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Cão cantor, espécie considerada extinta, é visto novamente na natureza

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Reprodução/New Guinea Highland Wild Dog Foundation

Segundo um estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS) no final de agosto, pesquisadores acreditam ter visto um cão cantor da Nova Guiné, considerado extinto desde a década de 70, dado esse período como último registro do mamífero em seu habitat, ainda vive na natureza.

A espécie de canídeo faz jus a sua designação em virtude de seu uivo característico, que costumava ser vigente nas áreas altas da segunda maior Ilha do mundo, geográfica e politicamente compreendida pelas duas províncias da Indonésia e pela Papua-Nova Guiné.

A despeito de não ter sido mais encontrado em sua região oriunda, calcula-se que de 200 a 300 espécimes vivam atualmente em cativeiro, tal como zoológicos e santuários de animais.

A publicação indica que moradores da metade ocidental da Ilha perceberam o uivo representativo do animal nas regiões das colinas. Dessa forma, pesquisadores seguiram até o local de origem dos sons e colheram o sangue dos animais, cujas amostras, quando comparadas às especificações genéticas das espécies em cativeiro, certificaram que se referia ao cão cantor.

A geneticista Elaine Ostrander, do Instituto Nacional de Genoma dos Estados Unidos afirmou à revista americana “Science” que as amostras coletadas possuíam traços de material genético de cães encontrados nas cidades. Todavia, Ostrander informou que os animais encontrados são efetivamente concernentes à mesma espécie.

A precaução recente é que os cães descobertos na natureza se reproduzam com os animais criados em cativeiro, propiciando a variabilidade genética, conferindo diferenças morfológicas e fisiológicas que se adaptem às mudanças de ambiente, garantindo a continuidade da espécie do cão cantor da Nova Guiné.


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