doenças cardíacas: confira abaixo três dicas:

Faça exames regularmente: faça exames, de preferência o exame de eletrocardiograma (ECG) uma vez por ano, durante a vida adulta, e a cada seis meses a partir dos 8 anos. Essa é a melhor forma para evitar que um problema que começa pequeno se instale e só seja percebido tardiamente. Através do (ECG) é possível diagnosticar possíveis falhas congênitas, que podem levar mesmo filhotes a óbito, ou adquiridas em qualquer idade, identificando e iniciando o tratamento mais adequado rapidamente, garantindo a qualidade de vida do animal.

Dia Mundial do Coração: 3 maneiras de prevenir doenças cardíacas em cães e gatos
Foto: Reprodução/ Pixabay

Preste atenção no comportamento: observar o animal na rotina diária é uma boa forma de perceber se há algo de errado com ele. Assim como nos humanos, as cardiopatias também se refletem no comportamento. Nos cães, elas provocam sintomas de cansaço ou fadiga em excesso, tosse crônica, aumento do volume abdominal, gengiva pálida ou arroxeada, dificuldade respiratória, redução de apetite e consequentemente emagrecimento, tonteiras e desmaios. Nos gatos, os maiores sintomas são paralisia nos membros e dificuldade respiratória.

Promova uma alimentação adequada: uma alimentação saudável e balanceada também colabora para a prevenção de doenças cardíacas. Evite alimentos gordurosos ou com excesso de sal. Dê preferência às rações secas e evite os snacks, ricos em calorias, sódio, açúcar, conservantes, corantes e cafeína. Faça seu animal se movimentar, faça ele correr e praticar exercícios físicos diariamente.

Foto: Reprodução/Pixabay

# Cuide do seu animalzinho, como se tivesse cuidando de si próprio.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Destaques, Notícias

Setembro Amarelo: morte de gatinho acende discussão sobre o suicídio animal

Setembro amarelo: morte de gatinho acende discussão sobre o suicídio animal
Foto: Arquivo Pessoal/ Priscila Nogueira

Em 1845, uma história curiosa apareceu nas páginas do Illustrated London News, um jornal da capital britânica. Um cachorro preto, descrito como “fino, bonito e valioso” teria “se jogado na água” em uma provável tentativa de suicídio. Suas pernas e patas estavam “perfeitamente imóveis” – algo incomum para um cão em um rio.

Mais estranho ainda: após ser retirado da água, o cachorro “rapidamente correu para a água e tentou afundar mais uma vez”. O cachorro acabou morrendo, segundo noticiado no jornal britânico da época.

Mas quem pensa que esse caso da capital inglesa é incomum se engana. Para a consultora empresarial Priscila Nogueira, 58 anos, essa triste realidade foi presenciada em 2013. Na época, a ela cuidava de 11 gatos na sua residência no Rio de janeiro e após pedidos de protetores que relataram que não podiam ficar com o animal, ela decidiu adotar o pequeno gato Samir.

No começo, o pequeno gatinho não tinha muito interação com os outros gatos, ficando em um quarto separado por ser filhote. Mas, segundo relatos da tutora, foi a partir do momento que Samir começou a conviver com os outros gatos que começaram os problemas.

Setembro amarelo: morte de gatinho acende discussão sobre o suicídio animal
Foto: Arquivo Pessoal/ Priscila Nogueira

“Quando ele passou a ter mais interação com os outros gatos, ele começou a apanhar muito. Na época eu cuidava de mais de 11 gatos e três deles eram muito territorialistas e não gostavam dele de jeito nenhum”, relembrou a consultora empresarial em entrevista à ANDA.

“Ele era um gato que não saia do meu colo, porque ele tinha medo dos outros gatos. E para a minha infelicidade teve um dia que eu já estava no meu apartamento em São Paulo, trabalhando no meu escritório quando eu vi o Samir correndo para a janela e uma gata preta correndo atrás dele”, disse.

“Dali a pouco, uns cinco minutos depois toca meu interfone, o porteiro do meu condomínio perguntando se eu tinha um gato preto e branco, eu disse que sim. Ele infelizmente me disse que tinha caído um gato das janelas dos apartamentos e tinha vindo à óbito. Mas até o momento não acreditava que seria o Samir, fiquei desconfiada e decidi ir no quarto e olhar a janela, e para minha triste surpresa, quando olhei a janela, ela estava toda cortada, o Samir roeu a tela e pulou”, declarou Priscila.

Para a consultora empresarial esse momento foi um dos episódios mais difíceis da sua vida. “Para mim foi chocante, foi uma situação que nunca tinha presenciado na minha vida e olha que tenho gatos desde meus nove anos de idade”, relatou.

Priscila ainda conta que após o acontecido começou a prestar mais atenção na rotina e no convívio entre os seus gatos. “Meus gatos sempre foram muito tranquilos e sociáveis. Mas pela primeira vez eu pensei no que o veterinário falava, que eu tinha gatos demais e que os gatos são animais territorialistas”, salientou a cuidadora.

Atualmente, a consultora tutela sete gatos, os mesmos gatos que tinha na época do acidente. “Não adotei nenhum gato depois do acidente do Samir, respeitei o fato de que poderia causar muito estresse aos gatos da minha casa”, concluiu Priscila.

Gatos podem se suicidar?

Para a bióloga, mestre e doutora em psicobiologia Juliana Damasceno, 32 anos, especialista em comportamento e bem-estar dos gatos, é improvável que um gato possa se suicidar.

“Os gatos, como qualquer animal, são extremamente ligados à sua ancestralidade e ao seu comportamento selvagem. Eles têm um instinto de sobrevivência acima de tudo. Então nesse caso, do gato (Samir), ele roeu a tela na tentativa de fugir daquele ambiente hostil, onde ele estava sendo expulso”, declarou a especialista.

“Jamais um gato vai se jogar de um ambiente, o estresse desse gatinho foi tão alto que ele roeu a tela para escapar daquele espaço no qual estavam os agentes estressores prejudiciais a sua saúde física e psicológica”, afirmou a bióloga.

Para a bióloga, as pessoas têm que ficar atentas ao comportamento e ao manejo dos gatos quando existem mais de um felino em casa, prática conhecida como “multicat”.

“Quando a gente força os gatos a saírem das suas colônias e coloca esses animais para conviver em sociedade isso pode provocar conflitos, pois, eles vêm de origens diferentes, então é essencial um manejo adequado em casas que existem mais de um gato”, ressaltou Juliana.

Foto: Arquivo Pessoal/ Priscila Nogueira

Segundo a pesquisadora, existe outro problema muito comum em um relacionamento entre humanos e os gatos, que é a transferência de características humanas para os animais, conhecido como “humanização”.

“As pessoas têm que procurar profissionais capacitados para auxiliar a identificar as questões que acontecem com os gatos, em níveis comportamentais e fisiológicos, para que consigamos ter um manejo adequado desses animais e não transferir emoções e sentimentos humanos para os animais”, concluiu a especialista.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

MPMG lança guia com reflexões sobre a relação entre animais humanos e não humanos

 

Ver essa foto no Instagram

 

Por aqui a gente não cansa de falar: nós somos a natureza. Enxergar-se como natureza passa também por repensar a relação estabelecida com os animais não-humanos. São tempos urgentes, onde cuidar dos mais frágeis e vulneráveis – sejam eles da nossa espécie ou não – é uma questão ética, moral, política, econômica, social e ecológica. ⠀ ⠀ Nossa líder de sustentabilidade, Aleluia Heringer, a convite do Ministério Público de Minas Gerais, escreveu o Guia “Animal não humano: presente!”, que traz reflexões sobre a educação e a relação entre animais humanos e não humanos. ⠀ ⠀ Para marcar esse momento e ampliar o debate do tema, faremos uma live de lançamento no dia 22/09, às 19h. Faça sua inscrição em http://bit.ly/inscricao-animalnaohumano (link na bio) e garanta o download gratuito e antecipado do guia. ⠀ ⠀ Te esperamos! ⠀ #animalnãohumano #mpmg #ecologiaintegral #ilali

Uma publicação compartilhada por Centro ilali (@centroilali) em

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) através da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (CEDEF) e em parceria com o Sindicato das Escolas Particulares de MG (SINEPMG), lançará no próximo dia 22 de setembro o guia ‘Animal não humano: presente’. O guia é de autoria da professora e consultora de Educação da ANDA, Aleluia Heringer.

Voltado principalmente para os educadores, o material tem como principal objetivo provocar questionamentos sobre as condições de vida desses animais, sobre o uso e as representações que fazemos deles e o que estamos perpetuando de forma equivocada. O evento será realizado de forma virtual, sendo necessária uma inscrição prévia para poder acompanhar o lançamento.

Para a professora e doutora em Educação Aleluia Heringer, 58 anos, autora do guia, o objetivo é chamar a atenção para forma como a escola e suas práticas pedagógicas e a educação informal (família, sociedade e mídia), de uma forma em geral, abordam, representam e lidam com os animais não humanos.

“O animal é usado por nós como se fosse um objeto, como uma coisa para nos servir e com isso infligimos uma ética, só que na nossa cabeça os animais não são merecedores dessa ética, ou dessa moral”, ressaltou a autora em entrevista à ANDA.

O guia inicialmente será online, mas a intenção do Ministério Público em parceria com o Sindicato das Escolas Particulares- MG (SINEP) é que a partir de 2021, esteja disponível em todas as escolas particulares de Minas Gerais.

“Entramos em contato com o sindicato das escolas particulares de MG, explicamos o projeto e qual era a proposta, eles gostaram e entraram também como patrocinadores. Eles vão imprimir o guia e enviar para todas as escolas particulares conveniadas de Minas Gerais”, ponderou a diretora da escola Santo Agostinho.

Início

A ideia de lançar o guia “Animal não humano: presente”, surgiu através de um planejamento do Ministério Público-MG através da Coordenadoria Estadual de Defesa da fauna (CEDEF) que com a verba do Termo de Ajustamento de Conduta decidiu reverter esse dinheiro para uma ação de educação. Segundo Aleluia, o Ministério Público- MG recebia denuncias advindo de escolas, principalmente de escolas particulares.

“A forma como eles tinham ideias e projetos contanto equivocados dos animais fez com que a gente conversasse muito em conjunto com o MP e chegamos na convicção que a educação nas escolas, a formação de professores, diretores, estavam muito carentes de um reflexão um pouco mais profunda sobre as representações e o trato com os animais”, lembrou Heringer.

Para a promotora de Justiça e responsável pela coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna- (CEDEF), Luciana Imaculada de Paula, o principal objetivo e finalidade do guia é acabar com as praticas de abuso e maus-tratos aos animais.

MP-MG lança guia para reflexões sobre educação e relação entre animais humanos e animais não humanos
Foto: Reprodução/ Facebook/ Fred Costa

“O guia surgiu da necessidade que foi vivenciada pela coordenadoria da (CEDEF) de trabalhar as reflexões que a sociedade em seu trato com os animais. Nós recebemos de várias representações de todo Estado de Minas Gerais supostas situações de maus-tratos com os animais”, relembrou a promotora.

MP-MG lança guia para reflexões sobre educação e relação entre animais humanos e animais não humanos.
Foto: Reprodução/ Facebook/ Fred Costa

“A percepção que nós tínhamos, e eu como promotora de Justiça a frente da coordenadoria e que havia uma necessidade de discutir essas práticas antes de punir os envolvidos. Então, nesse sentindo, procuramos a professora Aleluia Heringer e outras entidades para que pudéssemos trazer essas discussões e reflexões, com o intuito de contribuir para uma nova visão da sociedade em relação aos animais”, complementou a coordenadora do CEDEF.

A promotora ainda ressalta que a data de lançamento do guia, 22 de setembro, foi justamente para celebrar o Dia em Defesa dos Animais, também conhecido como o Dia da Defesa da Fauna.

Lançamento

O lançamento do guia “Animal não humano: presente” ocorrerá dia 22 de setembro às 19 horas de forma virtual pela plataforma zoom us.

Para participar do evento de lançamento do guia, o candidato terá que fazer um cadastro no link: http://bit.ly/guiaanimalnaohumano. Após feito o cadastro o candidato receberá o link do e-mail. Basta acessá-lo no dia e horário informados para participar. Os inscritos também terão acesso, em primeira mão, à versão digital da publicação.

O evento terá a presença da autora do guia; Aleluia Heringer- autora do guia, doutora em educação, diretora do colégio Santo Agostinho que fica na cidade de Contagem- Região Metropolitana de Belo Horizonte- MG; Luciana Imaculada de Paula- promotora de Justiça e responsável pela coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna- CEDEF; Júlio César Luciano- promotor de Justiça; Zuleica Reis Ávila- presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais- SINEP-MG; Capitão José Fernandes de Paula- Associação Regional de Proteção Ambiental- ARPA e Eliana Malta- diretora da ONG Rock Bicho.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Hackers invadem Instagram de ONG e prejudicam trabalho de resgate de animais
Notícias

Hackers invadem Instagram de ONG e prejudicam trabalho de resgate de animais

 

Ver essa foto no Instagram

 

Quem lembra da Bob?! . Achamos a Bob e a Olívia numa área desapropriada dentro de uma comunidade na Zona Norte de Osasco. . Quando chegamos lá o cenário era de horror. . Garoava!!! . Não havia comércio!!! . Era só nos duas andando no meio dos escombros, atrás de cachorro. . Quando finalmente encontramos a Bob, ela tinha um anjo que a protegia do frio e da chuva. . O Bob foi a nossa primeira grande ousadia, mas como iríamos deixar alguém ali, sem ninguém. . Voltamos com as duas!!! . Bob tinha por volta de 6 anos e estava bem doente e precisava de internação. . Olívia estava bem,porém era fundamental para a recuperação da Bob…deixamos ela em hotel na clinica para ficar com a irmã ( na clinica o preço,.foi feito por diaria) . Fizemos de tudo para dar a elas uma vida mil vezes melhor, mas infelizmente Bob faleceu 29 dias após o resgate. . Ficamos abaladas!!! . Estávamos Órfãos!!!! . Mas ainda tínhamos Olívia, uma menina tímida e cheia de vida que mais do que nunca precisava sair dali. . Ah nosso coração apertou … foi dificil libera lá para adoção … mas Olívia foi doada através de indicação. . #animais_alzira @animais_alzira #bob_alzirinha

Uma publicação compartilhada por animais_alzira (@animaisalzira) em

A conta do Instagram da ONG Animais Alzira foi invadida no último dia 6 de setembro por hackers. Segundo uma das idealizadoras do projeto, os criminosos fizeram ameaças e relataram que só devolveriam a conta da ONG no Instagram em troca de 100 dólares.

Para a design Raila Paris, 43 anos, que atua como uma das organizadoras do projeto, não tem como calcular o tamanho do prejuízo que o projeto teve com a invasão dos hackers a conta deles no Instagram.

“Teve dois animais que eu quis resgatar e não pude resgatar, a gente estava vindo em uma crescente muito boa mesmo com a pandemia conseguimos doar vários animais, fizemos vários resgates na quarentena, porque nosso Instagram tem muita força de divulgação”, declarou a protetora.

Além do resgate dos animais, Raila ainda destaca que com a impossibilidade de usar a conta as doações diminuíram. “Quando você fala em doação, sempre é complicado porque tem meses que entra um valor maior, outro mês entra um valor menor, mas sempre tinha uma reserva para cobrirmos os gastos mensais”, lembrou.

“Se eu falasse na nossas redes sociais que estava precisando de um valor para operar um dos animais resgatados, em dois a três dias conseguíamos angariar esse valor, nosso Instagram tem muito engajamento”, acrescentou a design em entrevista à ANDA.

Para a organizadora, a impossibilidade de usar o perfil no Instagram está refletindo no andamento dos projetos da instituição. “Tínhamos mais de 28 mil seguidores, não tem como comparar com uma conta atual de 300 seguidores, o nosso alcance está bem menor e isso refleti na rotina do nosso projeto”, relatou

“Agora vou fazer um pedido de ração e não sei se vamos ter o valor necessário para cobrir o valor gasto, eu tinha engajamento para vender duas ou três rifas ao mesmo tempo e isso ajudava bastante no andamento dos projetos”, ressaltou Raila.

A paulista ainda ressalta que a falta de renda pode prejudicar no tratamento dos animais que estão em recuperação. “Eu tenho animal em tratamento quimioterápico, tenho vários animais idosos, animais especiais com problema de pele, que precisam fazer exame de rotina, e sem renda fica difícil continuar”, pontuou a design.

Instagram

Segundo Raila, todas as vezes que tentou entrar em contato com o suporte do Instagram, não obteve nenhuma resposta. “O suporte nunca conseguiu falar comigo, porque o Hacker interfere antes, hoje temos 300 seguidores por que conseguimos avisar o máximo de pessoas, ele deixou a conta no ar por uns quatro dias, e falamos com seguidor por seguidor, mas o Instagram tem um limite de mensagens”, declarou a protetora.

A protetora ainda afirma que os criminosos entraram em contato com ela pedindo um valor irrisório para devolver a conta, mais uma proposta para comprar novos seguidores. “Eles me ameaçaram e me disseram que se eu quisesse a conta de volta, era para depositar um valor aproximado de 100 dólares, para mim isso é uma piada, porque eles sabem que a instituição arrecada bem mais que isso, então deixa bem claro que eles não querem devolver a conta para nós”, destacou Raila.

Para a design, o Instagram poderia dar um suporte melhor avisando os riscos que os internautas correm quando tem uma conta vinculada. “A nossa conta foi hackeada por que a gente tinha feito uma conta vinculada que tinha zero seguidores, zero fotos, foi por ali que invadiram a nossa conta, é culpa do Instagram que não avisa os riscos que a gente corre vinculando as contas”, ressaltou

Segundo a protetora, eles até conseguiram recuperar o perfil com ajuda de pessoas especializadas em programação na internet por cinco segundos, mas infelizmente perderam novamente a conta. Ela ainda ressalta que o novo perfil da ONG no Instagram não é falso.

“Às vezes, as pessoas encontram a nossa nova conta no Instagram, mas acham que é fake, e não é, eu tenho vontade de chorar, é muito triste e revoltante”, complementou a design.

Animais Alzira

A iniciativa nasceu há três anos cidade de Osasco, na Grande São Paulo, durante a realização de um mutirão de castração em que voluntários alertaram a população sobre a importância da esterilização para a saúde dos animais e para o controle populacional de cães e gatos em situação de abandono.

Na ocasião, a Raila e a Janaina Dornelas, 38 anos, corretora, que também foi umas das idealizadoras do projeto conheceram a Dona Alzira, uma acumuladora com mais de 50 animais, comovidas com a situação destes animais, elas resgataram e adotaram todos os animais.

O projeto já ajudou dezenas de animais a encontrar lares definitivos e temporários, além de resgatar vários outros em situação de rua. A iniciativa sobrevive com venda de camisetas, brinquedos e rifas, mas o que realmente sustenta e financia o projeto, são doações e o apoio da população.

Hackers invadem Instagram de ONG e prejudicam trabalho de resgate de animais
Foto: Reprodução/ Facebook/ Animais_Alzira

Ao longo dos três anos, a instituição já conseguiu doar mais de 250 animais, atendendo mais de 150 animais. Atualmente são 55 animais que são tutelados pela ONG, mas nem todos estão disponíveis para adoção, pois, alguns tem problema de saúde ou já estão muito idosos. Além de 10 cachorros que vivem no cemitério aqui em Osasco, que somos responsáveis pela manutenção do abrigo, e alimentação deles.

Quem quiser acompanhar melhor o trabalho da ONG Animais Alzira, pode acessar o perfil temporário da Instituição no Instagram e no Facebook.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Fórum Animal lança curso para capacitação de representantes da proteção animal

Fórum Animal lança curso para capacitação de representantes da proteção animal
Foto: Reprodução/Facebook/ Ong Fórum Animal

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, em parceria com a UFPR, anunciou a oferta de curso de educação a distância para “Capacitação de Representantes da Proteção Animal em Comissão de Ética na Utilização de Animais (CEUAs)”. O curso será completamente gratuito e tem como objetivo capacitar membros de sociedades protetoras de animais para atuar de forma efetiva em prol das espécies.

As aulas serão iniciadas no dia 5 de outubro de 2020, com um cronograma total de 40 horas, divididos em oito módulos com cinco horas semanais, que vão desde o histórico da experimentação animal no país, até o entendimento de métodos alternativos disponível atualmente, buscando discutir as temáticas da ética, bioética e bem-estar dos animais.

Segundo a médica veterinária Karynn Vieira Capilé, 34 anos, uma das coordenadoras do bioético da ONG Fórum Animal, a ideia de realizar esse curso nasceu da preocupação de diversas pessoas comprometidas com a luta de acabar com o sofrimento dos chamados “animais de laboratórios”, lembrou a coordenadora.

As aulas serão ministradas por professores de diferentes áreas, como veterinária, direito e biologia. A ideia do curso é atingir membros de entidades de proteção animal e membros de (CEUAs) e também estudantes e pesquisadores interessados em ética e bem-estar animal. Ao final do curso, o estudante receberá um certificado de participação do curso, que terá duração de oito semanas.

Para a coordenadora do curso Karynn Vieira, o objetivo principal do curso é, reduzir o sofrimento e a instrumentalização dos animais explorados para fins de ensino e pesquisa.

“A lei brasileira que regula a experimentação (lei 11.794) exige que toda instituição de ensino ou pesquisa que usa animais tenha um comitê de ética no uso dos animais (CEUA), essa mesma lei também prevê que todo comitê de ética precisa ter um representante da Sociedade Protetora de Animais (SPA). Porém, ocorre que muitas (CEUAs) não contam com esses representantes”, ressaltou a médica veterinária em entrevista à ANDA.

“A ideia do curso é preparar os protetores para defender os interesses dos animais, considerando-os como indivíduos sencientes, com seus próprios interesses e preferências, discordando, contrariando, questionando os experimentos que usam animais”, salientou Vieira.

Fórum Animal lança curso para capacitação de representantes da proteção animal
Foto: Reprodução/ Facebook/ Ong Fórum Animal

O CEUA é uma Comissão de experimentação e Uso de Animais, que destina-se a fazer a revisão ética de toda e qualquer proposta de atividade cientifica ou educacional que envolva a utilização de animais vivos não-humanos, essencialmente de grupos vertebrados, seguindo e promovendo as diretrizes normativas nacionais internacionais para pesquisa e ensino envolvendo animais.

De acordo com a coordenadora o curso servirá para identificar as lacunas dessas comissões. “Há muitas lacunas nos CEUAs, eles não discutem de fato as questões éticas, não questionam se é justo submeter aos procedimentos que são submetidos, não discutem se é justificável instrumentalizar indivíduos concretamente para hipoteticamente salvar outros, enfim, as questões éticas mesmo, não se discute”, declarou Karynn.

“A melhor metáfora para o funcionamento das CEUAs é a ‘raposa vigiando o galinheiro’, os pesquisadores é quem compõe as comissões, eles usam os animais e eles mesmo é quem discutem o que é ético ou não em relação ao que fazer com os animais”, ponderou a veterinária.

O curso será ofertado em plataforma própria, com número de vagas limitadas. Após o recebimento de todas as inscrições, será realizada a pré-seleção dos candidatos e aqueles que forem aprovados serão informados via e-mail. Todo o conteúdo será disponibilizado gratuitamente e é fundamental que cada inscrito se comprometa com a realização até o final, requisito principal para o recebimento do certificado.

A programação do curso terá os seguintes módulos: Ambientação à plataforma UFPR virtual, apresentação dos participantes, professores e instrutores; Histórico e contextualização da regulamentação da experimentação animal no Brasil; Representação da Sociedade Protetora dos Animais no Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal (CONCEA) e nas CEUAs; Conceitos e princípios éticos relativos à experimentação; Parâmetros, condições e limites, da experimentação animal; Tipos de pesquisa e métodos alternativos à experimentação animal; Participo de uma CEUA, e agora?

Foto: Reprodução/ Facebook/ ONG Fórum Animal

As inscrições podem ser realizadas até o dia 27 de setembro, através deste link. O candidato que quiser se inscrever no curso, terá que responder um formulário para finalização da sua inscrição.

Para maiores informações pode entrar em contato via e-mail: info@forumanimal.org ou comunicação@forumanimal.org


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Cãozinho caramelo anuncia chegada de nova nota de R$ 200 em campanha do Banco Central

Cãozinho caramelo anuncia chegada de nova nota de R$ 200 em campanha do Banco Central
Foto: Reprodução/Banco Central/ Instagram

Milhares de brasileiros fizeram campanha nas redes sociais para que o cãozinho caramelo fosse o animal escolhido para estampar a nova cédula de R$ 200, apresentada na última quarta-feira (2) pelo Banco Central. O lobo-guará foi o escolhido para ser retratado na nova cédula.

Mas o cachorrinho sem raça definida (SRD) que ganhou os corações do público não foi esquecido: o pequeno animal foi o escolhido para anunciar a chegada da nova nota de R$ 200 nas redes do Banco Central.

Veja no vídeo abaixo, a publicação do Banco Central onde o cãozinho caramelo pede para que a população receba com muito carinho o “caramelo do cerrado”

Ação nas redes sociais

Após o Banco Central anunciar que lançaria uma nova nota no valor de R$ 200 reais em meados de julho, muitas pessoas se mobilizaram para o cachorro (sem raça definida) fosse o escolhido para estampar a sua imagem na nova nota, se tornando um dos assuntos mais compartilhados nas redes sociais no Brasil.

Segundo informações do portal G1, o deputado federal Fred Costa (Patriotas- MG) também organizou uma campanha para o cão estampar a nota de R$ 200. Além de um baixo- assinado digital, ele levou o pedido da população diretamente ao congresso no final de julho.

Na época, segundo o deputado, o Banco Central havia prometido estudar ações contra os maus-tratos de animais e também em comemoração ao cãozinho caramelo, disse o parlamentar em entrevista ao portal G1.

Cãozinho caramelo anuncia chegada de nova nota de R$ 200 em campanha do Banco Central
Foto: Reprodução/Pixabay

O deputado federal Fred Costa é um dos autores da Lei 1095/19, que visa aumentar a pena para pessoas que maltratam cães e gatos. A pena atual prevê a detenção de três meses a um ano e multa.

Se passar por aprovação no senado, a pena aumentará de dois a cinco anos de reclusão, mais multas para quem abusa, fere ou mutila os cãozinhos e os gatos.

Cadelinha Pipi

Mesmo não tendo sido escolhido pelo Banco Central para estampar a nota de R$ 200, os cachorrinhos sem raça definida (SRD) são considerados símbolos do nosso país. Esse é o caso da cadelinha Pipi, uma das protagonistas de uma das curtidas manipulações da nova nota.

Mas nem tudo é felicidade. Por traz dessa foto tem uma história triste, como conta o site “Gaúcha ZH”. Pipi fazia parte da família da gestora de recursos humanos Vanessa Brunetta, 38 anos, residente da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Em 2015, a cadela conseguiu se desvencilhar da guia e fugiu durante um passeio no Parque da Redenção, local muito visitado na capital gaúcha.

“Durante cerca de um ano foi feita uma campanha para tentar localizar ela. Essa foto que aparece agora em tudo que é lugar estava em cartazes que mandamos fazer para tentar encontrar a Pipi. Só que há cerca de dois anos, alguém pegou essa foto e fez um meme”, relatou Vanessa em entrevista ao portal de notícias Gaúcha ZH.

“Inicialmente, quando a gente vê a foto, não é uma coisa que nos faz feliz. Foi um momento difícil para todos”, continua a gaúcha.

“Existem milhões de cachorros caramelos no mundo, mas essa era a minha. Então, quando você ver essa foto, não pense em um cachorro de rua, aquele que dormia na calçada. Não, essa dormia na minha cama e era minha filha”, completou Vanessa em entrevista ao portal Gaúcha Zero Hora.

Até o momento a gestora de recursos humanos não encontrou sua cadelinha. De acordo com a tutora cerca de 17 cadelinhas idênticas (sem raça definida) chegaram ao seu conhecimento, mas nenhuma delas era o verdadeiro animal da família, segundo informações do portal Zero Hora.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Destaques

Crescimento urbano e ignorância ameaçam sobrevivência de gambás

Foto: Reprodução/ facebook/ Iluska Magalhães

O conflito entre humanos e animais silvestres é uma das principais ameaças à sobrevivência de muitas espécies em diversas partes do mundo. Esse é o caso dos gambás, tanto o gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) tanto o gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita), espécies silvestres mais presentes em ambientes urbanos. Infelizmente, esses animais são por muitas vezes considerado indesejados pelos moradores das cidades.

A compreensão dos fatores geradores dessas batalhas é indispensável para o desenvolvimento de estratégias para permitir a conservação de espécies silvestres. A maioria dos estudos de conflitos entre humanos e animais silvestres se concentra nas áreas florestais, rurais e periurbanas, enquanto o embate nos espaços urbanos é menos estudado.

Crescimento urbano e desrespeito humano ameaçam sobrevivência de espécies de gambás no Brasil
Foto: Arquivo Pessoal/ Iluska magalhães

Para a agente de viagens Cristiane Sanae Shiosawa, 39 anos, que atua como ativista da causa animal há mais de dois anos e umas das organizadoras do grupo Gambás Brasileiros Opossums & Zarigueyas, grupo criado há 5 anos com o intuito de ajudar as pessoas no cuidado e resgate das espécies de gambás, um dos grandes problemas é a ignorância e a desinformação sobre esse tipo de espécie de animal silvestre.

“As pessoas precisam conhecer mais a espécie, e acabar com esse prejulgamento que os gambás são ofensivos, na verdade os gambás que vivem no Brasil são inofensivos a nós seres humanos, somente exalam um cheiro forte quando se sentem ameaçado”, disse a ativista animal em entrevista à ANDA.

O gambá-de-orelha-branca (Didelphis Albiventris) é o maior representante da ordem (Didelphimorfhia) ocorrente no Brasil, sendo um marsupial de tamanho mediano, com orelhas brancas, corpo preto, nariz longo e cauda sem pelos. É uma das espécies marsupiais mais comuns da América Latina, sendo também uma das mais bem-sucedidas devido à sua capacidade de sobreviver em muitos tipos de habitats, incluindo ambientes impactados, como os urbanos. Animais marsupiais, ou mamíferos de bolsa, são aqueles que têm a presença de um a bolsa materna (marsúpio) ventral ou posterior, onde os filhotes completam o seu desenvolvimento.

Já o gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita) é uma espécie de gamba que habita no Brasil, Argentina e Paraguai. Esses animais podem atingir 60 a 90 centímetros de comprimento e pesar até 1,6 quilos, alimenta-se praticamente de tudo o que encontra: insetos, larvas,frutas, pequenos roedores, ovos, cobras e escorpiões. E apresenta duas camadas de pelos, uma interna como uma espécie de lanugem de coloração ferrugínea e outra externa de pelos longos de cor cinza ou preta.

No Brasil, muitas pessoas erroneamente acreditam que os gambás da família (Dibelphidae) têm a mesma habilidade que os cangambás da família (Mephitidae) de pulverizar um odor pungente quando atacado ou perturbado. A origem desse equívoco pode estar no fato que, em português, o nome genérico para gambás e cangambás é o mesmo (gambá) e o mito de pulverização de mau cheiro foi reforçado no Brasil por causa dos desenhos animados.

“Esse prejulgamento vem daqueles filmes onde o gambá tem um forte cheiro, mas essa espécie de gambás que mostram nos filmes na verdade são os cangambás, eles têm sim o odor muito forte, e são originalmente criados na América Central e na América do Norte. Além de que os gambás são confundidos com as ratazanas aqui no nosso país”, ressaltou Sanae.

Crescimento urbano e desrespeito humano ameaçam sobrevivência de espécies de gambás no Brasil
Foto: Reprodução/Pixabay

Os gambás são amplamente distribuídos no Brasil e desempenham um papel ecológico importante na dispersão de sementes. Em habitats como as florestas urbanas, onde a regeneração florestal é especialmente necessária, a espécie pode desempenhar uma importante função no processo de reflorestamento, devido a dispersão das sementes. Podendo também transportar sementes para os fragmentos florestais urbanos.

Mas, com o crescimento dos centros-urbanos e o crescente índice de desmatamento essa espécie vem se aproximando cada vez mais das áreas urbanas e adquirindo hábitos sinantrópicos. Espécies sinantrópicas são aquelas que colonizam habitações humanas e seus arredores retirando vantagens em matéria de abrigo, acesso a alimentos e a água, adaptando-se a essas condições independentemente da vontade do homem.

“A alimentação nas matas está cada vez mais escassa e os gambás procuram alimentos onde é mais fácil, nas casas, nas lixeiras, um ponto a ser observado é que as pessoas não deixem ração para cachorros expostas à noite, pois, eles vão pelo cheiro e isso acaba por muitas vezes ocasionando ataques de cães aos gambás”, destacou a ativista.

Outro ponto levantando pela protetora é que quando as pessoas forem alimentar os filhotes de gambás, deixem os alimentos em lugares seguros, como muros, para evitar os ataques dos animais domésticos ou maus-tratos. Além da preocupação com os atropelamentos.

“Muitos são mortos atropelados, como as fêmeas estão sempre carregadas de filhotes elas ficam mais lentas, é aí que o índice de atropelamento aumenta. É importante se encontra algum morto é sempre bom olhar no marsúpio dela (bolsa) que pode ter filhotes vivos ainda”, lembrou.

“O que falta nas estradas é corredores ecológicos, aqui onde eu moro tem uma reserva ambiental que é a segunda maior mata urbana do Brasil e tem vários acidentes com os animais silvestres que acabam sendo atropelados”, acrescentou Cristiane.

Ecossistema

Para a bióloga Mariana Hara, 24 anos, que também atua como uma das organizadoras do grupo Gambás Brasileiros Opossums & Zarigueyas, os gambás são importantes para o ecossistema, pois são controladores da população de animais peçonhentos e outros invertebrados nos ambientes urbanos. Além disso por se alimentarem de frutos também auxiliam na dispersão de sementes, o que é especialmente importante nos ambientes urbanos na preservação das áreas verdes que estão cada vez menores.

Foto: Arquivo Pessoal/ Iluska Magalhães

Outro ponto ressaltado pela bióloga é que os gambás não são transmissores de doença. “Os gambás são imunes a várias doenças, inclusive a raiva, eles não representam nenhum perigo real de transmissão de zoonoses para os humanos”, declarou a bióloga.

“A taxa de transmissão de zoonoses de gambás para humanos é quase nula em todos os países que eles existem”, acrescentou.

Engajamento

Para Cristiane Sanae, ainda estamos muito longe na questão da proteção e reabilitação de animais silvestres. “A gente vem lutando muito com isso, nem todas as cidades há um órgão para receber filhotes de gambás e gambás adultos, sempre recomendamos a levarem no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), mas na época de reprodução quase todos os centros de reabilitação estão quase todos lotados de animais e não tem gente para cuidar”, ressaltou a protetora.

O grupo Gambás Brasileiros Opossums & Zarigueyas nasceu em 2015, após a ativista de causa animal Iluska Magalhães, 65 anos, que após encontrar um filhote de gambá decidiu criar um grupo de proteção e resgate de gambás aqui no Brasil.

“Criei esse grupo em 2015, com o intuito de orientar as pessoas que resgatam os gambás. Aqui no Brasil, os centros de reabilitações eles simplesmente não tem funcionários que fiquem com os neonatos (recém-nascidos). Os gambás são marsupiais é nascem com embriões e migram para os marsúpios ( bolsa na barriga das gambás) então eles vão muito incompleto e por muitas vezes as mães são mortas quando eles estão em um estagio imaturo de desenvolvimento, então eles precisam de muitos cuidados e atenção, e esse é o nosso objetivo orientar as pessoas como agir no momento do cuidado dos gambás na fase adulta ou na fase recém-nascidos”, esclarece a ativista.

Foto: Arquivo Pessoal/ Iluska Magalhães

Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do grupo, e saber um pouco mais da espécie dos gambá, pode acessar a página do grupo no Facebook.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More