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Campanha pede que animais sejam transportados em cabines de aviões: ‘eles não são bagagem’

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Angel no colo de uma aeromoça (Reprodução/Instagram/@angelbengal)

Uma campanha realizada na internet pede que as empresas aéreas deixem de submeter os animais a riscos ao transportá-los no bagageiro das aeronaves. Colocados na área de carga dos aviões, cães e gatos sofrem com o estresse. Muitos deles já ficaram feridos, foram extraviados como se fossem objetos e morreram.

Em dezembro de 2019, o cachorro Tom morreu de calor durante uma viagem de São Paulo para Vitória, no Espírito Santo. Em março do mesmo ano, Bear perdeu a vida após ficar sem oxigênio no bagageiro de um avião que o transportava de Amsterdã, na Holanda, para Los Angeles, nos Estados Unidos. Casos como esse são mais comuns do que se imagina. Para tentar evitá-los, os tutores da gata Angel iniciaram a companha “não sou bagagem, sou passageira”.

A gata tem 156 mil seguidores no Instagram e viaja constantemente de avião com sua família. “Angel é uma viajante frequente, mas tem sorte de voar na cabine porque é pequena. Mas por que outros animais que pesam mais de 8kg são tratados como sacos na carga?”, diz um post no Instagram da gata.

Na publicação, foram expostos casos de mortes de gatos durante voos da empresa Aeroflot. “Recentemente, dois gatos morreram e um foi congelado durante @aeroflotvoo de Nova York. Funcionários do aeroporto os mataram esmagando suas caixas transportadoras e tratando-os como bagagem. E não é apenas um problema da Aeroflot, mas um grande problema de todas as companhias aéreas em geral”, afirma o texto da postagem.

“Quantos animais a mais precisam morrer durante os voos de carga para que as companhias aéreas mudem as regras de transporte para eles? Eles são congelados ou fritos até a morte ou ficam feridos”, completa.

A campanha feita no Instagram da gata pede que as companhias aéreas mudem as regras de transporte de animais. “Elas [as empresas] devem tratá-los como passageiros! Porque nossos amigos peludos não são bagagem, eles são passageiros como você e eu”, conclui a publicação.


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