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Vietnã proíbe comércio e importação de animais silvestres

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O Vietnã anunciou recentemente a proibição de todas as importações de animais selvagens, vivos ou mortos, e uma nova política de repressão e combate ao comércio de animais espécies silvestres em todo o país como parte dos esforços para mitigar os riscos de novas pandemias, como a Covid-19.

A nova norma foi emitida pelo primeiro-ministro do país, Nguyen Xuan Phuc, e abrange ainda a comercialização de produtos de origem animal como ovos, órgãos e partes do corpo, normalmente utilizadas em receitas da medicina tradicional asiática. Em caso de descumprimento, há severas punições.

O anúncio foi bem recebido por organizações que se dedicam a conservação de espécies selvagens e acusam o governo de não despender recursos para a proteção de animais em situação de ameaça ou extinção. O Vietnã é um dos maiores consumidores asiáticos de produtos da vida selvagem.

Estima-se que o comércio de animais selvagens renda bilhões de dólares anualmente. Entre os produtos de animais contrabandeados com mais freqüência estão as partes de tigre, chifre de rinoceronte e pangolins, usados ​​na medicina tradicional. Os animais também são comprados para serem mantidos em cativeiro.

Em fevereiro desse ano, uma coalizão formada por 14 organizações de conservação vietnamitas enviou uma carta ao governo alertando que novos vírus e pandemias continuarão a surgir se os seres humanos continuarem a explorar os animais e a destruir a natureza e que a Covid é só o começo.

Além da venda de animais selvagens em grandes mercados comuns em todo Ásia, há também o crescente comércio on-line através de sites e redes sociais, incluindo o Facebook e o YouTube. Outra preocupação é a continuação da exploração animal para a medicina tradicional, extremamente arraigada na cultura do país.

A chefe de biodiversidade das Nações Unidas, Elizabeth Maruma Mrema, pediu que os países proíbam os mercados de vida silvestre, vistos por muitos especialistas como fomentadores de doenças zoonóticas. O governo chinês introduziu uma proibição temporária nesses mercados, onde os animais são vendidos em condições degradantes e sem higiene.


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