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Transportadora demite funcionário suspeito de decepar patas de pit bull Sansão

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Foto: Ticiana Lima Dornas

Um dos homens investigados pelos maus-tratos cometidos contra o pit bull Sansão, em Confins (MG), foi demitido da empresa na qual trabalhava. Desde segunda-feira (6), quando o cachorro teve suas patas traseiras decepadas e foi amordaçado com arame farpado, o funcionário não apareceu na transportadora.

Conforme explicou a advogada Maeve Jasper Zappellini, o homem “não fará mais parte do quadro de funcionários da empresa”. Ele era responsável por executar serviços gerais na unidade de Confins da transportadora Zappellini, que tem sede em Santa Catarina.

“Não conseguimos contato com ele, não temos informações de onde ele está. Ele sumiu”, afirmou a advogada da empresa em entrevista ao portal G1.

A transportadora emitiu uma nota de repúdio (confira na íntegra abaixo) por meio da qual defendeu a punição de crimes de maus-tratos a animais, firmou compromisso em fortalecer campanhas de conscientização e reiterou que respeitar e proteger os animais “é um dever de todos”.

Violência brutal

Sansão foi brutalmente agredido na última segunda-feira (6). O animal vivia em uma empresa vizinha à transportadora na qual o suspeito trabalhava. Outro homem que não era funcionário da empresa também é investigado por mutilar as patas traseiras do cão. Uma foice foi usada no crime.

Um dos tutores do pit bull, Gleidson Justino da Silva, de 40 anos, afirmou ao G1 que Sansão foi torturado pelos homens porque brigou com um cão tutelado por eles. Após ser socorrido, o animal foi internado, passou por cirurgia e está se recuperando. Ele já ganhou uma cadeira de rodas para que possa voltar a caminhar.

“Nós queremos justiça por todos esses cachorros que sofrem maus-tratos e não têm voz que falem por eles”, disse o tutor. Após um boletim de ocorrência ser registrado, um dos investigados prestou depoimento. O outro fugiu.

Foto: Ticiana Lima Dornas

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, “o procedimento foi realizado pela Polícia Militar, em Confins, e remetido à Justiça. A PCMG não teve acesso ao procedimento e aguarda a manifestação do Ministério Público para, se for o caso, dar continuidade às investigações”.

Através de uma rede social criada para Sansão, Nattan Braga, que também é tutor do animal, publicou nota sobre o caso. “Na data do ocorrido, ainda no local dos fatos, o agressor Júlio Cesar foi abordado pela PM e disse aos militares que o Sansão não havia mordido nem ele e nem os outros cães. O mesmo foi conduzido à delegacia, onde foi registrado o boletim de ocorrência. Na delegacia foi dada outra versão, ele informou que o Sansão foi agredido pois ele havia atacado os seus cães, porém nem ele e nem os cães possuíam lesões que comprovassem o alegado”, escreveu.

“Após depoimento, ele foi liberado. De acordo com a polícia, ele não agiu sozinho. Porém, seu irmão, que é o suspeito, conseguiu fugir do local. Infelizmente as leis de proteção aos animais ainda são brandas e os atos praticados são considerados de menor potencial ofensivo. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) já está apurando o fato. Seguimos com fé, acreditando que a justiça será feita”, completou.

Braga falou ainda sobre o amor que ele e sua família sentem pelo cão, contou que Sansão nunca foi explorado para proteger a empresa, que sempre foi tratado como um membro da família e que vivia no local apenas por conta do espaço, onde ele brincava e se divertia. O animal, no entanto, não voltará para a empresa. “Muitas pessoas estão questionando sobre a possibilidade do Sansão voltar a viver no mesmo local, e deixo claro desde já que isso não acontecerá. Com nossos esforços, o apoio e parcerias que conseguimos, o Sansão terá todos os cuidados necessários”, explicou.

Foto: Uarlen Valério/O TEMPO

“Em primeiro lugar, afirmamos que o Sansão não é um cão de guarda (…) O Sansão nunca foi estimulado a ter comportamentos agressivos, nem condicionado a ter comportamentos protetores e defensores, muito pelo contrário, sempre o estimulamos a ser dócil e amigável. O Sansão é considerado um membro da família, o qual compartilha de momentos felizes com todos nós familiares e amigos”, afirmou o tutor, que publicou um vídeo com imagens que mostram a rotina do cão antes da agressão (veja abaixo), incluindo o dia em que seu aniversário de dois anos foi celebrado, com direito a bolo e vela.

“Só Deus sabe o quanto estamos sofrendo e estamos abalados com a situação. O Sansão continuará tendo todo o amor, carinho e cuidados necessários, ainda mais agora que precisará de cuidados especiais. Eu e minha família não iremos medir esforços para continuar garantindo a ele uma qualidade de vida”, disse Braga.

Nota de repúdio

“A empresa TRC ZAPPELLINI, vem publicamente, após conhecimento dos fatos, expressar toda indignação, tristeza e solidariedade diante dos atos de extrema crueldade, ocorridos no último dia 06 de julho de 2020 que vitimou o cão da raça pitbBull ‘Sansão’.

Esperamos que toda forma cruel de tratamento aos animais seja combatida e punida. Tais condutas, além de moralmente condenáveis, são legalmente vedadas. Classificamos como absurdos e inaceitáveis os atos praticados com tamanha covardia.

A crueldade das ações, confirmadas pelas autoridades competentes, são inadmissíveis, consequência da fatídica e inexorável crueldade humana, impossível de ser compreendida. Lamentamos profundamente, não somos e jamais seremos coniventes com quaisquer praticas cruéis.

Esclarecemos que todas as providências necessárias e legais já estão sendo tomadas pela empresa, em relação aos fatos e a conduta praticada. Por fim, que sejam responsabilizados os envolvidos pela terrível crueldade apontada e que com a conclusão das investigações, finalmente se ouça a voz da Justiça.

Parabenizamos a rápida e necessária atuação dos ativistas, dos órgãos de defesa e proteção animal, pois são verdadeiros fiscalizadores e defensores que, de forma assertiva, defendem seres indefesos, assegurando assim a punição aos agressores.

Firmamos ainda o nosso compromisso em fortalecer campanhas que já são desenvolvidas de conscientização sobre maus tratos e outros temas ligados a proteção dos animais, bem como coibir e aplicar todas as medidas legais dentro de nossas atribuições e competências.

Os animais são nossos fieis companheiros, merecem nossa defesa e proteção, respeitá-los e protege-los é um dever de todos”.

Confira o vídeo que mostra momentos vividos por Sansão antes da agressão:

 

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