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Ativistas denunciam chacina de cães abandonados no Paquistão

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Ativistas em defesa dos direitos animais e cidadães compassivos denunciam que cães em situação de rua estão sendo massacrados com tiros e petiscos envenenados após a aprovação de uma nova política de combate à raiva. A Dra. Naseem Salahuddin, chefe do projeto Rabies Free Pakistan (RFP), afirma que uma força tarefa já foi reunida e muitos animais foram vacinados e esterilizados. Eles não representavam nenhum risco, mas foram condenados à morte mesmo assim.

Ela afirma que a chacina tem ocorrido principalmente na província de Sindh, uma das quatro províncias em que o território do Paquistão é dividido. A ativista aponta que operações noturnas de extermínio estão ocorrendo com frequência e estima que milhares de cães tenham tido suas vidas ceifadas. “Você trabalha do amanhecer ao anoitecer, se esforça ao máximo, gasta tempo e recursos, e eles matam os cães sem motivo algum. É como ser esfaqueado pelas costas”, disse.

Autoridades afirmam que apenas esse ano mais de 6 mil pessoas contraíram raiva após interagirem com cachorros e que não há estrutura para tratar tantas pessoas com a doença. Rehan Hashmi, membro do conselho de Karachi, capital de Sindh, vomitou um discurso extremamente antropocêntrico e retrógrado afirmando que apenas a vida dos seres humanos importam e precisam ser preservadas. Ele afirmou ainda que os cães precisam ser retirado das ruas, não importa a que preço.

A falta de sensibilidade dos líderes políticos é apenas um reflexo de uma sociedade que ignora os animais e prejudica a atuação daqueles que desejam salvá-los. Ativistas salientam que os animais são indefesos e o alto número de cães em situação de rua é o retrato do um país em desenvolvimento, como o Paquistão. Sem ter para onde e o que comer, é comum que esses animais busquem sua subsistência no lixo ou aprendam a temer a presença humana e a reagir para se proteger.

Desde de 1890, o Paquistão conta com um lei que pune casos de crueldade contra animais, mas que ainda conta com muitas brechas. Em 2018, a lei avançou um pouco mais e incluiu multas e punições para casos de maus-tratos, mas, na prática, não surte o efeito desejado. Ativistas pedem que a legislação avance e reconheça animais como seres sencientes que possuem direito à proteção e à vida, além de obrigada as cidades e províncias a cuidar dos animais.

Eles denunciam ainda que a superpopulação de cães e a proliferação de doenças zoonóticas são resultados da negligência do país no trato dos animais. Campanhas de castração e vacinação ajudariam a evitar problemas atuais, mas é necessário apoio público e campanhas de conscientização para toda a população. Vários grupos em defesa dos animais se uniram para ajudar os animais. Cerca de 24 mil cães já foram vacinados e mais de 3,5 mil já foram castrados.

A ativista Ayesha Chundrigar, conhecida internacionalmente pela fundação da Ayesha Chundrigar Foundation, um dos principais abrigos do Paquistão, que acolhe mais de 500 animais, publicou um vídeo lamentando as mortes em massa dos animais. “Nós [ACF] estamos prestes a completar sete anos no próximo mês. Foram sete anos difíceis. Nos sentimos tristes. Não temos sucesso para mostrar. Porque todas as nossas histórias de sucesso estão mortas”, concluiu.


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