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Cerca de 85% da população desconhece que a origem do coronavírus tem relação com a exploração de animais

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Divulgação

Uma pesquisa realizada pela empresa Faunalytics apontou que 84% da população dos Estados Unidos não sabe que a pandemia de coronavírus teve início em um mercado de animais silvestres e não associa a transmissão do vírus à exploração de animais para consumo. O estudo foi feito entre os dias 27 e 29 de março.

Os dados foram obtidos a partir de entrevistas feitas com 1 mil participantes escolhidos para representar o país. Os voluntários responderam cinco conjuntos de perguntas sobre a origem do coronavírus e a relação entre doenças infecciosas e consumo de animais. Apenas 16% dos participantes fizeram a associação, enquanto um parte do entrevistados acredita que o vírus é uma arma biológico.

A Faunalytics também apresentou aos participantes um parágrafo que os informava dos dados do Center for Disease Control, que indica que 75% das novas doenças infecciosas em pessoas são de origem animal, o que a maioria dos entrevistados considerou convincente (52%) e lógico (57%). No entanto, apenas 15% dos entrevistados concordaram que existe um vínculo entre surtos como a Covid-19 e a criação de animais.

Pixabay

Quanto a ações futuras, 42% dos entrevistados apoiam restrições à agricultura e 43% apoiam restrições comerciais para evitar futuros surtos de doenças. Por outro lado, 35% dos entrevistados se opuseram a apoiar proibições completas – em oposição a restrições – de qualquer tipo de criação de animais que tenha sido associada a um surto grave de doença humana.

O supervisor da pesquisa, o Dr. Jo Anderson, afirma que o estudo é um excelente termômetro sobre o longo caminho educacional que a população norte-americana precisa percorrer. “A ciência é clara sobre como o uso de animais como alimento pode contribuir para emergências de saúde pública como a que o mundo está enfrentando atualmente, mas a maioria das pessoas não sabe disso”, afirma.

E completa: “Nós – não apenas advogados ou pesquisadores, mas todos – precisamos substituir desinformação por fatos sólidos. E o fato é que esse surto e outros antes dele foram rastreados até animais doentes, que foram agrupados firmemente uns com os outros e vendidos aos seres humanos como alimento”, concluiu.


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