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Zoo cogita matar animais após encerrar as atividades por conta da pandemia

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Foto: Divulgação / Living Coasts

Um zoológico no Reino Unido cogita matar os animais após encerrar as atividades por conta da crise econômica gerada pela pandemia de coronavírus. Além de serem explorados para entretenimento humano, os animais agora correm o risco de ter suas vidas ceifadas.

A possibilidade de matar os animais foi anunciada pela Living Coasts, organização responsável pelo zoológico, situado na cidade de Torquay, no condado de Devon.

Após um período fechado, o zoo voltou a funcionar, respeitando medidas de distanciamento social que determinaram a diminuição no número de visitantes. Sem recursos para se manter, o estabelecimento anunciou, na última segunda-feira (15), o encerramento definitivo das atividades.

O zoológico admitiu que há animais que têm condições de serem reintroduzidos na natureza – o que reforça o posicionamento de ativistas, que apontam que estabelecimentos que aprisionam animais para expô-los ao público o fazem para explorá-los em nome do lucro, não para preservar espécies, já que mantêm aprisionados até aqueles que podem retornar ao habitat.

Foto: Miriam Haas / Divulgação / Living Coasts

A entidade Wild Planet Trust revelou, porém, que a maior parte dos animais não seria capaz de viver na natureza porque nasceu no zoológico. A declaração expõe a realidade cruel desses estabelecimentos, nos quais animais são reproduzidos, sob o falso pretexto de conservação das espécies, apenas para serem mantidos no cárcere. A conservação, de fato, é realizada por instituições que reproduzem espécies para devolvê-las ao habitat, já que não existe preservação que não seja voltada exclusivamente ao bem-estar e aos direitos dos animais. Quando são reproduzidos para serem mantidos em zoos, os animais estão apenas sendo explorados para gerar lucro e entretenimento.

Outra alternativa estudada pela Living Coasts inclui enviar os animais a outros zoológicos e aquários da rede Wild Planet Trust, onde continuarão sendo tratados como objetos em exposição. Não se sabe, porém, se essa possibilidade poderá ser efetivada, porque alguns desses estabelecimentos que receberiam os animais já enfrentam riscos de fechamento por conta da pandemia. Caso não existam locais especializados para recebê-los, a matança deve ser realizada.

Nota da Redação: a ANDA, enquanto defensora dos direitos animais, orienta seus leitores a não frequentarem zoológicos e aquários, como forma de boicote à exploração animal para entretenimento humano. O lugar de animais que não têm condições de viver na natureza são os santuários. Diferentes dos zoos e aquários, os santuários dispõem de recintos adequados e amplos, e não existe a prática de expor animais a grandes quantidades de visitantes para gerar lucro, já que se tratam de instituições sem fins lucrativos, que visam exclusivamente o bem-estar animal.


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