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Cientistas contaminam animais em estudos sobre o coronavírus

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Para tentar entender melhor o funcionamento do novo coronavírus e desenvolver uma nova vacina, cientistas estão contaminando animais como camundongos suscetíveis a sars, assim como furões, saguis e outros macacos. A revelação foi feita pelo site norte-americano de notícias de saúde Statnews, que pertence ao grupo Boston Globe.

Furões têm recebido uma substância anestésica que coíbe que eles espirrem quando o novo coronavírus é esguichado em suas narinas (Foto: NC3RS)

Animais não são muito suscetíveis à doença 

A publicação diz que furões têm recebido uma substância anestésica que coíbe que eles espirrem quando o novo coronavírus é esguichado em suas narinas. “Outros [cientistas] estão correndo para infectar saguis e macacos-verdes africanos.”

Como os animais não são muito suscetíveis à doença, cientistas têm selecionado aqueles que podem apresentar pelo menos alguns sintomas semelhantes aos humanos, ainda que isso dependa de intervenção. Ou seja, no caso dos camundongos, por exemplo, eles estão forçando uma contaminação por meio de aplicação contínua do vírus, até que evolua para infectá-los.

Alteração no DNA dos camundongos

Outra ação tem sido dar receptores humanos aos roedores, inserindo moléculas no trato respiratório e alterando o DNA para torná-los suscetíveis ao vírus.

Até porque os animais, por suas inerentes diferenças biológicas, podem não apresentar sinais da covid-19, ainda que sejam contaminados – ou podem demonstrar sinais leves como uma tosse imperceptível.

“Se você não tem animais doentes, é difícil saber o que está fazendo”, disse Stanley Perlman, pediatra e microbiologista da Universidade de Iowa, especializado em coronavírus.

Capacidade limitada de contaminação

O sars, outro coronavírus transmitido de animais para humanos, e que tem sido utilizado como referência nas pesquisas mais recentes, é passível de infectar camundongos comuns, mas de forma limitada, além de não causar o mesmo tipo de doença respiratória encontrada em humanos.

Mas por que muitos camundongos são tão visados pela pesquisa sobre o coronavírus? Porque são baratos e fáceis de encontrar. A motivação para esse uso é a mesma de outras pesquisas que envolvem animais. No entanto, os indicativos são de que não há nenhuma grande garantia em relação ao uso dessas criaturas não humanas que possa assegurar uma resposta totalmente segura envolvendo seres humanos.

Há também cientistas que estão realizando esse tipo de pesquisa sem o uso de animais. Para saber mais a respeito, clique aqui. 

Nota da Redação: adoecer animais, submetendo-os a sofrimento, para realizar estudos que visam solucionar problemas de saúde humanos é uma prática antiética e cruel – além de ineficaz, como já foi comprovado por especialistas. Os animais não existem para servir às pessoas e, portanto, não devem ter suas vidas comprometidas para melhorar a vida humana. Os problemas de saúde humanos devem ser solucionados a partir da tecnologia e de estudos que não explorem animais. A ANDA, como defensora dos direitos animais, entende que não existe vida superior ou inferior e que, portanto, nenhum ser vivo deve ser morto ou submetido a sofrimento para garantir a sobrevivência alheia.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


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