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Mulher é presa em flagrante após matar cachorro em Pernambuco

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Foto: Portal No Detalhe

A mulher acusada de assassinar um cachorro e maltratar diversos outros animais na Zona Leste de Caruaru, em Pernambuco, foi presa na tarde do último domingo, 29, pelo Grupo de Apoio Especial e Defesa Animal de Caruaru (Gaeda).

Segundo a Polícia Militar, os moradores começaram a denunciar a mulher enviando fotos e vídeos que comprovavam as agressões aos cachorros, para o Gaeda, que devido às provas acionou o 4º Batalhão da Polícia Militar. Os policiais, em parceria com uma equipe do grupo, foram até a residência para verificar a situação e, diante das provas encontradas no local, a mulher foi detida em flagrante.

Segundo Anderson Correia, um dos membros do Gaeda, em um dos vídeos recebidos era possível ver um cachorro morto no quintal da residência. “Tivemos que arrombar a porta da criminosa já que ela não queria abrir. Num dos vídeos que recebemos vimos um cachorrinho que estava morto no quintal, quando entramos na casa não conseguimos localizar o corpo do animal porque ela tinha ocultado o corpo dentro de uma caixa. Nós conseguimos descobrir o cadáver e diante do flagrante ela foi conduzida a delegacia para que fosse feito um boletim de ocorrência”, contou Anderson.

Crime

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explicou que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

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