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Cadela grávida é atropelada e jogada ainda viva em triturador de lixo de caminhão

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Amada pela família, cadela foi brutalmente morta ao ser atropelada e jogada em triturador de lixo (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma cadela foi morta de maneira brutal na cidade de Santana, no Amapá. Lavine, como era chamada, estava grávida de três semanas e, após ser atropelada por um caminhão de lixo, foi jogada por um gari dentro do triturador do veículo. A família do animal, que está vivenciando um período difícil de luto, indignou-se com o crime e acionou a Justiça.

A cadela estava viva quando foi arremessada para ser triturada, no dia 5 de junho. O crime bárbaro foi presenciado pelo irmão do tutor de Lavine e registrada por uma câmera de segurança. Grávida de três semanas, ela era o xodó da família, que agora pede indenização de R$ 16 mil.

O caso foi confirmado pela empresa Esc Ambiental, responsável pelo serviço de coleta de lixo da cidade de Santana. A companhia lamentou a morte da cadela. “Repudiamos o ocorrido, destacando que tais atos não fazem parte do protocolo e das orientações feitas por esta empresa a todos os nossos colaboradores. Os mesmos foram advertidos. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos, e lamentamos esse triste episódio”, afirmou, em nota divulgada pelo G1.

Tutor de Lavine, o policial militar Lucas dos Santos Santana disse que a cadela era um membro de sua família e que seu irmão ficou traumatizado ao vê-la ser morta.

“Minha esposa não consegue engravidar e adotamos nossos animais como filhos, ou seja, a perda da nossa cadela é como se fosse a perda de um filho. Demos carinho, atenção, amor e ela sempre retribuiu tudo isso. Meu irmão, que é especial, que viu a cena, está traumatizado. Não tivemos nem sequer o direito de enterrar e dar o último adeus a ela”, lamentou.

Após o ocorrido, o policial pediu auxílio ao vereador e ativista pelos direitos animais Victor Hugo, que indicou que a Justiça fosse acionada. “Foi um caso de barbárie. A cadela mesmo após ser batida em via pública, estava viva, ela balança a cabeça, pede por socorro, e numa atitude cruel esse cidadão joga a cadela para ser triturada viva”, disse o parlamentar, em entrevista ao portal G1.

Na foto de cima, a cadela seria o ponto preto caído ao chão. Na de baixo, ela estaria sendo jogada no caminhão (Foto: Arquivo Pessoal)

Na última terça-feira (9), o advogado da família fez uma representação de crime de danos morais contra a empresa e a Prefeitura de Santana. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Amapá.

“Esta caracterizado o crime de maus tratos do Art. 32 da lei de crimes ambiental, agravado pela morte do animal, buscamos justiça para a família e responsabilização criminal e administrativa dos agentes que praticaram esse grave crime”, informou o advogado Osny Brito.

Ao ser questionada pelo G1, a Prefeitura de Santana afirmou que, embora preste serviços ao município, a empresa é quem responde judicialmente sobre o caso.


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