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Centros de resgate de animais lutam contra escassez de recursos causada pela Covid-19

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Foto: Merazonia

Diversos centros de resgate de animais selvagens pelo mundo têm sofrido com a elevada escassez de recursos, que tem sido causada pela quarentena imposta em diversos países com intuito de neutralizar a pandemia causada pelo surto do coronavírus. A doença tem feito com que os centros de resgate da vida selvagem iniciem uma verdadeira luta para sobreviver.

Com cerca de 100 animais, o centro de resgate Merazonia, localizado no leste do Equador, enfrenta um futuro incerto após o país começar a restringir o movimento da população, já que a maior parte do financiamento do centro vem do turismo voluntário. Grande parte dos animais que vivem no abrigo foram resgatados do tráfico de animais selvagens na América do Sul e não têm condições de retornar à natureza.

Já na Tailândia, Edwin Wiek, o secretário geral da Wild Animal Rescue Network, afirma que a perda do financiamento para o refúgio Wildlife Friends Foundation Tailândia, que atua no resgate de vida selvagem e refúgio de elefantes do leste e sudeste da Ásia, chega a 80%. “Temos mais de 700 animais – 25 elefantes que requerem muito cuidado e comida, cerca de 30 ursos e 400 primatas. Se não conseguirmos uma renda alternativa daqui a três meses, teremos que abrir as gaiolas e deixar os animais saírem, o que não posso fazer. Estamos tentando fazer tudo o que podemos”, explica Edwin.

Foto: Gloria Dickie

Na ONG Animals Asia, localizada em Chengdu, na China, os altos preços cobrados por máscaras e medicamentos têm sido um grande problema, já que a instituição atua no resgate de ursos da lua salvos de fazendas de bílis. “Tem sido muito assustador. No nosso santuário, temos uma população realmente geriátrica de ursos que depende muito do alívio da dor. Está sendo um desafio superar essa crise. Nunca deixaremos o bem-estar dos ursos comprometido, mas isso tem um custo. Garantir que nossos estoques permaneçam altos agora é a nossa maior preocupação”, conta Ryan Sucaet, diretor da equipe de veterinários da entidade.

Apesar da crise econômica ser grande e estar afetando diretamente vários centros de resgates da vida selvagem em todo o mundo, existe ainda um fio de esperança que ajuda a manter as atividades dos abrigos, já que, no final de fevereiro, a China emitiu uma proibição temporária sobre o comércio e o consumo de animais selvagens, que deverá ser transformada em lei ainda este ano. E o primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Xuan Phuc, pediu ao Ministério da Agricultura do país que elabore uma diretiva para acabar permanentemente com o comércio e o consumo de animais selvagens.

Para a fundadora da Animals Asia, Jill Robinson, a luta de décadas para o encerramento do comércio de animais selvagens finalmente está alcançando resultados. “Já vimos mudanças significativas de forma relativamente rápida por parte das autoridades. O mundo está acordando para o fato de que é impossível cultivá-los humanamente sob condições estritas de biossegurança. Estamos percebendo que precisamos mudar nossos hábitos e atitudes em relação à maneira como vivemos e administramos a vida selvagem”, conclui Jill.


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