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Covid-19 é prova de que a saúde depende da preservação da natureza

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Quem tem acompanhado nos últimos meses o posicionamento de especialistas sobre o novo coronavírus, já deve ter percebido que não há como não associar o surgimento das mais recentes doenças zoonóticas ao impacto que o ser humano vem causando ao meio ambiente.

Afinal, para que um animal contamine um ser humano, é preciso que haja algum tipo de contato, e hoje, mais do que nunca, esse contato tem sido favorecido pela interferência humana na natureza. Logo não é difícil concluir que a covid-19 é mais uma prova de que a nossa saúde, assim como de outras espécies, depende da preservação da natureza.

Ontem (22), quando foi celebrado o Dia Internacional da Biodiversidade, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou esse pensamento, já defendido por tantos cientistas nos últimos meses, ao dizer em um vídeo disponibilizado pelas Nações Unidas que “à medida que invadimos a natureza e esgotamos habitats vitais, um número crescente de espécies está em risco, incluindo a humanidade e o futuro que queremos”.

Guterres defendeu que não há outro caminho que não passe pela necessidade de priorizar o desenvolvimento sustentável. “Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade. É assim que protegeremos a saúde e o bem-estar das próximas gerações.”

Agropecuária favorece zoonoses

Na atualidade, com a agropecuária já ocupando 77% das áreas agricultáveis do mundo, há uma demanda por novos espaços naturais a serem desmatados para serem convertidos em pastagens e áreas agrícolas para produção de ração para animais que serão abatidos para consumo.

Com isso, os habitantes desses espaços, que são os animais silvestres, têm o seu ciclo de vida alterado e se veem obrigados a terem mais contato com outras espécies com as quais não teriam nenhum tipo de proximidade em uma situação natural livre da intervenção humana.

Isso é o suficiente para que patógenos que, em condições naturais, não seriam transferidos a outras espécies, já que é comum animais acumulá-los sem que isso se transforme em doenças ou mesmo um problema, acabem por transferi-los para outros animais em condições de infectar seres humanos.


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Covid-19: ação voluntária vegana alimenta 100 mil pessoas

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No final de semana, uma ação voluntária nos EUA proporcionou refeições veganas para 100 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social e profissionais de saúde que estão tratando de pessoas contaminadas com a Covid-19.

As doações foram feitas a bancos de alimentos por meio da coalizão Plant-Based Party for the Planet, formada por restaurantes veganos e vegetarianos em parceria com a marca de carnes vegetais Beyond Meat e com a plataforma DoorDash.

“Hoje, mais do que nunca, somos uma comunidade global trabalhando pela saúde da humanidade e do planeta que compartilhamos”, destaca a coalizão.

Para beneficiar o maior número possível de pessoas, a coalizão tem trabalhado em parceria com a organização Support and Feed, entidade criada por Maggie Baird, mãe da cantora Billie Eilish, que dá suporte a restaurantes veganos e organizações que distribuem refeições veganas a comunidades vulneráveis, incluindo idosos e sem-tetos, em Los Angeles, Nova York e Filadélfia.

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Entre as empresas veganas e vegetarianas que participam da coalizão Plant-Based Party for the Planet estão Veggie Grill, Native Foods, HipCityVeg, Urban Vegan Kitchen, Sage Vegan Bistro, Plant Power Fast Food e LiveKindly.


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Covid-19: frigoríficos estão interrompendo atividades

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Nos EUA é crescente o número de frigoríficos interrompendo atividades em decorrência do coronavírus, e alguns pertencem a grandes empresas brasileiras como JBS e Marfrig.

No Brasil, com 25,2 mil casos confirmados de Covid-19, a situação ainda é considerada “diferente”, mas há previsão de mudanças conforme os casos da doença forem aumentando ainda mais, com base nas previsões de pico da doença – como aconteceu nos EUA.

Cenário de apreensão já foi instaurado

Ainda assim, o cenário de apreensão já foi instaurado. Prova disso é que somente em março JBS e Marfrig anunciaram suspensão de atividades em seis unidades de processamento de carne no Brasil.

Já nos EUA, a Marfrig se viu obrigada a interromper neste mês de abril a morte de de animais em um de seus frigoríficos sob a subsidiária National Beef em Tama, no estado de Iowa, conforme divulgado pela própria empresa e também pela Reuters.

A decisão veio depois que inúmeros funcionários foram identificados com o coronavírus – o que significa que muitos outros funcionários podem estar infectados.

JBS fecha frigorífico na Pensilvânia

A JBS também fechou um frigorífico em Souderton, na Pensilvânia. Nos EUA, apenas esta semana já houve confirmação também do fechamento de um frigorífico da Aurora Packing em Illinois; da Cargill na Pensilvânia; da Tyson Foods em Iowa; e da Sanderson Farms na Geórgia.

A situação é a mesma na Smithfield Foods, maior indústria de carne suína do mundo que teve casos confirmados no frigorífico de Sioux Falls, na Dakota do Sul.

No Brasil, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) antecipou em março que já é esperada uma redução de pelo menos 20% da demanda por carne em território nacional em consequência do coronavírus.


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Crise climática e pandemias podem fazer confinamento virar rotina

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Durante um seminário online realizado na última terça-feira (14) pela Rede Brasil de Pacto Global, o cientista brasileiro Carlos Nobre, copremiado com o Nobel da Paz em 2007 e referência global em mudanças climáticas, abordou a relação entre o coronavírus e a crise climática.

Nobre, que é presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, deixou claro que se o avanço do aquecimento global, cada vez mais agravado pelas grandes emissões de gases do efeito estufa, não for freado, o cenário pode ser ainda menos auspicioso, porque como consequência de piores condições de temperatura e umidade, as pessoas serão obrigadas a evitarem cada vez mais ambientes externos – tornando o confinamento uma regra, assim como já tem acontecido em decorrência da covid-19.

Relação entre coronavírus e mudanças climáticas

Pandemias como o coronavírus, por exemplo, tem sua origem associada às causas das mudanças climáticas, já que também é consequência do impacto de atividades humanas relacionadas à destruição de habitats por meio do desmatamento – como agropecuária e mineração – entre outras atividades prejudiciais ao meio ambiente.

Afinal, quanto mais degradamos espaços naturais para dar lugar a essas atividades, mais favorecemos um ambiente instável que pode ser um propiciador de novas pandemias. Nesse cenário, há um fator de grande contribuição às mudanças climáticas em consequência de mais emissões de gases do efeito estufa ao mesmo tempo em que há diminuição da capacidade de absorção de carbono.

Cientista defende um Brasil mais sustentável

Carlos Nobre disse que não há outro caminho para evitar um futuro em que tenhamos que nos manter cada vez mais confinados que não passe pela busca de uma economia mais verde. “Temos que aproveitar a saída da crise pandêmica para colocar o Brasil cada vez mais em trajetórias de sustentabilidade.”

O especialista em doenças infecciosas David Quammen também já enfatizou que o momento é de mudanças radicais na nossa relação com o mundo outras espécies.

Ou mudamos ou teremos mais doenças zoonóticas

“Estou absolutamente certo de que haverá mais doenças como essa no futuro se continuarmos com nossas práticas de destruição do mundo”, frisou ao Independent. Quammen é da opinião de que se colocarmos o covid-19 sob controle, precisamos começar a pensar no próximo vírus.

Carlos Nobre também rebateu a crença de que o coronavírus não sobrevive em temperaturas mais quentes, como tem sido dito em alguns meios no Brasil. Ele citou como exemplo os casos de contaminação em Manaus.

O cientista ainda comparou a região amazônica com a região de Wuhan, na China – porque as duas partilham de fatores ambientais de risco, ou seja, a ocupação desordenada das áreas a partir de atividades humanas que impactam na vida silvestre – um cenário perfeito para o surgimento de zoonoses.

Contra o aquecimento global e destruição do mundo natural
Os principais cientistas ligados à ONU continuam defendendo que o surto de covid-19 foi um alerta, já que existem muito mais doenças letais na vida selvagem, e que a civilização atual está “brincando com fogo”. A organização também partilha o entendimento de que é o comportamento humano que faz as doenças se espalharem para os seres humanos, não os animais.

Para evitar novos surtos, apontam os especialistas, o aquecimento global e a destruição do mundo natural visando agropecuária, mineração e habitação precisam acabar, já que forçam um perigoso contato entre vida selvagem e humanos.


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Veganos criam grupo para ajudar animais e pessoas em SP

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Alguns veganos em São Paulo (SP) decidiram se unir para contribuir com quem mais necessita neste período de disseminação da Covid-19. Eles criaram a “Rede de Apoio Existe Amor em SP”, que já tem inclusive um grupo no Facebook para quem quiser interagir com os voluntários por meio online, já que é preciso evitar aglomerações.

Ananta Martins, moradora da Zona Leste da capital paulista, relata que o grupo que já conta com 14 voluntários tem a missão de coletar e distribuir rações para animais, cestas de alimentos e kits de higiene para famílias carentes que não encontram amparo social.

“Como a pandemia não tem data para acabar, e com isso a questão financeira também se agravará nos dias vindouros, queremos que nossa ação se multiplique”, destaca a realizadora do já tradicional evento Comida de Boteco Vegano no Tatuapé.

“Estamos conseguindo motoristas voluntários para busca e entrega das doações. Nossa ação tende a se fortalecer e assim poderá auxiliar um maior número de famílias, além de se estender por mais tempo.”

Ananta frisa que qualquer pessoa pode participar e acompanhar o trabalho da rede de apoio que tem suas ações registradas e divulgadas no grupo no Facebook para garantir transparência.

“As pessoas não precisam sair de suas casas para realizar a doação, porque encaminhados uma pessoa de confiança para fazer a retirada.”

Ananta Martins reforça que há várias formas de ajudar a rede de apoio. “Como doador, divulgando a ideia ou pedindo alimentos, ração e produtos de higiene.” Para mais informações, é só entrar em contato com Ananta Martins pelo número (11) 94808-1871. Ela também está incluindo voluntários no grupo criado no WhatsApp.


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Brasil mata 128 mil porcos por dia

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Já se perguntou qual é o mamífero mais morto para consumo no Brasil? Se pensou em porcos, você acertou. No país, são mortos pelo menos 5,33 mil porcos por hora, 128 mil por dia e 3,84 milhões por mês.

Mais de 46 milhões de animais mortos por ano

Chegamos a esses números com base em cálculos amparados na soma de dados trimestrais da morte de animais para consumo disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística (IBGE).

No Brasil, tanto por fatores culturais de consumo quanto econômicos, a morte de porcos tende a subir nos últimos meses do ano. Em 2019, por exemplo, foram mortos 11,87 milhões de porcos de outubro a dezembro, um acréscimo de 600 mil em comparação aos 11,27 milhões de janeiro até março.

Não há como negar que se trata de um número surpreendente de mortes. Mais de 46 milhões de indivíduos de uma espécie mortos por ano para consumo é algo que faz pensar, considerando que toda essa matança tem como finalidade atender a um anseio não essencial.

Intercambiamos tipos de violência

Afinal, bacon, pernil, bisteca, copa-lombo, pancetta, ossobuco, maminha e costela de porco não são alimentos imprescindíveis à vida humana, além de, vários destes pedaços de animais disponíveis para consumo, serem há muito tempo associados ao desenvolvimento e agravamento de problemas de saúde.

Em uma simples ponderação, é fácil reconhecer que intercambiamos tipos de violência – contra os animais e então contra nós mesmos, como consequência de predileções que preservamos por dois fatores associáveis – costume e paladar (associado ao efêmero prazer).

Enquanto pensamos nisso, 88 porcos são mortos por segundo no Brasil. Você já viu caminhões transportando esses animais para o matadouro? Se sim, a capacidade pode variar de 86 a 144 suínos – o que significa que essas são as quantidades de porcos que deixam de existir a cada um ou dois segundos no Brasil.

Subestimamos a capacidade dos porcos

Ainda que inteligência não deveria servir como baliza na consideração ao direito à vida, mas a básica capacidade de senciência, é válido reconhecer como subestimamos os animais que matamos para consumo.

No caso dos porcos, por exemplo, o estudo “Pigs (Sus scrofa domesticus) categorize pictures of human heads”, publicado pelo Jornal da Sociedade Internacional de Etologia Aplicada, prova que os porcos não são apenas curiosos e têm boa capacidade de aprendizado, mas possuem uma boa memória de longo prazo.

Também conseguem enganar deliberadamente outros porcos e podem antecipar necessidades e intenções. “O experimento mostra que os porcos podem se lembrar de estímulos visuais e responder adequadamente”, informa a pesquisa.


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Deputado quer proibir produção e venda de foie gras no Brasil

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O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) apresentou ontem (18) projeto na Câmara para proibir, em todo o país, a produção e venda de itens derivados de processo de alimentação forçada de animais, como o foie gras, o fígado gordo de ganso ou pato.

A matéria do PL 701/2020 inclui produtos obtidos a partir do uso de mecanismo automático ou manual. Também proíbe a importação de produtos baseados em alimentação forçada.

“É preciso promover uma mudança cultural, é um movimento mundial. Foi o que aconteceu, por exemplo, com os casacos de pele. O que era chique há uns anos, é inaceitável hoje”, explica Elias Vaz.

O projeto prevê sanções como cancelamento da licença de funcionamento, se houver, e imediata interdição do estabelecimento que comercializar ou possuir o produto em estoque, além de multa de R$10 mil e ainda apreensão e incineração da mercadoria. Se houver descumprimento da interdição, a multa diária é de R$2 mil.

A produção de foie gras é feita a partir de um processo cruel. Para deixar o órgão maior e mais gorduroso, produtores impõem uma dolorosa alimentação forçada por canos que vão direto ao estômago das aves várias vezes ao dia. O fígado, em alguns casos, chega a 12 vezes o tamanho normal.

A superalimentação provoca acúmulo de gordura nas células do fígado e os animais sofrem lesões na garganta e esôfago, causadas pelo tubo que leva a ração diretamente para o estômago. Podem ser acometidos por inflamações, infecções e problemas respiratórios.

“Em pleno 2020, é inadmissível que tal prática seja tolerada, visto que é resultado de imensa crueldade contra as aves. Não queremos intervir no comércio, mas inibir esse crime ambiental”, destaca o deputado.


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App de relacionamento vegano ultrapassa 100 mil usuários

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Um aplicativo de relacionamento desenvolvido especialmente para veganos já ultrapassou 100 mil usuários. A informação foi divulgada neste mês por Alex Felipelli, fundador e CEO do Veggly, lançado no início de 2019.

Felipelli conta que o aplicativo foi criado tanto para quem busca apenas amizades quanto encontros casuais ou relacionamentos de curto e longo prazo. A justificativa, segundo o fundador, é que veganos frequentemente enfrentam desafios para manter relacionamentos duradouros com quem não é.

“Tive dificuldade em encontrar alguém que compartilhasse os mesmos valores. Para veganos e vegetarianos, apenas decidir onde jantar pode ser estranho e estressante quando você sai com alguém que não conhece muito bem”, diz.

E acrescenta: “Mais importante ainda, a decisão de eliminar ou reduzir significativamente o consumo de produtos derivados de animais é muitas vezes uma questão de compromisso. Mesmo que um parceiro respeite essa escolha, se não compartilhá-la, pode ser uma grande barreira.”

O Veggly, que também está disponível em português, pode ser utilizado gratuitamente, mas também existe uma opção paga para quem quer evitar anúncios e ter acesso a recursos que prometem uma melhor experiência no app disponível para iOS, Android e desktop.

Do total de usuários do aplicativo, 53% se identificam como mulheres e 47% como homens; e 58% se apresentam como veganos, 28% como vegetarianos e 14% como alguém em fase de transição.

“Bilhões de animais são mortos para consumo humano a cada ano. Mais e mais pessoas querem fazer parte da mudança necessária para criar um mundo sustentável e livre de crueldade, e querem estar com alguém que compartilhe esse compromisso. Encontrar um parceiro cujos princípios estejam alinhados com os seus é a base de uma relação sólida”, avalia Alex Felipelli.


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China, um mercado promissor de produtos sem carne

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Com 1,38 bilhão de habitantes, a China se tornou um dos países mais visados por empresas internacionais que estão produzindo alternativas à carne à base de vegetais, assim como substitutos de ovos e laticínios.

Mesmo com a epidemia de coronavírus, o país ainda está entre aqueles com grande potencial de compra e consumo desses produtos. O Rabobank, da Holanda, por exemplo, sustenta que a epidemia de coronavírus pode forçar ainda mais uma redução do consumo de alimentos de origem animal no país asiático.

Venda de carnes vegetais já somam US$ 10 bi

Alguns exemplos de empresas que estão com sua atenção voltada a esse mercado são Beyond Meat, Impossible Foods e JUST, além das chinesas Right Treat e Zhenmeat, que acreditam que a China será no futuro um dos maiores mercados consumidores de produtos de origem vegetal que imitam alimentos de origem animal.

Uma prova de que essa é uma realidade alcançável, e talvez até mesmo em um prazo menor do que se imagina, é que somente a venda de carnes vegetais na China já somam 10 bilhões de dólares em um ano, de acordo com um relatório divulgado neste mês de março pela multinacional holandesa do ramo de serviços financeiros Rabobank, com base em dados da Euromonitor International.

Mercado impulsionado pelos millenials

Quem está impulsionando esse consumo são as novas gerações, que têm entre suas preocupações formas mais conscientes de consumo. A Zhenmeat, hoje uma das startups mais representativas do ramo de alternativas à carne na China, aponta que 90% dos seus consumidores são millenials, que inclui desde os nascidos na década de 1980 até o princípio dos anos 2000.

Há também uma associação desses novos hábitos com o resgate de culturas ancestrais vinculadas à prática do vegetarianismo no contexto do budismo. Além disso, uma estratégia bastante comum por parte de empresas que querem ganhar mercado em um país estrangeiro, como tem ocorrido na China, é firmar parcerias com empresas do ramo de serviços alimentícios – ou seja, de food service, especialmente catering.

Muitos produtos à base de vegetais vendidos em três minutos

A Zhenmeat, por exemplo, que é chinesa, chegou a vender três mil caixas de bolo lunar sem ingredientes de origem animal para o Festival do Meio-Outono em apenas três minutos depois de firmar parceria com uma cadeia de padarias. Agora a Zhenmeat está estreitando relação com redes de restaurantes para oferecer baozi, um pãozinho tradicionalmente recheado com carne moída – mas que em sua versão traz carne vegetal.

Outra história bem-sucedida é a da startup de alimentos Right Treat, que já lançou no mercado chinês o OmniPork, uma imitação de carne de porco que já ganhou mercado até em Taiwan, com mais de um milhão de unidades vendidas. A acessibilidade do produto foi possível graças à parceria com cadeias de fast food – como a Bafang Yunji.

Trocando a carne de porco pelo OmniPork

O OmniPork foi criado logo após os surtos de febre suína que atingiram a Ásia, e considerando que vários países asiáticos, incluindo a China, têm o seu consumo de carne baseado principalmente no abate de suínos – que representam 60% desse mercado – viu uma oportunidade de estimular uma transição para um alimento à base de vegetais, mas que imita carne de porco.

Outro ponto favorável é que, além de desestimular o abate de animais, o produto favorece um mercado mais sustentável ao ajudar a reduzir o total de 1,29 bilhão de toneladas de resíduos gerados por ano só pela China na criação de porcos abatidos e consumidos também em nações como Taiwan.

Startups dos EUA veem grandes oportunidades

Em 2019, e de olho nos millenials, a startup norte-americana JUST lançou na China o seu “ovo sem ovo”, à base de feijão-mungo e cúrcuma. Segundo a empresa alimentícia, a fórmula é a mesma da versão original lançada nos Estados Unidos. Ou seja, a mesma quantidade de proteínas de um ovo de galinha, sem colesterol e produzido com 77% menos água e 40% menos gases do efeito estufa.

No ano anterior, o instituto de pesquisas Plant & Food (PFR), da Nova Zelândia, em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Mintel e o Ministério das Indústrias Primárias da Nova Zelândia, concluiu uma pesquisa que revelou que 39% da população da China já vinha reduzindo o consumo de carne – o que inclui chineses e estrangeiros vivendo no país.

39% dos chineses estão reduzindo consumo de carne

Os participantes que representam esse percentual informaram que priorizam o tofu e as algas marinhas, além de outras e novas fontes de proteínas de origem vegetal. O resultado chamou a atenção do governo da Nova Zelândia que tem a China como um dos maiores destinos de suas exportações.

Além disso, o relatório surpreendeu porque historicamente os chineses sempre foram grandes consumidores de carne, principalmente de porco. Porém, segundo a Plant & Food, o cenário está mudando e deve mudar mais ainda. O resultado também abriu um precedente para a Nova Zelândia se inteirar ainda mais do mercado de fontes de proteínas de origem vegetal.

“Precisamos construir nossa compreensão do consumo de proteínas e das atitudes dietéticas nesse mercado para nos prepararmos para quaisquer mudanças futuras em relação ao comportamento do consumidor”, enfatiza o relatório.

Dinheiro para quem consumir comida vegana

Outro estímulo no cenário chinês foi o recente lançamento de um aplicativo que pagará para as pessoas consumirem comida vegana. O processo é bem simples. Cada vez que alguém pagar por um prato sem ingredientes de origem animal em um restaurante cadastrado no sistema, o Pay-a-Vegan pagará um dólar ao consumidor. No entanto, para receber o benefício é preciso se cadastrar primeiro.

A fundadora do aplicativo, Eiko Onishi, disse recentemente em entrevista ao South China Morning Post (SCMP) que a intenção também é estimular os restaurantes chineses a oferecerem cada vez mais opções veganas.

Dessa forma, eles entram no sistema e se tornam uma referência para pessoas em busca de pratos veganos, o que acaba também atraindo mais visibilidade para esses restaurantes.

A ideia do aplicativo surgiu depois que Eiko, nascida e criada em Hong Kong, participou de um programa de aceleração de startups do Founder Institute nos Estados Unidos, que é uma incubadora de empreendimentos que visam beneficiar o planeta.

É importante encontrar o público certo

Fazendo uma análise geral do mercado chinês e seu potencial no segmento de produtos à base de plantas, o Rabobank defende que empesas do ramo podem assegurar boa demanda na China, desde que encontrem o público certo – como os millenials. Também é preciso se adaptar às preferências locais para ganhar mercado – como criar pratos sem ingredientes de origem animal, mas que imitam alimentos tradicionais chineses.

“No que diz respeito às parcerias, o surto de coronavírus trouxe dificuldades de curto prazo para as empresas de catering. Quando o surto de coronavírus estiver sob controle, será possível continuar formando parcerias com empresas de catering que podem proporcionar uma melhor experiência ao consumidor. Eles também devem aproveitar esta oportunidade para posicionar seu produto como alimento conveniente e nutritivo, porque a conscientização dos consumidores sobre segurança e nutrição será aprimorada ainda mais em decorrência do surto.”


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Cerca de 70% das terras agrícolas da UE são destinadas à pecuária

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De acordo com um relatório concluído em fevereiro pelo Greenpeace, pelo menos 71% das terras agrícolas dos países que compõem a União Europeia (UE) são destinados à pecuária.

Segundo a pesquisa, são 125 milhões de hectares utilizados para criação de animais e produção de alimentos para esses animais. “O Eurostat mostrou que 72% dos produtos pecuários europeus vêm das maiores fazendas da Europa”, informa.

Ainda assim, o setor recebe até 32 bilhões de euros em subsídios, o que chega a até 20% do orçamento total da União Europeia.

O diretor de política agrícola do Greenpeace, Marco Contiero, qualificou o fato como uma irresponsabilidade, considerando que cientistas têm alertado a população sobre a importância de se cortar a carne para evitar desastres ambientais.

“É loucura despejar um bom dinheiro considerando o mal causado pela criação industrial de animais”, disse Contiero. Segundo a entidade, a UE deve motivar os agricultores a migrarem para uma agricultura ecológica que proteja o meio ambiente, o clima e a saúde.

“Enquanto as pequenas propriedades estão desaparecendo a taxas alarmantes, o dinheiro público incentiva as maiores a crescerem, e isso precisa parar.”

O Greenpeace destaca ainda que tais descobertas ocorrem em meio a evidências científicas crescentes dos danos causados ao clima, ao meio ambiente e à saúde pública a partir da produção e consumo de carne e laticínios.

Realidade brasileira

Em 2017, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o Brasil, que hoje tem uma criação comercial de 213,5 milhões de bovinos, já contava com mais de 350 milhões de hectares ocupados pela agropecuária – mais de 40% do território brasileiro.

Agora imagine 93% desses animais ocupando pastagens em um país onde cada boi utiliza, em média, 1,2 hectare, conforme dados da Embrapa. Isso significa, 256,2 milhões de hectares do território brasileiro destinados somente à criação de bovinos para consumo, onde florestas de diferentes biomas foram derrubadas.

Convertendo áreas de pastagens em quilômetros quadrados, chegamos ao total de 2,562 milhões, que ultrapassa 30% da extensão territorial do Brasil, que é de 8,511 milhões de quilômetros quadrados. Tudo isso dedicado a um único produto – a carne vermelha.


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PL que defende comércio de carne de javali avança no Senado

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Recentemente um projeto de lei que defende tanto a caça de espécies exóticas como javalis, com suposta finalidade de controle populacional, como também o consumo, distribuição e comercialização de produtos e subprodutos resultantes da morte desses animais para consumo, recebeu parecer favorável do senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da matéria na Comissão de Meio ambiente (CMA).

Em sua justificativa, o senador fez a ressalva de que a comercialização de produtos e subprodutos obtidos por meio da morte desses animais é uma discussão complexa, pelos riscos de criação de uma nova cadeia produtiva que poderia incentivar a criação de animais e o transporte e soltura em novas áreas.

Deputado defende caça por pessoas físicas e jurídicas

“Poderia envolver, ainda, riscos desconhecidos de saúde pública, em face de lacunas de informações sobre doenças que circulam entre as espécies exóticos, podendo afetar a produção pecuária”, alegou Plínio Valério, porém, sem fazer oposição ao PL, mas apenas destacando que essa discussão deve ser levada à Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para coibir “prejuízos econômicos”.

O PLS 201/16, de autoria do senador Wellington Fagundes (PR-MT), um dos responsáveis pela viabilização do projeto que instituiu o Dia Nacional do Rodeio, sustenta que a medida é considerada importante “em decorrência do alastramento nocivo do javali europeu no Brasil”. A proposta defende que animais como javalis sejam mortos por pessoas físicas ou jurídicas cadastradas junto aos órgãos ambientais.

Javali foi introduzido no Brasil com autorização do Ibama

“A grande quantidade de javalis presentes no campo tem gerado riscos à saúde humana e animal. A possibilidade de transmissão de doenças como peste suína, febre aftosa e brucelose ameaça à saúde de rebanhos destinados à alimentação humana”, frisa Fagundes.

Segundo o autor do PLS, os javalis têm provocado perdas econômicas para os produtores rurais, com a destruição de lavouras pela passagem da enorme quantidade de animais à procura de alimento. Vale lembrar que o javali foi introduzido no Brasil com fins comerciais e prévia autorização do Ibama.

Saiba Mais

O PLS agora deve passar por votação com outros senadores que compõem a Comissão de Meio Ambiente (CMA).


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Ervilha, um produto bilionário no mercado de proteínas

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Quando se fala em proteína de ervilha, é comum a associação com suplementos alimentares para veganos e vegetarianos. No entanto, a realidade atual mostra que essa é uma percepção limitada.

O uso da proteína de ervilha tem se tornado cada vez mais comum no enriquecimento de produtos industrializados, com destaque para alimentos à base de vegetais que imitam produtos de origem animal.

Um dos ingredientes preferidos

A proteína de ervilha tem agregado valor aos produtos desenvolvidos com a finalidade de atrair também consumidores de carne. A justificativa é simples. Além de tornar os alimentos proteicos, a matéria-prima, que possui textura seca, ganha um aspecto semelhante ao da carne após processo de hidratação.

Não é à toa que se tornou um dos ingredientes mais importantes dos produtos lançados no mercado por startups que estão fazendo sucesso na América do Norte, como Beyond Meat e Impossible Foods, mais conhecidas por seus hambúrgueres vegetais. No Brasil, quem está trilhando caminho semelhante na valorização da proteína de ervilha é a Fazenda Futuro, que lança sua linguiça vegetal em abril.

Esses fatores a tornam uma matéria-prima bastante atrativa e mais ainda conforme essas empresas ampliem suas produções e outras também ingressem nesse mercado – o que também favorece o preço para o consumidor final. Também é importante que haja um constante aperfeiçoamento e melhora na cadeia de desenvolvimento porque disso depende a redução de custos.

Previsão de crescimento sem precedentes

Com previsão de crescimento sem precedentes para os próximos anos, a proteína de ervilha deve valer R$ 6,7 bilhões até 2025, com taxa de crescimento anual composta de 13,5%, segundo a empresa de pesquisa global de mercado Markets and Markets.

Isso significa um grande crescimento, principalmente em comparação com a previsão de R$ 3,58 bilhões para 2020. Outro ponto favorável é que a proteína de ervilha tem grande quantidade de aminoácidos e melhores níveis de lisina e glutamina do que outras proteínas de origem vegetal, além de fibras solúveis e insolúveis.

Consumo de proteínas de origem vegetal deve duplicar

No ano passado,a Bloomberg já havia divulgado que a demanda por proteína à base de vegetais elevou a produção de ervilhas em pelo menos 20% nos Estados Unidos e Canadá, apontando que se trata de uma tendência mundial.

De acordo com informações da NutriScience Solutions, empresa canadense que é referência internacional em ciência e tecnologia de alimentos, o consumo global de proteínas à base de plantas deve duplicar até 2025 – subindo dos atuais oito bilhões de toneladas por ano para 16,3 bilhões de toneladas.


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