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Cavalo obrigado a puxar carroça com entulhos é salvo em bairro do Rio

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Foto: Ascom Vigilância Sanitária

Um pobre cavalo forçado a puxar uma carroça repleta de entulhos no bairro da Freguesia, zona Oeste do Rio de Janeiro, foi resgatado pela Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses do RJ. O animal tem claros sinais de maus-tratos. Ele receberá avaliação veterinária e cuidados. Infelizmente, o responsável pelo cavalo ainda pode reaver a guarda, basta apresentar documentação e pagar as diárias do animal no centro de acolhimento.

A proibição de carroças puxadas por tração animal na região urbana da cidade do Rio de Janeiro é proibida de 2016. Segundo dados da Vigilância Sanitária, apenas este ano foram resgatados mais de 200 cavalos maltratados e obrigados a puxar carroças. Caso os guardiões do cavalo não se manifestem, os animais são encaminhados para abrigos de ONGs ou para currais públicos. Eles ficam no CCZ até estarem completamente saudáveis e reabilitados.

Crime

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explica que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

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