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Milhares de cães usados como bombas foram mortos na Segunda Guerra Mundial

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Cão com máscara de gás na Primeira Guerra Mundial (Wikimedia Commons)

Não foram apenas os humanos que pagaram caro pelas guerras do passado. Os animais, inocentes e vulneráveis, foram explorados e mortos sem piedade. Na Segunda Guerra Mundial, bombas eram explodidas acopladas a corpos de cachorros, tirando a vida de milhares deles.

As crueldades promovidas pelos exércitos contra os animais, no entanto, surgiram antes disso. Registros de meados de 1.100 a.C. mostram elefantes sendo explorados para o transporte de cargas pesadas. Pombos, ratos e morcegos também eram tratados como mensageiros e sentinelas.

Esse papel também foi desempenhado, à força, pelos cães, que também foram explorados na Primeira Guerra Mundial como “patrulhadores”. Os soldados colocavam máscaras de gás nos animais e os obrigavam a se expor a risco para farejar vítimas humanas da guerra.

Na Segunda Guerra Mundial, os maus-tratos se intensificaram. Inicialmente, os cachorros eram submetidos a treinamentos anti-naturais pelos soviéticos para que aprendessem a carregar explosivos até o território inimigo. As informações são do portal Aventuras na História.

Na época, eles foram denominados “cães anti-tanque”, porque carregavam as bombas até os veículos blindados. A explosão era acionada à distância. No entanto, o método cruel, que colocava os cães em risco, mostrou-se ineficaz porque os animais às vezes deixavam as bombas longe dos inimigos ou eram notados por eles.

Elefantes forçados a carregar cargas pesadas na Alemanha, em 1945 (Wikimedia Commons)

Foi então que os soldados soviéticos decidiram tirar os cães da condição de risco para colocá-los em um patamar ainda pior: o da morte. Eles ensinaram os cachorros a irem o mais próximo possível dos tanques. Quando chegavam ao destino, os cães eram explodidos junto com as bombas.

Com a explosão sendo acionada ainda com as bombas acopladas aos corpos dos animais, milhares de cachorros perderam suas vidas graças à ignorância e à crueldade humana.

A prática, na época, foi vista com bons olhos pelo exército dos Estados Unidos, que ao invés de repudiar tamanha barbárie, decidiu copiá-la e passou a treinar cães em meados de 1943 para enviá-los à morte.


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