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Áreas desmatadas no Pantanal pela agropecuária triplicaram em três décadas

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Foto: Gustavo Figueiroa

O número de áreas desmatadas no Pantanal pela agropecuária triplicou em 34 anos, segundo dados do MapBiomas. Entre 1985 e 2019, registrou-se um aumento de 259% no desmate do bioma promovido pelo setor.

A maior parte das áreas destruídas foram convertidas em pasto para criação de bois explorados para consumo humano. Atualmente, 2.338,860 hectares são usados para esse fim. Apenas 21,271 foram ocupados pela agricultura – vale lembrar, porém, que a maior parte dos produtos produzidos por esse setor, como a soja, são destinados à alimentação dos animais explorados para consumo humano.

Patrimônio Natural da Humanidade, o Pantanal só poderia ser desmatado com autorização do Ibama. Isso, no entanto, não acontece, e a destruição segue pelos caminhos da ilegalidade. Uma operação da Polícia Federal, deflagrada na última semana, tenta coibir esses crimes.

À frente da investigação, o delegado Alan Givigi afirmou que os incêndios florestais não surgiram “do nada” e que não podem ser considerados acidentes. Imagens de satélite mostram que o fogo começou em fazendas. Segundo Givigi, são locais “inóspitos, dentro das fazendas, onde não há nada perto, que nos faz entender que não pode ser acidente. Teoricamente alguém foi lá pra isso [para colocar fogo]”.

“O fogo nesse caso seria para queima da mata nativa para fazer pasto. Já que não pode desmatar, porque é área protegida, coloca fogo e o pasto aumenta, sem levantar suspeita”, completou.

Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas, disse ao jornal O Globo que no passado os pecuaristas levavam os bois para pastos naturais durante o período de seca e que atualmente “o fogo é ateado na vegetação retirada e, nas áreas limpas, planta-se braquiária”.

“Houve um aumento substancial desse tipo de pastagem nos últimos anos”, disse.


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