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Expulsos do habitat, milhares de macacos ocupam ruas de cidade tailandesa

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Foto: Mladen Antonov/AFP

Milhares de macacos estão ocupando ruas de Lopburi, na Tailândia. Após a pandemia afastar os turistas, que foram impedidos de chegar à cidade devido ao fechamento das fronteiras do país, os animais tomaram conta da região.

Enquanto atraíam turistas, os macacos eram vistos com bons olhos pelos habitantes do município. Atualmente, são injustamente tratados como um problema, sem que seja analisado que a situação saiu de controle exclusivamente por conta da ação humana, que expulsou os macacos de seu habitat, obrigando-os a migrar para o perímetro urbano.

São 27 mil humanos e 6 mil macacos vivendo em Lopburi. Em três anos, a população da espécie dobrou. E os animais que antes eram confinados ao redor de um templo, passaram a circular pelo município, ocupando prédios de comerciantes que se viram obrigados a fechar seus comércios. Como aconteceu com o antigo cinema da cidade, hoje ocupado pelos animais, que protegem o local. As informações são da agência de notícias AFP.

Foto: Mladen Antonov/AFP

Famintos, os macacos chegam a brigar por comida no meio da rua. A situação alarmante levou as autoridades a iniciar uma campanha de castração. Pela primeira vez em três anos, o procedimento foi realizado. Até o momento, 50 macacos foram castrados. A meta é esterilizar 500, entre machos e fêmeas, para fins de controle populacional.

Alimentos são colocados dentro de gaiolas para atrair os macacos, que são anestesiados e levados para uma clínica veterinária, onde a cirurgia é feita. Narongporn Daudduem, diretor do Departamento de Parques e Vida Selvagem de Lopburi, afirmou à AFP que a campanha de esterilização começou no dia 20 de junho. “Capturamos 100, mas operamos apenas metade”, disse. “Alguns já haviam sido esterilizados, outros estavam amamentando, outros eram muito jovens”, completou.

Há a possibilidade, porém, da campanha não bastar e a transferência dos macacos para um local construído para eles, fora da cidade, tornar-se necessária. Enquanto isso, os comerciantes alimentam os animais por conta própria.

Foto: Mladen Antonov/AFP

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