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Animais não devem ser higienizados com álcool em gel e detergente, alertam veterinários

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A ordem francesa de veterinários alertou para o perigo que o álcool em gel e o detergente, quando usados para higienizar cães e gatos, representam para esses animais.

Nas redes sociais, fotos de cães com as patas queimadas por álcool ou detergente foram divulgadas. Os animais foram higienizados de maneira errada numa tentativa dos tutores de conter o avanço do coronavírus.

Pixabay/ssmiling

A atitude dos tutores, no entanto, se deve exclusivamente ao fato de que os cachorros podem pisar em superfícies contaminadas ou carregar o vírus em sua pelagem após uma pessoa doente espirrar, por exemplo. Assim como os pés e a pele humana, além de objetos como maçanetas, podem funcionar da mesma maneira. Não há qualquer evidência, no entanto, de que os animais domésticos contraiam ou transmitam a Covid-19, conforme alertado por especialistas e órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Christine Debove, da Ordem de veterinários da região de Paris, na França, afirmou à agência de notícias AFP que lavar as patas dos animais “com água e sabão ou xampu para cães funciona muito bem”. Segundo ela, álcool em gel e detergente “podem provocar irritações no nível das mucosas e reações cutâneas” em cães e gatos, já que esses animais costumam se lamber.

Lavar as patas dos animais após passeios – que devem ser rápidos para não serem transformados em eventos sociais, atendendo à recomendação de que a população evite aglomerações – é, segundo a especialista, “um gesto básico de higiene que deveríamos praticar sempre” e que, em relação ao vírus, é “suficientemente eficaz”.

Evitar que os animais lambam as mãos e o rosto do tutor também é recomendado, além de lavar as mãos após brincar com eles.

Nota da Redação: Cães e gatos não pegam nem transmitem o covid-19. Eles podem apenas pegar as versões canina e felina do coronavírus que não são transmissíveis aos humanos, segundo o que  atestam veterinários do mundo todo. O cão de Hong Kong que a princípio mostrou em exames ter “vestigíos” do covid-19, morreu dois dias depois de ser constatado, por meio de testes mais complexos, que ele não portava o coronavírus humano. Ele era um cão idoso, com 17 anos, e os próprios especialistas de Hong Kong declararam que ele deve ter morrido devido ao estresse causado pela distância da família durante a quarentena.

No entanto, tutores infectados com convid-19 devem delegar os cuidados aos seus animais a outras pessoas e, se isso não for possível, usar álcool gel antes de acariciar seus cães e gatos, pois, pode haver uma contaminação superficial do pelo desses animais do mesmo modo que haveria num corrimão de escada, por exemplo. A ANDA tem se preocupado em passar as informações corretas, com embasamento da OMS – Organização Mundial da Saúde e de veterinários, a fim de evitar abandono e maus-tratos. Colabore também disseminando as informações corretas!


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