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Coronavírus ameaça destino de cães abandonados na Grécia

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Medidas de isolamento social e bloqueios de movimentação completam dois meses da Grécia. Enquanto estas políticas de distanciamento preservam vidas humanas, a proteção animal enfrenta novos desafios. Grupos, abrigos e ONGs gregas dedicadas ao resgate e adoções de cães e gatos sofrem com a superlotação causada pelo aumento do número de abandonos e redução de adotantes.

A Grécia também possui centros de acolhimentos para animais especializados em adoções internacionais. Como assim? Cães e gatos resgatados de ruas do país são enviados para novos lares em outros países da Europa e Américas. Com o bloqueio aéreo e restrições de viagens, estas adoções foram interrompidas e milhares de animais que seriam enviados para o exterior agora aguardam em abrigos.

Cada dia que passa, mais animais chegam aos abrigos e mais despesas com alimento, cuidados veterinários e medicamentos são investidas. Devido à falta de recursos, muitos centros de acolhimentos não têm outra escolha a não ser se negar a receber novos animais. O que deveria ser apenas um local de transição temporária, está se tornando o lar definitivo de muitos animais e isso está longe do ideal.

Na Grécia, cães adultos e sem raça definida tendem a ser preteridos no momento da adoção e são os primeiros a serem abandonados. Estudos indicam que os jovens gregos estão mais inclinados a adotar do que comprar, mas apenas quando os animais são filhotes. Os animais adultos e sem pedigree são os que têm maior oportunidade de adoções internacionais.

Enquanto alguns culpam o aumento do abandonado e redução das adoções com a situação econômica da Grécia, ativistas em defesa dos direitos animais apontam que, infelizmente, a questão principal é a deseducação no que tange o conhecimento sobre a senciência animal, o trabalho de ONGs e até mesmo o reconhecimento dos direitos animais. O maior inimigo é a ignorância.

América Latina

Ativistas em defesa dos direitos animais estão lutando contra o tempo para salvar cães e gatos abandonados na Colômbia em meio à pandemia do coronavírus. Falsas informações apontando que animais domésticos transmitem a doença estão incentivando o abandonado de cães e gatos no país.

Apesar do governo se pronunciar oficialmente negando que existam evidências que comprovem que animais domésticos transmitam a doenças, boatos e fakes news estão tomando proporções descomunais e ameaçam milhares de seres indefesos sem abrigo e alimento que sofrem nas ruas.

Andrea Padilla, eleita conselheira sobre direitos animais da cidade de Bogotá, acredita que a desinformação é o pior inimigo da pandemia. “Devido a notícias falsas e pânico causado por informações erradas, há pessoas que abandonam seus animais domésticos”, diz a ativista.

Ela afirma ainda que apelos para resgate e cuidado de animais em situação de abandono estão crescendo exponencialmente e de forma assustadora. “No momento, estou respondendo a mais ou menos 150 mensagens do WhatsApp por dia”, afirma e diz ainda que o número denúncias de maus-tratos dobrou.

Além do número de abandonados, há também obstáculos para os cuidados dos animais, como a elevação dos preços. É o que denuncia Blanca Rodriguez, administradora de um abrigo de animais em Usme. “Na minha região, vi uma explosão de animais abandonados. Eles aumentaram demais o preço dos alimentos para animais”, afirma.

No Bolívia, o ativista Sergio Flores, que cuida de um abrigo de animais em La Paz, diz que está recebendo animais de diversos bairros e cidades do país. O número de cães e gatos sem lar cresce assustadoramente. Moradores estão fazendo campanhas para ajudar animais abandonados, formando forças-tarefa para alimentá-los na rua, pois as adoções também despencaram.


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