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Leões aproveitam a quarentena e descansam em estrada na África do Sul

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Foto: Richard Sowry

Sem a perturbação gerada pelos turistas, leões puderam descansar em paz em uma estrada que corta o Parque Nacional Kruger, na África do Sul. O local explora animais para entretenimento humano através dos valores cobrados aos turistas para que observem os animais enquanto transitam pela reserva e também por meio da matança, já que o parque é uma das maiores reservas de caça da África.

O próprio parque divulgou a imagem e afirmou que a cena registrada não ocorreria em tempos normais, porque a reserva está sempre lotada de turistas. No momento, o parque está fechado por conta da quarentena estabelecida como forma de combate à pandemia de Covid-19.

“Este grupo de leões costuma transitar pelo Parque Contratual de Kempiana. Esta tarde, eles estavam deitados na estrada, nos arredores de Orpen Rest Camp”, diz a legenda das fotos divulgadas pelo parque. As imagens foram feitas por um guarda florestal durante uma varredura de rotina.

Foto: Richard Sowry

O local abriga leões, leopardos, rinocerontes, elefantes, búfalos e zebras. Também vivem na reserva centenas de outros mamíferos e várias espécies de aves, como os abutres, as águias e as cegonhas. Além dos leões, recentemente zebras foram vistas caminhando por locais incomuns, como o campo de golfe do parque.

Exploração animal

Permitir que centenas de turistas tenham contato próximo com animais selvagens apenas para satisfazer o desejo de conhecê-los é uma prática que configura exploração e que só se mantém porque gera lucro para aqueles que administram os safáris.

O habitat dos animais silvestres não é local para humanos. Tratá-los como atrações é uma forma de objetificar esses seres vivos, colocando-os na condição de “coisas” a serviço do ser humano – o que, definitivamente, eles não são.

Reprodução/Pixabay/Adrega/Imagem Ilustrativa

Os animais existem por seus próprios propósitos, não para afagar o ego humano, que se sente satisfeito ao vê-los de perto, tampouco para gerar lucro a um grupo de pessoas.

Respeitar a vida selvagem é entender que pagar para estar perto de um animal – causando-lhe estresse e tornando-se um “corpo estranho” em meio ao que é, de fato, natural para ele (a natureza e tudo que nela há) – é uma prática que contraria os direitos animais e que colabora para a exploração desses seres.

O boicote a safáris, aquários, zoológicos, circos e a qualquer local similar, que explore animais para entretenimento humano, é uma postura ética de comprometimento com a causa animal que deve ser adotada por toda pessoa que diz amar e respeitar os animais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


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  1. Nunca vi uma coisa tão absurda como esta aqui. O Parque Nacional Kruger é um “hotspot” de biodiversidade mundial. Uma área de mais de dois milhões de hectares para usufruto humano e conservação de habitat e vida selvagem. Para manter está gigantesca área que conserva biodiversidade em larga escala a receita de turistas é primordial. A indústria do turismo é parte integrante para a manutenção existencial desta e de milhares de parques nacionais mundo afora.

    Se o turismo não for permitido ou qualquer outra indústria geradora de financiamento, toda está área será “devolvida” para o uso tradicional humano, ou seja, agricultura, pecuária, mineração, ocupação e invasão humana. Sabe o que acontecerá com toda esta fauna que aqui reside? Morte.

    Cuidar do bem estar animal é uma coisa, agir com tamanho desconhecimento é outra coisa. Certamente o autor não compreende que conservação de habitat selvagem e vida selvagem não andam de mãos dadas com as questões de bem estar defendidas aqui. Animais de fazenda, domésticos, tem outras necessidades – eles não dependem de parques nacionais e áreas protegidas para sua existência como espécie.

    Nenhuma ONG protecionista comprou terras e conserva rica vida selvagem africana, sem utilizar ecoturistas ou caça regulamentada como meio de financiar um genuíno projeto de conservação de habitat e vida selvagem!

    Vocês fazem um bom trabalho aqui, mas as fronteiras precisam ser definidas e matérias com animais selvagens não podem ter o mesmo andamento dos domésticos. Amar e respeitar os animais não é atributo apenas das pessoas que se julgam éticas. Quando se trata de animais selvagens e sua necessidade existencial, um pragmatismo bem diferente se faz necessário. Boicote é coisa de ativista inconsequente, que desconhece princípios mínimos de economia e biologia da conservação, tampouco as necessidades urgentes de ser manter e conservar qualquer ambiente biodiverso. Diariamente problemas antropogênicos estão destruindo paisagens naturais e tudo que nele depende.

    Fazer um maravilhoso safári na África, sonho de qualquer pessoa que ama animais, é um comportamento antiético?

    Estamos em um tempo de somar esforços para manter o que a humanidade ainda tem a proteger e conservar. Vejo muito ativismo contra a caça legal (não confundir com caça furtiva), mas contra ecoturistas!.

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