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Protetor dá dicas para encontrar gatos desaparecidos

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Protetor dá dicas como encontrar gatos desaparecidos
Foto: Arquivo pessoal/ Anderson França

Mitos afirmam que gatos são animais selvagens e livres que devem ter a permissão de sair de casa e frequentar as ruas com frequência, porque isso faz parte de sua natureza. Por isso, muitos tutores costumam não se preocupar quando o animal foge e desaparece por horas, mas o pior pode acontecer.

Para o jornalista Anderson Valença França, 66 anos, que atualmente trabalha na educação e proteção animalista com os projetos Gatos do Parque e Não Machuque os Animais, as pessoas precisam se conscientizar que os gatos ficam expostos a diversos riscos fora de casa.

“Os gatos têm que ser criados em casa, criação indoor, criação fechada, com toda proteção possível e imaginável”, disse França em entrevista à ANDA.

O protetor de animais trabalha há mais de 50 anos como jornalista e há mais de 20 anos defende a causa animal. O engajamento de França teve início em 1998, com o Jornal do Meio Ambiente, transmitido na época pela Rádio Nova Eldorado FM, emissora situada na cidade de São Paulo.

Atualmente, além de cuidar de mais de 80 gatos comunitários no parque da Mooca, Região Leste da capital paulista, Anderson, em conjunto com outros jornalistas, criou uma rádio web: a “Rádio Nossos Bichos”, que fala sobre a importância da informação correta em relação às leis ambientais e protecionistas da fauna e flora do nosso país.

Recentemente, em parceria com Cacá Mendes, 59 anos, locutor, decidiu investir na abertura de um canal no Youtube com o nome de “Eta Mundo Animal”, publicando vídeos que falam sobre leis ambientais, leis animalistas, adoção de animais, entrevistas com famosos que lutam pela causa animal e também orientações aos tutores sobre como lidar com os animais diariamente.

Procura-se

Quem não lembra daquela brincadeira de esconde-esconde, na qual a pessoa se escondia e o objetivo era a outra pessoa encontrá-la no seu esconderijo? Na vida dos gatos não é diferente, pelo fato desses animais serem quase invertebrados, eles têm muita facilidade de se esconder em locais quase impossíveis de encontrar.

Protetor dá dicas como encontrar gatos desaparecidos
Foto: Reprodução/ Pixabay

Para França, a primeira coisa a se fazer no caso do seu gatinho fugir é dar uma geral dentro de casa, procurando em todos os lugares possíveis da residência, como em quartos, olhando debaixo da cama, cestos de roupas sujas e, principalmente, olhar nessas camas box que abrem e fecham. Os gatos conseguem entrar e ficar quietinhos nesses tipos de móveis.

O jornalista ainda ressalta lugares onde possivelmente seu gatinho poderá se esconder. “Sempre olhar nos vãos do sofá, se for aqueles sofás camas, redobre sua atenção, eles podem entrar lá e você não ver”, indagou o protetor.

Outra dica importante do jornalista é sempre olhar em armários e gavetas. Os gatos são rápidos e, com sua estrutura física mais flexível, eles conseguem entrar na maioria dos lugares.

“Para você ver, os gatos são tão elásticos que os movimentos da ioga são baseados na mobilidade deles”, destacou França.

Veja no vídeo abaixo, dicas do jornalista como achar seu gatinho:


Segunda etapa

Para França, além de olhar dentro de casa é fundamental olhar nas partes externas da casa, como quintal, garagem e principalmente dentro dos carros. Ele pontua ainda que os gatos adoram ficar dentro do motor dos carros nessa época de frio.

Foto: Reprodução/Pixabay

Segundo o protetor, caso você não encontre seu gatinho depois de toda essa inspeção dentro de casa. A melhor coisa a ser feita é partir para a segunda etapa da procura que é a distribuição de panfletos e cartazes, com informações que possam ajudar no resgate do animal.

“Farmácias, padarias, postos de gasolina, prédios residências, caixas de correio das casas, divulgação nos comércios da região, esses locais são os ideais para a divulgação, pois, têm um grande fluxo de pessoas que passam diariamente por eles”, explica França.

Anderson ainda ressalta a importância das redes sociais na busca por animais desaparecidos. “Hoje, as redes sociais são uma grande fonte de divulgação, têm um alcance enorme, às vezes, o gatinho foi levado para outras regiões, além da que o tutor mora, assim as redes sociais são de supra importância na procura do animal”, acrescentou.

“Os gatos são animais territorialistas, então eles não costumam ir longe da sua casa, então se eles não estiverem na região da sua residência é por que eles foram levados de carro para outros lugares”, alertou o protetor.

A última dica importante que o jornalista pontua é que, de preferência, faça sua ronda diária na procura do seu gatinho após as 22 horas, pois, é esse horário que geralmente esses animais saem da toca para se alimentar”, concluiu o jornalista.

Fique de olho

As ruas oferecem inúmeros riscos aos gatinhos, como atropelamentos, envenenamentos, maus-tratos, entre outros riscos.

Eles também podem contrair doenças, brigar com outros animais e, caso não sejam castrados, se reproduzir, o que pode aumentar o abandono, caso os filhotes nasçam na rua.

Para ajudar manter os gatos dentro de casa, tutores podem usar telas de proteção fixadas em suas janelas e muros. Isso impedirá que os animais fujam e tenham acesso à rua.

Ao contrário do que muitos pensam, gatos não precisam ter acesso à rua para serem felizes, eles são animais domésticos, conseguem se adaptar bem ao lar e vivem muito bem nele. Havendo brinquedos, alimentação, um local para dormir, atenção e carinho por parte do tutor, eles se sentirão satisfeitos em sua própria casa.

Foto: Arquivo Pessoal/ Anderson França

É importante que os gatinhos sempre andem com uma identificação como: coleiras elásticas com uma plaquinha com o número do telefone do seu tutor e a cidade onde residem.

Segundo o artigo 32, da Lei Federal n: 9.605/1998, é crime contra a fauna praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

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