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Justiça proíbe mãe de ver seu filho por oferecer a ele alimentação vegetariana

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Reprodução/Instagram

A paraguaia Patrícia Garcia, que atualmente vive no Brasil, está separada de seu bebê por conta de uma ação judicial movida pelo pai do menino, que alega maus-tratos e faz críticas à alimentação vegetariana da criança. Mesmo após um exame atestar que Sama está saudável, a Justiça retirou a guarda de Patrícia.

Diariamente, a paraguaia usa uma máquina para retirar seu leite, que ela leva até a casa do pai do menino, para alimentá-lo. Até mesmo a entrega é feita sem contato com Sama.

Há mais de 25 dias a mãe não tem contato com o filho e usa as redes sociais para pedir ajuda. “Era pro meu bebê estar mamando no colo. Ele e eu temos esse direito. Não é nem algo desumano, mas sim inatural. Se essa é natural, deveria ser inviolável”, desabafou.

Segundo informações da revista Cláudia, o pai de Sama é brasileiro e trabalha como professor na Universidade Federal da Integração Latino-Americana, em Foz do Iguaçu, onde Patrícia conseguiu uma vaga no mestrado em educação. Os dois tiveram um relacionamento, mas Patrícia resolveu pedir o divórcio por sofrer abusos psicológicos, morais e patrimoniais, que se intensificaram durante a gestação. Medidas protetivas foram pedidas pela paraguaia contra o ex-marido.

De acordo com a mãe, a ordem de busca ordenada pela Justiça estava repleta de informações falsas e racistas. “No documento, dizia que não tinha feito pré-natal, sendo que tinha e apresentei todas as documentações e exames, mas simplesmente não ouviram e omitiram isso. Além disso, afirmavam que o bebê sofreu vários riscos por ter nascido no Paraguai em uma aldeia indígena”, comentou a mãe. A ação judicial segue em segredo de justiça.

“Por ser imigrante, por ter tido um parto de forma natural, sem violência, estão me incriminando. Por minha alimentação e crenças, querem apagar meu ser. Isso é uma espécie de tortura psicológica. Estão me julgando por ser naturalista, mas eu não conheço outra vida, cresci e fui criada assim. É uma aculturação ainda, porque me comunico com ele em Guarani”, concluiu Patrícia.


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